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cantinho da casa

cantinho da casa

"tenho de escrever o meu nome?"

Às 13h fui votar.

Na minha secção a fila era pequena, contrariamente ao que aconteceu nas última eleições. Talvez porque decidi ir mais tarde, depois do ginásio.

De repente, já estava eu dentro da sala,  surge da cabine de voto o rosto de uma senhora, nos seus 70 e muitos, que pergunta:

" Tenho de escrever o meu nome ou só devo pôr a cruz?"

Os membros da mesa não ouviram a pergunta, respondi eu imediatamente: " Só a cruz".

" Ah, está bem", respondeu.

Olhei para a fila atrás de mim. Todos sorriram.

Comentei com o meu decote: " Não quero acreditar no que ouvi!  Como é possível a senhora fazer uma pergunta destas?! Será que nunca votou? Estará esquecida de como se vota?"

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linguamento?!

Gosto de pessoas que fazem rir, respeitam quem está ao lado, sabem estar.

Então, parece que no final a aula de pilates, a senhora de nome A, que adora treta, e já escrevi sobre ela aqui, aqui , que faz perder-me a rir, atrasou a professora para a aula de antigravity com o que ela tanto gosta de fazer: conversar.

Estavamos sentadas à espera  da professora, que entretanto chegou, pousou as suas coisas e rapidamente recebeu-nos para a aula com o habitual cumprimentar de mão.

E as colegas riam-se e diziam "a culpa foi a dona A que fez a professora chegar atrasada".

A A entra na sala e enquanto a professora baixava os tecidos para fazer as medições necessárias à altura de cada aluno, a dita senhora diz: "Então, acabou a aula de Pilates tive que fazer o linguamento com a D (professora).

"Linguamento?!" perguntei a rir-me.

"Sim!" responde ao mesmo tempo que todos se riem, também.  "Aliás, quando estou na bicicleta, enquanto pedalo, faço o linguamento e as senhoras que estão ao lado dizem-me: "se quer conversar vá para o bar que fica ali em frente."

Risada geral.

"E também faço bodybar. Quando quero fazer linguamento, vou até ao bar, sento-me e ponho a língua em ação."

E desta forma bem disposta a aula começou.

Uma excelente aula com um exercício novo, muito fixe, estilo equilibrismo Cirque de Soleil.

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Sentadas no hammock (semelhante à imagem mas as pernas ficam de fora do tecido) as duas mãos empurravam a parte da frente do pano, levantavamos uma das pernas que passava por dentro de modo a que ela saísse para o lado oposto do hammock. A outra continuava assente no hammock . Ficavamos em suspensão e movimento. Para voltarmos à posição inicial, de sentados, fazíamos o mesmo, mas ao contrário.  

Gostei tanto, tanto, que rapidamente ganhava balanço e, ora a perna esquerda em suspensão, ora a direita, o prazer de nos sentirmos equilibristas era por demais intenso.

Adorámos!

Tenho de levar a máquina fotográfica para a aula e pedir à professora que tire fotografias.

Foi uma aula desafiante, à minha medida.

 

Maria

 

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Mal entro nesta página, os meus olhos vão para o nome "Maria" e li.

Por que me parece ser uma história muito interessante sobre a biografia de Maria, Mãe de Jesus, entrei na Wook e encomendei.

Fora muitas vezes a Fátima, nunca estivera nos dias 12 e 13 de Maio, mas há três anos fui com um pequeno grupo de amigas de trabalho, vivi com intensidade esses dois dias. E se antes era devota a Maria, mais fiquei.

Não sou mulher de fanatismos religiosos nem de passar a minha vida nas igrejas. Vou quando quero, ou quando sinto necessidade de uma  reflexão e de orar, que pode ser, naquele momento, a igreja o lugar onde melhor me sinto para o fazer.

 

 

 

 

 

Saldos de verão

 

 

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Levantei-me para ir à oficina, longe de casa, tive de ir a pé, mas preferi  falar com o responsável para mudarem o pneu e levarem o carro para uma revisão. A coisa funciona melhor pessoalmente, embora só tenha a dizer bem do trabalho deles.

Antes de sair de casa, vi o telemóvel. Tinha uma sms da Massimo Dutti (zanguei-me com eles há um ano, só lá vou nos saldos) a informar que entravam hoje em saldos.

Como no percurso para a oficina passo lá, entrei.

