Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

cantinho da casa

cantinho da casa

O letreiro

Conto de Natal

Era orfão de pai.
Dissera-lhe a senhora da família da casa Abrantes, para quem a mãe servira.
Todos na aldeia sabiam, mas segredo que foi, nunca chegou aos seus ouvidos.

Nem sua mãe, que morreu, era ele uma criança com oito anos.
A família Abrantes tomou conta dele.
Dormia num quarto na cave da casa.
A empregada da casa tratava-o como a um filho.


Não lhe faltavam o pão e o leite antes de sair para a escola.
Ao meio-dia, o prato de sopa, as batatas, com hortaliça, o feijão, arroz ou massa sem nada; ou um naco de carne; ou umas rodelas de chouriça que sobrava da mesa dos ricos e que a Efigénia punha em cima do feijão. "Um manjar do céu",dizia ela.
À noite comia o resto da sopa com a broa, ou engrossava a sopa com a farinha de milho.


Frequentou a escola primária.
Não foi além da quarta classe.


Aprendeu a respeitar e servir esta família.
Nunca os filhos da patroa lhe deram um sorriso, ou lhe fizeram um pedido para brincar com eles.
Pelo contrário.
Servi-los era sua obrigação: "Sebastião, faz isto. Sebastião, faz a aquilo!"
Tratavam-no como um pobrezinho e ignorante rapaz.
"Pobre, sim. Ignorante, não", pensava.

Fazia de tudo no campo: roçar o mato, semear milho, batata, feijão, couves,dar de comer aos animais.
Ia vender para as feiras o que se colhia.
E tinha um dom que não sabia de onde lhe vinha. Consertar um cano, uma avaria no tractor.
Pagavam-lhe alguns tostões que foi juntando até chegar à idade de mudar de vida e deixar aquela casa.


Quando chegou a altura de sair, despediu-se da família.
Virou-se sozinho. Foi viver para a cidade.
Sabia trabalhar no campo, fazia biscates em casa da senhora, sentia-se preparado para qualquer trabalho.


Na cidade sentiu-se perdido com a agitação das pessoas que andavam de um lado para o outro.
Os carros que buzinavam, as motas ruidosas, as sirenes da polícia, dos bombeiros. Tudo era barulho na cidade.
Nos primeiros dias, ficou numa modesta pensão enquanto procurava trabalho.
Perto desta, havia um tasco onde comia as suas refeições.
O dinheiro não era muito.
Entrou em oficinas de automóveis, em lojas de ferragens, em mercados, padarias. Qualquer coisa seria bem-vinda para começar a sua nova vida.


O tempo foi passando, o dinheiro estava a acabar.
Sentiu-se sozinho. E triste.
Pensou que seria fácil encontrar trabalho na cidade.


O Natal estava a chegar.
As luzes da esperança, da harmonia, da união das famílias, brilhavam nas ruas da cidade.
Para as crianças eram as luzes de magia, de alegria. Para ele eram de tristeza.
Sentia-se desanimado. E cansado de calcorrear a cidade.
Ninguém tinha lugar para ele.


Estava frio naquele dia de feriado da Imaculada Conceição.
Era grande o frenesim das pessoas que, carregadas de sacos com presentes, entravam e saíam das lojas.
"Nunca recebi um presente de Natal. Nunca soube quem era o meu pai", pensou.


A caminho da pensão, com o frio entranhado no corpo, meteu por uma ruela que nunca tinha passado.
Uma rua iluminada pelas luzes que decoravam as montras das pequenas lojas comerciais.
De repente, um papel branco com letras grandes e escuras colado no vidro da porta de uma loja de artigos eléctricos, chamou a sua atenção.
Nem queria acreditar no que estava escrito: "Empregado, precisa-se".
Entrou.


Saiu da loja.
O coração palpitava de felicidade e de gratidão.
Gratidão à Imaculada Conceição que o levou a entrar naquela rua.
Quando chegou ao final da rua, levantou os olhos para a tabuleta . E leu, "Nossa Senhora da Luz".
"Nunca recebi um presente de Natal. Nunca soube quem era o meu pai".
" Recebi, hoje, o melhor presente de Natal".

 

 

 

 

20h19

Entramos no Outono, e...

Sem Título.jpg

Caminhamos para as tardes mais pequenas, e os dias mais frescos.

Porque as noites já estão muito frescas e húmidas.

Já apetece uma manta na cama, antes de se tirarem os cobertores e/ou edredões.

As cores do Outono já estão aí.

As roupas também.

Jeans, camisas, camisolas de algodão.

E, para mim, o regresso das sapatilhas.

Finalmente, entramos na bela estação das cores da natureza.

IMG_20250922_193914.jpg

 

 

 

os jardins # 12

Cartasis Garden

Sem Título.jpg

fotos daqui

Portugal

"O murmúrio da água corrente pela pequena ribeira ecoa tranquilidade, simbolizando fluidez e renovação, enquanto a vegetação, com as suas cores vibrantes no passar das estações, evoca emoções e convida à contemplação. Um jardim que se torna mais do que um espaço físico: é uma experiência sensorial completa, um convite à introspeção e à conexão com a natureza." 

Num canto ao fundo do Passeio D.Sapo, ficam os dois últimos jardins 11 e 12.

Por que  distraio-me com os bonitos limões no passeio Unhas do Diabo, não há ano nenhum que me esqueça deles.

Por isso, ficam as imagens do site.

os jardins # 11

A Paz entre o Homem e a Natureza

Sem Título.jpg

foto daqui

França

 

 

"imaginar o jardim da Paz como um lugar onde a humanidade e a natureza se possam reconciliar, inseparáveis, iguais, sendo cada uma das partes interessadas essencial para o bem-estar da outra, de forma a poderem existir. A nossa proposta é, assim, uma tentativa de representar a natureza no seu estado primitivo, ou muito pouco alterada pelas atividades humanas."

 

os jardins # 10

Jardim da Paz, Jardim para a Paz

Museu Jardim dos Povos Indígenas

IMG_20250719_194700.jpg

México

 

" Este jardim é especificamente inspirado em RIGOBERTA MENCHÚ TUM, uma líder indígena de origem maia, vencedora do Prémio Nobel da Paz em 1992, vítima de um conflito armado entre um governo opressivo, com políticas de extermínio contra a população indígena e uma guerrilheira que exigia justiça social."

os jardins # 9

Jardim da Paz, Jardim para a Paz

" Re-Imagining Peace "

(Re-Imaginar a Paz)

IMG_20250719_164037.jpg

EUA

"O lago perto da entrada, quase imóvel, convida a uma maior contemplação, servindo como um ponto focal calmante para a reflexão. A paleta de plantas é deliberadamente simples, concebida para complementar em vez de competir com a grandeza dos portões. "

 

 

 

Os Jardins # 8

Jardim da Paz, Jardim para a Paz

Paz Total

col.jpg

Colômbia

"Este jardim é um refúgio de memória e de cura, um espaço onde cada flor, cada pedra e cada canto é um símbolo de luta pela paz. Aqui, a história da Colômbia é contada através das suas flores e da sua terra, honrando o esforço coletivo daqueles que, com coragem, deram as suas vidas para a construção de um amanhã cheio de esperança."

 

os jardins # 7

Jardim da Paz, Jardim para a Paz

Despertai

7.jpg

EUA

“Despertai” é mais do que um jardim, é um reflexo da arte cultural portuguesa e um apelo ao envolvimento, à reflexão e à redescoberta da paz através do despertar dos sentidos. A sua simetria radial oferece uma sensação de plenitude, espelhando a harmonia universal que está no cerne da existência pacífica."