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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

já ninguém reza...

Maria Araújo, 07.03.20

Ontem, depois da fisioterapia passei junto à Sé entrei num quiosque comprei uma raspadinha de 1 euro ( quiçá um premiozinho pequeno, mas o normal é sair o dinheiro da carteira) a senhora, nos seus setenta e muitos anos, detrás do balcão,falava não sei para quem, e porque ouvia as notícias na rádio que seria sobre o Coronavírus em Portugal ( não conheço nenhum quiosque por cá que tenha um aparelho de rádio sintonizado numa qualquer estação)pedi uma raspadinha e enquanto me atendia ia falando, assim:

- ... também agora ninguém reza. Se rezassem a São Sebastião, tenho  a certeza que a epidemia passava. O povo não reza nada. É como a chuva, quando havia falta dela as pessoas rezavam e ela vinha...

Saí da loja a pensar nisto. Quando vim ao Google pesquisar sobre São Sebastião, sorri. São Sebastião é o patrono das epidemias, da guerra e da fome.

E há locais neste país que festejam o seu dia, conforme podem ler neste e neste blogues.

Procurei também onde é, em Braga, a Capela, porque sei que há, mas onde se situa não, fiquei estupefacta quando vi a imagem.

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Passo perto quando vou à fisioterapia e nunca a vi aberta, sempre tive curiosidade em conhecer.

Afinal ela abre todos os dias às 19:15h (excepto domingo).

Mais uma descoberta interessante nesta minha cidade. E vou lá fazer a visita.

A igreja paroquial está localizado na área sudoeste da cidade, em uma colina conhecida como Alto da Cividade o local conta com a maioria dos restos e ruínas da época romana de Bracara Augusta. Esta é uma das mais antigas igrejas de Braga, a sua construção foi ordenada por Pedro de Graã. É uma igreja octogonal de estilo barroco, com uma torre no meio. No final do século XVIII, todas as imagens que estavam ali foram transferidas para a Capela de São Sebastião das Carvalheiras. No interior, os mais notáveis ​​são os azulejos que destacam a vida de São Sebastião e da Capela das Chagas de Cristo, com um grande altar.

É possível visitar o local de Segunda a sábado, sempre as 19h15, no horário do culto. Descendo a rua da Torre do Postigo.

 

 

estacionamentos à moda de Braga

Maria Araújo, 03.03.20

Aqui em BRAGA é o texas por causa dos estacionamentos.

Paga-se estacionamento nas ruas principais, o povo não quer pagar, arrisca. Uns têm sorte, a multa não aparece nos vidros dos seus carros, outros, estacionados mais abaixo, já a têm.

Andam aos pares, os funcionários da TUB, a  actual concessionária dos parquímetros.

Mas é o safe-se quem puder.

Fui mais tarde para a fisioterapia, habitualmente vou a pé, não me custa nada andar, mesmo com chuva, excepcionalmente hoje, decidi levar o carro.

Sorte que encontrei um lugar junto à clínica. Fui tirar o bilhete.

Mesmo em frente à máquina, um carro estava estacionado indevidamente, pensei que fosse algum utente da clínica que arrisca deixar o carro como entende, acha que por uma hora até pode ter sorte.

Inseri uma moeda de um euro, tinha uma hora e vinte minutos, estava à vontade, sabia que saíria antes do tempo para tirar o carro.

Por volta das 11h50m saí da clínica, uma das técnicas pediu-me boleia, quando saímos, comentei com ela sobre o carro que continuava estacionado.

Passando junto ao mesmo, reparei que o bilhete marcava 9:55h, o que significava que o carro estava estacionado há duas horas.

A técnica comentou comigo que a viatura não devia estar ali, e de repente veio-me à mente que o carro seria da terapeuta da clínica ( sei que tem um carro da mesma cor e marca daquele). Mas não disse nada.

De tarde, tive que tratar de um assunto, tinha de tirar um bilhete, a rua estava cheia de carros, uns em cima do passeio, outros nos lugares de estacionamento, uns com bilhete, outros sem ele, até que reparei que junto ao contentor do lixo, duas viaturas estavam estacionadas em diagonal, uma delas ocupava metade do lugar de estacionamento  paralelo, pago.

"É preciso ter lata! Qualquer buraco serve para estacionar, o que interessa é não pagar!" comentei.

Sem alternativa, e já disposta a estacionar no parque, fiz inversão de marcha, tentei mais uma vez, ver se alguém saíra, eis que ao dar a volta à pequena rotunda que lá existe, percebi que uma senhora abria a porta do carro, perguntei se ia sair.

Tive sorte, estacionei o carro.

Quando saí, ouvi pessoas a discutir.

