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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

inacreditável!

Maria Araújo, 19.08.15

Operação-Stop.jpg

 

eu e minha irmã (que está de férias) fomos ao ginásio.

saímos da aula de Pilates e como foi a primeira vez dela nesta aula, no final, o professor ficou a falar com ela.

eu segui para o jaccuzzi, ela demorava a vir...quinze minutos depois chegou.

seguimos para o banho turco por alguns minutos.

fomos tomar banho.

 à saída das instalações pedi-lhe para irmos por uma via mais perto para ela me deixar em casa.

cerca de 600m do ginásio perto de uma rotunda, vemos a polícia, que a manda encostar à direita.

sai da boca da minha irmã: "não acredito! que azar! não trouxe os documentos"

o agente percebeu pelo gesto que ela fez que não tinha os documentos.

aproxima-se, pede-lhe a carta e os documentos... e eu reclamava com ela.

saímos do carro, ela vai ao saco da ginástica, mostra-lhe a carta de condução e o cartão de cidadã e diz que nunca anda sem documentos mas como já estava atrasada , achou que não valia a pena trazê-los pois dificilmente encontraria a brigada.

o atraso dela fez com que não levasse roupa para sair do ginásio. vestiu o fato de banho (há uma máquina que seca o fato de banho em poucos segundos) e as calças.

 o agente sorriu, olhou-a de cima abaixo, e perguntou-lhe a profissão.

"engenheira", responde.

diz ele: "  pela expressão de rosto que fez, eu percebi que a senhora ficou preocupada quando nos viu".

e o homem olhava-nos e eu resmungava com ela.

às páginas tantas a minha irmã sai-se com esta: "burra, que burra que eu sou! é para aprender!

o agente riu-se e comenta "a senhora ainda diz que é burra?!"

"claro. sou burra porque eu peguei nos documentos e como achava que não encontraria a brigada, pousei-os no móvel. sou burra sim. toma, aprende!"

o agente comenta: "olhe que a brigada está onde menos se espera!"

eu ria-me.

pergunta o agente: " a viatura é sua?"

"não", respondeu, "é da empresa".

o senhor afasta-se, vai ter com o colega, leva a carta de condução e o cartão de cidadã, volta e diz: " eu vou perdoar-lhe, mas não volte a fazer isso. vê-se que é boa pessoa e que foi tão espontânea na sua reacção quando nos viu, que eu acredito no que diz".

"obrigada, senhor agente, mas eu posso apresentar os documentos na polícia".

"não, não é preciso, vá embora!", e ria-se.

entramos no carro e a minha irmã dizia "burra, burra que eu sou!"

às tantas, perguntou ele: " por onde vai a senhora?"

respondemos em uníssono: "vamos em frente!"

"está bem. pensei que ia virar à direita..."

seguimos e comentei: " inacreditável! tiveste sorte! e aprende. e não te esqueças que já foste multada por falares ao telemóvel enquanto conduzias. tu facilitas. "

desta forma safou-se de uma multa.

o agente acreditou e pode acreditar porque somos pessoas de bem, cumprimos com as nossas obrigações de cidadãs.

não foi teatro.

 

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