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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

a tuna

Maria Araújo, 05.10.17

A Sofia lá está no Porto, tem vindo aos fins-de-semana a casa, vem visitar-me.

Na primeira semana, mandava SMS a saber como estava, se fora praxada.

Ela estava disposta a entrar nas praxes, mas pinturas no rosto, nem pensar.

Soube que  foi uma semana ocupada, andava em conferências.

Tudo correu bem. Estava a gostar, não há exageros e o que ela não quer, ninguém obriga a nada.

Nesse fim de semana, passou cá em casa e disse-me o que eu soubera pela mãe: faz parte da tuna feminina da FEUP.

A nossa conversa:

- Como assim?  Já pensaste que tens de usar trajo? Tens de usar saia... e sapatos. Tu que usas sapatilhas e calças?

- Lá terá que ser-, respondeu-me.

- Quem diria!- , comentei.

No fim de semana passado, jantamos todos, perguntei-lhe se estava a gostar da tuna, se também cantava, qual o instrumento que toca.

Estava a gostar de tudo, as aulas começaram a valer, não tem havido praxes. Pelo menos no seu curso.

Esta semana, sem ter qualquer chamada ou SMS, liguei-lhe, ontem à noite.

- Olá, tenho de ser eu a ligar-te...

- Mas eu liguei-te.

- Não, não ligaste. Não tenho qualquer registo de chamada tua.

Ela tenta mudar a conversa, quando lhe perguntei:

- Estás em casa?

- Não, estou com as colegas da tuna. Estivemos a ensaiar, vamos jantar e depois vou para casa.

Recomendações imediatas minhas: "Não vás para casa sozinha. Se não tiveres quem te acompanhe, vais de táxi".

E começaram as preocupações. Ela não vê os perigos. Nada é problema.

Mas não me canso de a alertar.

Criei esta miúda, caramba.

 

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