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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

ganhei duas maçãs

Maria Araújo, 19.09.19

Precisava de passar no banco e ficando este a dois passos do provisório mercado municipal, a ideia era trazer o mínimo de compras, ia sem carro (uso carro para as grandes compras e para outras que fiquem longe de casa) decidi, hoje, fazer as compras fora do espaço habitual, passei, então, nas vendedoras que  vendem os seus produtos  num espaço à parte, sem bancadas.

Em nenhuma compra que fiz aceitei o saco de plástico que me ofereciam. Eu tinha vários sacos de papel do pão, deu para todos os produtos.

Em vendedores diferentes comprei de 1kg de tomate cherry, paguei 0,50 €; beringela , meloas e alface, paguei 2€; alho francês 0,50 €; ameixas 1€.

Vi uma senhora com um grande cesto de maçãs, ela pega num saco de plástico, digo que não quero o saco, vendo que eu tinha o de papel não mão, diz-me:

- Muito bem! Mas deixe-me usar o meu só para pesar e passo depois para o seu.

Depois de pesadas passou-as para o meu e comenta:

- Sabe que para o ano vai ser proibido usarmos sacos pequenos de plástico?  Olhe, acho muito bem. Antigamente, íamos comprar o pão, levávamos o saco,  íamos à mercearia, levávamos o saco. Este tempos modernos vieram alterar tudo e agora que o ambiente está como está, querem acabar com isto, e olhe que eu acho muito bem.E porque a menina está a poupar o ambiente, gostei muito do que fez, dou-lhe mais duas maçãs. 

E eu sorri.

Ainda comprei um ramo de flores 1,50€.

Os meu braços não podem carregar tanto peso, um quilo disto, outro daquilo, o certo é que vim carregada para casa.

 

o sumo e o plástico

Maria Araújo, 12.08.19

Há dias, despertou a minha atenção um anúncio  que passou na televisão sobre o Lidl e a campanha de sensibilização aos veraneantes  para a importância de uma boa conduta ambiental durante a época balnear.

Pesquisei na internet, encontrei o que foi a primeira edição de TransforMAR, em 2018.

Este ano a acção continua em várias praias de Norte e Sul do país, e louvo a atitude desta cadeia de supermercados, que eu também sou cliente.

O que me levou a escrever sobre este assunto, foi o seguinte:

o Lidl empenha-se, e muito bem, nesta campanha, mas dentro de portas reparo, como em todos as lojas de bens alimentares, que o plástico é demais em qualquer produto que, na minha opinião, é prescindível usá-lo.

Ontem, na minha caminhada pelos arredores da cidade, lembrei-me de entrar na loja para comprar pão.

Não é a primeira vez que  vejo os sacos de papel do pão caídos no chão, e por falta de descuido do cliente, que não se dá ao simples gesto de separar o saco do que está por baixo e servir-se de pãoe, em vez disso,  tira-o ao calhas, eles caem e ali ficam. Vêm outros clientes, não foram eles que os deitaram ao chão, pisam os coitados, os empregados que os apanhem ( já tive gestos de apanhar os sacos de pão e entregá-los à empregada, do lado de lá das prateleiras) e desta vez fiz o mesmo, quis observar o comportamento das pessoas.

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Ora, a caminho do pão, junto às prateleiras da fruta, e onde costumam estar as bananas, reparei que no seu lugar estava uma máquina. 

Segui o meu caminho.

De repente, páro!

Algo me fez voltar à máquina.

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Ao lado dela, numa caixa, estavam umas quantas garrafas de plático de duas dimensões. Junto, as intruções para o cliente servir-se das garrafas e das laranjas e ter o seu sumo acabado de espremer.

Questionei-me:  então o Lidl faz a campanha TransforMAR nas praias e usa as garrafas de plástico para o sumo de laranja?

Entendo que usar as de vidro tem outros custos, mas se  esta cadeia está preocupada em a alertar as pessoas para o mal que o plástico faz no ambiente, então porque dispor destes na loja?

 

 

 

 

 

 

coisas de pessoas

Maria Araújo, 21.03.16

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Tinha planeado ir ao ginásio de manhã, seguia depois para a nova loja Ikea com intuito de perder umas horas a ver, com calma, o que gosto: as cozinhas, as salas, os quartos,  as decorações.

Cheguei ao ginásio em cima da hora para ter a senha para a aula (se não for quarenta e cinco minutos antes da aula, às nove horas já não há senhas), convicta que não ia conseguir, saio, do elevador e, "surpresa!" , vejo uma fila pequena.  Uma das senhoras com quem, por vezes, tomo café, comentou :"hoje está pouca gente porque a professora D está de férias".

Já escrevi algures num post que deixei de ir às aulas de hidroginástica (passei a ir ao sábado, com um ambiente mais agradável) durante a semana, porque o ambiente, tenho que dizer isto, é reles.

Fala-se de de tudo, corta-se na casaca das pessoas, falam alto demais, não estão com atenção à aula, enfim, não faz o meu feitio conviver com este tipo de pessoas.

Adiante. Antes da aula, dirigi-me à casa de banho, estava uma senhora em fato de banho a lavar as mãos, sai outra da casa de banho e diz a primeira: "ó mulher, estás aqui?"

"Sim. Olha já fui mijar, vamos para a hidro?"

