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cantinho da casa

cantinho da casa

coisas do dia...

de ontem, que escrevi aqui, e mais esta  para contar.

A minha máquina  de café não estava a funcionar bem, saía mais água para a caixa interior do que para a chávena, passei numa dessas hiper lojas para ver o que há de novo para comprar.

Expliquei à funcionária o que se estava a passar com a máquina, perguntou-me ela se o café que compro é o da marca ou  marca branca.

Respondi que comprava ambas.

Ora o problema está aqui. Se costumo usar marca branca, cujas cápsulas não são iguais à de origem, depois de algum tempo a máquina avaria.

Lembrei-me de perguntar se não têm à venda a marca "x" , a resposta foi que está esgotada, e há algum tempo que o fornecedor não leva  o produto.

Comentei que ia ver no site, que se houvesse, faria a compra online. Se não, voltaria à loja.

E comprei a máquina online com entrega em 48h, após o pagamento,que foi feito de imediato.

Na quarta-feira, tinha a máquina em casa.

Vinha acompanhada da guia de remessa, procurei a factura/ garantia que não vinha ( a verdade é que quando fiz a encomenda, não me foi pedido os dados para envio da factura, nem o NIF, presumi que receberia um e-mail para envio electrónico ).

Hoje, enviei um e-mail para a marca, e a resposta, que resumo, obtida foi que, devido à COVID, os colaboradores estão em regime de teletrabalho, e face a isto e aos muitos contactos dos consumidores, houve um abrandamento da capacidade de resposta, e pedindo desculpa  pelo facto, ecom a brevidade posssível, vão tentar resolver a minha questão.

Não estava à espera desta resposta. 

Aguardo mais uma semana. Não tendo notícias, vou voltar à carga. 

 

 

 

 

 

fui picada pela primeira vez

dias de nortada na praia, segundo uma amiga que está de férias lá para Norte, hoje, acordei cedo. saí da cama antes que mudasse de ideia, preparei sandes e fruta.

se estivesse  nortada e  não aguentasse o vento,ia visitar uma amiga a Esposende. e não levei o pára-vento.

quando cheguei, não me atrevi a procurar estacionamento perto da praia, já se viam muitos carros na recta que dá acesso ao paredão, logo que visse um lugar estacionava.

e assim fiz.  tinha de andar cerca de dez minutos até à esplanada,queria tomar café. para meu contentamento, estava um vento suave e a temperatura muito agradável.

muita gente na praia, decidi ir pela estrada junto ao pinhal, queria  isolar-me, há muito espaço onde eu gosto de apanhar o sol e banhar-me no mar, e também ver se aquele e-mail que enviei para a Câmara de Esposende ( que por sua vez reencaminharam para a GNR local) tinha surtido efeito.

e SIM, há pilaretes por todo o lado, toda a zona de dunas está vedada ao estacionamento.

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cruzei-me com a GNR, que fazia a ronda.

bingo!

mesmo assim, ainda há alguns carros estacionados nos lugares destinados aos peões e áreas de pinhal para piquenique.

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a maré vaza, a temperatura agradável, sem estar quente de mais, o vento era sereno ( estive na praia até às 15:00h).

li, e ouvi recentemente de um médico, que para recebermos a vitamina a D necessária, não precisamos de aplicar o protector solar antes de ir para a praia. o ideal é chegar à praia e tomarmos o sol  nos primeiros dez ou quinze minutos sem o protector, e depois disso, sim, aplicar sempre que necessário, o que tenho feito.

então, fui ao mar, a água estava um pouco fria, mas banhei-me.

ora estando a maré vaza ( eu não sou muito fã porque tenho receio dos peixes-aranha), quando saía do mar, senti uma picada.

e poucos segundos depois, a dor intensa deixou-me preocupada. não via o pé vermelho, mas  passava os dedos e doía-me mais.

frequento estas praias do norte desde criança, nunca havia sido picada por um peixe-aranha,não sabia o que fazer, estava longe do centro. 

liguei à minha sobrinha, pedi conselho,aconselhou-me a procurar  com os nadadores-salvadores, eles  ajudavam.

e lá fui pela beira-mar,de havaianas nos pés, não fosse picada de novo.

muita gente na praia, não consegui ver os jovens.

vi um barraco de aluguer de barracas, pus a máscara, aproximei-me, apareceu-me um homem a quem perguntei onde andavam os nadadores-salvadores. respondeu-me que estavam na linha da praia, apontou numa direcção bem preto e lá estavam eles.

fui ter com eles,  dei bom-dia.

sorriram ( desconfiaram o que queria) contei o que se passou, um deles perguntou-me se doía o pé, há quanto tempo tinha acontecido, e comentou que fui a primeira pessoa do dia a ser picada, que estes dias tem sido demais, que eu não estava a chorar

"chorar?!, perguntei.

