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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

o lugar certo

Maria Araújo, 25.02.16

Gosto de mudar algumas peças de mobiliário cá de casa, se não compro novo, reciclo.

Mas nem sempre sei como conjugar o que tenho com o que compro novo.

Vejo imensos blogs e sites de decoração e, há cerca de um mês, descobri este, onde encontro sempre o que gosto. Tudo com simplicidade, harmonia de cores, bom gosto.

Umas boas obras a fazer, gastar uns bons euros, com uma casa grande que tenho, chegaria lá, mas...

Contudo, uma ideia aqui, outra acolá, imagino conseguir decorar, para já, o meu quarto. Depois, será o escritório.

Como há dias a minha cama foi substituída pelo sommier, (e bendita compra que fiz), a cómoda e o armário são de cor castanho, sinto alguma dificuldade em conjugar peças que não sejam da mesma cor do mobiliário, isto é, gostaria de algo com mais cor e que não choque com as que lá estão.

Receio as misturas de castanho com branco ou preto, mas parece-me que ficam bem. Nas revistas e sites tudo está muito bem decorado, as peças parecem únicas e diferentes, tudo é harmoniosamente escolhido e colocado no lugar certo.

A minha grande questão é que procuro muito e nunca gosto de nada. O que vejo vai além do meu orçamento, ou é clássico demais e não gosto.

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 imagens do blog decouvrirlendroitdudecor

 

 

 

 

 

 

 

 

heranças do passado

Maria Araújo, 09.02.16

A mobília do meu quarto foi oferecida pela minha mãe. Gosto, mas já gostei mais.

Observo o quarto, já não gosto dele como está, perco-me no Pinterest e nos sites de decoração a ver coisas, muitas coisas, para a sala, para cozinha, para o quarto. Tudo é como eu gosto e desejava ter.

Pensei pintar a cama e a cómoda, mas sinto que não vou gostar, prefiro deixar como estão.

Há muito tempo que me apetece tirar aquela cama com cabeceira em palhinha (que gosto)  e pôr um sommier. Pensava na minha mãe. Desistia.

Ontem, decidi vê-los. Fui, apenas, à loja onde, há dois anos, a minha irmã comprou para o quarto dela. Nessa altura estive para fazer o mesmo, mas não era o momento certo para gastos, não comprei.

Comuniquei à minha irmã o meu desejo, sabendo eu que ela estaria totalmente de acordo, e disse-lhe, "não vale a pena ficar agarrada às coisas do passado", ao que ela me respondeu, "mas eu agarro-me muito".

Então, está decidido. O sommier que quero mandar fazer,  não leva cabeceira, é rebatível, fico com espaço nos armários para guardar roupas, malas e calçado.

Quando o Ikea vier para o burgo, completa-se a decoração do quarto: uma cadeira aqui, uns quadros ali, tapetes (que não uso, mas passo a usar) para dar um toque intimista e completa-se a decoração do quarto.

E do Pinterest, trouxe estes quartos.

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Barcelona - dia 2

Maria Araújo, 19.03.15

No final da tarde do dia anterior, as nuvens ameaçavam chuva.  E eu dizia que Barcelona é cidade de chuveiros que passam de imediato e dá lugar ao sol quente.

Sábado de madrugada, as meninas dormiam, eu acordei com a forte chuva que caía.

Projectaramos visitar a Fonte Mágica  de Montjuic no final da tarde, para vermos o espectáculo de luz e som, o tempo não estava a ajudar.

Mas os chuveiros passavam e arriscamos sair sem o único guarda-chuva que uma delas levara (uma por todas, todas por uma). Mal saímos do apartamento, mais uma carga de água desta vez por cerca de meia hora, metemo-nos num café a saborear um queque de chocolate e um café (ai que o nosso café é, sem dúvida, excelente).

A chuva dava lugar ao sol, pouco sorridente, aproveitavamos para tirar fotografias. Descemos as Ramblas na direção do porto de Barcelona para espreitarmos o centro comercial onde tem uma perfumaria com produtos de cosmética que não temos cá, e com boas promoções todo o ano.

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(junto à Estátua de Colom)

Encontrei o creme de rosto que queria, que nunca usei mas ouvi falar muito bem dele, e o perfume Noa, pequeno, ambos os produtos em promoção ( o perfume custava 49 euros, comprei por 19 euros).

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(almoço no SubWay)

Almoçámos, tendo por companhia dois jovens Coreanos que se entretinham a manusear os seus telemóveis, fizemos mais umas compras de T-shirts para os filhos de uma das minhas amigas, saímos em direção ao Bairro Gótico.

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(jovens Coreanos)

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(vista do Porto Velho)

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(Plaça Reial)

 

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(Câmara de Barcelona)

 

Chegamos à Catedral, e as nuvens negras ameaçavam uma forte carga de água.

Na entrada principal da Catedral viam-se uma pequena orquestra e um alguns grupos de pessoas, na sua maioria casais maduros, que formavam círculos e no meio destes, no chão, os sacos das compras.

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(a dança no rossio da Catedral)

De repente, eles e elas, de mãos dadas, levantam os braços e começam a dançar. Pé esquerdo à frente, vem atrás, pé direito à frente, volta atrás... Uma dança muito engraçada que não foi executada na sua totalidade porque a chuva fez o favor de estragar o espectáculo. Era vê-los fugirem para junto das lojas e abrigarem-se, como nós também fizemos. Ora entravamos numa loja, ora saíamos, até que a chuva passasse, o que demorou mais de meia hora. Aproveitamos para mais umas compras (elas, porque eu não comprei mais nada nesse dia).

Estavamos perto do apartamento, era hora fazer o percurso até à Praça de Espanha para vermos o espectáculo na Fonte Mágica, que acontecia entre as 19h e as 21h.

Mas a chuva não desistia, o caminho era extenso. Desistimos na esperança de no domingo haver espectáculo. E depois de perguntarmos a várias pessoas, inclusive no Teatre Del Liceu, onde iria actuar nessa noite James Taylor, ninguém sabia dar-nos a informação (soubemos no dia seguinte que no inverno só há espectáculos à 6ª feira e ao sábado).

Fomos jantar paella ( boa, mas com algum sal a mais) num simpático restaurante nas Ramblas. Conhecemos um casal francês que jantava na mesa ao lado. Ele ofereceu-se para tirar uma fotografia às três, e a conversa pegou.

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(o "trio" no restaurante)

As noites estavam muito frias, não tinhamos vontade de passear, regressamos ao apartamento.O meu quarto era o que apanhava melhor a net, sentavamo-nos na cama e com os telemóveis na mão, conversavamos e combinavamos os planos para o dia seguinte. Adormeci cedo.

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(o quarto do WiFi)

 

Este sossegado dia terminou quando, por volta das 3h, talvez, acordamos com o estrondoso som de vidro que se partiu e uma voz de homem bêbedo sobressaía de uma outra voz que, pensamos, tentava controlar a primeira.
Meu coração batia forte, do susto.

E as vozes não se calavam. Esta cena durou cerca de 20 minutos, até que o sossego voltou.

É o senão de se alugar um apartamento. Há sempre alguém que não respeita o descanso dos outros.

 

(continua)