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irritam-me

por Maria Araújo, em 08.06.16

as pessoas que falam de mais, porque são "amigas" ( e até podem ser) da professora, e em vez de deixarem esta explicar os movimentos e dar confiança  a quem vai pela primeira vez a uma aula de antigravity, não! 
Alto e bom som,  "assume" o papel da professora, diz o que a pessoa tem de fazer, larga o seu hammock e vai explicar o que não lhe compete... Já no final da aula a professora diz-lhe "deixa estar, eu estou aqui para ajudar".

"Por favor, mulher! Enxerga! !

O que nos vale é que raramente ela vai à aula! Não há pachorra para este tipo de pessoas.

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Cantinho da Casa

Por cá, há quem o faça

por Maria Araújo, em 26.08.13

Ao entrar no Sapo, li esta notícia.

Durante muitos anos, enquanto estive no ativo (até ao dia 25 de julho transacto) tive sempre o cuidado de desligar os interruptores das salas por onde passava, assim como o computador, quando não precisava de o usar mais. Aliás, na última aula do dia, sempre que via um computador ligado, desligava-o eu. Garanto que 99,5% dos colegas não os desligavam.

Recentemente, alguém me dissera que as ordens eram para deixarmos as luzes ligadas, pois ficava mais caro ligar e desligar os interruptores sempre que uma aula acabava e começava outra.

Sinceramente, achei estranho, mas continuei a  fazê-lo.

Por volta do mês de maio, os alunos dos cursos de eletricidade andavam pelas salas a colar post-it. Estes diziam: "por favor, desliguem o interruptor".

E foi neste gesto que concluí que eu tinha razão, contrariamente à maioria dos colegas que deixavam as luzes sempre ligadas, tarefa dos funcionárias dos pavilhões.

Se há mais escolas que poupam energia através de um gesto tão simples como desligar o interruptor, não sei. Na minha, finalmente, foi adotado no ano letivo transacto.

Se em casa tenho o hábito de poupar na eletricidade ( os únicos aparelhos que ficam ligados durante a noite, e porque tem de ser, são o frigorífico, o cilindro e o telefone), faço o mesmo no local de trabalho e "ai, que sou sempre criticada!", em casa dos meus familiares.

Todos temos de mudar de atitude e esta não custa nada.

 

 

 

 

EUA: post-it nos interruptores ajudam três escolas a poupar €262 mil em electricidade

 

 

Cantinho da Casa

Fico farta de ver os mesmo programas

por Maria Araújo, em 01.10.12

 

ao fim de semana.

E ontem, lançando o meu olhar pela SIC, vi a Bar(bie)bara Guimarães com um vestido calça que  "caía" entre pernas (risos). Inestético. Esta gente que veste as apresentadoras não veem isto? Depopis, aqueles pompons em pelo nos pulsos, oh, uma barbie perfeita!

Saltei de canal. E lá estava a Teresa Guilherme com a sua voz irritante, os seus gestos que fazem rir (pelos menos a mim) e as conversas sem conteúdo dos concorrentes que acabam por, por vezes, deixar-me estar e rir da sua pobreza psicológica. 

Depois de ver o "Estado de graça" (adorei ver a Maria Rueff imitar a TG. Perfeita! ) preparei o meu trabalho e acabei por adormecer no sofá.

Já não se veem programas interessantes. O melhor, é dormir.

 

Cantinho da Casa

Dúvidas

por Maria Araújo, em 02.11.11

Hoje fui substituir um colega que faltou. Metade dos alunos da turma foram meus alunos no 5º e 6º anos.

Eram muito interessados, mas muito faladores, mimados, provocadores entre si.

Mas gostava muito deles. Deixaram-me alguma saudade.

Sempre simpáticos quando por mim passam no recreio, contrariamente a muitos alunos que, passando para o 3º ciclo, nem bom dia dão ao professor.

Gosto de falar com eles, saber como estão a correr os estudos, rio-me, sou afável, dou um sorriso.

Então hoje, os alunos, que sempre tiveram o vício da bola, queriam que a aula de substituição fosse no recreio.

Mas o tempo não permitia e como tenho regras a cumprir e não as infrinjo, respondi-lhes que não era possível.

