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trovoada, um espectáculo!

por Maria Araújo, em 02.06.18

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Na minha adolescência, de férias  com a família, na praia, no mês de Agosto, vi pela primeira vez, em várias frentes,  um espectáculo de relâmpagos que caíam no mar.

O meu irmão mais velho tinha pavor ao vento forte, mas gostava da beleza da trovoada, fomos  para o grande quintal da casa da praia ver este belo espectáculo que ia aumentando de instensidade ao mesmo tempo que as nuvens ficavam mais carregadas e a escuridão aumentava também, até que me apercebo que estava demasiado "em cima" de nós, os estrondos assustavam-me, fugi para dentro de casa, os outros ficaram. "Não há que temer, as faíscas caem no mar", diziam.

Desde então nunca mais vi nada idêntico...até ontem.

Não tenho medo de mais da trovoada quando estou dentro de casa, mas fora, depende do lugar onde me encontro.

Fui ao funeral de um colega numa aldeia do concelho da Póvoa de Lanhoso.  À saída de Braga, para  Este, as nuvens escuras e carregadas anunciavam uma forte carga de água. Saímos à hora marcada, não choveu em todo o percurso até chegarmos à aldeia. 

Outros colegas chegavam, paravam na berma da estrada, desconhecíamos o lugar onde ficava a igreja, era ainda cedo para a cerimónia fúnebre, quando uma forte carga de água nos impediu de sair do carro seguida de uma poderosa faísca e do estrondoso trovão que seria o primeiro de muitos que iríamos apanhar pelo caminho até à igreja.

Depois de perguntarmos onde ela ficava, seguimos debaixo de fortes descargas eléctricas, os raios potentes de luz assustavam-nos, mas ao mesmo tempo estando nós dentro do carro não temíamos. O nosso receio era as  muitas árvores junto da estrada, teríamos de estacionar o carro tanto quanto possível afastado delas.

Num largo perto da igreja, decido estacionar o carro junto a uma paragem de autocarro, quando uma descarga seguida de um forte trovão assustou-nos de mais. Tínhamos pressa de ir para a igreja, ficarmos mais seguras.  Quando já estávamos à porta, fechávamos os guarda-chuvas, no campo em frente à igreja um raio de luz cai mesmo à frente dos nossos olhos, o estrondo foi tal que parecia que tudo caía em cima de nós.

Foi esta a segunda vez na minha vida que apanhei um grande susto e me levou para dentro da igreja, mas antes ainda perguntei a um senhor, que me parecia ser o sacristão, se a igreja tinha pára-raios. A resposta foi que não sabia, entramos, muitos dos nossos colegas ocupavam os bancos, esperavam o corpo que ainda não tinha chegado para a cerimónia fúnebre, sentamo-nos, ficamos mais tranquilas. 

Acalmou um pouco o tempo, mas quando nos pareceu que a trovoada e a chuva teriam ido para outras bandas, não, voltaram os trovões, por  mais algum tempo.

Quando a cerimónia acabou já não tínhamos a chuva e a trovoada.

Fomos à casa de campo da minha amiga. Quando chegamos lembrou-se que deixara no carro ( fui eu que levei  meu) o comando do portão, teríamos de saltá-lo.

Primeiro ela. Pensando que eu não conseguiria saltar (ahahah!),foi buscar o escadote, passou para o lado de fora para eu subir e saltar para o outro lado. 

O sol de final de tarde sorria, estava um ar fresco e perfumado, a relva verde molhada da chuva, não nos impediu de vermos as árvores de fruto ( tudo obra dela) que, disse a M,  à excepção dos quivis e talvez os maracujás, este ano não vão dar nada,  

Adorei ver as poucas  flores da romã e do maracujá. São lindas!

 

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Doce, é chegar ao fim do dia

por Maria Araújo, em 03.02.14

 

 

 a chuva cair assim lá fora e  recordar a "eterna" adolescência, ao som da música das Doce, roubada aqui.

 

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Dúvidas

por Maria Araújo, em 02.11.11

Hoje fui substituir um colega que faltou. Metade dos alunos da turma foram meus alunos no 5º e 6º anos.

Eram muito interessados, mas muito faladores, mimados, provocadores entre si.

Mas gostava muito deles. Deixaram-me alguma saudade.

Sempre simpáticos quando por mim passam no recreio, contrariamente a muitos alunos que, passando para o 3º ciclo, nem bom dia dão ao professor.

Gosto de falar com eles, saber como estão a correr os estudos, rio-me, sou afável, dou um sorriso.

Então hoje, os alunos, que sempre tiveram o vício da bola, queriam que a aula de substituição fosse no recreio.

Mas o tempo não permitia e como tenho regras a cumprir e não as infrinjo, respondi-lhes que não era possível.

Uma barulheira. Alunos que não me conheciam, pensavam que iriam "gozar" comigo. Queriam fazer jogos, queriam barulho, o que é costume nestas idades.

O ano passado estive várias vezes com eles na sala de informática correu sempre bem, mas hoje, a sala estava ocupada, fiquei na sala onde tinham aula.

Liguei o computador,mas a internet estava desligada.

Então, decidi pedir o livro a um dos alunos.

"Não trouxemos", respondeu ele, e pelos outros.

E na verdade, só um aluno, o meu Lucas, um aluno muito educado, simples e meigo trouxera-o.

Abri o livro e copiei um dos exercícios no quadro.

Fiz um esquema simples do que eles têm estado a aprender e passei à prática.

Obriguei-os a passar para o caderno. «Não temos», comentaram alguns.

«Arranjem uma folha», disse eu.

E no meio do trabalho, as risadas eram frequentes, quer da parte das raparigas quer dos rapazes.

