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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

03.01.20

desafio de escrita dos pássaros # 16

Maria Araújo

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# Tema dezasseis - cantinho da casa

Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer


Pois!

Ainda não entendi o que é para fazer sobre a vida adulta, nem eu própria sei se sou suficientemente madura para escrever um texto complexo.
Pensei, então, em alguns casos que conheço de adolescentes que são adultos e adultos que são adolescentes.
Se nos tornamos adultos aos dezoito anos, não é a idade que determina que o somos.
Como sabemos que somos adultos?
Por esse mundo fora, há crianças que ficam sozinhas, tornam-se adultas sem o querer, as guerras e as catástrofes levam-lhes os pais, os avós, os parentes mais próximos, tomam a responsabilidade de cuidar os que ficam.
Os adolescentes que vivem com pais alcoólicos e/ou drogados, que assumem o papel dos seus progenitores, chamam a si a responsabilidade de cuidar deles, de lhes ensinar o caminho certo para se curarem, suportando as birras e insinuações perigosas de falta de respeito, e que marcam rpofundamente as suas vidas.
A nova geração que se preocupa com o ambiente, com um futuro mais sustentável, confrontando-se com os adultos no e do poder que agem como crianças egoístas e orgulhosas.
Os adultos ( imaturos) que escolhem o caminho do seu próprio conforto. Fingem que não têm problemas, deixam para a família as suas responsabilidades de pai e /ou mãe usando mecanismos de defesa para aparentar que tudo está bem na sua vida, olham para o seu umbigo, os seus interesses estão em primeiro lugar.Vivem no mundo da lua, não resolvem nada , seguem a sua vida como se nada aconteça. Mas procuram os pais quando precisam que estes lhes resolvam a sua situação financeira ( conheço esta realidade)
E há os adultos maduros, aqueles que vivem para os seus, que reflectem naquilo que querem da vida, assumem os problemas e a responsabilidade em os resolver, têm o bom senso de seguir as regras sociais, respeitam os outros , agem para o bem de quem os rodeia, aceitam-se melhor e aceitam a diferença, preocupam-se com os outros, sofrem com as pequenas coisas que afetam a sua vida ou a das pessoas que fazem parte deste planete, as suas prioridades já não são só as suas, vêem o mundo de outra forma: o outro faz parte da sua vida, também.
São estes que procuram e entendem o sentido da vida, reconhecem que são vulneráveis, mas suficientemente maduros e capazes de gerirem os seus conflitos de forma saudável.

 

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