Uma barulheira. Alunos que não me conheciam, pensavam que iriam "gozar" comigo. Queriam fazer jogos, queriam barulho, o que é costume nestas idades.

O ano passado estive várias vezes com eles na sala de informática correu sempre bem, mas hoje, a sala estava ocupada, fiquei na sala onde tinham aula.

Liguei o computador,mas a internet estava desligada.

Então, decidi pedir o livro a um dos alunos.

"Não trouxemos", respondeu ele, e pelos outros.

E na verdade, só um aluno, o meu Lucas, um aluno muito educado, simples e meigo trouxera-o.

Abri o livro e copiei um dos exercícios no quadro.

Fiz um esquema simples do que eles têm estado a aprender e passei à prática.

Obriguei-os a passar para o caderno. «Não temos», comentaram alguns.

«Arranjem uma folha», disse eu.

E no meio do trabalho, as risadas eram frequentes, quer da parte das raparigas quer dos rapazes.

Então, duas das minhas alunas, que eram umas faladoras, e que parece não mudaram, estavam no cochicho, até que eu comentei:«As meninas tal e tal, continuam na mesma. Parece que estão na igreja . É mesmo de mulheres!"

Oh, o que fui dizer! Os rapazes batem palmas, desatam a rir e dizem «boa setora, é mesmo isso. Elas não param de falar. Parecem beatas na igreja, sim»

Só que este foi o pretexto para que a brincadeira passasse o limite.
Uma das alunas resmungava. A risada geral fez com que eu não percebesse o que se passara. E perguntei-lhe. Esta jovem sempre fora muito querida comigo.

E ao que parece, as duas cochichavam sobre esta e estão zangadas.

Tive de me impor, de manter a calma.

As hormonas estão ao rubro, as raparigas estão mais desenvolvidas, os rapazes só querem bola. Contudo, fiquei triste porque os bons alunos que eram, estão agora mais "relaxados".

Estar dentro de uma sala de aula é um suplício para os alunos.
E a propósito de hormonas, há alguns anos atrás, os namoricos abundavam na escola.

Os pares beijavam-se languidamente nos recreios, ignorando os colegas mais jovens e os professores que passavam para a sala de aula.

Passou essa fase. Abundava a brincadeira nos recreio.

Este ano, voltou.  Tem sido demais.

Jovens na casa dos 12/13 anos, uns aqui, outros acolá, ingorando quem passa, inclusive os professores de educação física que estão em aula e/ou actividade no exterior, beijam-se, abraçam-se de tal jeito que nós, os mais velhos, ficamos perturbados.

E hoje, quando entrava no portão da escola, alguns pais esperavam a saída dos filhos, um par beijava-se loucamente, junto ao portão.

Comentei com a minha colega o que tenho reparado durante os intervalos.

No final do dia diz-me: «tens razão com o que disseste hoje à hora do almoço.Há pouco, ia com a M para a aula e diz ela; " olha, mais um". Passámos  junto a um par, viram-nos e continuaram a beijar-se como se nada fosse. Isto para os mais pequenos não é bom.»

E, já no carro, acrescentou:«penso que estas crianças vêem aquele programa que dá na TVI e como os pais também vêem e devem achar normal o A deitar-se na cama com a B, logo, não podem ter argumentos para chamar à atenção os filhos.» E contou-me uma história complicada de uma ex-aluna.

Não sou contra as manifestações de carinho, de gostar, mas penso que, onde há crianças, deve haver mais respeito.

Fossem eles meus alunos. Chamá-los-ia à atenção , como chamei há dias a um deles, quandro entrei no pavilhão para a minha última aula do dia.

Ao mesmo tempo que me dirigia para a sala, sem parar disse:«meninos estão dentro da escola, não acham que estão a exagerar? Há aqui crianças»

Não posso deixar passar estes atos adolescentes num lugar onde as regras e o respeito devem ser transmitidos e partilhados.

Entendo-os, ou tento endendê-los, porque já fui adolescente. Mas não provocava ninguém.

Estamos numa escola.

Será que estou desatualizada ou sou discreta  nestas manifestações de amor?!

Dúvidas...

 

 

 

 

 

 

Cantinho da Casa


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