Um carro parado atrás do meu, no meio da via, o condutor discutia com outro homem que se aproximava dizendo que estava a fazer-se à filha, que bem viu, que não tinha nada que fazer isso. Olho para trás e vejo uma mulher que se juntou a este e começou a discutir com ele, também, tipo, o que é que o senhor queria, o lugar não era seu, o lugar era meu.

Eu segui o meu caminho.

Porque  onde eu ia tinha uma espera de uma hora, avisei que ia tirar o bilhete e voltava de imediato.

Quando estava na máquina, ouço a mulher atrás de mim a dizer que ele era um mal educado. Não dei importância, quando o meu bilhete saiu e fui pô-lo no carro, vi que o homem estacionava o carro num lugar que entretanto ficara vago, ouvi ela comentar: " ele até já tem ali um lugar, e maior que o meu".

Conclui que a discussão era a disputa de um lugar que provavelmemte ficara vago, mas a mulher ocupara-o porque chegou primeiro e certamente que não viu o homem que estava atrás do meu carro, e este achava que o lugar era seu.

E é isto. As pessoas discutem por nada.

Não há paciência e respeito. E por vezes não sabemos o que pode surgir destas discussões.

Eu fujo.

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casas velhas

Maria Araújo, 11.02.20

O crédito para compra de casa e o crédito ao consumo voltaram a aumentar. Vê-se nos carros que andam nas nossas cidades.

Estas duas casas da minha cidade estão a ser completamente remodeladas em apartamentos de luxo que ficam a escassos metros do centro da cidade.  

Soube que um dos apartamentos foi vendido por 800 mil euros.

Os salários nesta cidade não são altos, mal dão para pagar uma renda de 500 euros.

Fico feliz ver as casas antigas e do centro histórico em reconstrução, dá um ar bonito e moderno ao centro, mas  comprar ou alugar um apartamento destes não é para qualquer pessoa.

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casas novas

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Termos de Pesquisa (ontem: 26/01/2020)

Maria Araújo, 27.01.20
  1. lenda de s. longuinho - 1

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( foto de 2016)

 

Nos termos de pesquisa, a história que fui buscar à Wikipédia e  relembrar a lenda de São Longuinhos do Bom Jesus de Braga:

"De acordo com uma antiga lenda local, um lavrador muito rico, de nome Longuinhos vivia nos arredores da cidade, perto do Bom Jesus. Solteiro e recatado, era estimado por todos na comunidade. As raparigas solteiras não lhe eram indiferentes, uma vez que entreviam nele um excelente partido, embora nenhuma o impressionasse particularmente.

Certo dia, Longuinhos apaixonou-se por uma rapariga chamada Rosinha, e entendeu que era o momento de partilhar a sua fortuna. Para esse fim, informou-se quem era o pai dela, e procurou-o. Identificou-se e comunicou-lhe as suas intenções, pedindo a mão dela em casamento. O pai dela, entretanto, mostrou-se um negociador difícil, e apenas cedeu quando Longuinhos lhe prometeu uma pensão.

Pedro, era esse o nome do pai de Rosinha, chamou-a e comunicou-lhe que Longuinhos pedira a mão dela em casamento e que ele, como pai, a dera. A rapariga ficou lívida, pois amava outro rapaz, de nome Artur, e diante do altar do Bom Jesus, havia lhe prometido casamento. O velho pai, com medo de perder o negócio que fizera, armou tal espalhafato que, a filha, apavorada, acabou por dizer-lhe que casava com Longuinhos. Saiu a tremer de ao pé do pai e recolheu-se ao seu quarto, onde, chorosa, começou a orar, apelando a São João. Eis que, de súbito, ouve uma voz dentro de si que lhe dizia que tivesse calma, que tudo se arranjaria.

A voz era a de São João, que dali foi ter com Longuinhos, que também se encontrava em meditação. Dirigindo-se ao lavrador, São João argumentou que, se Longuinhos era tão seu amigo, não seria capaz de estragar a felicidade dos dois jovens que tanto se amavam. Reparou ainda a Longuinhos a desastrosa maneira de falar com o pai de Rosinha, tentando-o com dinheiro.

Longuinhos então caiu em si e compreendeu que, se a rapariga amava outro, e era correspondida, ele não tinha o direito de destruir a felicidade de ambos. Assim o disse ao santo, que ficou muito contente, e acrescentou:

"- Se me consentes, São João, eu próprio serei o padrinho desse casamento! Sei que precisam de um bom começo de vida e eu me encarregarei disso. Quanto ao meu amor, cá o entreterei até que se desvaneça!"

O santo correu então a avisar a rapariga, para que preparasse a boda com Artur, pois arranjara-lhe um bom padrinho. O velho Pedro foi quem ficou a perder, mas lá se consolou como pôde."