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o melhor para 2017

por Maria Araújo, em 31.12.16

Sou um pouco altruísta, é verdade, mas também penso e gosto muito de mim.

Se o ano de 2016 foi o concretizar de alguns objectivos que queria ver definitivamente cumpridos, e foram ( não devo um cêntimo dos empréstimos que tinha, ao banco),    não faço planos para 2017.

Aliás, não sou pessoa de os fazer, porque a experiência diz-me que nem sempre cumpro e/ou consigo realizá-los.

Então, vou vivendo cada dia com as decisões que tomo de véspera ou uns dias antes, ou decido hoje, por vezes, o que quero fazer hoje.

Para 2017 desejo que as pessoas que gosto muito, consigam ter força suficiente para vencer o cancro.

Um beijinho especial à CC, à Lu, à Fátima, e à Alice.

Feliz Ano para todos(as).

 

 

Cantinho da Casa

irritam-me

por Maria Araújo, em 08.06.16

as pessoas que falam de mais, porque são "amigas" ( e até podem ser) da professora, e em vez de deixarem esta explicar os movimentos e dar confiança  a quem vai pela primeira vez a uma aula de antigravity, não! 
Alto e bom som,  "assume" o papel da professora, diz o que a pessoa tem de fazer, larga o seu hammock e vai explicar o que não lhe compete... Já no final da aula a professora diz-lhe "deixa estar, eu estou aqui para ajudar".

"Por favor, mulher! Enxerga! !

O que nos vale é que raramente ela vai à aula! Não há pachorra para este tipo de pessoas.

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Cantinho da Casa

2º dia na capital (o Cabo da Roca)

por Maria Araújo, em 01.05.16

Uma noite muito mal dormida (como estranho as camas, meu Deus!) o nosso amigo foi buscar-nos a casa para darmos um passeio até Sintra, que conheço (falta-me ver Seteais e não foi desta vez que vi, também). 

Pensou levar-nos ao Cabo da Roca, almoçavamos numa das muitas praias da linha do Estoril/Cascais, e à tarde seguíamos para Sintra.

Mas a meio do caminho deparámos com uma extensa fila de carros e autocarros que nos fez perceber que teria ocorrido algum acidente. Os carros à nossa frente faziam inversão de marcha, fizemos o mesmo, alterámos o nosso destino.

Primeiro Sintra e depois as praias e o Cabo da Roca (que bom não conheço a zona costeira a sul da Nazaré).

Ansiosa por um café pedi-lhe para parar num que ele conhecesse e gostasse e foi então que tivemos o prazer de comer as deliciosas empadas de galinha da Natália e tomar a tão desejada bica.

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25 de Abril, feriado nacional, o trânsito era intenso para entrar em Sintra, mas com paciência lá chegamos, conseguimos um cantinho para estacionarmos o carro junto à Quinta da Regaleira.

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(pormenor da flor da calçada)

 

Dirigimo-nos ao centro. Como sempre, nesta altura do ano e com o tempo a favor, não faltavam pessoas de todos os cantos do país e turistas.

As fotografias habituais, fomos na direção do ex Museu do Brinquedo, que deu lugar ao Museu das Notícias e da Comunicação, um espaço que, segundo esta notícia, foi inaugurado neste mesmo dia, 25 de Abril.

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Entramos numa loja de artesanato, comprámos as andorinhas (já as tenho na parede) , era hora de almoço, pensamos comrar os deliciosos travesseiros, mas não queríamos que ficassem no carro a tarde toda, desistimos.

Fomos em direção à praia das Maçãs. Ele, o nosso amigo, conhecia um restaurante mesmo em frente ao mar, onde, dizia, come-se bem.

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Eu e a Isabel comemos polvo grelhado com batata a murro, ele, que não gosta de polvo, comeu prego em prato, bebemos, cada um, uma imperial

 

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No paredão, observavamos os surfistas, conversavamos enquanto tomavamos um pouco de sol. Seguimos para Azenhas do Mar.