Então, duas das minhas alunas, que eram umas faladoras, e que parece não mudaram, estavam no cochicho, até que eu comentei:«As meninas tal e tal, continuam na mesma. Parece que estão na igreja . É mesmo de mulheres!"

Oh, o que fui dizer! Os rapazes batem palmas, desatam a rir e dizem «boa setora, é mesmo isso. Elas não param de falar. Parecem beatas na igreja, sim»

Só que este foi o pretexto para que a brincadeira passasse o limite.
Uma das alunas resmungava. A risada geral fez com que eu não percebesse o que se passara. E perguntei-lhe. Esta jovem sempre fora muito querida comigo.

E ao que parece, as duas cochichavam sobre esta e estão zangadas.

Tive de me impor, de manter a calma.

As hormonas estão ao rubro, as raparigas estão mais desenvolvidas, os rapazes só querem bola. Contudo, fiquei triste porque os bons alunos que eram, estão agora mais "relaxados".

Estar dentro de uma sala de aula é um suplício para os alunos.
E a propósito de hormonas, há alguns anos atrás, os namoricos abundavam na escola.

Os pares beijavam-se languidamente nos recreios, ignorando os colegas mais jovens e os professores que passavam para a sala de aula.

Passou essa fase. Abundava a brincadeira nos recreio.

Este ano, voltou.  Tem sido demais.

Jovens na casa dos 12/13 anos, uns aqui, outros acolá, ingorando quem passa, inclusive os professores de educação física que estão em aula e/ou actividade no exterior, beijam-se, abraçam-se de tal jeito que nós, os mais velhos, ficamos perturbados.

E hoje, quando entrava no portão da escola, alguns pais esperavam a saída dos filhos, um par beijava-se loucamente, junto ao portão.

Comentei com a minha colega o que tenho reparado durante os intervalos.

No final do dia diz-me: «tens razão com o que disseste hoje à hora do almoço.Há pouco, ia com a M para a aula e diz ela; " olha, mais um". Passámos  junto a um par, viram-nos e continuaram a beijar-se como se nada fosse. Isto para os mais pequenos não é bom.»

E, já no carro, acrescentou:«penso que estas crianças vêem aquele programa que dá na TVI e como os pais também vêem e devem achar normal o A deitar-se na cama com a B, logo, não podem ter argumentos para chamar à atenção os filhos.» E contou-me uma história complicada de uma ex-aluna.

Não sou contra as manifestações de carinho, de gostar, mas penso que, onde há crianças, deve haver mais respeito.

Fossem eles meus alunos. Chamá-los-ia à atenção , como chamei há dias a um deles, quandro entrei no pavilhão para a minha última aula do dia.

Ao mesmo tempo que me dirigia para a sala, sem parar disse:«meninos estão dentro da escola, não acham que estão a exagerar? Há aqui crianças»

Não posso deixar passar estes atos adolescentes num lugar onde as regras e o respeito devem ser transmitidos e partilhados.

Entendo-os, ou tento endendê-los, porque já fui adolescente. Mas não provocava ninguém.

Estamos numa escola.

Será que estou desatualizada ou sou discreta  nestas manifestações de amor?!

Dúvidas...

 

 

 

 

 

 

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Sexo na adolescência

por Maria Araújo, em 26.02.09

                                                                         símbolo de Vénus

 

 

Decorre na SIC um debate sobre "Sexo na adolescência", que está a ser muito interessante no que se refere à participação da escola na orientação dos jovens para a sexualidade.

Na minha escola,  sempre que é oportuno, em qualquer disciplina, os professores resolvem situações particulares sobre os problemas dos alunos, não só alertando a família, mas também os serviços de saúde e os orgãos de gestão da escola.

O gabinete do aluno existe há cerca de 4 anos, sendo orientado por duas professoras, com filhos adolescentes, com competência para ajudar/alertar os adolescentes para a sexualidade.Não sendo  formadas em educação sexual, desempenham um papel muito importante na resolução de situações delicadas dos jovens.

Sabemos que a sociedade evoluiu, o acesso à internet está nas mãos dos nossos alunos, os pais afastam-se de algumas das responsabilidades que têm na educação dos filhos particularmente no que se refere à sexualidade.

Os pais nem sempre aceitam que a escola fale nestes assuntos aos seus filhos.

Sabemos que hoje os miúdos têm acesso a programas televisivos demasiado atractivos à descoberta do sexo, das drogas, do tabaco. E à agressividade.

Somos confrontados diariamente com jovens que se insultam e agridem-se por intrigas que têm a ver com o namoro, o afecto.

Falar de sexualidade implica informar os jovens do que é :

.viver a adolescência com os percalços característicos desta fase;

.conhecer o corpo  e suas alterações;

.esclarecer mitos;

.conhecer os esterótipos sexuais;

.respeitar o sexo;

.saber o que é o amor, o carinho;

.preparar para a vida sexual com segurança;

. perceber que para ter vida sexual ele/ela têm de se sentir aptos para um acto tão bonito como este.

A escola vai desempenhando o papel conforme pode e sabe. Por que de pais e educadores também se trata, com as suas limitações.

 

 

                 

 

 

(retirado de Wikipédia)

 

 
 

 

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Anos 60/70... e as noites calmas da RFM

por Maria Araújo, em 16.09.08

 A adolescência e as noites em Ofir e Viana do Castelo...

 

Annie Lennox e "wihter shade of pale"

 

A versão original é muito mais bonita. Faz-me lembrar belos tempos do Liceu, dos passeios quando não tinha aulas, das paixões sem sentido, da adolescência, a mini saia e os shorts,

 

 

"a whiter shade of pale" original de, Procol Harum

 .

 

 

 

 

Creedence Clearwater Revival

 

 

 

 

 

 

Uma das minhas preferidas

 

 

 Pink Floyd

 

 

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