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mas costuma levar sete

por Maria Araújo, em 13.11.19

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Depois do ginásio, passei no Braga Parque precisava de fazer umas trocas de umas compras que fiz.

Passei em frente à loja Nespresso, lembrei-me de comprar café para o Natal.

Ninguém na loja, entrei, fui directa ao balcão, a colaboradora pediu-me os dados, peço o café que quero, e diz ela:

- Costuma levar sete caixas de café.

- Mas eu só quero quatro, não preciso de mais.

E insiste.

E eu insisto.

De repente, diz, especificando:

- Temos aqui uma edição limitada de café, a senhora costuma levar para experimentar...

 Indecisa nos aromas, decidi escolher um que substituía o Volluto, o que costumo tomar de manhã.

Escolho o café habitual,  insiste :

- O ano passado levou treze caixas.

- Certo, mas este ano não preciso. O que levo e já para o Natal.

Recolhe as caixas e volta à carga:

- Mas se levasse sete, tinha um chocolate grátis ( não percebi se era uma caixa ou se um chocolate).

- Obrigada, mas não quero. 

Faço o pagamento, entrega-me o saco com o café e comenta:

- Ainda falta muito tempo para o Natal.

- Mas eu levo já, fujo da confusão.

Peguei no saco, agradeci, e saí da loja.

Gosto muito da Nespresso, mas detesto que me impinjam o que não quero.

Na verdade, este é o ano em que parte da família vai à família dos cônjuges, são menos oito a dez pessoas logo a compra de café ( mais forte)  também é menor.

 

 

 

 

 

 

 

 

Cantinho da Casa

uma foto # 38

por Maria Araújo, em 22.09.19

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Fui ao cinema ver "Variações", ninguém andava na rua neste penúltio dia de Verão que anuncia o Outono.

Soube-me bem vestir a camisola de algodão às riscas  brancas e azuis, o corta vento vermelho que me  protegia da chuva, calçar os botins de camurça castanhos.

Cheirava a fresco do Outono.

E porque de manhã a minha sobrinha comentara que não consegue sair de casa sem tomar uma chávena de café ao pequeno almoço, lembrei-me de juntar ao meu iogurte com sementes e romãs e/ou morangos, e o pão com manteiga, ou geleia, ou mel, ou doce, uma chávena de cevada quente.

Recordei a minha avó paterna que, todas as manhãs, matava o bicho com uma chávena de café ou de cevada. 

Quando estou fora de casa e já bebi os dois cafés do dia, apetece-me o terceiro, bebo um café de saco na Brasileira.

Passei no supermercado, comprei um frasco de cevada. 

Há anos que não bebia uma cevada quente!

Cheguei a casa preparei uma chávena.

O Outono chegou.

 

 

 

 

 

Cantinho da Casa

quando não se veste a camisa

por Maria Araújo, em 07.02.19

Em 2017, escrevi este post sobre o fecho do antigo café Sporting, que deu lugar a outro, da cadeia Jeronymo, com uma variedade interessante de coisas boas: bebidas, cafés, sandes e bolos, que  satisfaziam os clientes.

Quando os funcionários não vestem a camisa pelo trabalho, e o serviço é pouco eficiente, demorado, os clientes desaparecem.

Com dezoito meses de vida, o café fechou, vai dar lugar a mais um da cadeia de cafés e pastelaria  que se  estende pela cidade e arredores,  que não é, de todo, dos melhores.

Continuo a priviligiar o serviço da  Brasileira e da Lusitana os mais interessantes e emblemáticos desta cidade.

 

Cantinho da Casa

" está fechado"

por Maria Araújo, em 09.09.18

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 Da caminhada de Domingo, que não fazia há bastante tempo, fui em direcção ao novo, e inaugurado recentemente,  Parque Desportivo da Rodovia, fiz o percurso de sempre, saí do lado do Instituto de Nano Tecnologia, não vi a zona radical, mas do que se deparou aos olhos, parece que triplicou, tem espaços apetrechados de aparelhos para  várias modalidades desportivas, enfim, a cidade tem um parque moderno e convidativo às práticas desportivas.