Fiquei deslumbrada. Fantástico! Nunca imaginei desfrutar de tão bela paisagem.

As fotografias foram muitas, para mais tarde recordar...

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Fomos em direção ao Cabo da Roca, parámos num café-bar para tomar uma bebida. Não havia lugares. Mas não foi por isso que deixei de fotografar a lindíssima vegetação envolvente e a paisagem que se estendia à nossa frente, segundo o nosso amigo A, ao longe, a praia do Guincho.

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Fomos então ao Cabo da Roca, a ponta mais ocidental da Europa, onde "a Terra se acaba e o mar começa".

Muito vento, como seria de esperar, muita gente, muitas pessoas que ainda arriscam passar a vedação para tirar

a selfie e/ou a fotografia para a eternidade.

Ora cinza brilhante, ora azul do céu, a beleza do nosso Atlântico estava assim:

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Aproximava-se a hora de jantar, ficou de parte a visita ao Guincho, metemos "pés à estrada" e fomos jantar a casa do nosso amigo, de onde tirei fotografias desta bela lezíria.

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O dia seguinte era de trabalho para ele,o amigo da Isabel, que conheci no dia que chegámos.

Um homem educado, gentil, conversador, um gentleman. Há  muitos anos que não via um cavalheiro abrir a porta do carro, primeiro a da frente, depois a de trás, fechá-las, e então ocupar o seu lugar ao volante.

Os dias seguinte seriam somente para as duas meninas, em Lisboa.

 

 

 

 

Cantinho da Casa

A procissão Ecce Homo

por Maria Araújo, em 25.03.16

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Saí de casa cedo para encontrar um espaço, se possível à frente, onde pudesse ver a procissão que há anos não via.

Fui para o Largo de Santa Cruz, já se viam as pessoas na berma dos passeios, vi um espaço vazio onde podia acomodar-me.

Mal cheguei, posicionei-me ao lado de um casal que marcava posição cerrada para que ninguém furasse o lugar e se metesse à sua frente. 

As pessoas foram chegando, encostavam-se (detesto!) a quem estava à frente, de vez em quando encolhia-me (é aqui que exercito o meu abdominal)  praticamente não me mexia para marcar o meu lugar. 

Mas as pessoas que desciam a rua e queriam passar para outro lado, viam sempre no lugar onde eu estava, a porta para saírem. E isto gerou comentários parvos de quem estava ao meu lado. 

Lera na programa das celebrações que procissão saía às 22h. Até chegar ao local onde estava, demoraria pelo menos trinta minutos. Mas quem estava ao meu lado insistia que a procissão saía às nove e meia. Não se calavam. Eu calada estava.

Atrás de  mim, encostou-se uma senhora acompanhada de um casal jovem. Ele, ora falava alemão, ora falava inglês ora falava algo parecido com árabe.

A senhora, pior que as matracas dos farricocos (fui à procissão porque gostava de os ver e ouvir o som das matracas e as chamas dos fugaréus), não se calava.

Em frente a nós, num grande letreiro de uma loja de recordações, lê-se esta palavra em inglês, espanhol, italiano e alemão. Dizia ela: "Braga está uma cidade poliglota. Já viste o letreiro... Que fino!", e lia cada uma das palavras. E ia aproximando-se mais um pouco de quem estava à sua frente. Mais baixa que eu, provavelmente, esperava que alguém se oferecesse para ela passar para a frente.

De quando em vez, o jovem lembrava-se de falar para a esposa em alemão, ou árabe, ou inglês.

Uma dada altura, diz a senhora: " Há tantos espanhois por cá. Nem sei por que vêm. Podiam ir para Sevilha. Fazem uma Semana Santa mais bonita , a procissão é muito mais completa. Esta aqui não presta."

Apeteceu-me virar para trás e dizer-lhe: "Se não presta, por que está aqui?"