Fiquei admirada porque não tinha fila para a caixa, o ambiente estava calmo, só os provadores estavam ocupados.

Peguei nas peças que poderia estar interessada, vi as calças de ganga (dei as minhas calças, só tenho um par Levis que têm 4 anos)  peguei no único número 36 que encontrei e fui para o provador. Uma das peças era grande, as calças estavam bem, saí.

Entretanto, dou mais uma volta e vejo uma camisa que me captou a atenção, havia o tamanho "S", voltei aos provadores, enfiei a camisa. Não estava mal, mas se fosse o "XS" de certeza que ficaria melhor.

Saí dos provadores, encontro uma amiga, conversamos um pouco, vem a funcionária que lhe entrega uma peça de roupa e aproveito para perguntar se havia o modelo da blusa no tamanho que eu queria.

A funcionária foi ao armazém, esperei 5 minutos e vem ela com uma peça "XS". Boa! Raramente consigo tamanhos pequenos.

Fui para a fila e à minha frente estava uma pseudo senhora  rica, que conversava com o funcionário que estava na caixa.

O tom de voz que ela usava queria mostrar que seria uma mulher importante. Ok, nada que me afectasse. O que me "afectou" foi o facto de sistematicamente olhar de lado para as pessoas que estavam na fila e, um gesto característico dessas senhoras pseudo-ricas, puxava o cabelo para o lado, mexia a cabeça e voltava a olhar de lado ...para verificar se as pessoas olhavam-na.

Ora a MD é uma loja onde se vê este tipo de mulheres e isso mete-me um nojo porque os funcionários têm, também, a mania da importância.

E quando me zanguei com eles, foi pelo desprezo com que me trataram. E detesto a hipócrisia de algumas funcionárias quando vêm fumar para a porta e eu passo e dizem "olá, como está?".

 

 

 

 

 

 

acaba-se a tarde à beira de um ataque de choro

a tarde estava a correr muito bem, os meninos já estavam a dar sinal de sono e o mais pequeno precisava de comer, quando fomos buscar o carro ao parque perto de minha casa, a minha sobrinha não precisava de me trazer, atravessava a rua e mais 150 metros estava em casa.

Fui pagar. A minha sobrinha guardava na mala os carrinhos dos miúdos. Como tinha o bilhete para passar na máquina, entrei no carro para sair na rampa que dava acesso à rua que teria de atravessar.

Estava a preparar-me para pôr o cinto quando, de repente, vejo uns faróis do lado direito e surgir um carro. O condutor, para não ter de dar a volta para a saída, decidiu cortar num espaço livre de carros.

E eu só disse: "cuidado!" e a minha sobrinha travou e eu bati com a testa no parabrisas, que partiu.

Saí do carro descontrolada, a minha sobrinha também, o senhor sai, a esposa deixa-se estar dentro, os meninos choramingavam.

A minha sobrinha só me perguntava "estás bem?" e eu resmungava "e agora?", o senhor não sabia o que dizer, eu voltava a sair de mim e dizia à minha sobrinha "isto não pode ficar assim" ela dizia que não sabia o que fazer e voltava a perguntar-me "estás bem?", eu respondia, "estou" , os carros atrás buzinavam porque queriam passar, a esposa sai do carro e começa, com ar arrogante, a meter-se e a querer deitar a culpa para a minha sobrinha.

Eu continuava a dizer que tinhamos de resolver isto, a minha sobrinha dizia que ia encostar o carro e precisava de resolver as coisas rapidamente porque os meninos choravam e queria ir para casa.

De repente, sem nunca nenhum deles perguntar se eu precisava de alguma coisa, ou se estava bem, diz ela, a esposa: "a senhora não trazia cinto".

Se é verdade que eu não estava com o cinto porque acabaramos de arrancar e eu estava com ele para o prender, fiquei tão fora de mim com o jeito com que ela se dirige a mim, que entrei no carro e disse: "ela disse que não tinha o cinto, não vamos resolver isto de modo algum, vamos embora, eu pago o vidro".

A minha sobrinha arranca, protestando comigo porque achou, e com razão, que eu tinha perdido a razão ao entrar no carro e as coisas estavam para ser resolvidas e o senhor parecia estar disposto a assumir alguma culpa.

E eu dizia que ficara possessa com a atitude da senhora, porque ela percebera a minha fragilidade e mandou aquela boca.