Segui o meu caminho pela colina de Lamaçães, grandes construções acabadas, outras se erguem, passei pela loja Zu para comprar ração para a minha gata.

As minhas pernas têm dado sinal de cansaço, o regresso a casa era mais lento, faltavam 20 minutos para as 13h, numa curva  junto às casas que em finais dos anos 70 ficou conhecida pelo nome de aldeia dos macacos, vi um pequeno café que tinha a placa  "Jogos Santa Casa", a porta estava aberta, apeteceu-me comprar uma raspadinha de 1 euro ( o máximo que dou).

Entrei, estava uma senhora ao balcão junto à máquina de jogos, dei boa tarde, e diz ela de imediato: " está fechado".

Olhei para ela sem perceber, insisti que queria uma raspadinha.  Repete:"está fechado".

E foi então que eu comentei: " Então a senhora diz que está fechado, mas eu entrei porque tem a porta aberta".

"Já disse que está fechado".

Virei as costa e saí, comentando  para mim: " Ora esta!  Devias ser mais simpática, dizias que estava na hora de fechar, pedias desculpa, não podias vender nada."

 

 

Cantinho da Casa

o sol chegou

por Maria Araújo, em 13.06.18

o ânimo é outro, saí para umas compras.

Fotografei as decorações da cidade para a festa de São João, algumas ainda em montagem, encontrei um amigo que não via há mais de um ano, conversámos sobre a família e a vida.

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Passei na Sé, estava a imagem de Santo António  junto ao altar-mor.

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No regresso a casa, passei junto ao Starbucks, que abriu hoje, estava cheio de jovens na esplanada e havia fila para entrar ( não sou fã desta cadeia, a não ser fora do país quando quero tomar café).

 

 

Cantinho da Casa

"Ai, que mãos tão geladas!"

por Maria Araújo, em 29.11.17

Fui visitar a minha amiga Alice.

Durante o Verão, prometera a mim mesma visitá-la, mas o calor, com o qual não me dou, fazia-me ficar em casa, adiava constantemente.

Quando abriram a porta surge ela,  rosto sorridente. Estava, hoje, nos dias normais.

Uma das nossas amigas dissera-me que um dos dias que a visitou ela estava muito abatida, nem parecia a Alice que estamos costumadas ver.

Abracei-a e dei-lhe um beijo. Perguntei-lhe quem era eu. Nenhuma das vezes que o fiz ela disse o meu nome. Hoje, era o da minha irmã que ela tinha na mente.

Descemos os corredores daquela Casa de Saúde. A minha intenção era darmos um passeio pelos jardins, apesar do frio que fazia, mas agasalhadas que estavamos, superaríamos, pensei... e mal.

Há um café  na Casa de Saúde. É hábito os familiares levarem os "doentes" para um lanche. Havia-o feito com a Alice a primeira vez que lá fui, e porque apareceram mais duas amigas juntamo-nos e lanchamos com ela.

Das outras vezes, ela dissera-me que tinha lanchado, não queria nada ( sempre que lá vou, ofereço uns chocolates ou biscoitos).  Descíamos, então, os corredores até que junto à porta do café, ela a meu lado , mete-se à minha frente para entrarmos.

Percebi que queria comer. Escolhemos uma mesa, perguntei-lhe se queria lanchar.

Nunca disse que sim. O sim dela era encolher os ombros, emitir algumas palavras inacabadas.

Eu dizia leite, sumo, bolo, ao mesmo tempo que apontava para o balcão onde se viam os sumos.

Um prato com um bolo de laranja, caseiro, em cima do balcão, destacava-se dos bolos de pastelaria menos apetitosos e convidativos.

Ela quis uma fatia de bolo e um sumo.

Enquanto a funcionária preparava o lanche, eu, de pé, tentava que ela falasse alguma coisa, até que  afago-lhe o rosto e : " Ai, que mãos tão geladas!". Foi a única frase completa que saiu da sua boca.

Veio o lanche. Ia comendo de uma forma que me pareceu inquieta. Partia pedaços grandes da fatia de bolo, mãos um pouco trémulas,  metia-o à boca, comia sem proferir uma palavra. Deixei-a comer sossegada.