O cortejo mostra-se ao fundo da rua, um casal estrangeiro tenta passar para a lado de trás onde nos encontrávamos, mais uma vez protestam por quererem passar entre nós, a senhora baixa-se para tentar tirar fotografias, uma delas bate-lhe no ombro e a outra diz , misturando francês, inglês e português : "ici, não, back!."

A estrangeira levanta-se, dou-lhe lugar para ela passar e digo às "companheiras do lado";  - mas a senhora só quer tirar umas fotografias, ela baixou-se, não sei por que não a deixaram.

"Que tire lá atrás! Era o que faltava, já estamos aqui há imenso tempo, vem ela meter-se à frente". 

Calei-me, olhei para trás e vi a estrangeira com um tablet a tentar apanhar o início do cortejo.

A GNR , a cavalo, anuncia que vem a procissão. Atrás destes,os representantes de várias Misericórdias do país. Às tantas, aproxima-se a de Cascais e diz a matraca: "Olha, vem aí a Misericórdia das tias".

Fiquei possessa. Estava farta de ouvir a fulana. 

A procissão ia a meio, um dos casais da frente, sai e diz-lhe: "Pode ficar com o lugar, vamos embora".

Apoderou-se do lugar, sem perguntar-me se eu queria ocupar, também, visto que estava ali desde cedo, passou para a frente, acompanhada de uma outra jovem que eu não reparara, e ali ficou, numa posição que me impedia de ver.

Não disse nada. Deixei-me esta quieta e calada porque se dissesse alguma coisa, ela iria reagir, não queria interromper o "quase" silêncio do cortejo.

Às tantas, ouve-se um homem, um dos muitos chicos espertos deste país, ao meu lado direito, dizer: "Anda!"

Olhei e vi que piscava o olho para alguém que indicava que queria que fosse para o seu lado.

O casal da frente diz "O senhor não empurre!"

"Mas eu não empurrei! Nem  sequer me encostei a si. Sou gordo, mas nem tanto que me fizesse senti-lo"

A conversa ficou por ali, o chico esperto conseguiu ver melhor que eu o resto da procissão.

Passaram muitos anos que não fui às procissões. Lembrava-me dos muitos empurrões que sempre levei. 

Depois decidi voltar, quase sempre ia para a rua da Sé, onde termina o cortejo, tem menos pessoas, vê-se melhor.

Este ano fiquei perto de casa, mas não tenciono repetir porque percebi que pouco ou nada mudou.

As pessoas são broncas, não respeitam ninguém, não sabem ver em silêncio.

 

 

Cantinho da Casa

coisas de pessoas

por Maria Araújo, em 21.03.16

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Tinha planeado ir ao ginásio de manhã, seguia depois para a nova loja Ikea com intuito de perder umas horas a ver, com calma, o que gosto: as cozinhas, as salas, os quartos,  as decorações.

Cheguei ao ginásio em cima da hora para ter a senha para a aula (se não for quarenta e cinco minutos antes da aula, às nove horas já não há senhas), convicta que não ia conseguir, saio, do elevador e, "surpresa!" , vejo uma fila pequena.  Uma das senhoras com quem, por vezes, tomo café, comentou :"hoje está pouca gente porque a professora D está de férias".

Já escrevi algures num post que deixei de ir às aulas de hidroginástica (passei a ir ao sábado, com um ambiente mais agradável) durante a semana, porque o ambiente, tenho que dizer isto, é reles.

Fala-se de de tudo, corta-se na casaca das pessoas, falam alto demais, não estão com atenção à aula, enfim, não faz o meu feitio conviver com este tipo de pessoas.

Adiante. Antes da aula, dirigi-me à casa de banho, estava uma senhora em fato de banho a lavar as mãos, sai outra da casa de banho e diz a primeira: "ó mulher, estás aqui?"

"Sim. Olha já fui mijar, vamos para a hidro?"