Depois da aula, a mesma senhora com quem tomo café, comentava que num dia da semana passada o ambiente estava tão foleiro, que o professor só não deu uma chapada a um senhor porque ele tinha idade para ser seu avô.

De facto, quem frequenta estas aulas são pessoas que andarão pelo setenta anos. Não têm a noção do que é estar numa aula, ou têm, mas por que são terceira idade devem pensar que merecem respeito dos mais novos, logo, que tudo lhes é permitido.

É, sim, uma falta de respeito para quem dá a aula que por vezes tem de elevar a voz para que eles o ouçam e estejam com atenção (escrevi sobre o assunto aqui )

Se eu fosse o professor parava a aula até que se calassem e quando o silêncio fosse pesado, sem proferir uma palavra, retomaria a aula como se nada tivesse passado. Garanto que eles percebiam e surtia efeito.

Fui ao Ikea, a loja que me dá imenso prazer ver tudo, tudo, comprei uns artigos, fui à máquina de pagamento self-service, entretanto, uma funcionária ofereceu-se para me ajudar, paguei. Eram duas e meia da tarde, estava cheia de fome, fui pôr as compras no carro, regressei para almoçar no restaurante Ikea. Comi um arroz de pato, bem cozinhado viam-se bons pedaços de pato semi esfiado, nada gorduroso (já comi pior em restaurantes).

Decidi dar uma volta pelo centro comercial, com bastantes lojas, todas mais do mesmo, à exceção de duas ou três novas marcas, subi à restauração para tomar café.

Aproximo-me do caixa para pedir um café, estava à minha frente um senhor acompanhado de uma criança. Do lado de dentro do balcão, duas funcionárias conversavam.

O funcionário da caixa pediu que tirassem o café para o senhor, chega a minha vez, pago, pede outro café... Uma das funcionárias tirava o primeiro café, continuava a conversar com a outra.  Pôs a chávena no balcão, quando, com a maior arrogância, o senhor diz:

- Isto é café que se tire! Eu pedi um café curto. Em vez de estar na conversa devia olhar para o que está a fazer!"

A funcionária ficou parva a olhar, pegou na chávena, deitou o café fora, foi à máquina e tirou outro café.

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Quando o entregou, diz ele: "um café bem tirado deve estar um dedo abaixo da superfície da chávena. Antigamente as chávenas eram grandes e o café saía mais cheio, era o tipo café americano, mas agora que as chávenas são pequenas, o café, (repetia), deve estar um dedo abaixo da chávena. Não sei se me está a entender."

A funcionária olhou para a chávena e percebendo que o café estava curto demais, perguntou-lhe se queria que enchesse um pouco mais, ao que ele respondeu: "deixe estar, se põe mais café perde o sabor". E voltou a explicar "antigamente...", bláblá.

Entretanto, saiu do balcão, a outra funcionária dá-me o meu café. Quando olho para trás, estava uma longa fila de pessoas à espera que o senhor explicasse à funcionária como se tira um café.

Eu já estava a ficar pelo cabelos com a conversa e a arrogância dele. Quando se desviou do balcão, a funcionária diz-me com a maior descontração, própria de uma pessoa que está habituada a atender todo o tipo de clientes: "uma pessoa está sempre a aprender!" E eu sorri.

Na minha opinão, o senhor até podia ter razão pelo facto de as funcionárias estarem na conversa, mas foi servido, e se o café não estava a seu gosto, o que devia ter dito era: "desculpe, este café não está bem tirado, por favor tire outro", e ficava por aqui.

Quem está atrás do balcão atura cada uma!

"Lá se pensam, cá se fazem"

Maria Araújo, 06.03.15

 

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 O meu irmão mais novo tem uma grande paixão por bicicletas.

Há cerca de 5 anos, começou a dedicar-se a elas, como hobby.

Compra peças, substitui, desmonta, altera, pinta, adapta-as ao tempo e aos lugares.

Desafio em desafio, com amigos e/ou sozinho faz longos percursos ao fim de semana e adquiriu o hábito de utilizar este meio de transporte para se deslocar para o trabalho.

Fato vestido, capacete na cabeça, mochila nas costas, raramente serve-se do carro para trabalhar.

Sempre atento ao que se passa nas grande cidades Europeias ou de qualquer outro continente, publica no FB o que vê, e "adverte" o nosso Presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, para o cumprimento do que prometeu aquando das eleições autárquicas.

Hoje publicou um vídeo  sobre Lisboa com o título "Ideias de Origem Portugesa" e, curiosa que sou, espreitei. 

Se em Lisboa, a cidade das setes colinas e das ruas com declinação acentuada é viável construirem-se ciclovias para todos os cidadãos, então, nesta cidade, plana, cheia de sol, acolhedora e com ruas largas, facilmente se podem adaptar ciclovias(as poucas que existem estão nos arredores e/ou numa via pedonal sem trânsito) junto aos passeios de modo a que os ciclistas circulem livremente e não ocupem as vias para os automobilistas, nem os passeios destinados aos transeuntes (se bem que estes têm o hábito de ocupar as vias destinadas aos outros).

Sigamos o exemplo que muitas cidades estão a fazer pelos cidadãos, até porque no Brasil a bicicleta dá pedal, como é exemplificado aqui: melhora a saúde e a auto-estima, propicia liberdade, de custo acessível, diminui o número de veículos nas ruas, diminui conflitos de trânsito, melhora todos os índices ambientais...