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cantinho da casa

cantinho da casa

uma receita bombástica

para esta Páscoa, uma divinal sobremesa, uma tentação às nossas gulas, uma receita da revista Club Del Gourmet, do El Corte Inglês.

Dispensava o ovo de chocolate, e adoro chocolate. A combinação da mousse de framboesa, a areia de chocolate, o  sorbet de framboesa e o crunch de pipocas, ui! satisfazia a minha gula.

 

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«Chocolate em esfera recheada de mousse de framboesa»

 

Esfera de chocolate

Ingredientes: 400 gramas de chocolate

 

Preparação:

Derreter 400g de chocolate a 45º/50º C, deixe arrefecer até aos 27º/28ºC e volte aos 29º/30ºC. 

Coloque o preparado num molde de meia esfera e leve ao frio.

Posteriormente,retire do molde com cuidado para não partir.

 

Mousse de framboesa

Ingredientes: 150g de polpa de framboesa; 30g de açúcar; 3 folhas de gelatina; 200ml de natas para bater.


Preparação:

Junte o açúcar, a polpa de fruta e a gelatina já derretida e bata as natas até ficarem cremosas. De seguida, misture tudo envolvendo lentamente.

 

Areia de chocolate

100 g de açúcar; 25g de água; 100g de chocolate.

 

Preparação:

Faça uma calda com a água e o açúcar e de seguida, junte o chocolate.

Não retire do lume enquanto não ganhar uma camada cremosa.

 

Crunch

Ingredientes: 100g de chocolate de leite; 5g de cacau; 10 g de pipocas

 

Preparação:

Derreta o chocolate de leite, coloque o cacau e, de seguida, envolva com as pipocas.

 

Sorbet de framboesa

 

Ingredientes: 100g de açúcar; 30g de glucose; 60g de água; 5g de raspa de lima; 400g de polpa de framboesa.

 

Preparação:

Faça uma calda com o açúcar, a água e a glucose.

De seguida, junte raspa de lima, a polpa de framboesa e leve a congelar.

 

Empratamento

Coloque a areia de chocolate no fundo de um prato. Numa das metades da esfera coloque a mousse de framboesa e o crunch e na outra um pouco do sorbet de framboesa.

Feche a esfera de chocolate e decore a gosto com framboesa, mirtilos e amoras. 

 

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Imagens fui buscá-las aqui.  

 

Receita da Chef Vera Silva -  Restaurante Ânfora Hotel Palácio do Governador

que friooo!

 

 

Manhã em casa a tratar das minhas tarefas pessoais, à quinta-feira não costumo ir ao ginásio, fazer compras no mercado ficará para quinta-feira de Páscoa, depois do almoço fui dar uma volta pelo centro, há algum tempo que não passava por lá. 

Tirava umas fotografias às decorações da Semana Santa, alguém mete-se comigo, não dei conversa, até que me pergunta se não o conheço. E foi então que reparei quem era o senhor.

Era o pai da minha amiga M.  E ficamos uns bons minutos na praça em frente às duas grandes e belas igrejas, a conversar sobre as casas abandonadas, o centro comercial, uma construção dos anos 80, uma aberração do ex-presidente da Câmara, e muitos outros edifícios ao abandono dos quais já muito se falou, nos projectos,  alguns pendentes porque são propriedade da igreja, ficam assim "chutados" para canto. 

É que "o velho hospital de Braga está em obras,  será um hotel de luxo",  diz o pai da minha amiga e "a Câmara devia obrigar os donos destas casas da Rua de São Bentinho a arranjarem as fachadas nem que por dentro estivessem a cair, mas o exterior devia ser preservado, quiçá a Irmandade de Santa Cruz as comprar e aumentar ao lar de idosos.

E nesta treta toda, ele, o pai da M, que tem tido alguns  problemas de saúde, diz-me: "está muito frio, é hora de regressar a casa".

E com este frio bem gelado, com vontade de tomar o meu chá quentinho e as cookies que a minha amiga ofereceu, ainda fui comprar umas coisas giras para fazer umas decorações de Páscoa.

