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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

fevereiro ameno

Maria Araújo, 05.02.20

a fazer despir os casacos e andar na rua de t-shirt.

Fui ao ginásio, fiz duas aulas, meti-me no carro, auto-estrada fora, fui abrir as janelas  da casa da praia da minha sobrinha, e deixar entrar o sol e arejá-la, fechada que está desde o início do ano.

Abri o guarda-sol para secar alguma humidade dos últimos dias de chuva. Estava um gato sentado numa das cadeiras a receber o sol quentinho.

Aproximei-me dele. Não se mexeu, deixou-me tirar-lhe uma fotografia.

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A temperatura estava amena, o sol aquecia o corpo e a alma.

Almocei no bar junto à praia. 

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Fui passear pela beira-mar.

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Estrangeiros, em roupa de banho, faziam praia nas pequenas dunas; casais passeavam pela praia; surfistas no mar.

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Regressei a casa pelo pinhal.

As plantas já começam a florir, ouvia-se os pássaros no pinhal.

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Em casa, limpei alguma humidade que o tecido do guarda-sol tinha, cobri-o com um plástico que levei para este fim, precisava de o proteger da chuva, que vai voltar no fim de semana.. 

Não voltei a ver o gato.

Fechei tudo, regressei a Braga.

Fui buscar o menino ao colégio, levei-o a cortar o cabelo. 

Porta-se muito bem, deixa fazer tudo. 

As cabeleireiras adoram-no.

Anoitecia. E ainda fomos dar um passeio pelo centro da cidade.

 

 

 

do meu dia

Maria Araújo, 03.05.19

Mãe e filha sentadas achavam graça ao miúdo que se ria para elas, dava meia volta para mais um passeio no corredor.

Esta criança porta-se muito bem. Por vezes, uma birra porque fica impaciente, mas não é de gritos.

De repente,  aquela mãe pergunta-me a idade do meu filho.

Respondo que não era a mãe, que não tenho idade para ter um bebé.

Comentou que há mulheres que são mães numa idade tardia, e que eu passava por mãe dele.

No meu íntimo gostei e sorri,  mas as marcas no meu rosto mostram que era impossível ser a mãe deste bebé.

O cabelo do meu sobrinho neto estava muito comprido, sem corte. 

A mãe saía mais tarde do trabalho, perguntei se podia levar o miúdo à minha cabeleireira. 

Peguei no telemóvel, pedi desculpa por ligar neste dia de fim de semana, o trabalho é intenso, mas se fosse possível cortar-lhe o cabelo  ( a primeira vez na minha cabeleireira) que marcasse uma hora, a melhor para ela(s), que ia buscá-lo  ao colégio a meio da tarde. 

E a resposta foi que fosse  directa do colégio para lá, atendia-me por volta das 17:45h.

Antes da hora, lá estávamos nós.

Esperamos cerca de dez minutos, o bebé foi atendido.

Portou-se tão bem!

A P tem um menino.

Foi a S que cortou o cabelo. Ela é mãe de uma menina. Tem muito jeito para as crianças. 

Elas ficaram babadas com o meu sobrinho neto.

Ganharam um cliente.

Foi a primeira vez que o levei a cortar o cabelo.

 

 

 

 

 

estás no cabeleireiro

Maria Araújo, 26.05.18

tentas concentrar-te na leitura, uma cliente (nova no cabeleireiro) fala demais, tem um vozeirão que te incomoda.

Pousas o livro para conseguires arranjar concentração,  e ele cai ao chão...

Pegas nele, voltas à leitura, há um pequeno momento de silêncio.

O vozeirão volta, pegas no telemóvel e escreves este texto sem importância, mas que te faz arranjar coragem para voltares à leitura deste delicioso livro.

E o vozeirão continua...

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cabeleireiros

Maria Araújo, 31.03.16

Se muitas mulheres fossem como eu, raramente frequentavam o cabeleireiro.