Depois da aula, a mesma senhora com quem tomo café, comentava que num dia da semana passada o ambiente estava tão foleiro, que o professor só não deu uma chapada a um senhor porque ele tinha idade para ser seu avô.

De facto, quem frequenta estas aulas são pessoas que andarão pelo setenta anos. Não têm a noção do que é estar numa aula, ou têm, mas por que são terceira idade devem pensar que merecem respeito dos mais novos, logo, que tudo lhes é permitido.

É, sim, uma falta de respeito para quem dá a aula que por vezes tem de elevar a voz para que eles o ouçam e estejam com atenção (escrevi sobre o assunto aqui )

Se eu fosse o professor parava a aula até que se calassem e quando o silêncio fosse pesado, sem proferir uma palavra, retomaria a aula como se nada tivesse passado. Garanto que eles percebiam e surtia efeito.

Fui ao Ikea, a loja que me dá imenso prazer ver tudo, tudo, comprei uns artigos, fui à máquina de pagamento self-service, entretanto, uma funcionária ofereceu-se para me ajudar, paguei. Eram duas e meia da tarde, estava cheia de fome, fui pôr as compras no carro, regressei para almoçar no restaurante Ikea. Comi um arroz de pato, bem cozinhado viam-se bons pedaços de pato semi esfiado, nada gorduroso (já comi pior em restaurantes).

Decidi dar uma volta pelo centro comercial, com bastantes lojas, todas mais do mesmo, à exceção de duas ou três novas marcas, subi à restauração para tomar café.

Aproximo-me do caixa para pedir um café, estava à minha frente um senhor acompanhado de uma criança. Do lado de dentro do balcão, duas funcionárias conversavam.

O funcionário da caixa pediu que tirassem o café para o senhor, chega a minha vez, pago, pede outro café... Uma das funcionárias tirava o primeiro café, continuava a conversar com a outra.  Pôs a chávena no balcão, quando, com a maior arrogância, o senhor diz:

- Isto é café que se tire! Eu pedi um café curto. Em vez de estar na conversa devia olhar para o que está a fazer!"

A funcionária ficou parva a olhar, pegou na chávena, deitou o café fora, foi à máquina e tirou outro café.

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Quando o entregou, diz ele: "um café bem tirado deve estar um dedo abaixo da superfície da chávena. Antigamente as chávenas eram grandes e o café saía mais cheio, era o tipo café americano, mas agora que as chávenas são pequenas, o café, (repetia), deve estar um dedo abaixo da chávena. Não sei se me está a entender."

A funcionária olhou para a chávena e percebendo que o café estava curto demais, perguntou-lhe se queria que enchesse um pouco mais, ao que ele respondeu: "deixe estar, se põe mais café perde o sabor". E voltou a explicar "antigamente...", bláblá.

Entretanto, saiu do balcão, a outra funcionária dá-me o meu café. Quando olho para trás, estava uma longa fila de pessoas à espera que o senhor explicasse à funcionária como se tira um café.

Eu já estava a ficar pelo cabelos com a conversa e a arrogância dele. Quando se desviou do balcão, a funcionária diz-me com a maior descontração, própria de uma pessoa que está habituada a atender todo o tipo de clientes: "uma pessoa está sempre a aprender!" E eu sorri.

Na minha opinão, o senhor até podia ter razão pelo facto de as funcionárias estarem na conversa, mas foi servido, e se o café não estava a seu gosto, o que devia ter dito era: "desculpe, este café não está bem tirado, por favor tire outro", e ficava por aqui.

Quem está atrás do balcão atura cada uma!

Cantinho da Casa

o encontro de bloggers

por Maria Araújo, em 20.10.15

 

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que coincidiu com o 3º aniversário do blog Jardins de Afrodite, (visitem o seu cantinho e vejam o passatempo que está a decorrer,  escutem a música que  nós lhe demos...) correu  muito bem.

Algumas bloggers que estiveram no 1º encontro não puderam estar presentes neste almoço, que se realizou em Lisboa, compareceram outros que não estiveram no primeiro encontro. Gente boa, simpática.