Pegava no pacote de sumo, que segurava mal, percebi que tinha alguma dificuldade em levar a palheta à boca. Perguntei-lhe se queira um copo, dizia que não. De repente, ela agita o pacote e percebe que ainda tem sumo, mas não consegue sorvê-lo. Delicadamente, tirei-o da mão e reparei que com as trémulas mãos tirara a palheta e metera-a ao contrário: a parte mais comprida fora do pacote. Pus direita. Bebeu o sumo todo.

Pensei para os meus botões " Será que também tem Parkinson?"

De quando em vez, perguntava quais as actividades que fazia. Se pintava,  se desenhava.  Vendo as suas unhas pintadas, perguntei se fora ela que as pintara. Ou dizia que não, ou não conseguia completar as frases.

Às tantas, aponta para a minha camisola, com um tira em malha na gola, perguntei se gostava dela e se era bonita.

Respondeu que sim.  E comento eu de imediato: " Eu também sou bonita".

Em uníssono, saiu-nos uma gargalhada. Fez-me bem esta sua gargalhada.

Decide levantar-se. Estava a parecer-me de novo inquieta.

Fomos até ao jardim. O vento era muito frio. Subimos os fechos dos nossos casacos.

Ela não estava a aguená-lo, tosse um pouco e diz " Tenho tosse!" Está frio".

Fomos  para o corredor onde fica a sala dela, sentámo-nos a ver e ouvir as senhoras  que por lá andam, também.

A funcionária veio ter connosco, entreguei-lho os biscoitos . E soube que a Alice lanchara antes de eu chegar.
"Lanchou duas vezes", comenta a funcionária. E pergunta-lhe: 

" Esta senhora é irmã?"

A Alice olhou para mim. Não soube responder.

Respondi que era  uma amiga. 

Ela repetiu a palavra "amiga" e quando a funcionária lhe perguntou o meu nome, voltou a olhar-me e disse o nome da minha irmã.

Ela vai dizendo alguns nomes das amigas ou família que se lembra no momento, nada mais que isto.

A funcionária comentou que a minha amiga é muito educada, limpa, boa pessoa. Por vezes anda deprimida, vai-se abaixo, não consegue comunicar com as outras pessoas. Assusta-se com tudo e tem medo.

A grande amiga da Alice, mais que uma irmã de sangue, telefonou para a Casa de Saúde a pedir que, amanhã, a vistam bem porque vai buscá-la para sair.

Além da família, esta amiga é a única pessoa que tem autorização para levar a Alice a almoçar ou passear.

17horas, despedi-me. Ela ria-se.

E prometi voltar dentro de 15 dias.

 

Cantinho da Casa

o íman

por Maria Araújo, em 19.10.17

Estou na Invicta.

Fui tomar o segundo pequeno-almoço. No café estava somente um cliente, que parece ser da casa.

Comia a minha torrada.

Quando tal, o café estava cheio. Três homens, talvez nórdicos, bebiam canecas de cerveja. E não comiam nada.

Cantinho da Casa

decoração

por Maria Araújo, em 26.09.17

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Há 2 anos que não fazia os tratamentos de fisioterapia, este ano decidi começar já para não se estenderem até Dezembro.

Quando depois do almoço não tenho intenção de sair, ou saio a meio da tarde, tomo o café em casa.

Os tratamentos estão marcados para as 14 horas, passei a tomar o café fora.

Hoje, decidi tomá-lo na loja dos Pastéis de Chaves.

Há revistas à disposição, ao som de uma agradável música ambiente,  peguei na Vogue e enquanto tomava o meu Nespresso, folheava a revista.

De repente, reparo que a parede do balcão tem uma decoração especial.

Tinha a máquina fotográfica comigo (ainda não tenho o meu telemóvel) e tirei a foto.

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Cantinho da Casa

uma história

por Maria Araújo, em 25.09.17

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Feito o "check-in" na organização do Passeio da Memória, e enquanto não chegavam as pessoas, estava eu a conversar com a minha irmã sobre a doença, e da nossa amiga Alice, quando, ao meu lado, vejo uma ex-colega de trabalho, que faz parte do grupo "Café Memória", na Brasileira, entra na conversa e aponta-nos algumas senhoras doentes de Alzheimer que, com os familiares, participavam na caminhada.

