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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

Nosso

Maria Araújo, 05.02.12

 

Procuro, sempre que posso, comprar os nossos produtos, especialmente aqueles que se referem à fruta e vegetais.

Costumo ir a um mercadinho onde vende, penso eu, produtos da nossa terra, aliás, a maioria daqui do norte (Apúlia, Póvoa e Trás-os Montes).

E hoje, fui fazer as minhas compras do costume.

Precisava de feijão vermelho. Detesto comprar feijão em lata, pois não tem o paladar nem a cor do nosso feijão.

Ponho a cozer uma boa porção, que depois é dividido em doses e congeladas, para ter sempre à mão.

Faço-o com todo o tipo de feijão : frade, branco, preto.

No mercadinho, o feijão está acondicionado em sacos de plástico e, segundo me parece, todo com o mesmo peso.

Peguei num deles e fui à funcionária perguntar quanto era o peso.

Pesou e disse que era cerca de  1,250 kg.

No placard estava marcado " feijão nacional" 2,85 euros.

Quando paguei achei estranho a exorbitância do valor total, mas não comentei.

Quando a funcionária me entregou o talão, reparei que pagara 5,20 pelo feijão.

Afinal o preço era de 2,85 o kg. Reclamei e a menina disse de imediato: "Eu devolvo-lhe o dinheiro. Eu disse que  custava 2,85 o quilo."
"Não", respondi." Eu perguntei quanto pesava cada saco e além disso, no placard não indica que é por quilograma."

E ela volta a dizer: "Dê-me o saco e eu devolvo-lhe o dinheiro".

Mas eu não devolvi.

2,85 cêntimos por quilo? Caro, muito caro.

Que saudades tenho  de ver mas mercearias, e ainda há algumas por cá, os convidativos sacos de feijão e comprar a quantidade que quería. Por vezes, acabava por comprar de todas as variedades, para ter em casa...

 Por este caminhar, comprar produtos portugueses, e alguns são importados mas passam por nossos, não conseguiremos recuperar, jamais, a nossa economia.

(Todos sabemos que muitos dos produtos brancos, das grandes superfícies, são importados. Só a embalagem é portuguesa. Todos sabemos que nestes espaços misturam os nossos produtos agrícolas com os produtos importados).

O que é nosso é bom... mas paga-se caro demais.

 

 

633 - Mais óbvio, ainda

Maria Araújo, 25.05.10

 Mais um e-mail acabado de chegar que confirma o "Óbvio".

 

 O povo... imbecilizado

 

" O povo saiu à rua para festejar a vitória do Benfica e eu, apesar de ser do FC Porto, não achei mal. As pessoas têm o direito de ficar alegres.
O povo saiu à rua para ver o Papa e eu, apesar de ser agnóstica, não acho mal. As pessoas têm direito à sua fé.
O povo vai à Covilhã espreitar a selecção e eu, apesar de não ligar nenhuma, não acho mal. As pessoas têm direito ao patriotismo.
O governo escolhido pelo povo impõe medidas de austeridade umas atrás das outras, aumentando os impostos e não abdicando dos mega investimentos.
O povo não reage. Não sai à rua. Reclama à boca pequena e cria grupos zangados no Facebook. É triste que este povo, que descobriu meio mundo, não imprima à reivindicação dos seus direitos a mesma força que imprime à manifestação das suas paixões.


Pobreza                                                                                                                                                                                                       
"Um país onde se admite a possibilidade de taxar o subsídio de Natal, ou mesmo acabar com ele, mas que gasta de dinheiros públicos para TGV, altares, estádios de Futebol, frotas milionárias para gestores públicos, reformas obscenas a quem trabalha meia dúzia de anos ou nem tanto, etc... é um país pobre, de facto. "
Mas de espírito, antes de mais.