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cantinho da casa

cantinho da casa

MSF e IRS

Quando há um ano, num directo deste médico, por quem nutro grande admiração, falou dos Médicos Sem Fronteiras e da necessidade de ajudarmos com o valor em dinheiro que quisessemos ou pudessemos, decidi fazer um donativo mensal e durante um ano.

Pensava o que a grande maioria das pessoas pensam: "será que o dinheiro segue os fins a que se destina?" .

Entretanto, todas as vendas do último livro que esse jovem médico escreveu, que comprei pela altura do Natal, e o próximo a ler, reverte para esta Organização. 

Em tempos li nos comentários do Instagram dos MSF PT que não fazem donativos porque não passam o recibo para o IRS.

Passou o ano de 2023, decidi continuar a apoiar, com ou sem recibo.

De quando em vez, recebo um e-mail a agradecer o donativo, e um vídeo que mostra o seu trabalho

Ontem, o e-mail que chegou era o recibo para declaração de IRS.

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A Organização precisa de dinheiro .

"O trabalho de MSF envolve uma grande variedade de atividades, desde a organização de campanhas de vacinação até cirurgias de reconstrução facial. Nossa equipe atua em situações de conflitos e pós-conflitos; no controle e combate às doenças epidêmicas; no atendimento emergencial as vítimas de catástrofes naturais; e garante atendimento médico às pessoas excluídas dos sistemas de saúde locais. MSF também pressiona para que medicamentos acessíveis e de qualidade cheguem às populações mais pobres do mundo."

Deixo aqui a página do Instagram ou o site onde podem ver o seu trabalho nos vários países e lugares do mundo.

 

 

uma pergunta estúpida?!

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Ontem, fui aos correios.

Enquanto esperava a minha vez, à minha frente uma senhora  era atendida pela funcionária, que lhe passava para as mãos umas cartas. 

A senhora não conseguia agarrar as cartas, foi o senhor que estava  ao lado dela, também a ser atendido por outra funcionária, que pegou nas cartas e pôs nas mãos.

A senhora pede à funcionária que ponha um atilho à volta delas.

As cartas voltam às mãos da funcionária, que pega num elástico e pôe-no à volta e de novo o senhor passa-as ca para a mão dela.

Era a minha vez de ser atendida, mas a senhora estava a dizer qualquer coisa que não percebi, e afasta-se dizendo que era muito caro, que não levava.

Fui atendida.

No momento em que a a funciobária põe o envelope na balança, ouço a senhora a dizer: " quem me ajuda a sair daqui?"

Olhei para trás, vi que era cega.

Respondi que ajudava, mas que esperasse uns minutos, ao que ela comentou: " Espero o tempo que for preciso".

Paguei, virei-me para ela e disse que já estava pronta para sair, ela agarrou-se ao meu braço direito, e saímos da loja.

Foi então que vi melhor. Vi que era cega de um olho, o outro estava fechado porque tinha muitas remelas, que era uma senhora pobre, chinelos nos pés, sem meias, e com um saco grande de supermercado carregado não sei com quê.

Trazia, também, um guarda-chuva.

Pensei que usava o guarda-chuva para se orientar, uma vez que não choveu, ontem. 

Cá fora, perguntei se não tinha uma bengala, ela respondeu que o médico não lhe passa nada, que ninguém quer saber.

Comentei que provavelmente a Segurança Social arranjaria, ou que se falasse no Centro de Saúde  o médico a orientasse ( nem me lembrei da ACAPO).

O meu caminho não era o dela, perguntei para onde ia, disse-me a rua, que fica perto do centro da cidade, mas que para mim era longe para ela se orientar ( se eu estivesse de carro, garanto que a levava onde ela quisesse).

Descemos quatro degraus, e disse-lhe que tinha de seguir em frente e que depois pedisse ajuda a alguém.

Na minha "inocência", perguntei como tinha chegado aos correios.

Talvez eu não devesse ter feito a pergunta.Talvez fosse uma pergunta estúpida, mas a minha intenção era saber se se tinha orientado bem.