Eu tentei manter a calma mas a minha cabeça explodiu quando bati com a testa no vidro que partira, não quisera saber de mim, não estava mal disposta, doía-me um pouco essa parte, somente. Não fui, em qualquer momento, mal educada ou arrogante, que não sou.

Se há situações que me tiram do sério são as pessoas não assumirem o que fazem e quando a fulana me diz aquilo, com alguma razão, eu prefiro arcar com as consequências.

Fomos prejudicados, é certo, o senhor tinha consciência de que não devia ter feito aquilo e que vinha depressa demais para parar e ver se vinha alguém, mas eu, estúpida que sou, tenho a mania da dar sinal antes do tempo, avisei a minha sobrinha e acabamos por nos lixar.

Se ele tivesse batido a coisa ia ser pior porque não resolveríamos aquilo na hora e eu só pensava nos meninos e na hora de eles estarem em casa tranquilos.

Estou em casa, estou bem, quase à beira de um ataque de choro quando a minha sobrinha, já em casa, me ligou a perguntar se estou bem e para lá ir jantar.

Jantar não, quero é descanso e chorar porque eu não devia ter-me precipitado e deixar perder a razão que tínhamos.

Quero pagar o vidro, a minha sobrinha diz que não, que o seguro paga, quer que eu esteja bem.

E a minha cabeça não imagina qual o valor de um vidro de um Mercedes.

Mas estou bem, acho que não há mazelas, só a sensação do impacto quando bati no vidro, nada mais.

 

 

 

 

"Elas sobrevivem ao cancro da mama"

É o título do post que este homem , que muito gosto de ler,  escreveu, junto com umas imagens fabulosas dos ícones dos carttons que fazem parte do nosso dia a dia da TV e do cinema.

Ora isto lembrou-me que, nos balneários do ginásio que frequento, costuma estar uma senhora dos seus 65 anos que não tem uma da mamas, mas sim uma grande cicatriz.

A  primeira vez que vi, desviei o olhar porque pensei que não era nada do que estava a ver.

Uma semana depois, novamente no balneário, estava ela sentada com o peito a descoberto e, sim, confirmei o que vira antes.Não tem a mama direita.

Age com muita naturalidade. Ela fala, ela ri, ela toma banho sem qualquer pudor.

Sensibilizada fiquei quando no FB vi as imagens este blogger que publicou. 

As mulheres não deixam de ser quem só porque não têm uma mama, ou as duas.

Vão lá ler e ver mais imagens. Está muito bom.

 

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Eu até dava

 

 

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a minha vez na fila do supermercado, que era grandita, à senhora que só queria pagar uma lata de atum e um chocolate, mas quando ela vem sorrateira e pára ao meu lado, olha-me com aquele ar de manhosa e por que é terceira idade e pensa que os mais novos têm de lhe dar prioridade, eu olho-a, ela posiciona-se ente mim e a senhora da frente, e murmura baixinho: "estou cheia de pressa, vou deixar ficar isto", continua a olhar-me, encosta-se a mim, eu afasto-me. Eu estou com pressa porque é hora da fazer o almoço e o que me levou a ir ao supermercado foi a falta de azeite.

A fila não andava, o funcionário da caixa toca a campainha para a colega abrir outra caixa,a senhora pousa as coisas em cima de uma caixa com produtos e volta à carga "eu estou cheia de pressa, vou deixar aqui as coisas", ninguém dizia nada, ela não ia embora.

A funcionária que acabara de abrir a caixa diz: "passem para esta caixa, por favor, por ordem".

Pergunto à senhora que está à minha frente se não quer ir, não me respondeu, e vou eu.

Pago as minhas coisas e, quando tal, vem ela, a senhora resmungona que tinha pressa mas não foi capaz de pedir a quem estava à sua frente para lhe dar a vez na fila.

Eu tinha muita pressa, sim, mas se ela não fosse manhosa, e se me tivesse pedido, eu até dava a minha vez.

Acho  que não vou ter estas atitudes  quando chegar a velha porque sempre soube esperar e se tenho pressa, peço delicadamente autorização para...

Ela sabe o que faz

Para começar o ano em forma e por que estive três meses e meio quase inactiva devido à fractura do pulso, tendo a permissão do ortopedista para fazer todo o tipo de exercícios, fui na passada sexta-feira fazer alguns exercícios de cárdio (fiquei com uma dor de pernas, mas passou), ontem fui caminhar cerca de 8 km e hoje, dia de o professor que fez o meu plano, estar no ginásio, decidi substituir a aula de Pilates pela de cárdio,  pois queria que ele me indicasse todos os exercícios de abdominais a fazer.

