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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

27.09.19

desafio de escrita dos pássaros # 3

Maria Araújo

«Uma aventura/momento que te tenha marcado»


Alinhara num convite da Diver Lanhoso para viver um dia de aventuras no Parque, ansiosa pelo que iria viver naquele dia louco que eu pensava ser para os jovens, como estava enganada!, levantei-me cedo e cansada.
Manhã fresca, com sol, encontrámo-nos junto à Escola EB 2,3, dirigimo-nos para o castelo da Póvoa de Lanhoso, onde já se encontravam todos os inscritos, os monitores e o satff da Diver.
Constava de várias etapas, na vila seriam três: a via-ferrata, visita ao castelo da Póva de Lanhoso, e rappel.
As actividades no Parque seriam trapézio e slide.
Entregues as pulseiras e feita distribuição dos grupos, descemos a pequena estrada que dá acesso ao castelo onde já estava o staff com o material, cintas e capacetes, para a nossa 1ª actividade.
A expectativa e ansiedade eram enormes. Sentia-me cansada da noite mal dormida, estava pouco confiante, não imaginava o que iria fazer naquele momento em que vestia a cinta e punha o capacete.
Via-ferrata.
Explicaram-nos que os ferrata têm origem na Primeira Guerra Mundial e nasceu da necessidade de colocar plataformas de armas de controlo nas fronteiras.
Não queria acreditar no que (ou)via. Íamos subir a rocha?!
Ensinaram-nos como usar o material.
Enquanto tive os pés assentes em terra, estava confiante. Percebi quão estreito era o terreno e a altura a que se encontravam os apoios dos pés. Baixa que sou, as minhas pernas não conseguiam chegar aos primeiros apoios, tive ajuda de um colega.
E complicou-se. Valeram-me a minha determinaçã, segurança, e vontade de arriscar e vencer algum medo.
Não temer, não vacilar, não olhar para trás. Ora subindo, ora caminhando, o pé esquerdo, depois o direito, mosquetão preso, mão na corda, a outra nos apoios, alguns destes mais distanciados exigiam mais concentração e equilíbrio. Uma falha poderia levar a que batesse com o corpo na pedra e caísse. Manter a distância de 3 metros em relação às pessoas à minha frente e atrás de mim.
E dizia para o colega: "Nas que me meti! Agora, L, aguenta, não podes voltar atrás". O companheiro do lado direito comentava: "Voltar atrás? Não é possível".

Cheguei ao topo da rocha, segura, emocionada, feliz e vencedora!

No Parque experimentei o slide: descer a montanha, sentir o vento, o impulso da "travagem", que loucura!

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Num dia cheio de risos, boa disposição e muita emoção, ficou para sempre inesquecível a via-ferrata.

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