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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

" está fechado"

Maria Araújo, 09.09.18

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 Da caminhada de Domingo, que não fazia há bastante tempo, fui em direcção ao novo, e inaugurado recentemente,  Parque Desportivo da Rodovia, fiz o percurso de sempre, saí do lado do Instituto de Nano Tecnologia, não vi a zona radical, mas do que se deparou aos olhos, parece que triplicou, tem espaços apetrechados de aparelhos para  várias modalidades desportivas, enfim, a cidade tem um parque moderno e convidativo às práticas desportivas.

Segui o meu caminho pela colina de Lamaçães, grandes construções acabadas, outras se erguem, passei pela loja Zu para comprar ração para a minha gata.

As minhas pernas têm dado sinal de cansaço, o regresso a casa era mais lento, faltavam 20 minutos para as 13h, numa curva  junto às casas que em finais dos anos 70 ficou conhecida pelo nome de aldeia dos macacos, vi um pequeno café que tinha a placa  "Jogos Santa Casa", a porta estava aberta, apeteceu-me comprar uma raspadinha de 1 euro ( o máximo que dou).

Entrei, estava uma senhora ao balcão junto à máquina de jogos, dei boa tarde, e diz ela de imediato: " está fechado".

Olhei para ela sem perceber, insisti que queria uma raspadinha.  Repete:"está fechado".

E foi então que eu comentei: " Então a senhora diz que está fechado, mas eu entrei porque tem a porta aberta".

"Já disse que está fechado".

Virei as costa e saí, comentando  para mim: " Ora esta!  Devias ser mais simpática, dizias que estava na hora de fechar, pedias desculpa, não podias vender nada."

 

 

uma caminhada

Maria Araújo, 16.06.18

ao Santuário do Sameiro que o HP organizou de apoio aos estudantes de Medicina da UM, que vão em serviço de voluntariado para o Quénia, não teve a adesão do ano passado( apoio à Refood), esperava ver um substancial número de sócios.

Poucos mas bons, seríamos 30, metemos pelo monte em direcção ao Santuário do Sameiro, cerca de 5 KM.

Uma vista da cidade, os  vestígios do inesquecível incêndio de 15 de Outubro,  à nossa frente.

 

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A natureza recompõe-se, o verde sorri, nem tudo se perde

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Um percurso que nos levou 1h40,  chegamos ao Santuário mais cedo do que imaginara.

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Um lanche, uns breves exercícios de relaxamento, a descida era feita por nossa conta e risco.

Passei pelo Santuário, um colega   que conheço há muitos anos, das noites de Pacha, acompanhou-me, entretanto, juntou-se a nós um pequeno grupo de brasileiros que decidiram fazer a descida a pé pelo Bom Jesus, seguiríamos por Fraião para irmos ao ginásio buscar os carros.

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 Descemos o parque do Bom Jesus, que àquela hora já estava cheio de turistas.

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O ano passado, dia 10 de Junho, fotografei esta casa quando caminhávamos para o Bom Jesus, este ano no sentido oposto e com a mesma decoração.

Foram cerca de 2h de caminho, 4km, nas calmas, e em agradável cavaqueira.

 

as Setes Fontes

Maria Araújo, 22.04.18

Muito faladas e visitadas, classificadas Monumento Nacional, estas Fontes ficam em Montariol, a sua construção data do século XVIII, abasteciam de água os vários cantos da cidade.

 

"O manancial é constituído por sete fontes, quatro delas com edificações de planta circular em pedra aparelhada e teto em abóbada ("mães d'água"), a que se somam minas abertas na pedra com condutas e galerias. A conduta principal nasce na primeira "mãe d'água" e prossegue, captando as águas das demais minas e mães d'água até ao Areal, onde existia a última mãe d'água. Esta última e parte do canal, foram destruídas em nossos dias por uma construtora civil para dar lugar a blocos habitacionais.

O canal prossegue pela rua do Areal, Largo de Monte d'Arcos, Rua de São Vicente, Rua dos Chãos até ao atual Largo de São Francisco, onde existia uma mãe d'água distribuidora para as ruas da cidade, mais tarde escritório de uma companhia de seguros."

