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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

conto de Natal

Maria Araújo, 13.12.19

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A imsilva pia,pia,pia, mas está com o frenesim do Desafio de Escrita dos Pássaros, e decidiu lançar no seu blog um Desafio de Natal. 

Pensei participar mas escrever contos que geralmente são para as crianças, e saber escrever para elas, não é para todos.

"  quero ler histórias de Natal escritas por vocês" 

E se a Isabel quer ler histórias de Natal, vou fazer o meu melhor e oferecer-lhe um presente, mesmo antes  de o Natal chegar.

Está prometido.

 

final da aula de Yoga

Maria Araújo, 04.12.19

Uma aula com música pouco  zen,  como eu gosto, chega a hora do relaxamento a professora diz que este momento é nosso, pediu-nos que escutássemos os pássaros, o que eles nos dizem.

Uma melodia de sons diferentes, e cativante, levou-me para o início do Desafio dos Pássaros da plataforma do Sapo.

Um som agudo e prolongado parecia conversar com os outros pássaros que, quase em uníssono, participavam da "conversa".

Uns segundos depois, com  mais tempo de antena, voltava o primeiro pássaro.

Com o mesmo ritmo, um pouco mais baixo, respondiam os outros.

E imaginei a Magda a dar-nos instruções sobre o desafio, e nós, numa algazarra alegre, mas responsável, decidirmos ir em frente.

E sorri.

Procurei um vídeo, e de muitos que ouvi, apaixonei-me por este.

 

os meus cinquenta

Maria Araújo, 06.08.19

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(imagem da internet)

 

Aceitei o convite da Luísa  para participar no desafio que a imsilva lançou no seu blog, sobre os cinquenta ( a meia idade), no século passado era sinal de velhice, a verdade é que, quando  jovem, o conceito que tinha de uma mulher de quarenta anos era de velha, de modo que, quando lá cheguei, decidi que era um disparate, não me via nem sentia a idade, tive sempre uma vida rodeada de amigas e amigos, a maioria mais novas, os anos passaram depressa demais, cheguei aos sessenta com energia, à excepção de algumas mazelas que o raio do tempo se encarrega de me oferecer, e forma de estar, ser e pensar saudáveis.

Tive uma infância a brincar na rua, não gosto de bonecas porque não as tive, os poucos brinquedos que tive eram partilhados com a minha irmã mais velha, fui uma maria rapaz, mas bem comportada...e tímida.

Dediquei parte da minha adolescência aos meus dois irmãos mais novos, uma alegria, uma novidade, foi a fase da minha vida de quase mãe ( mal eu viria a imaginar que na adolescência destes seria eu a "mãe" deles), tinha  férias de um mês na praia, encontros com os amigos, anoiteceres de brincadeira, por isso, uma adolescência saudável.

Vieram os vinte. Ui os vinte! A fase mais louca: o querer e o não querer, a incógnita de saber se iria encontrar o homem da minha vida,  a loucura das noites de Verão nas discotecas, usava tudo o que a moda ditava, o meu 1,50cm não era problema, independente que era, e sou, fazia as férias de Verão com as amigas. 

Os trinta,  trabalhadora estudante que fui, foi a etapa mais difícil e mais crítica da vida, porém, com novas amigas de curso, que me ajudaram a ultrapassar muitas das minhas tristezas, tive momentos de cumplicidade, de desabafos e risos,  acabei o curso, mudei de emprego, deixei a paixão dos vinte, fiz-me uma mulher mais madura, mais sensata, mais feliz e orgulhosa com o que tinha alcançado.

Entrei nos quarenta, novos amigos e amigas de trabalho, alguns namoricos, férias fora do país, amizades mais sólidas, casa própria, carro, maior dedicação à família, mais sobrinhos, as primeiras rugas, os primeiros fios de cabelos brancos, ainda  as noites de discoteca, os dois irmãos mais novos casaram, tiveram filhos. E se a família tinha grande significado para mim, passou a ser o mais importante da minha vida.

Costumava comentar com as amigas que, contrariamente ao estilo de mulher do século passado, os cinquenta são os novos cinquenta:  as mulheres deste século, mais independentes, mais experientes, mais selectivas nas suas escolhas, não dão tanta importância ao que os outros pensam de si, frequentam o ginásio, cuidam de si, são mais sexy.

E foram os cinquenta os melhores da minha vida.

Positiva que sou, mais confiante e segura dos meus actos ( e cometi muitos erros), entrei no mundo da internet, conheci pessoalmente pessoas fantásticas, fiz boas amizades virtuais, fiz viagens que nunca esperei fazer, vivi aventuras que pensava não serem para a minha idade, passei a viver intensamente os encontros, os jantares com os amigos,  dediquei mais tempo à leitura, abri o blog.

Deixei de dar valor a coisas supérfluas, a pessoas negativas, egoístas, mesquinhas,  às conversas e amizades de circunstância.

O meu corpo mudou, ganhei um pneu que me custou aguentá-lo ( já não existe), eu, mulher baixa e elegante, cujos amigos elogiavam o corpo e a idade, não tive a crise de menopausa ( que sortuda, confesso), eis que um dia, depois de uma cirurgia, observava as rugas de expressão que desde jovem me habituei a elas, assustei-me com as que, de repente, faziam-se notar nos cantos da boca. A sensação que tive foi de que os meus olhos não quiseram ver que elas estavam lá há tempos.

Aprendi a aceitar cada faixa etária com gratidão pelo que vivi, já não sou a pessoa que fica obcecada  com as marcas que o tempo se encarrega de dar, quero ter saúde física e mental para viver os momentos mais pequenos e simples, com serenidade, até aos noventa (que duvido) quero ser uma velha gaiteira, se lá chegar, quero ver os sobrinhos netos crescidos e como vai ser o seu futuro. 

Fico grata por acordar de manhã sempre bem disposta, fazer o que gosto, tratar dos meus compromissos, ler, fazer o que me apetece e à noite deitar-me tranquila e feliz porque o dia até correu bem.

 

Dia Mundial do Livro

Maria Araújo, 23.04.19

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(imagem daqui)

Parece que foi ontem que o 1ºDesafio de "O Livro Secreto"    que a MJ lançou na blogosfera em 2015,  e que teve a adesão de muitas bloggers, e o entusiasmo foi tal que seguimos com o dobro de bloggers para o 2º Desafio, em 2017, passaram três anos e já em 2018 a responsabilidade de continuar o desafio foi entregue, e muito bem, à mulher que mais livros lê nesta blogosfera, a Magda do blog Stone Arts Books.

Estando o 2º Desafio prestes a chegar ao fim, foi perguntado aos elementos do grupo  se tinham interesse em continuar para o 3º Desafio. 

Confirmados os nomes dos livros que cada elemento do Grupo deseja partilhar ( e ao que parece há bons livros para ler),  foi desta forma que enviei hoje o 1º Livro Secreto do 3º Desafio de Leitura que, a continuar bem e de boa saúde, será até quando quisermos que dure.

Lá diz o ditado " ler é o melhor remédio" e sendo eu uma leitora de fases, além do livro que me acompanha nos meus momentos de relaxe,  " deixei-me de coisas e participei"  neste desafio que veio obrigar-me a ler, pelo menos,  um livro por mês.

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