Fiz os exercícios nas máquinas, que já conheço, com o peso que ele marcava e eu reclamava que era demasiado alto e não aguentava, mantinha-se vigilante à minna performance. "Devagar, chego lá", dizia eu.

Depois disto,lá consegui fazer os abdominais ( custa, mas chego lá), marcou-me mais dez minutos de passadeira, dez de bicicleta e dez de step ( e eu com horas para fazer o almoço).

Estava eu no step quando veio perguntar-me se queria fazer 15 minutos de FLEX.

Já tinha feito ABS, mas FLEX, não. E fui.

Custa esticar as pernas! No body balance trabalhamos todas as partes do corpo e o equilíbrio e quando o professor aproxima-se de mim e puxa-me as pernas e dou um "ai, professor!", cheguei à conclusão que com os quatro meses sem o body balance, perdi flexibilidade.

Entretanto, já havíamos começado o FLEX, uma senhora com cerca de 65 anos, uma habitué do ginásio, cheia de genica, muito exercício, um corpo magro, perfeito, sai da aula de Pilates e entra no ginásio pega no tapete, estende a toalha em cima e acompanha-nos.

Num dos exercícios que tinhamos de esticar a perna com a toalha na ponta do pé e agarrada pelas mãos,  puxá-la e levar o pé o mais possível ao ombro, ouço o professor dizer "não é preciso tanto, isso é batota", olho para o meu lado direito e vejo a senhora com a perna completamente esticada e o pé juntinho ao ombro.
"Bolas!" comentei. E os cavalheiros riam-se e "ficavam cheios de inveja" porque, como eu, não chegavam lá.

Excelente desempenho, o da senhora.

Acabados os 15 minutos de FLEX, comentei com a senhora e o professor "a senhora tem uma flexibilidade fantástica!"

E diz o professor : "são muitas horas de ginásio, muito treino. Um intervalo, come uma banana, volta ao ginásio, faz outro intervalo, come um iogurte. Ela sabe o que faz" (na verdade, cumpre as regras da nutrição, pois a senhora leva um bom lanche para o ginásio e vai comendo, como eu devia fazer, regras da nutricionoista, e hoje esqueci-me de o levar) e continuou: "E tu, uma hora no ginásio, todos os dias, vais ver como ficas como ela". (ahahahaha,)

Lá fui fazer mais 6 minutos de bicicleta, o tempo urgia para vir fazer o almoço e lá estava ele, o professor, a controlar-me : "Vá, vai embora, por hoje é tudo".

Mas que gostei, gostei. Nem dou conta de o tempo passar (tenho de começar a levantar-me mais, se possível  para ir a pé e enquanto o tempo estiver de sol,  para o ginásio).

 

parti a cabeça da santa

foram as palavras que ouvi do meu irmão mais novo, quando fazia um furo na parede para ser colocado um espelho.

" o quê?!", perguntei do quarto ao lado.

Raciocinei e desfiz-me a rir.

Lá estava a "santa" em cima da cama com  a cabeça partida.

Ria-me à gargalhada, disse-lhe: "Não é um santa. Esta imagem é de Nossa Senhora do Sameiro".

E expliquei que aquela imagem tem muitos anos, que era da nossa irmã mais velha, que a nossa irmã nunca dera importância à "santa" e ficou sempre cá em casa, que a imagem tinha sido oferecida pelos padrinhos dele quando a nossa irmã foi para Inglaterra.

E ria-me, não porque a "santa" tinha a cabeça partida (vai ser colada), mas pelo modo como ele disse.

Esta imagen de Nossa Senhora do Sameiro deve estar aqui em casa desde 1969.

Determinada que era a minha irmã, na altura com 17 ou 18 anos,  conseguiu convecer a minha mãe a deixá-la ir estudar para Londres.

Naquele tempo, ir sozinha para um país estrangeiro não era fácil e para a minha mãe, uma mulher super preocupada, foi um problemão.

Foi nesta altura que a madrinha do meu irmão mais novo ofereceu a imagem de Nossa Senhora à minha irmã, que deveria tê-la levado para Londres, mas na verdade a imagem ficou cá em casa.

Minha irmã estudou, regressou a Portugal, foi trabalhar, namorou, casou, teve três filhas, mas Nossa Senhora nunca saiu daqui.