 

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Há cerca de quinze anos que por lá passara quando as tarde de sol de domingo eram em casa da minha irmã mais velha, ainda aquela zona estava entregue a si própria, não havia Universidade, não havia Hospital, não havia construções, havia uma casa aqui e ali, uma delas com uma torneira de água corrente que as pessoas que por ali caminhavam, ou paravam os carros até ao pequeno caminho junto à casa, e enchiam  os garrafões desta preciosa água, ninguém cuidava daquele espaço, uma parte "roubada", entretanto, para a construção do hospital. 

Hoje, Dia Mundial da Terra, decidi desafiar a minha irmã para fazermos uma caminhada pelas Sete Fontes. Não tinha a certeza da distância, fomos de carro até ao extremo da freguesia (com algumas casinhas engraçadas) não havia qualquer sinalização que nos indicasse onde começava o caminho, perguntamos a um morador que por ali estava, comentou que não sabia se o portão estaria aberto, devíamos ter deixado o carro no lado de baixo da estrada. Percebemos que seria por onde havíamos de ter começado a visita, uma vez que tivémos de voltar para trás porque o carro estava longe e estavamos junto aos prédios que noutros tempos foi construído  sem respeitarem o espaço, foi-nos dito por um "ciclista" que começava ali a sua pedalada .

Das obras??? de preservação deste espaço que foram feitas após a construção do hospital, constatámos que pintaram as mães d'água (as fontes em forma de capela) não existem placas que nos digam o nome das fontes e/ou das minas. Quando se falou na recuperação desta área cheia de árvores, supus que haveria espaços para se usufruir de piqueniques, de leituras, de reflexão, o que não encontramos. Há, sim,  lixo, há arbustos por cortar, há esquecimento de um rico pulmão que necessita urgentemente de ser limpo.

Embora todas as fontes e depósitos de minas estejam fechados, podemos ver o  seu exterior e as condutas de pedra que abastecem as fontes e chafarizes da cidade até cerca de 4km,  autênticos trilhos que podemos calcorrear ao som do murmúrio da água que nos enche a mente de paz, vale a pena visitar o local.

Todas as fotografias aqui publicadas são de minha autoria.

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( mãe de água com brasão)

 

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(hospital de Braga) 

 

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( canal de pedra)

 

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 (respiradouro)

 

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 (Mina)

 

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Felizmente, há quem aproveite o espaço para fazer equilibrismo

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 Infelizmente, os sinais de lixo

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coisas do meu dia

Maria Araújo, 17.04.18

Gosto de andar a pé, evito o carro nos dias de sol ou nublados, faço tudo o que quero, caminhando.

Fui a pé a uma clínica veterinária que os meus sobrinhos dizem ser muito boa para saber é aconselhável levar os gatinhos, ver o sexo deles, os cuidados a ter quando tiverem de viajar para as duas famílias que os adotaram.

Aproveitei, falei da minha gata ser rebelde, de não gostar de muita gente cá em casa, de não gostar de veterinários, como fazer se pedir um domicílio.

A jovem que me atendeu foi de uma simpatia que me conquistou logo.

A minha gata não vai ao vet há cerca de 6 anos,  gostava que fosse vista, até porque está mais gorda,  e não sei se estou a facilitar a sua obesidade, embora a ração que lhe dou compro  nas lojas de animais.

Ofereceu-me uma amostra de racção fit que faz com que os gatos comam a medida certa e não sintam fome. Não faço a mínima ideia do preço, mas se um dia a levar lá e o peso estiver acima do normal, mudo de marca.

Combinamos para o fim de semana a consulta para os gatinhos.

Estava perto do hipermercado Continente, fui ver molduras, não comprei, não eram o que eu queria, antes de sair fui comer um bolo de arroz e tomar um pingo.

No regressoa casa,  os meus joelhos estavam a dar sinal de dor,  os músculos das pernas doíam-me também.

Contrariamente ao habitual, mal cheguei a casa, deitei-me no sofá, pus  uma almofada debaixo das pernas, descanso um pouco desta caminhada que não passou dos 6km.

Domingo, tive uma aula  de hidroginástica muito puxada, o dia esteve de chuva descansei a tarde toda no sofá.

Desde então não voltei ao ginásio,  amanhã vou, mas sinto-me rota de cansaço, até porque à noite, quando me sento a ver um pouco de televisão, adormeço e de manhã acordo muito cedo, não volto a adormecer.

Eu sei por que hoje senti este cansaço. O corpo reagiu à subida da temperatura que hoje se verificou. Tive calor.