Contou, então, a história de uns vizinhos seus: um casal com filhos, a mãe de um dos conjuges e um cão.

Tendo a mãe Alzheimer, a minha colega visitava a senhora, dava-lhe algum apoio, e à família. O cão, já velhinho, e sem que a doente lhe desse mais atenção, levou-o para sua casa e cuidaria dele.

O tempo  foi passando, a minha colega visitava-a quase diariamente, até que um dia, com a autorização da família, decidiu levar o cão e verem  a reacção de ambos.

O cão saltou, brincou no seu colo, farejou a casa como se nunca tivesse saído de lá, mas a senhora não o reconheceu.

Levou-o de novo para casa. Nesse mesmo dia, à noite, estava tudo sossegado, não se ouvia o cão. Foram dar com ele morto debaixo da mesa da sala.

O cão morrera de paixão.

E as lágrimas da minha colega foram as nossas lágrimas, também.

 

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Antes de a caminhada iniciar, fez-se o aquecimento com algumas coreografias de Zumba, partimos, então devidamente equipadas, para o nosso passeio pelas ruas da cidade.

 

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Um gesto que me emocionou foi quando soube por uma das participantes que alguns turistas que passavam pelo local do encontro, quiseram participar neste Passeio da Memória. Vi e fotografei duas senhoras, mas haviam mais.

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O final foi junto à Brasileira, o local de encontro do grupo "Café Memória"  cuja missão consiste em:

A missão do CAFÉ MEMÓRIA consiste em reduzir o isolamento social em que muitas das pessoas com demência e os seus familiares e cuidadores se encontram, contribuindo para a melhoria da sua qualidade de vida. Pretende ainda sensibilizar  a comunidade para a relevância crescente do tema das demências, diminuindo, assim, o estigma que lhe está associado.

 

Acabou a caminhada, junto à Brasileira, com o rufar dos tambores executado por um grupo de jovens que também já nos habituou à sua encantadora exibição.

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Cantinho da Casa

o Café voltou à cidade

por Maria Araújo, em 20.07.17

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Passo diariamente junto ao café Sporting, frequentado maioritariamente por homens, que em dias de futebol europeu enche-se de estrangeiros que bebem a cerveja, deixam lá os seus cachecóis, alguns pendurados nos guarda-sóis  da esplanada.  

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Há cerca de 15 dias  reparei que estava fechado, para obras. Comentei comigo: " Acho que este café estava a precisar de uma remodelação há muito tempo".

Hoje tive de fazer umas compras, vejo o café aberto, renovado. Mas não é mais o Café Sporting.

Este deu lugar ao Café Jeronymo, em tempos no Braga Parque, que desaparecera, para tristeza minha que adorava tomar lá um cafezinho.

Já tinha tomado café em casa, segui o meu caminho. Mas eis que  vejo dois jovens aproximarem-se das pessoas e oferecerem qualquer coisa. Um deles  veio ter comigo e entrega-me um convite para hoje, data da abertura do Café Jeronymo, para um café oferecido pela casa.

Fui tratar das minhas coisas, no regresso, entrei. 

Pedi o café e uma queijadinha ( especial da casa, disse o funcionário).

Paguei o docinho, tomei o café. Observei o ambiente.

Na entrada um grande sofá, convidativo à bica e à cavaqueira Detrás deste, na parede, um grande espelho.

Um espaço amplo, bem apretrechado de mesas rectângulares para quatro pessoas e, perto do balcão, uma ilha rodeada de bancos altos proporciona a escolha de lugares para quem vai só ou acompanhado. Um pormenor, que nunca vi, é o das mesas individuais, para quem vai sozinho e quer estar à vontade a tomar o seu café, ler, ou apreciar o ambiente. Sentei-me numa destas.

As fotografias de Braga antiga, uma moda que pegou bem cá na cidade, espalham-se nas paredes.

Pareceu-me que o serviço é rápido, os funcionários jovens e simpáticos.

O Café Jerónymo voltou à cidade, é, na minha opinião,  uma alternativa à Brasileira.

 

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