"sim!, todos choram"

"dói-me, mas porque havia de chorar, aguento a dor",respondi.

" venha comigo!", diz um.

os colegas ficaram, eu fui com ele, ele simpatiquíssimo dizia que estava admirado porque eu não chorava.

comentei que desde criança que frequento as praias e nunca fora picada, tinha chegado a minha vez, não era motivo para chorar.

levou-me a um café em cima da praia, mandou-me sentar e explicou que ia pôr o pé num recipiente com água quente que tentasse suportar o tempo que pudesse e depois disto, quando sentisse que a dor era menor, que caminhasse na areia seca, mais quente, que em pouco tempo a dor desaparecia.

e voltou a dizer que era muito corajosa, que não chorava ( acho que ele estava a meter-se comigo,caramba, um jovem que podia ser meu filho ).

voltei ao meu lugar, lá ao fundo na praia e onde deixara o guarda-sol e o saco com as minha coisas. cheguei, deitei-me na toalha, não voltei ao mar,deixei o pé sentir a areia quente, e a verdade é que a dor passou.

quando for ao banho e que a maré vaza, vou de havaianas ( não é nada agradável estar no mar com os chinelos).

cerca de meia hora depois, ouvi um choro.

via-se uma adolescente sentada na areia, os pais e os avós davam-lhe assistência, a miúda fazia perrice, doia-lhe o pé, pois claro...e  fui ter com eles.

expliquei o que me aconteceu e o que o nadador-salvador me aconselhou fazer.

mas estiveram pouco tempo ali, acabaram por sair da praia.

e o vento norte não nos veio chatear deixei-me estar na praia até cerca das 15:00h, porque, entretanto, combinara tomar café  com uma amiga que tem apartamento na praia, desde Março, quando  começou o confinamento,que faz a vida toda dela lá.

levei-a ao jardim do hotel Axis.

nunca lhe passara pela cabeça entrar no hotel para  tomar café naquele pedaço de jardim.

ficou deslumbrada  com o espaço e com a vista que tinha sobre a praia.

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"quando quiser desfrutar desta calma e não misturar-me com a multidão nas esplanadas, venho cá tomar o café".

e agradeceu-me muito por a levar lá. e vamos repetir.

 

 

um pouco do meu dia

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de manhã, calor na cidade, convidei a minha amiga N para vir à praia.

céu nublado, a temperatura estava agradável.

ao início da tarde o Sol sorriu, a temperatura da água do mar convidava ao banho.

saímos da praia a meio da tarde,fomos tomar café no jardim do Hotel.

a minha amiga gostou do espaço

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depois do jantar, fui comer um gelado ao Bom Jesus

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e fotografei o pôr-do-sol

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e a minha cidade.

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mas costuma levar sete

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Depois do ginásio, passei no Braga Parque precisava de fazer umas trocas de umas compras que fiz.

Passei em frente à loja Nespresso, lembrei-me de comprar café para o Natal.

Ninguém na loja, entrei, fui directa ao balcão, a colaboradora pediu-me os dados, peço o café que quero, e diz ela:

- Costuma levar sete caixas de café.

- Mas eu só quero quatro, não preciso de mais.

E insiste.

E eu insisto.

De repente, diz, especificando:

- Temos aqui uma edição limitada de café, a senhora costuma levar para experimentar...

 Indecisa nos aromas, decidi escolher um que substituía o Volluto, o que costumo tomar de manhã.

Escolho o café habitual,  insiste :

- O ano passado levou treze caixas.

- Certo, mas este ano não preciso. O que levo e já para o Natal.

Recolhe as caixas e volta à carga:

- Mas se levasse sete, tinha um chocolate grátis ( não percebi se era uma caixa ou se um chocolate).

- Obrigada, mas não quero. 

Faço o pagamento, entrega-me o saco com o café e comenta:

- Ainda falta muito tempo para o Natal.

- Mas eu levo já, fujo da confusão.

Peguei no saco, agradeci, e saí da loja.

Gosto muito da Nespresso, mas detesto que me impinjam o que não quero.

Na verdade, este é o ano em que parte da família vai à família dos cônjuges, são menos oito a dez pessoas logo a compra de café ( mais forte)  também é menor.

