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1º de Maio

por Maria Araújo, em 01.05.18

celebro música.

Lamentavelmente, o 1º  de Maio, o dia do TRABALHO, é um dia de trabalho. Os tempos modernos não respeitam mais o direito do trabalhador ao seu DIA.

 

 

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1º de maio

por Maria Araújo, em 01.05.14

não é justo

o dia que já foi feriado para todos, o dia em que os trabalhadores se manifestavam,  comemoravam com alegria o trabalho, a dignidade de ser trabalhador, de ter um trabalho... "deixou de o ser".

hoje, poucos têm direito a este dia

hoje, vai-se ao supermercado, à padaria, às lojas comerciais e todos estes trabalhadores estão lá, para nos servir, a nós, os que  temos o  privilégio de gozar o 1º dia de maio, o feriado que devia ser de todos e para todos.

não é justo.

 

 

 

Significado e dimensão históricas do 1º de maio...

 

 

O 1.º DE MAIO EM PORTUGAL

 

Desde o primeiro ano das comemorações do 1.º de Maio, em 1890, até aos dias de hoje, passando pela monarquia, pela 1.ª República e durante a ditadura fascista, o operariado português sempre comemorou activamente o Dia Internacional do Trabalhador, em unidade e luta e com solidariedade internacionalista, reclamando junto do patronato e das autoridades portuguesas o estabelecimento das 8 horas de trabalho diário e a melhoria das suas condições de vida e de trabalho.

                

Neste percurso histórico, os ecos da Revolução de Outubro de 1917, na Rússia, chegam a Portugal e suscitam um grande entusiasmo nos trabalhadores portugueses. 

 

Em 1919, após um 1.º de Maio grandioso, é conquistada e consagrada, em Lei, a jornada das 8 horas diárias e 6 dias de trabalho por semana, ainda que só para os trabalhadores da indústria e do comércio.             

 

A 6 de Março de 1921, forma-se o Partido Comunista Português e a classe operária inicia a construção da sua vanguarda revolucionária.               

 

Na ditadura fascista - que suprimiu as liberdades fundamentais, fascizou os sindicatos e oprimiu o nosso povo durante 48 anos – o regime, desde cedo, procurou impedir as comemorações do 1.º de Maio. Em vão, porque, de acordo com a situação concreta em cada momento, o proletariado português, sob a orientação do PCP, soube sempre encontrar as formas mais apropriadas à sua comemoração, não obstante a repressão de que era alvo.

                 

As lutas do 1.º de Maio de 1962, nas quais se empenham mais de 150 mil trabalhadores agrícolas do Sul, do Ribatejo e do Alentejo, acabam por impor o reconhecimento das 8 horas de trabalho diário, pondo termo ao feudal sol a sol.

          

Assinalam-se, ainda, importantes manifestações nos 1.º de Maio que se seguiram até 1973 e que, em articulação com as inúmeras lutas que se travavam ao nível das empresas e dos locais de trabalho e na frente sindical, forjaram as condições que viriam a tornar possível a vitoriosa madrugada libertadora do 25 de Abril, desencadeada pelo glorioso Movimento das Forças Armadas.

 

       

Apenas 6 dias após a manhã da liberdade, o povo português comemorou o mais espantoso 1.ºde Maio, organizado pela Intersindical, criada em 1970. Era a alegria incontida de um povo que enterrava 48 anos de terror, de miséria, de obscurantismo. Era a consagração popular do 25 de Abril.

Pela primeira vez, dando satisfação a uma reivindicação da Intersindical, o 1.º de Maio era consagrado feriado nacional.

 

A arrancada do 1.º de Maio de 1974 vai dar início a uma série de conquistas que correspondem a prementes reivindicações e anseios das classes trabalhadoras e das massas populares. A determinação e a energia criadora das massas populares em movimento impulsionam a evolução do processo de democratização da vida e da sociedade portuguesa. Conseguem-se profundas transformações económicas e sociais com as nacionalizações, a reforma agrária e o controlo operário. Conquistam-se liberdades e direitos fundamentais.

 

É em 1996, na sequência da luta travada e de várias iniciativas parlamentares do PCP, nomeadamente a apresentação de um projecto de Lei, em 17 de Janeiro deste ano, que o governo de Guterres é forçado a consagrar, na lei, as 40 horas semanais com dois dias de descanso semanal.