Há as que não prescindem de ir todas semanas, é vê-las com o cabelo super liso (conheço irmãs,  mães e filhas que são iguais no estilo, perdem a graça) ou com aqueles caracóis demasiado marcados, que eu não gosto nada. 

Tenho bastante cabelo, gostava dele liso,o que me obrigava a usar quase diariamente o secador, mas nos dias húmidos aumentava o volume, ficava sem forma.

Por vezes era criticada por isso, mas eu fazia de tudo para o manter liso e com graça.

Há dois anos fiz uma ondulação (bendita a hora que a fiz) que me levou a dispensar o secador. Lavava-o e deixava-o secar ao natural.

Quando ia cortá-lo, a cabeleireira não queria que saísse com o cabelo húmido, passava o difusor de calor, ou então fazia questão de o alisar.

Ora, há cerca de  quinze dias, fui cortá-lo, aconteceu isto.

Há algum tempo que pensava fazer nova ondulação, queria-a leve e natural.

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Estava na hora de marcar, fui fazê-la, ontem.

Ela conhece os meus gostos,sabe que não gosto de gel e lacas, contei-lhe o que acontecera no dia que fui cortar o cabelo.

Feita a ondulação, o cabelo ficou demasiado ondulado.

Reconheço que tenho um cabelo forte e que o resultado não seria o esperado, mas sei que no dia seguinte o cabelo fica mais solto e leve.

Saí de lá assim:

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 Hoje de manhã olhei o espelho e detestei o que vi. E lavei-o. Apliquei a máscara, deixei-o secar ao natural, apliquei o creme, está algo parecido com isto:

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Talvez devesse ter programado a ondulação para mais tarde, para o tempo com temperaturas mais altas.

Agora não há nada a fazer. Resta-me esperar pelo calor.

 

 

as madeixas do cabelo estava coladas

Maria Araújo, 12.03.16

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Ontem olhava o meu rosto no espelho e, de repente, farta de ver a juba crescida (o meu cabelo cresce bem, graças a Deus), tentei a minha sorte ligando para o cabeleireiro a saber se tinha uma vaga.

Tinha para o final da tarde, a essa hora estava nos malabarismos da aula de Antigravity, ficou marcado para hoje às nove horas. Roubava-me a aula de Pilates, mas como logo tenho um jantar de amigas, abdiquei da aula e fui.

Conversas banais, e a propósito da coqueluche da abertura do Ikea em Braga,  soube que o Leroy Merlin também vai abrir bevemente na zona de Lamaçães, onde se concentram o Aki, o Continente, O Media Market, O Lidl, uma panóplia de negócios e comércio bracarenses. 
O que é que faz falta cá na cidade? Nada!

Adiante. Desde que fiz a ondulação, em 2014, nunca mais quis o secador de cabelo, deixo-o secar, leve o tempo que levar, mesmo que esteja de chuva.

Quando vou cortar ou pintar, a cabeleireira gosta de passar o secador, saio de lá com o cabelo esticado.
Perguntou-me se o queria natural, respondi que sim, pegou no difusor de calor e passou no cabelo.  Óbvio que ganhou volume. Não disse nada, porque em casa daria o meu toque.

No final costuma passar um pouco de gel para cabelos ondulados, mas hoje, com a conversa dos Ikeas e Leroy Merlins, vi que usou um spray. Nem atingi.

No regresso a casa, vendo nos vidros das lojas o reflexo da minha pessoa, reparei que o penteado estava demasiado senhoril. Eu que gosto dos cabelos naturais. 

Já em casa, levo as mãos ao cabelo e, "que horror!",  as madeixas estavam coladas. Tinha usado laca e  ela sabe que destesto.

A solução é meter-me debaixo do chuveiro, lavar o cabelo, e deixá-lo secar ao natural.

É por estas pequenas coisas que eu só vou ao cabeleireiro quando já não aguento mais vê-lo sem corte.