O privilégio de termos um excelente e dedicado anfitrião, o Ricardo, do blog O Pacto Português que teve a amabilidade de ir esperar o Rui e a esposa,e a Afrodite (que foi de avião) à Gare do Oriente, a seguir aqui à je.

Melhor anfitrião, não existe.

Era cedo para o encontro, levou-nos este senhor, a Oeiras onde paramos para ver o Jardim dos Poetas que muito alegrou a Afrodite.

Belo!

O almoço foi muito agradável, conversa animada, histórias, anedotas (chorei de me rir) brindou-se aos ausentes, aos presentes, ao encontro, à amizade.

E os bloggers que eram virtuais lá no blog do Rui, tornaram-se reais para todos os que já se conheciam.  Foram eles o Fatifer ,o Rafeiro Perfumado, o Kok, a Manu, a Luísa, a Isabel Pires, cantinhos que eu não conhecia (já lá fui espreitar).

Houve quem trouxesse umas lembranças simbólicas, um gesto simples de pessoas que fizeram questão de conhecer a pessoa que mais dedicação carinho, amizade e atenção tem para connosco: o Rui, do blog Coisas da Fonte.

A Isabel Pires, que anda na blogosfera há cerca de três meses, ofereceu a cada um de nós um livro de sua autoria, a Luísa, a menina do Algarve, levou esferogáficas e marcadores, a Manu levou uma ginjinha deliciosa.

Para acabar em grande, a Afrodite, cujos jardins estavam em festa, que mais poderia ela ofertar os seus amigos senão com rosas do seu Jardim?

 

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Cantinho da Casa

já votei!

por Maria Araújo, em 04.10.15

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À entrada da escola, muitos eleitores juntavam-se, cumprimentavam-se, procuravam a sala onde tinham de votar.

Nunca em tantos anos que fui votar, vi a  minha secção de voto com fila de espera. O normal seria esperar cinco minutos.

A antiga escola não existe, é agora, no mesmo espaço, uma escola  nova, com boas condições, percebe-se melhor, penso eu, ou  talvez por que juntaram as  freguesias, e vendo os corredores cheios, grande afluência às urnas.

Hoje, contrariamente ao habitual, estive 25 minutos à espera de colocar a cruz naquele quadradinho pequeno, mas cheio de signigificado para o país.

Só não vi, que me lembre, e pela primeira vez, a menina (o) que pedia o voto sondagem à boca das urnas.

Posso estar enganada com o que vi, mas acredito que as pessoas, desta vez, apesar do tempo péssimo que está, estão conscientes que hoje é um dia importante para decidirem o estado da nação.

 

 

Cantinho da Casa

uma pequena participação

por Maria Araújo, em 21.09.15

 

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A propósito deste post, ontem, participei no Passeio da Memória, do Dia Mundial da Pessoa com Alzheimer.

Lamentavelmente, o número de pessoas era muito pequeno, não estariam mais de 30 participantes.

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Dou os parabéns às jovens da organização pela simpatia com que nos receberam, e pela sua participação, que era, sem dúvida, em maior número que os adultos.

No percurso fomos congratulados com um jovem grupo de bombos, muito aplaudidos pelos estrangeiros que pararam para os ver e do qual faziam parte duas das jovens da organização deste "Passeio da Memória".

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Cantinho da Casa

por vezes, confesso, sou uma palerma

por Maria Araújo, em 03.09.15

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comprei hoje,pela primeira vez na Well's,  uma escova de dentes e uma pasta dentífrica.

quando já estava perto da saída, lembrei-me que me esquecera de pedir fatura.

voltei atrás e perguntei se era possível ter uma fatura.

responde-me uma das duas funcionárias que conversavam do lado de dentro do balcão: 

- se é para o IRS, não dá (como se eu não soubesse).

- eu sei que não, mas posso incluí-la na e-fatura- respondo.

volta à carga:

- para o IRS não conta, são compras sem receita médica.

