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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

Os gatinhos

Maria Araújo, 05.06.18

fizeram dois meses, estão enormes, continuam fechados na cave à espera que os venham buscar( um macho vai para uma família de Lisboa), não param de brincar,  ninguém os apanha junto da mãe, fogem, descobriram que ali  há muito para desfrutar.

Um dia da semana passada, fui buscar a gata para levar à veterinária, não os via.

Procurei-os, chamei-os, nemhum sinal, até que,quando estou para sair com a gata, do lado de fora há uma janela junto às escadas, vejo os três aconchegados a dormir em cima de um roupeiro.

Bati no vidro, levantaram-se assustados, voltei à arrecadação, e apanhei-os assim...

 

IMG_20180602_120633.jpg

 Urge sairem daqui.

Não havendo resposta aos meus e-mails, procuro outras famílias que os.adoptem.

 

 

os nossos animais são como os nossos filhos

Maria Araújo, 20.06.14

não sei o que se passa com a minha gata que me chateia a cabeça todas as noites.

por volta das cinco horas mia, quer que eu lhe dê de comer.

estava muito gorda, a veterinária pediu-me para ter cuidado com a quantidade de comida.

conto as horas das refeições, divido a ração três  vezes ao dia , de 8 em 8 horas.

volto para a cama, ela entra no quarto, quer saltar para a cabeceira da cama, é uma luta de forças entre as duas. digo "não", ela pára, sai do quarto, fecho a porta, ela mia, um miar de mimo, passa as garras na porta, fico desesperada.

passa-se isto durante duas horas, quando me levanto e vou dar-lhe de comer.

a partir deste momento, ninguém a ouve, vai para o seu canto, adormece.

estou rota de cansaço, cheia de sono, apática, sem forças.

esta cena acontece há pelo menos 3 semanas.

se esta brincadeira continuar, vou falar com a veterinária.

os nossos animais são com os nossos filhos. dão-nos muitas preocupações.

na próxima semana vou para a capital. fico tensa por deixá-la aqui, mesmo com a Sofia a cuidar dela.

 

 

 

 

 

 

 

Quando o mar se revolta

Maria Araújo, 07.02.14

Toda a minha infância e adolescência e até aos 24 anos, passei as minha férias em Apúlia.

Famílias completas juntavam-se, lado a lado nas barracas, em pleno convívo.

Foram muitos os momentos de alegria, diversão, brincadeiras, amores de praia, que tivemos. As noites eram de serenatas, cantares e danças/bailes.

Por vezes, e quando as nortadas não nos pregavam partidas e a maré estava vaza, íamos pela praia até Ofir.Um extenso areal ligava estas duas localidades. As única rochas que se viam estavam no mar...

Risotas, jogo de bola, corrida, brincadeira, eram o nosso divertimento,enquanto fazíamo o percurso.

O regresso era feito pelo pinhal.

Belos tempos...

Lembro-me que nos anos 80 já se falava que o mar estava a subir o nível e mais 20/30 anos não teríamos praia.

Os filhos cresceram, formaram-se, fizeram as suas vidas e as famílias habituais deixaram de ir para Apúlia.

Os meus pais passaram a ir para o Algarve com os meus irmãos mais novos.

Eu fazia as minhas visitas à praia, até que comecei a fazer fins-de-semana em Ofir e/ou Esposende.

Nas manhãs de setembro, enquanto as aulas não começavam, levava os meus sobrinhos à praia.

Nessa altura, ainda havia uma extensão razoável de areal.

De há 12 anos a esta data, as rochas eram mais evidentes o areal menor. Em alguns lugares já nem espaço havia para as barracas.

Cada ano que passa é notório que estas praias estão mais pequenas.

E os anos voam,  o mar revolta-se e encarrega-se de nos tirar a praia que tanto gostamos.

Após a tempestade de janeiro, fui vero mar. Calmo, nesse dia, via-se os estragos que ele fez, o lixo que trouxera, o areal mais pequeno.

O tempo continua chuvoso, não voltei lá. Mas vejo as notícias.

Hoje, no FB, no mural de uma jovem que habitualmente pedala até à praia, vi esta foto, com este comentário: "RIP, OFIR".

Fiquei triste.

 

(minha foto de  janeiro)

 

 

 

 foto do FB (fevereiro)

 

Os Franceses

Maria Araújo, 20.08.13

estavam completamente errados quando disseram que a Península Ibérica ia ter o pior verão dos últimos 200 anos.

O verão tem-se portado muito bem, com alguns picos de calor, mas no geral quentinho.

Cá no norte, a praia tem estado com temperaturas agradáveis, o vento não tem sido demais.

Hoje, o dia esteve fabuloso. Uma grande extensão de praia, de Ofir a Apúlia, com muita gente, parecia o Algarve.

O António Pedro, o meu sobrinho neto, delirava com a areia e o mar. Não pára quieto, anda de um lado para outro, atira as pás, a bola e tudo o mais que pode ter na mão, para o chão, ri-se muito, parece querer cantar o que nós cantamos, enfim,está mais menino, menos bebé.

Fomos almoçar a um tasco junto à praia. Já não havia rodovalho nem robalo, decidimos pelo arroz de marisco. Um verdadeiro e delicioso arroz.

E ficaráamos até ao pô-do-sol, não fosse a minha responsabilidade de chegar a horas de registar o euromilhões de 39 pessoas mais 1: eu.

Verão do sol, da praia, da cerveja fresca, dos exageros.

Verão que fez o favor de enganar as previsões e fazer os Portugueses mais felizes, mais positivos.