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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

um momento de saudade

Maria Araújo, 12.11.17

A Sofia veio de fim de semana, convidei-a para almoçar cá em casa. A mãe tinha um almoço com os colegas do tempo de escola. 

Nunca lhe digo o que é o almoço, mas no tempo que  almoçava comigo, perguntava " o que vamos comer?!"

Desta vez não perguntou, mas quando viu o arroz de lulas que fiz, que estava muito bom, saiu o comentário: " Hum, que bom!". 

No final do almoço, queria que fossemos ao Braga Parque. Não gosto de ir ao centro comercial ao fim-de-semana, mas estando ela no Porto e raramente vai ao centro da cidade, fiz-lhe a vontade. Queria ver umas peças de roupa.

Aliciei-a a irmos a pé, mas cansada que anda de estudar e dos testes que teve na faculdade, fomos de carro.

Na loja, escolheu camisas e uma malha polar. Paguei tudo!

Não fomos a  mais nenuhma loja, saímos do centro, estacionei o carro junto à minha garagem. Queria pagar-me o lanche.

Gulosa qb, adora a Spirito, sempre com fila para, sobretudo ao sábado.

Escolheu um cupcake e uma bebida de chocolate.

Há muitos anos que eu não tomava um chocolate quente, apeteceu-me, pedi o copo pequeno.

Soube-me muito bem o quentinho da bebida, mas enjou-me um pouco.

"Quanta caloria, Sofia!", comentei.

E era vê-la deliciar-se, calmamente, como sempre foi a comer, o doce.

Fez-me recordar em criança o tempo que demorava a comer de tão bem que lhe sabia. E fazia um som, humm, humm, humm, qque eu achava piada e deixou de o fazer a partir do momento que entrou para a escola.

Saudades desse tempo. E já tem 19 anos.

 

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é fim de semana

Maria Araújo, 22.09.17

A Sofia lá está pelo Porto, não sei nada dela( malandra), foi preciso enviar SMS, na 4ª feira, para me responder que anda cansada mas está a ser fixe.

Ontem, soube pela mãe que ela está a adorar a integração, e parece-me que vai trazer muitas novidades para contar.

É fim de semana, estou ansiosa por saber o que foi a sua vida nesta primeira semana na Faculdade.

Para mim é uma filha, para ela sou a segunda mãe.

 

 

 

 

ela quase me convenceu

Maria Araújo, 10.09.17

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Estava, ontem, muito confortável no sofá a ver o que passava na TV, quando de repente vejo a notícia da publicação online da lista de colocações no ensino superior.

Tinha avisado a Sofia que é costume estas serem publicadas online a partir da meia-noite de sábado.

Computador desligado, peguei no telemóvel e fui ver se ficara colocada na primeira opção, na FEUP.

Não tinha a certeza qual o curso que escolhera, fui ao primeiro das engenharias de informática, não constava o seu nome.

Segui para o segundo, engenharia de informática e computação, e lá estava o nome.

Liguei-lhe. Perguntei se estava a par das colocações.

Com uma voz estranha, triste, disse que sim.

Perguntei-lhe se tinha ficado onde queria.

Respondeu-me que não, que ficara na segunda opção, no Politécnico.

Foi então que lhe disse que consultara as listas e que vira o nome dela e quase tinha a certeza que não me enganara, que foi na FEUP que constava o seu nome.

Repetiu, com a voz triste e convincente, que ficara no Politécnico. E perguntou-me como conseguira ver ( penso que ela teria entrado com o BI), respondendo-lhe que consultara a lista de candidatos, e que iria voltar a consultar pois tinha a certeza que não me enganara.

E foi quando ela me assegurou que entrara, sim, na FEUP, na primeira opção.

O seu desejo era mesmo a Faculdade, e quando ela quer uma coisa, luta para conseguir. Determinada, esta minha sobrinha.

Eu estava, de certo modo, tranquila, uma vez que se candidatou com média de 19,1, mas tendo as médias de engenharia subido bastante, ou até poderia haver algum lapso, que os há, e entrar no Politécnico.

Ufa! Ela quase me convenceu. 

 

 

"Uber" cá do burgo

Maria Araújo, 12.10.16

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Já escrevi algures que a Sofia não se candidatou à universidade, quis descansar um ano, está indecisa com o curso que quer.

Entretanto, arranjou emprego num restaurante, que fica longe de casa.

Ora, como estou "sempre" disponível, levo-a e vou buscá-la todos os dias, salvo se tiver algum compromisso que me impeça desta rotina recente.

Por vezes, brinco com ela estendendo a mão ( como se estivesse à espera do pagamento do meu serviço), digo: " Sou a Uber cá do sítio. Já reparaste que vou levar-te e buscar-te, por vezes deixo-te em casa, ou até te levo à ABRA? Melhor serviço não há!"

E se há momentos que ela leva a sério, outros há que brinca, também.

Um dia destes, disse-me que pediu à mãe para pagar a gasolina que gasto neste "serviço".

Nem sequer está em causa o que gasto de combustível até porque fui eu que ofereci-me para isso, contudo, há alturas que fico dependente dela.