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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

06.03.20

desafio dos pássaros # 2.6

Maria Araújo

 

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Tema # 2.6

cantinho da casa

oh não, um vírus outra vez!

Século XXI, o século das epidemias, de que se foram lembrar os Pássaros para o tema da semana?! Oh não, um vírus!!!... que pode ser do computador.
O Coronavírus (COVID-19), o segundo do século XXI (em 2009, a gripe A (H1N1)), é tema nas notícias, deixa o mundo preocupado e atento. Sobre este, estejamos cautelosos e cumpramos as regras de higiene, fazemos muito por nós.
Outros vírus existem, infecciosos, os que nascem no ser humano, os da consciência, aqueles que afectam as pessoas que desejam uma vida simples, com o suficiente para ser feliz. É o da inveja, o mais perigoso.
No trabalho, na rua, no supermercado, todos os dias cruzámo-nos com pessoas que gostam de mostrar poder, usando de arrogância, achando-se os melhores, invejando o que os outros têm, denegrindo a imagem de quem tem . São pessoas tóxicas que atazanam a nossa mente.
Há muitos anos, vivi uma amizade de confidências e de cumplicidade com uma colega de trabalho e que parecia ser para toda a vida.
De repente, percebi que essa pessoa fazia comentário indevidos, tornou-se arrogante, não me olhava de frente.
Eu fazia perguntas a mim mesma sobre o que fizera de errado, via maldade naquele coração.
E não tendo respostas às minhas perguntas, perguntei-lhe o que se passava, o porquê da sua indiferença: " não é nada" . E o seu comportamento continuava.
Dentro de mim existia um sentimento de culpa daquilo que não fiz, a indignação e a dor aumentavam à medida que o tempo passava. Foi uma facada que recebi nas costas.
E foi então que comecei a prestar mais atenção à pessoa. A pessoa que eu pensava ser amiga e altruísta, não passava de uma manipuladora invejosa, que vivia mal com o sucesso de alguns, e bem com o infortúnio de outros, intriguista, criticava tudo e todos que trabalhavam com ela.
Com alguma tristeza pelos anos de amizade ( falsa) que dedicamos, continuar a trabalhar com ela era um suplício, a sua inveja e raiva em alguns momentos eram de ódio.
Acabei o curso, mudei de emprego e profissão, escapei a este venenoso vírus.
Ficou viúva.
Com o respeito que tinha pelo marido, fui ao velório.
Abracei-a.
Os meus olhos foram atingidos por faíscas de ódio.
Olhei o corpo do defunto, da pessoa excelente que foi e disse-lhe: "Desculpa. Não estou aqui a fazer nada".
E saí com o coração mais triste que nunca.



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