Então, respondeu-me de mau tom e má educação: "Porque é que a sehora me faz essa pergunta? A senhora não vê que sou cega? As pessoas desprezam os cegos! A senhora está a fazer pouco de mim!"

Fiquei chocada com o que ela me disse.
E respondi: " A senhora está a ser mal agradecida. Eu fiz a pergunta com boa intenção, não para que me responda dessa forma.Se nos correios perguntou quem a ajudava a sair de lá, foi com respeito que me ofereci.  A senhora teve ajuda e ainda reclama?!. Siga, por favor, em frente, e peça a alguém que a ajude a atravessar a rua."

Um casal de namorados que estava encostado ao muro, olhou para nós, estupefacto. Provavelmente, nem perceberam o que se passara.

Virei as costas e segui o meu caminho.

Ouvi-a a lamentar-se, pareceu-me que falava de mim, mas não voltei para trás.

Indignada, pensava, quando fiz a pergunta, que estava à espera que me dissesse num tom de agradecimento que pedia ajuda às pessoas.

Tivesse ela respondido de uma forma mais grata, estava disposta a saber como fazer para arranjar uma bengala.

Fiquei muito triste.

Fiquei a saber, pela imagem que fui buscar aqui, que há três tipos de bengala.

 

 

 

 

 

um pedido de ajuda

Mesa-de-Voto.jpg

imagem daqui

 

fui votar, a  fila para a minha secção de voto era um pouco extensa, mas andava bem.

atrás de mim, estava um senhor idoso, cuja filha o amparava. 

quando estava perto da porta, teria três pessoas à minha frente, disse ao senhor que lhe dava a minha vez.

o senhor agradeceu. a filha disse que não era preciso.

ouvi alguém dizer que ia buscar uma cadeira para o senhor.

eu insisti para ir à minha frente, e foi quando a filha pediu à mãe, que já tinha votado noutra secção, para ficar com ele, e quem estava à minha frente  deixou-a passar.

e foi então que percebi: a filha ia votar, os pais teriam de esperar por ela.

e a verdade é que a cadeira para o senhor não apareceu.

atrás destes, estavam mãe e filha.  a mãe pelos setentas,  ouvi-a cumprimentar alguém e perguntar: " em quem "botaste?". sem ter obtido resposta, a filha desviou a conversa.

quando chegou a minha vez, entrei.

a mesa eleitoral era composta por mulheres jovens (  há anos que eram sempre os mesmos rostos, estava na hora de mudar ), fiquei satisfeita com a mudança.

estava eu a entregar os três boletins de voto, umas das jovens da mesa disse à senhora dos 70as que já podia ir, ao que ela comenta: "eu não sei como fazer, se precisar vocês ajudam-me".

todas as jovens da mesa olharam para mim.

é que os meus olhos deviam ter expressado surpresa com o que ouvi.

respondeu uma delas: " vá, e logo se vê"

apeteceu-me dizer: " não sabe, dobre os boletins e meta-os na caixa".

saí da sala. 

não possso  entender porque a família não esclarece a senhora de como se processa  o voto; ou lhe digam como fazer no caso de ficar confusa. e/ou se acham que não é capaz, é preferível não levá-la, na minha opinião.

isto só acontece comigo

os estudantes e o Banco Alimentar Contra a Fome

A minha sobrinha, e afilhada, a estudar no Porto, e elemento da TUNAFE, comunicou à familia que a tuna  ia festejar o 28º Aniversário, online, e para assinalar a data, aliaram-se aos seus padrinhos numa angariação de fundos para comprarem bens alimentares para o Banco Alimentar Contra a Fome..

Toda a família colaborou.

Passado algum tempo, perguntei se o valor angariado atingira as expectactivas. A resposta foi que estavam a tentar atingir os 1000 euros.

Uns dias depois, voltei a perguntar, estava feliz, ultrapassara esse valor.

