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cantinho da casa

cantinho da casa

Qua | 30.12.20

o melhor de 2020

 

2020, um ano complicado para todos nós, está a chegar ao fim e, apesar de tudo o que vivemos e ainda estamos a viver, senti que passou depressa.
Inimaginável o que iríamos enfrentar em Março, quando o coronavírus levou a que se fechassem as escolas e os colégios, que as empresas "passassem" a teletrabalho, ficassemos limitados ao espaço da nossa casa.
Já escrevi sobre o que mais me preocupou nesta pandemia e que tem a ver com as crianças ficarem sem os parques infantis, fechados a cadeado.

O meu sobrinho neto reclamava sempre que passávamos por lá, com a agravante de o "seu" parque ficar junto a casa dele, a birra que fazia quando dizíamos " está fechado", apontávamos o portão e o empurrávamos para que percebesse que não podia entrar ( hoje, ainda fechado, já não pergunta nada, mas aponta para lá).
O "workout" habitualmente feito no ginásio, passou para casa. No primeiro mês de confinamento, não senti vontade de nada, são as aulas de grupo que me motivam a sair de casa, preocupar-me com o corpo e a mente para no final, e sem pressa, tomar um café no bar, pegar no telemóvel e andar a navegar pela internet. Aprecio este bocado para mim, para depois continuar o meu dia, tanto quanto possível, sereno.
Em princípio de Abril, convenci-me de que tinha de fazer exercício em casa, custou a primeira vez, depois fazia pelo menos uma hora por dia, e actividades diferentes. Foi muito bom convencer-me de que em casa também se faz um bom treino, embora continue a gostar mais de ir ao ginásio. Valeu-me a vontade e o esforço.
Veio o Verão, começou a preocupação: os incêndios, o relaxe das pessoas que não usavam máscara, tudo parecia que tinha voltado à normalidade, continuei a cumprir com as regras da DGS, sobretudo no uso da máscara, que muito me incomodava, mas pior que isto era ficar infectada.

o melhor de 2020

Aderi à Netflix.

Comecei com o filme " Milagre na Cela 7", fui vendo algumas séries ( fico à espera das próximas temporadas), deixei em suspenso outras, demasiado extenssas, não tenho paciência.E desisti há mês e por um motivo: adormeço. Quando voltarem as novas temporadas das séries que mais gostei, volto a registar-me.
Aderi às compras online, sobretudo das marcas que habitualmente compro, quer de roupa, quer de cosmética, e aproveitei as promoções de livros, também, para os receber em casa e sem portes.
E quanto a livros, o desafio de leitura fora interrompido por alguns meses,nesse intervalo li três livros de Rodrigo Guedes de Carvalho( gosto dos textos deste autor) e acabei a leitura de dois que pusera de lado.
Veio o verão, as férias foram por casa, de quando em vez ia à praia visitar os meus sobrinhos netos, evitava ajuntamentos.

Tive a oportunidade, em Fevereiro, pouco antes de ficarmos confinados, de passar alguns dias em Monsaraz. Visitei Vila Viçosa, Moura, o nosso lindo Alentejo, que me apaixonou. É grande a vontade de visitar outros lugares que não conheço,espero que seja já em 2021.
No mês de Agosto, fui dois dias para Chaves, cidade que mudou muito desde que estive lá há muitos anos, lamentei não ter aproveitado para visitar o Douro.

Veio o Outono, apeteceu-me fazer algumas modificações  em casa, e para dar um ar mais alegre e decorativo,  arrisquei comprar plantas de interior,  tenho-as na cozinha e no escritório, ainda não me decidi pela sala, mas estou a gostar de vê-las crescer, parece-me que se dão bem.
Apesar de ser este um ano que todos dizem," é para esquecer", correu, e tem corrido bem na família, contudo, com muita preocupação, porque dois dos meus três irmãos nunca pararam de trabalhar nas empresas, onde houve, recentemente,  casos de covid 19.
Os meus sobrinhos netos luso-brasileiros vieram confinar para Portugal, em Abril, e por quatro meses, foi muito bom, nunca estiveramos tanto tempo juntos.
Voltaram para o Natal, embora cada família o celebrasse em sua casa, irei dar-lhes o abraço de final de 2020.
Cada ano que acaba costumo dizer " se o ano que vem for tão positivo como o que passou, então vai ser um bom ano", hoje escrevo e digo "a um dia do final de 2020, e apesar de ter sido um ano muito mau para muitas famílias e para algumas amigas minhas que ficaram sem os pais, cá em casa correu muito bem. E passou depressa, apesar de tudo. 
Desejo que 2021 seja bom para todos, a vacina está cá, todos somos responsáveis para que o vírus desapareça, continuando a agir da forma mais correcta e básica que é o uso da máscara e a higienização das mãos.
E que num futuro próximo possamos inferir o menos bom que aconteceu este ano, sobretudo a nível social".
Um Bom Ano para todos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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