- eu sei, mas quero uma fatura, se faz favor.

e responde ela de imediato, com ar de chateada e com o argumento de que não está disposta a fazer o que pedi: - para eu tirar uma fatura, tenho de fazer uma devolução e faturar de novo.

eu respondo: - não quer? obrigada, fica para a próxima. - e saio da loja.

mas por que raio ela tinha de me dizer o que eu já sei? por que não me pediu o talão e não fez o que devia ter feito?

por vezes, confesso, sou uma palerma. eu devia ter-lhe entregue o talão e obrigá-la a dar-me a fatura.

já aconteceu esquecer-me de pedir fatura e comentar com a operadora de caixa do supermercado, ela pediu-me o talão, fez as operações que tinha a fazer e deu-me uma nova.

há funcionários e funcionários.

o problema disto tudo é que a maioria das pessoas não pede fatura.

 

 

Cantinho da Casa

em Samil

por Maria Araújo, em 21.07.15

 

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O destino era para perto de Sanxenxo e depois La Toja, mas para não andarmos muito tempo de autocarro e não regressarmos muito tarde, alterou-se o destino e fomos para Samil, Vigo. 

Tomamos café na muralha de Valença, demos um passeio pelas ruas desta fortaleza, e seguimos para Vigo.

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Grupos que se espalhavam pela praia, pelo jardim, conversa, um dia muito cheio de convívio, de passeio à beira-mar, de banhos (a água estava uma delícia), de tira a cueca e o soutien e veste o biquini,  tira o biquini e veste a cueca e o soutien, volta à praia e veste novamente o biquini (ainda húmido do banho da manhã), volta à lingerie, isto para fazer a viagem de regresso mais confortável.

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Vêem-se muitas espanholas em top less, principalmente mulheres maduras. Mamas caídas, mamas pequenas, mamas para todos os gostos, assim como, magras, gordas, barrigudas e barrigudos, biquinis feios, idosas em biquini que,  sentadas nas mesas do jardim, jogavam as cartas, e muita gente muito morena,  quase negra, um tom de pele escuro demais.

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Ficamos um pouco queimados, eu pus o protetor solar mas, mesmo assim, vim um pouco queimada do sol encoberto do passeio pela beira-mar.

Viemos por Baiona, estava nublado. Entramos em Portugal, por Cerveira, cheia de sol, onde paramos para lanchar o tradicional pão de ló com queijo, doces miniatura, cerveja, fruta, água.

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Em tantos anos de trabalho e de convívio, só hoje descobri que a funcionária que vestia a T-shirt cor de rosa e calções brancos tem um jeito muito especial para contar anedotas, algumas bem maliciosas, e  que pôs toda toda a gente a rir. 

No regresso, entra no "meu" autocarro munida de uma peruca loira, uns óculos de lentes grossas, um casaco de homem  e um "gigante" rádio em se ouvia uma música muito foleira "do mexilhão" (tenho de descobrir se existe na internet). Saiu, foi para o outro autocarro. Que alívio! E que raio de música!

Mas viemos para casa muito bem dispostos.

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De tão cansada que estava da ginástica de ontem, e não me deitei a dormir na praia porque não tinhamos guarda-sol e eu não gosto de adormecer ao sol (ainda pensei ir para junto do grande grupo que ficara no pinhal em frente à praia, onde almoçamos, mas lá também não conseguiria dormir) fiz a viagem de regresso muito sossegada, dormi alguns minutos no autocarro. 

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Chegamos a Braga onde a maioria do pessoal saiu, os outros tinham mais 15 km para andar, despedimo-nos, boas férias a uns, até qualquer dia a outros.

Mas na próxima segunda-feira, um pequeno grupo junta-se a algumas colegas que não puderam ir ao passeio, para um jantar. E eu estarei presente.

Estar com pessoas é muito bom.

 

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  166. S
  167. O
  168. N
  169. D

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