 

e pensei, "que nojo!"

Na madrugada que mudamos para a hora de verão, adormeci, como sempre, no sofá.

Quando fui para a cama eram três horas, tinha somente seis horas para dormir, já que no domingo de Páscoa o compasso ( em Braga ainda há esta tradição, embora muitas pessoas desta rua não abram a porta à cruz) passa entre as nove e meia e as dez horas, não me lembro se sonhei ou se pensei quando acordei, o nojo que tenho de beijar o crucifixo depois de este passar por muitas bocas, que muitas destas nunca sentem a escova de dentes; da saliva que se acumula no canto da boca; ou do beijo molhado que fica na imagem crucificada de Jesus Cristo, e que a igreja não providencie um imaculado lenço  para que o mordomo passe pelo corpo de Jesus e limpe as marcas dos beijos deixados.

Em tempos idos,  vinha um padre, agora, na minha zona, é o sacristão e as senhoras que o acompanham no compasso. Neste "sonho" recordei o número de apartamentos que há neste prédio e quem poderia abrir a porta à cruz. Foi então que a madame do baton vermelho apareceu-me à frente dos meus olhos: "Quê?! Que nojo! Vou beijar o crucifixo com as marcas da gaja do baton vermelho? Nem pensar!"

De repente, lembrei-me que os elementos do compasso começam a visita às casas pelos andares superiores. "Que alívio!", pensei.

A cruz passou pouco depois das nove e meia, os elementos eram os mesmos do ano passado, lê-se a oração, o senhor benze a casa e deixei-me ficar à espera que fossem embora, até que a senhora que trazia o crucifixo me diz para beijar o Senhor. 

Esquecera-me de O beijar. E, ao mesmo tempo, hesitei porque estava à espera de ver um lencinho branco que passasse pelo imagem. Como este gesto faço-o uma vez por ano, tentei esquecer os outros beijos e depositei o meu nas pernas do Senhor.

Nem sequer me lembrei do sonho que tivera, a dormir? acordada?, não fosse este post  e os seus comentários:

 

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cá em casa, é à minhota

 o cabrito assado neste domingo de Páscoa, e que a minha família pontua.

Ora, sempre que assamos cabrito, eu asso uma parte cá em casa, a minha irmã, assa a outra parte em casa dela.

O meu forno é elétrico, o dela é a gás.

Costumo fazer o arroz com os miúdos do cabrito e os grelos.

O meu cunhado fez bacalhau à Zé do Pipo (estava delicioso).

O almoço foi em casa das minhas sobrinhas, juntou-se uma parte da família.

Uma das minhas sobrinhas fez um bolo delicioso, sem glúten, coberto com natas e decorado com flores brancas da ameixoeira que têm no pequeno quintal.

Comprei o bolinhol, que eles muito gostam e não pode faltar na mesa, e como faço questão de ter sempre uma salada de frutas, fi-la eu.

Como sempre, uma família minhota conversa muito à mesa, é divertida, falam alto.

O almoço estava delicioso.

Fez-se a avaliação de cada uma das partes do cabrito (eles dizem que o meu é mais saboroso que o da minha irmã).

Então os maridos decidiram dar 19/19 para o cabrito, ahahah!,  e para o bacalhau à Zé do Pipo, 20.

Na nossa mesa não há cerimónias. As assadeiras com os assados vão para a mesa.

Comeu-se bem, bebeu-se moderadamente.

Antes de almoçarmos, ligamos para o Rio de Janeiro, via skype, falamos com mamã e o papá do meus sobrinhos netos (estão grandes, os meninos).

Depois do amoço, fomos para o terraço quintal conversar,enquanto eles fumavam.

Cortei flores brancas da ameixoeira e alecrim.

Depois fomos ver fotografias de infância das minhas sobrinhas.

Ao final da tarde, elas e eles regressaram a casa (Porto e Lisboa).

A Páscoa correu muito bem e o tempo, felizmente, portou-se lindamente.

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 (o bolo, sem glúten, e o bolinhol, ou pão-de-ló de Vizela)

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