 

A IMPORTÂNCIA E ACTUALIDADE  DA LUTA

 

Como se comprova, ainda que de forma muito sintética, o movimento operário e sindical, através da luta, dura, difícil e perseverante que desenvolveu, escreveu algumas das páginas mais exaltantes da sua história contra a exploração capitalista, o que permitiu alcançar conquistas e avanços civilizacionais que em muito contribuíram para a melhoria das condições de vida e de trabalho dos trabalhadores e das suas famílias.

 

Contudo, o capital não dorme nem desarma. A partir de 1976, com as políticas de direita seguidas pelos sucessivos governos, a contra-revolução desencadeia-se e de novo se abate sobre os trabalhadores a exploração, a repressão e a tentativa de destruição das conquistas alcançadas.

 

A prová-lo está a ofensiva neoliberal em curso de que é exemplo a postura do governo PS/Sócrates, que, ao rever para pior o já negativo Código do Trabalho do PSD/CDS, deu alento à ofensiva patronal, no sentido de o desregular e de impor como jornada de trabalho “normal” as 10, 12 ou mesmo 14 horas por dia, sem o pagamento de qualquer compensação pelo trabalho extraordinário, o que constitui um regresso ao século XIX e às condições de trabalho que estiveram na origem do 1.º de Maio e da sua internacionalização.

 

É em honra da memória dos “mártires de Chicago”e da luta de gerações e gerações de revolucionários, muitos deles com o sacrifício da própria vida, e contra a exploração capitalista que temos o dever e a obrigação de tudo fazer para que se desenvolva e intensifique a luta de massas por uma ruptura com as políticas de direita e para que as comemorações do 1.º de Maio, constituam uma imponente jornada internacionalista de unidade e luta por uma sociedade mais justa, fraterna e solidária, sem exploradores nem explorados.


 
 
 
 
 

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uma semana depois

por Maria Araújo, em 08.05.12

Seria de esperar : 500% de horas por um dia e  50% de descontos para quem trabalhou, gera descriminação, desconforto, insegurança e rivalidades. Foi um pingo bem doce para quem quis ser subserviente à empresa.

Foi um pingo amargo para quem quis ser subserviente aos seus direitos: o dia 1º de maio, o dia do trabalhador.

 

 

 

 

 

 

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Os direitos que se perderam

por Maria Araújo, em 30.04.12

A  decisão de Paris, de decretar o 1º de Maio como o Dia Internacional do Trabalhador teve repercussões no nosso país.

José Mattoso na sua História de Portugal, vol. 5, diz que houve um reforço da luta do movimento operário português em finais do séc. XIX sendo "em torno da associação e da greve que gravita o próprio movimento operário".

Entre 1852 e 1910 realizaram-se 559 greves no nosso país. A subida dos salários, a diminuição do horário de trabalho e a melhoria das condições de laboração eram as principais exigências dos operários.

Ainda segundo o mesmo autor, o movimento operário alcançava grande força quando os sindicatos se juntavam com as associações recreativas, as de socorros mútuos e os centros políticos.

Tal ficou demonstrado no 1º de Maio de 1900 que juntou em Lisboa cerca de 40 mil pessoas, numa altura em que "as classes médias ainda viam as organizações de trabalhadores com alguma simpatia".

Durante a I República não se deixou de festejar o Dia do Trabalhador.

Durante o Estado Novo as manifestações no Dia do Trabalho (e não do Trabalhador) eram organizadas e controladas pelo Estado.

Em Portugal só a partir de Maio de 1974 é que se voltou a comemorar livremente o 1º de Maio e este dia passou a ser feriado.

O 1º de Maio celebrado em Portugal depois do 25 de Abril (1 de Maio de 1974) foi a maior manifestação alguma vez organizada no país. Só na cidade de Lisboa juntaram-se mais de meio milhão de pessoas, conforme se pode atestar pelas imagens.        

 

 

  

 

Caros amigos


No dia 1 de maio as grandes superfícies (e as pequenas) estarão abertas ao público, não deixando os seus trabalhadores usufruir de um feriado  a que têm direito. Temos assistido, passivamente, a uma escalada de perda de valores e de direitos que, em muitos casos, custou grande esforço e luta a homens e mulheres do passado.

Nós, cidadãos comuns, podemos demonstrar o nosso repúdio através do direito de escolha:

 

ESCOLHEMOS NÃO FAZER COMPRAS NESSE DIA!

 

Mas não basta isto. Os trabalhadores deveriam, com os direitos que têm, recusar-se ao trabalho neste dia que é seu.

 

 

 

 

 

 

 

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