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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

escola nova

Maria Araújo, 06.09.18

Escola fechada para obras desde 2016,  em Janeiro a azáfama das obras acordava a vizinhança, ora eram os camiões que entravam e saíam gerando alguma confusão na rua, ora os chicos espertos não respeitavam a fita que vedava o estacionamento para que os camiões pudessem fazer a curva no início da rua estreita e com um sentido, deitando-a abaixo e estacionando as suas viaturas e, habitualmente, também na curva no final da rua, mas aqui a culpa era dos responsáveis da obra que nunca a vedaram, os camiões não tinham espaço para manobras, era ver e ouvir a confusão que se instalava até que aparecesse o dono da viatura, a tirasse e o trânsito voltasse à normalidade.

As obras nunca pararam, sábados e feriados, havia sempre alguém a trabalhar.

Estamos em Setembro,  as aulas começam dentro de uma semana, a escola tem de ficar pronta. E se os trabalhadores eram de mais, esta semana parece que triplicaram.

Às 8:00h os ruídos são muitos, não nos deixam dormir. Os camiões que chegam, o som incomodativo quando fazem marcha atrás, as máquinas que furam os muros  para colocarem as redes

São os homens que cimentam o pátio da escola, que berram ou lançam um "ei, olha o fio!", a engenheira que anda de um lado para o outro a coordenar o trabalho, o homem que se baixa e mostra as cuecas e o reguinho, o que trata da limpeza exterior dos vidros das janelas, os electricistas que entram e saem, o camião que descarrega as placas brancas, os moradores que querem estacionar os carros (aconteceu comigo, ontem) nas suas garagens e têm as entradas impedidas pelas carrinhas das obras.

Hoje, mais um dia que tive de sair da cama de tanto ruído que se ouve.

Fui à janela, vi,no meio desta confusão toda, dois  pássaros que voavam entre as duas árvores que ficam  deste lado do passeio em frente ao prédio, alheios ao ruído e azáfama das obras.

Dentro de uma semana, se tudo ficar operacional, os ruídos vão ser outros.

Serão os chilreares da criançada que vem para uma escola bonita e grande, mas que para isso lhes tirou as frondosas árvores que lhes davam a sombra nos dias solarengos de calor.

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Inspira-me

Maria Araújo, 02.10.14

Não há ano nenhum que estando de férias em agosto, não se fale no Natal.

"Ah, e tal, já reparaste que dentro de 4 meses estamos no Natal?!", pergunta que não falha.

E quando se aproveitam os saldos de verão e se fazem as compras a pensar nas prendas que se quer oferecer às amigas?

Este ano não foi excepção. Umas écharpes, uns brincos, um verniz das unhas,  e está resolvido o dilema que todos os anos, também, me defronto, quando não sei o que oferecer e para não repetir as prendas.

Depois, vem a família. "Ah, este ano é do irmão mais novo (os outros passam sempre aqui, neste cantinho), o ano dele cozinhar os deliciosos pratos do almoço de Natal".

E a F, minha sobrinha, que adora este dia e este ano não vem a Portugal porque o segundo filho nasce em dezembro, lá, no Rio de Janeiro:"Ah, vais lá tu quando o bebé nascer, ela precisa de apoio, e tal."

E eu só penso que, quando estivermos próximo desta festa da família, ela vai estar lá, do outro lado do Atlântico, cheia de calor, e com saudades da azáfama destes dias, da comida, das prendas.

Mas eles têm de seguir o seu rumo.

Muitos Natais temos para comemorar com eles, cá.

Haja saúde.