Todos sabemos que este ano não há recolha de alimentos nos supermercados, fui espreitar a página do  Face Book   da tuna,  lá está o agradecimento a todos os que apoiaram a causa, conforme se pode ler aqui.

 

alguém "fugir" de outro alguém.

Quando vou ao hipermercado e o tempo está de sol, estaciono o carro no parque exterior, em frente à entrada.

Quarta-feira passada, atravessava a pequena passadeira, percebi que alguém parecia fugir de outro alguém. Já em frente à entrada, vejo um carrinho de uma pessoa deficiente, estava próxima dele quando este se vira e vejo um homem nos seus 40tas, que me diz o seguinte:

- A senhora faz-me um favor?

-Claro que sim-,respondi.

-Tenho uma mochila aqui atrás na cadeira, pode por favor tirar do bolso de fora uma máscara? Quero entrar no hipermercado mas esqueci a máscara na mochila.

Abri o bolso, lá estavam várias máscaras, e com as pontas dos dedos puxei o atilho e tirei uma, e dei ao senhor.

-Muito obrigada- respondeu.

Perguntei se precisava de ajuda para mais alguma coisa.

Agradeceu de novo e disse que não.

E eu percebi o porquê de me parecer ver alguém fugir de outro alguém.

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imagem daqui

 

ajudar custa?!

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Não!
Projecto Amor Animal precisa da nossa ajuda, e a Rute Sousa, uma das fundadoras do Projecto, terá o seu aniversário no próximo dia 16,  gostaria de ter um presente especial,  e que nós podemos realizar, que é fazermos uma doação que ajude a saldar a conta do Veterinário, conforme foi muito bem especificado neste pequeno parágrafo que a Sofia escreveu e que trouxe do Clube de Gatos do Sapo:

"A Rute Sousa uma das fundadoras do Projecto, vai fazer anos no próximo dia 16 de Junho e a única prenda que pede é que ajudem a saldar a conta do Veterinário que com os últimos salvamentos de gatinhos bebés que tiveram que ficar internados, mais os medicamentos habituais e já com as contas pendentes de outros salvamentos, vai chegar aos 1000 € é evidente que este valor nunca será possível chegar, mas se quem puder conseguir doar 1 € pelo menos?!

Já imaginaram 1000 pessoas a doar 1 €, sim sou uma sonhadora?".

 

António Gedeão  escreveu que  "o sonho é uma constante da vida, tão concreta e definida, como outra coisa qualquer..."  por que não realizar o sonho da Sofia, até por que ela,  diariamente, dá-nos música para a alma vibrar

(que tantas vezes precisamos), e o aniversário da Rute Sousa  do Projecto Amor Animal?

Se desejas colaborar, aqui ficam os dados:

www.facebook.com/projecto.amoranimal
projecto.amoranimal@gmail.com
Como ajudar:
IBAN: PT50 0023 0000 45474786214 94
SWIFT: ACTVPTPL
 
 

Eu já o fiz.

 

Pessoas que me deixam

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emocionada, que fazem cair as lágrimas, como  esta mulher de armas e bom coração, com um Projecto que ela mesma, sozinha, sonhou e pôs em prática, escreveu na sua página do FB: "Quem sabe se não me candidato?"

Sou altruísta mas ainda não tive coragem para isto.

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Por vezes, apetece-me ter a coragem de muitas jovens, sair daqui, ajudar e conhecer o muito sofrimento e miséria que há por esse mundo fora.

 

 

O que fazer

quando uma amiga tua está deprimida, diz que não presta, que é uma burra, que não consegue enfrentar o local de trabalho, que sente que os amigos(as) estão a fugir (o que não é verdade), que diz que vai perder a família e o emprego, que não saber cuidar da casa,  que anda feita barata tonta pela casa e não faz nada, e tu tentas arranjar as palavras adequadas para lhe dar coragem e força, ela manda-te calar porque não aguenta e, de repente, o silêncio invade as nossas almas?

Hoje, a minha tarde foi dar o pouco apoio que sei e posso a uma amiga.