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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

Quando o toque dá lugar às palavras

Maria Araújo, 12.01.14

Um blog que gosto de ler, aqui, nos meus favoritos.

Espreitem.

Destaco o que considero ser uma realidade entre muitos casais que mantêm o casamento, só porque sim: "sem o toque, sem um olhar trémulo, sem um abraço prolongado..."

 

 

respostas a perguntas inexistentes (269)

Nenhum Amor se confirma por palavras. Estas, o máximo que podem conseguir, é confirmar a falta dele. Quando alguém diz que odeia outra pessoa, normalmente está a falar a sério. Já o mesmo não acontece quando se diz que se Ama.
Não faz mal nenhum. Sobra-nos o corpo. É o corpo que nos prova que alguém está, ou não, apaixonado por nós. Sem a demonstração do corpo não há semântica que salve um Amor. Sem o toque duma mão suada, sem um olhar trémulo ou de um abraço prolongado, a palavra Amor é incapaz de se vender.
Dizem que um casamento entre duas pessoas acaba quando os seus corpos se afastam e o toque dá lugar às palavras, sejam elas de angústia ou de paixão. É verdade. Dizer que se Ama alguém é apenas a cobertura do bolo. O bolo em si é o corpo.

Laços

Maria Araújo, 20.11.11

 

Deste blogue, por e-mail, recebi um abraço.

E porque gosto de um abraço sincero e amigo, e porque gosto de abraçar, aqui está o meu ABRAÇO.

 

 

 

 

 

 

Abraço...

 

É demonstração de afecto
Carinho e muito amor
É saudade e lágrima
Mas também o calor

 

Abraço é amar
É querer aconchego
É sentir um amigo
Com todo o seu apego.

 

Podemos abraçar
Uma causa uma pessoa
Abraço é abraço
É cingir e cercar
É não sentir espaço

 

Abraçar uma causa
É o que nos faz sentir
Que quem luta acredita
E nunca deve desistir

 

Abraçar uma criança
Transmitir-lhe carinho
É dizer-lhe com os braços
Que nunca estará sozinho

 

Abraçar um amigo
Com toda a fraternidade
E como dizer estou aqui!
Para a toda a eternidade

 

Abraçar um amor
Com toda a compreensão
É desatar  todos os nós
E fazer um laço de união

 

Vamos assim abraçar
Uma criança, uma causa
Um amigo e o nosso amor?
Custa tão pouco abraçar...

Acreditem não dá dor!

 

Só nós dois é que sabemos...

Maria Araújo, 24.01.10

 

 

 

 

E há pouco sentei-me tranquilamente  a ver o "Conta-me como foi".

Cada episódio que passa faz-me lembrar a minha infância e adolescência.

Hoje ficou-me no ouvido o momento em que o António encontra a namorada do filho e pede-lhe que o deixe em paz.

Mas até aqui tudo bem. Naquele tempo um jovem namorar uma mulher mais velha era de todo impossível e feio.

A música é que me despertou lembranças, não só da minha mãe( nunca se esquece a mãe)que a cantava, mas por que detestava o Tony de Matos. A voz nunca me atraíu.

A canção dizia-me alguma coisa, mas jovem que eu era queria lá saber da letra? Mas cantava-a em tom de gozo.

Hoje escutei-a com atenção e, contrariamente àquilo que pensava, concluí que, de facto "esquece o que vai na rua ...o mundo não nos importa...o nosso mundo começa cá dentro da nossa porta".

Agora entendo a canção...

 

 

Só nós dois é que sabemos
Quanto nos queremos bem
Só nós dois é que sabemos
Só nós dois e mais ninguém
Só nós dois avaliamos
Este amor forte e profundo
Quando o amor acontece
Não pede licença ao mundo

Anda, abraça-me... beija-me
Encosta o teu peito ao meu
Esquece que vais na rua
Vem ser minha e eu serei teu
Que falem não nos interessa
O mundo não nos importa
O nosso mundo começa
Cá dentro da nossa porta

Só nós dois é compreendemos
O calor dos nossos beijos
Só nós dois é que sofremos
A tortura dos desejos
Vamos viver o presente
Tal qual a vida nos dá
O que reserva o futuro
Só deus sabe o que será


Anda, abraça-me... beija-me