Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

o aviso

Maria Araújo, 10.02.20

Sábado passado, esperava que o elevador descesse ao parque do ginásio, reparei que  na pequena vitrine onde  é costume estar afixado assuntos informativos e /ou de interesse  para os utentes, tem, agora, um aviso que nunca vira desde que frequento este ginásio. 

Diz o aviso para:  circular com cuidado ( há chicos-espertos que entram com velocidade); uma viatura não ocupar dois lugares de estacionamento; não  deitar lixo para o chão ( é tão comum); não ter actos de vandalismo(esta não esperava eu)

Pensei para o meu decote: " finalmente alguém lembrou-se de alertar que o parque também deve ser respeitado!"

Ontem, voltei ao ginásio.

Tudo normal.

Quando saí, reparei que, em frente ao meu carro, estavam dois carrões, lado a lado, estacionados na diagonal ocupando o lugar de dois carros. No vidro de trás de cada um  via-se um papel.

Sem Título2.png

Aproximei-me e li isto:

Sem Título.png

Hoje, esta pessoa (já escrevi sobre o assunto aqui), com muitos lugares livres no parque, tinha a sua viatura mal estacionada.

Enfim!

Há pessoas que se esquecem que viver em sociedade não é ter somente direitos, também há deveres a cumprir.                

 

sobre o post

Maria Araújo, 07.11.19

dos peluches, passei hoje no supermercado,  para fazer umas compras.

Depois de pagar, decidi passar no balcão de apoio ao cliente e comunicar à funcionária que o cartaz dos peluches tem um erro ortográfico.

Foi comigo ao espaço onde estes se encontram, expliquei que o "beije" é uma forma do verbo beijar, não é uma palavra que tenha a ver com a bege dos peluches,neste caso.

Diz ela: pode ser que seja a marca do peluche.

E comentei: a marca do peluche é Zoko. No cartaz tem de tirar as letras " i" e " j" e substituí-las pela letra "g" e aí, sim, temos a cor do peluche. Não me leve a mal, mas não fica bem uma empresa de nome ter erros destes.

Tirou uma fotografia, e foi embora.

Nem um obrigada disse.

Eu achei que devia fazer esta observação.

 

 

 

 

os chicos espertos

Maria Araújo, 20.10.17

Na recepção da clínica de fisioterapia estão afixados dois avisos, no balcão e na entrada da porta que dá acesso ao espaço de tratamento, que pede as pessoas para não entrarem na sala e aguardarem na recepção que os chamem.

Sempre cumpri o que o aviso lá diz, por vezes as técnicas demoram a vir à recepção, estão a trabalhar, temos de esperar pela nossa vez, mesmo que passe da hora marcada.

Com a crise  e os cortes, a clínica despediu pessoal. Entretanto abriu o Hospital Privado no centro da cidade, muitos doentes deixaram de lá ir, ficaram apenas duas técnicas e uma fisoterapeuta, logo, elas tentam coordenar o trabalho de modo a que ninguém esteja muito tempo na recepção à espera do tratamento.

Há cerca de 15 dias cheguei dois minutos depois da hora marcada para mim, 14h, as técnicas estavam a tratar quem chegara primeiro, sentei-me à espera que uma delas viesse ao balcão ver se havia alguém à espera.

Cinco minutos depois, entra um senhor, e logo a seguir uma senhora.

Viram-me sentada, sabiam que eu estava à espera de entrar. Reparei que ele vacilou entrar  para a sala, visto que percebeu que eu esperava a minha vez e chegara primeiro.

Não passou um minuto, vai ao corrredor e pergunta se pode entrar.

As técnicas responderam que sim, a senhora não tem mais nada, faz o mesmo... e fiquei sozinha na recepção.

Estes dois não tiveram a gentileza de dizer que estava uma pessoa na recepção à espera.

Passados cinco minutos, uma das técnicas veio ao balcão, como sempre vem para certificar-se se há pessoas à espera e se tem lugar disponível.

Levantei-me de imediato e comentei:

" Há aqui dois avisos, acho que  as pessoas não sabem ler. Cheguei há cerca de 10 minutos os senhores que entraram chegaram depois de mim. Ouvi que lhes perguntou se podiam entrar. Viram-me aqui, sabiam que eu estou para tratamento. Pelo menos respeitavam-me, não entravam e esperavam que uma das senhoras viesse ver quem estava".

A técnica, que me conhece há muitos anos, concordou comigo.

Convidou-me a entrar e, atrás de mim, e propositadamente e para que os chicos espertos ouvissem, comentava que as pessoas não são correctas, que deviam respeitar o aviso, que não foi simpático o que fizeram, e tal. E pediu-me desculpa.

Hoje, cheguei lá um pouco mais tarde, não tinha ninguém na recepção.

Uns minutos depois, entra a  mesma senhora da cena anterior.

Viu-me sentada, comentou baixinho, " não sei se é para entrar".

A seguir entra um senhor, aproxima-se corredor, pergunta se pode entrar, ela vai atrás dele e faz o mesmo.

A técnica ( tenho a certeza que ele pensou em mim) diz:  " não sei se está mais alguém na recepção que tivesse chegado primeiro."

E estes meus ouvidos ouviram um " não, não está ninguém".

Apeteceu-me entrar sem pedir autorização e dizer: "desculpe, estou eu e cheguei primeiro que vocês dois".

Mas não fiz nada, deixei-me estar.

No momento que a técnica vem ao balcão, entra um senhor. Não deu tempo que eu lhe contasse mais esta cena dos dois chicos espertos que me viram e disseram-lhe que não havia ninguém na recepção. Ela mandou-nos entrar, cada um para o número da divisão que nos indicou.

E hoje não foi possivel contar mais esta cena. Excepcionalmente, a pessoa que me fez o tratamento foi a fisioterapeuta e não tenho à vontade para fazer estes comentários.

Quando os chicos espertos querem ser os primeiros em tudo não respeitam pessoas e lugares.

Hoje, foi o meu último tratamento.