 

 

 

 

 

 

 

 

uma foto # 38

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Fui ao cinema ver "Variações", ninguém andava na rua neste penúltio dia de Verão que anuncia o Outono.

Soube-me bem vestir a camisola de algodão às riscas  brancas e azuis, o corta vento vermelho que me  protegia da chuva, calçar os botins de camurça castanhos.

Cheirava a fresco do Outono.

E porque de manhã a minha sobrinha comentara que não consegue sair de casa sem tomar uma chávena de café ao pequeno almoço, lembrei-me de juntar ao meu iogurte com sementes e romãs e/ou morangos, e o pão com manteiga, ou geleia, ou mel, ou doce, uma chávena de cevada quente.

Recordei a minha avó paterna que, todas as manhãs, matava o bicho com uma chávena de café ou de cevada. 

Quando estou fora de casa e já bebi os dois cafés do dia, apetece-me o terceiro, bebo um café de saco na Brasileira.

Passei no supermercado, comprei um frasco de cevada. 

Há anos que não bebia uma cevada quente!

Cheguei a casa preparei uma chávena.

O Outono chegou.

 

 

 

 

 

quando não se veste a camisa

Em 2017, escrevi este post sobre o fecho do antigo café Sporting, que deu lugar a outro, da cadeia Jeronymo, com uma variedade interessante de coisas boas: bebidas, cafés, sandes e bolos, que  satisfaziam os clientes.

Quando os funcionários não vestem a camisa pelo trabalho, e o serviço é pouco eficiente, demorado, os clientes desaparecem.

Com dezoito meses de vida, o café fechou, vai dar lugar a mais um da cadeia de cafés e pastelaria  que se  estende pela cidade e arredores,  que não é, de todo, dos melhores.

Continuo a priviligiar o serviço da  Brasileira e da Lusitana os mais interessantes e emblemáticos desta cidade.

 

" está fechado"

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 Da caminhada de Domingo, que não fazia há bastante tempo, fui em direcção ao novo, e inaugurado recentemente,  Parque Desportivo da Rodovia, fiz o percurso de sempre, saí do lado do Instituto de Nano Tecnologia, não vi a zona radical, mas do que se deparou aos olhos, parece que triplicou, tem espaços apetrechados de aparelhos para  várias modalidades desportivas, enfim, a cidade tem um parque moderno e convidativo às práticas desportivas.

Segui o meu caminho pela colina de Lamaçães, grandes construções acabadas, outras se erguem, passei pela loja Zu para comprar ração para a minha gata.

As minhas pernas têm dado sinal de cansaço, o regresso a casa era mais lento, faltavam 20 minutos para as 13h, numa curva  junto às casas que em finais dos anos 70 ficou conhecida pelo nome de aldeia dos macacos, vi um pequeno café que tinha a placa  "Jogos Santa Casa", a porta estava aberta, apeteceu-me comprar uma raspadinha de 1 euro ( o máximo que dou).

Entrei, estava uma senhora ao balcão junto à máquina de jogos, dei boa tarde, e diz ela de imediato: " está fechado".

Olhei para ela sem perceber, insisti que queria uma raspadinha.  Repete:"está fechado".

E foi então que eu comentei: " Então a senhora diz que está fechado, mas eu entrei porque tem a porta aberta".

"Já disse que está fechado".

Virei as costa e saí, comentando  para mim: " Ora esta!  Devias ser mais simpática, dizias que estava na hora de fechar, pedias desculpa, não podias vender nada."

 

 

o sol chegou

o ânimo é outro, saí para umas compras.

Fotografei as decorações da cidade para a festa de São João, algumas ainda em montagem, encontrei um amigo que não via há mais de um ano, conversámos sobre a família e a vida.

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Passei na Sé, estava a imagem de Santo António  junto ao altar-mor.

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No regresso a casa, passei junto ao Starbucks, que abriu hoje, estava cheio de jovens na esplanada e havia fila para entrar ( não sou fã desta cadeia, a não ser fora do país quando quero tomar café).

 

 

"Ai, que mãos tão geladas!"

Fui visitar a minha amiga Alice.

Durante o Verão, prometera a mim mesma visitá-la, mas o calor, com o qual não me dou, fazia-me ficar em casa, adiava constantemente.

Quando abriram a porta surge ela,  rosto sorridente. Estava, hoje, nos dias normais.

Uma das nossas amigas dissera-me que um dos dias que a visitou ela estava muito abatida, nem parecia a Alice que estamos costumadas ver.