A coroa de Nossa Senhora desapareceu, uma das mãos partiu, ficou sem ela.

Hoje partiu-se a cabeça. Mas vai ser colada, porque enquanto esta Senhora existir, ficará no lugar que sempre esteve.

Traz-me boas recordações.

 

 

 

 

 

 

 

"Ensinaram-nos a diferenciar o bem do mal e a ser responsáveis pelos nossos actos"

 Definição/descrição de um tempo, não muito longe, em que os valores eram fundamentais.

 

 

 

 

O Neto e o Avô...

 

Então, de repente, o neto perguntou:

- Quantos anos tem, avô?

E o avô respondeu:


- Bem, deixa-me pensar um momento...

Nasci antes da televisão, e já crescidinho apareceu, com um único canal e a preto e branco.

Nasci antes das vacinas contra a poliomielite, das comidas congeladas, da fotocopiadora, das lentes de contacto e da pílula anticoncepcional.


Não existiam os radares, os cartões de crédito, o raio laser nem os patins on-line.

Não se tinha inventado o ar condicionado, as máquinas de lavar e secar, (as roupas secavam ao vento) e frigoríficos quase ninguém tinha.


Pouca gente tinha automóvel ( contavam-se pelos dedos ) e não havia semáforos por não serem precisos.

O homem nem tinha chegado à lua.

A tua avó e eu casámos e só depois vivemos juntos e em cada família havia um pai e uma mãe.

"Gay" era uma palavra inglesa que significava uma pessoa contente, alegre e divertida, não homossexual.


Das "lésbicas "(fressureiras) nunca tínhamos ouvido falar e os rapazes não usavam "piercings."

Nasci antes das duplas carreiras universitárias e das terapias de grupo.

Não havia computador, comunicávamos através de cartas, postais e telegramas.

"Mails, chats e Messenger", não existiam. Computadores portáteis ou Internet nem em sonhos...

Estudávamos só por livros e consultávamos enciclopédias e dicionários.

Chamava-se a cada polícia e a cada homem "senhor" e a cada mulher "senhora".

Nos meus tempos a virgindade não produzia cancro.

As nossas vidas eram governadas pelos 10 mandamentos e bom juízo.

Ensinaram-nos a diferenciar o bem do mal e a ser responsáveis pelos nossos actos.

Acreditávamos que "comida rápida" era o que comíamos quando estávamos com pressa.

Ter um bom relacionamento, queria dizer dar-se bem com a família e amigos.

Tempo compartilhado, significava que a família compartilhava as férias juntos.

Ninguém conhecia telefones sem fios e muito menos os telemóveis.

Nunca tínhamos ouvido falar de música estereofónica, rádios FM, Fitas, cassetes, CDs, DVDs, máquinas de escrever eléctricas, calculadoras (nem as mecânicas quanto mais as portáteis).

"Notebook" era um livro de anotações.

"Ficar" dizia-se quando pessoas ficavam juntas como bons amigos.

Aos relógios dava-se corda todos os dias, mesmo aos de pulso.

Não existia nada digital, nem os relógios nem os indicadores com números luminosos dos marcadores de jogos, nem as máquinas.

Falando de máquinas, não existiam as cafeteiras eléctricas, ferros de passar eléctricos, os fornos microondas nem os rádios-relógios despertadores. Para não falar dos vídeos ou VHF, ou das máquinas de filmar minúsculas de hoje...

As fotos não eram instantâneas e nem coloridas. Eram a branco e preto e a sua revelação demorava mais de três dias. As de cores não existiam e quando apareceram, a sua revelação era muito cara e demorada.

Se nos artigos lêssemos "Made in Japan", não se considerava de má qualidade e não existia "Made in Korea", nem "Made in Taiwan", nem "Made in China".

Não se falava de "Pizza Hut" ou "McDonald's", nem de café instantâneo.

Havia casas onde se compravam coisas por 5 e 10 centavos. Os sorvetes, os bilhetes de autocarros e os refrigerantes, que se chamavam pirolitos, tudo custava 10 centavos.

No meu tempo, "erva" era algo que se cortava e não se fumava.

"Hardware" era uma ferramenta e "software" não existia.

- Fomos a última geração que acreditou que uma senhora precisava de um marido para ter um filho .

Agora diz-me, quantos anos achas que tenho?

- Meu Deus, Avô! Mais de 200! - disse o neto.

- Não, querido. Tenho 65.