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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

22.04.18

as Setes Fontes

Maria Araújo

Muito faladas e visitadas, classificadas Monumento Nacional, estas Fontes ficam em Montariol, a sua construção data do século XVIII, abasteciam de água os vários cantos da cidade.

 

"O manancial é constituído por sete fontes, quatro delas com edificações de planta circular em pedra aparelhada e teto em abóbada ("mães d'água"), a que se somam minas abertas na pedra com condutas e galerias. A conduta principal nasce na primeira "mãe d'água" e prossegue, captando as águas das demais minas e mães d'água até ao Areal, onde existia a última mãe d'água. Esta última e parte do canal, foram destruídas em nossos dias por uma construtora civil para dar lugar a blocos habitacionais.

O canal prossegue pela rua do Areal, Largo de Monte d'Arcos, Rua de São Vicente, Rua dos Chãos até ao atual Largo de São Francisco, onde existia uma mãe d'água distribuidora para as ruas da cidade, mais tarde escritório de uma companhia de seguros."

 

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Há cerca de quinze anos que por lá passara quando as tarde de sol de domingo eram em casa da minha irmã mais velha, ainda aquela zona estava entregue a si própria, não havia Universidade, não havia Hospital, não havia construções, havia uma casa aqui e ali, uma delas com uma torneira de água corrente que as pessoas que por ali caminhavam, ou paravam os carros até ao pequeno caminho junto à casa, e enchiam  os garrafões desta preciosa água, ninguém cuidava daquele espaço, uma parte "roubada", entretanto, para a construção do hospital. 

Hoje, Dia Mundial da Terra, decidi desafiar a minha irmã para fazermos uma caminhada pelas Sete Fontes. Não tinha a certeza da distância, fomos de carro até ao extremo da freguesia (com algumas casinhas engraçadas) não havia qualquer sinalização que nos indicasse onde começava o caminho, perguntamos a um morador que por ali estava, comentou que não sabia se o portão estaria aberto, devíamos ter deixado o carro no lado de baixo da estrada. Percebemos que seria por onde havíamos de ter começado a visita, uma vez que tivémos de voltar para trás porque o carro estava longe e estavamos junto aos prédios que noutros tempos foi construído  sem respeitarem o espaço, foi-nos dito por um "ciclista" que começava ali a sua pedalada .

Das obras??? de preservação deste espaço que foram feitas após a construção do hospital, constatámos que pintaram as mães d'água (as fontes em forma de capela) não existem placas que nos digam o nome das fontes e/ou das minas. Quando se falou na recuperação desta área cheia de árvores, supus que haveria espaços para se usufruir de piqueniques, de leituras, de reflexão, o que não encontramos. Há, sim,  lixo, há arbustos por cortar, há esquecimento de um rico pulmão que necessita urgentemente de ser limpo.

Embora todas as fontes e depósitos de minas estejam fechados, podemos ver o  seu exterior e as condutas de pedra que abastecem as fontes e chafarizes da cidade até cerca de 4km,  autênticos trilhos que podemos calcorrear ao som do murmúrio da água que nos enche a mente de paz, vale a pena visitar o local.

Todas as fotografias aqui publicadas são de minha autoria.

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( mãe de água com brasão)

 

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(hospital de Braga) 

 

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( canal de pedra)

 

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 (respiradouro)

 

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 (Mina)

 

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Felizmente, há quem aproveite o espaço para fazer equilibrismo

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 Infelizmente, os sinais de lixo

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