Abracei-a e dei-lhe um beijo. Perguntei-lhe quem era eu. Nenhuma das vezes que o fiz ela disse o meu nome. Hoje, era o da minha irmã que ela tinha na mente.

Descemos os corredores daquela Casa de Saúde. A minha intenção era darmos um passeio pelos jardins, apesar do frio que fazia, mas agasalhadas que estavamos, superaríamos, pensei... e mal.

Há um café  na Casa de Saúde. É hábito os familiares levarem os "doentes" para um lanche. Havia-o feito com a Alice a primeira vez que lá fui, e porque apareceram mais duas amigas juntamo-nos e lanchamos com ela.

Das outras vezes, ela dissera-me que tinha lanchado, não queria nada ( sempre que lá vou, ofereço uns chocolates ou biscoitos).  Descíamos, então, os corredores até que junto à porta do café, ela a meu lado , mete-se à minha frente para entrarmos.

Percebi que queria comer. Escolhemos uma mesa, perguntei-lhe se queria lanchar.

Nunca disse que sim. O sim dela era encolher os ombros, emitir algumas palavras inacabadas.

Eu dizia leite, sumo, bolo, ao mesmo tempo que apontava para o balcão onde se viam os sumos.

Um prato com um bolo de laranja, caseiro, em cima do balcão, destacava-se dos bolos de pastelaria menos apetitosos e convidativos.

Ela quis uma fatia de bolo e um sumo.

Enquanto a funcionária preparava o lanche, eu, de pé, tentava que ela falasse alguma coisa, até que  afago-lhe o rosto e : " Ai, que mãos tão geladas!". Foi a única frase completa que saiu da sua boca.

Veio o lanche. Ia comendo de uma forma que me pareceu inquieta. Partia pedaços grandes da fatia de bolo, mãos um pouco trémulas,  metia-o à boca, comia sem proferir uma palavra. Deixei-a comer sossegada.

Pegava no pacote de sumo, que segurava mal, percebi que tinha alguma dificuldade em levar a palheta à boca. Perguntei-lhe se queira um copo, dizia que não. De repente, ela agita o pacote e percebe que ainda tem sumo, mas não consegue sorvê-lo. Delicadamente, tirei-o da mão e reparei que com as trémulas mãos tirara a palheta e metera-a ao contrário: a parte mais comprida fora do pacote. Pus direita. Bebeu o sumo todo.

Pensei para os meus botões " Será que também tem Parkinson?"

De quando em vez, perguntava quais as actividades que fazia. Se pintava,  se desenhava.  Vendo as suas unhas pintadas, perguntei se fora ela que as pintara. Ou dizia que não, ou não conseguia completar as frases.

Às tantas, aponta para a minha camisola, com um tira em malha na gola, perguntei se gostava dela e se era bonita.

Respondeu que sim.  E comento eu de imediato: " Eu também sou bonita".

Em uníssono, saiu-nos uma gargalhada. Fez-me bem esta sua gargalhada.

Decide levantar-se. Estava a parecer-me de novo inquieta.

Fomos até ao jardim. O vento era muito frio. Subimos os fechos dos nossos casacos.

Ela não estava a aguená-lo, tosse um pouco e diz " Tenho tosse!" Está frio".

Fomos  para o corredor onde fica a sala dela, sentámo-nos a ver e ouvir as senhoras  que por lá andam, também.

A funcionária veio ter connosco, entreguei-lho os biscoitos . E soube que a Alice lanchara antes de eu chegar.
"Lanchou duas vezes", comenta a funcionária. E pergunta-lhe: 

" Esta senhora é irmã?"

A Alice olhou para mim. Não soube responder.

Respondi que era  uma amiga. 

Ela repetiu a palavra "amiga" e quando a funcionária lhe perguntou o meu nome, voltou a olhar-me e disse o nome da minha irmã.

Ela vai dizendo alguns nomes das amigas ou família que se lembra no momento, nada mais que isto.

A funcionária comentou que a minha amiga é muito educada, limpa, boa pessoa. Por vezes anda deprimida, vai-se abaixo, não consegue comunicar com as outras pessoas. Assusta-se com tudo e tem medo.

A grande amiga da Alice, mais que uma irmã de sangue, telefonou para a Casa de Saúde a pedir que, amanhã, a vistam bem porque vai buscá-la para sair.

Além da família, esta amiga é a única pessoa que tem autorização para levar a Alice a almoçar ou passear.

17horas, despedi-me. Ela ria-se.

E prometi voltar dentro de 15 dias.