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o mar e o homem

por Maria Araújo, em 23.02.16

o dia do meu aniversário foi passear pela praia, carregar o corpo e a mente de energia, sentir o sabor salgado do mar e a aragem fresca do vento fraco, deixar fluir o pensamento.

É no inverno que melhor aprecio estes momentos, só meus,  também de outras tantas pessoas que passeiam pela praia, ou vão surfar, ou até pescar. 

Neste caminhar de inverno pela praia, tem-se a noção do quanto o mar,  revolto, e o homem medem forças, um porque precisa de  mostrar a sua ira quando o mau tempo vem, o outro para manter a praia "intacta" para a próxima época balnear.

Nesta luta constante, o homem adopta as estratégias e os meios mais seguros para que o mar não destrua as dunas, estas preservem as lindas vivendas que ele, homem, de forma desordenada e para seu prazer (é tão bom ter uma casa numa duna com o mar como paisagem),construiu.

E foi nesta caminhada  que entendo a luta travada entre o homem e o mar. Um leva areia, o outro retém-na ou vai buscar a outros lados, draga-a ao próprio mar para, em tempo oportuno, libertarem as cordas, os "sacos" , os tubos, sei lá, e fazer a praia, agora minúscula, uma praia aprazível no verão.

Depois há o lixo que se acumula na praia. Os troncos de árvores que o vento, nos dias de tempestade, leva para onde calha, o pneu de tractor que, provavelmente, o mar trouxe ou o homem esqueceu de o levar.

Apesar de tudo, as nuvens cinzentas, o sol que espreita, o céu, por vezes azul, convidam ao prazer de uma bela e serena caminhada.

O que aqui escrevi é o pouco que sei e que estas minhas  fototografias mostram destas coisas da engenharia hidráulica e do ambiente.

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Cantinho da Casa

a praia

por Maria Araújo, em 05.08.15

 as máquinas continuam a trabalhar na praia, hoje a manhã foi do lado norte onde começa a península de Ofir.

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Cantinho da Casa

Em Ofir

por Maria Araújo, em 09.06.15

onde o mar é mais calmo, não há rochas, as crianças podem brincar à vontade, joga-se futebol sem ter o azar de dar um pontapé num cascalho, as máquinas continuam o seu trabalho de requalificação da praia, muito fustigada pelo rigoroso inverno de 2014.

Estive lá em fevereiro, para se descer à praia só era possivel pelo caminhos de madeira a sul.

Há quinze dias fui almoçar ao meu café preferido ,com uma esplanada convidativa a comer ótimas sandes, em frente a esta, as máquinas invadiam a praia. Tive conhecimento que aquela área central de praia seria aberta nesse fim de semana.

Hoje passei  lá, o dia estava maravilhoso, tomei banho, vi o trabalho dos homens e das máquinas.

Durante a época balnear evito Ofir, como  muitas outras praias, porque o povo é muito, mas esta é a melhor de todas para o mergulho.

E hoje o ambiente estava muito bom.

 

janeiro de 2015

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maio

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junho 

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 o mar (sem cascalhos) a aula de surf, a brincadeira das crianças

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Cantinho da Casa

Quando o mar se revolta

por Maria Araújo, em 07.02.14

Toda a minha infância e adolescência e até aos 24 anos, passei as minha férias em Apúlia.

Famílias completas juntavam-se, lado a lado nas barracas, em pleno convívo.

Foram muitos os momentos de alegria, diversão, brincadeiras, amores de praia, que tivemos. As noites eram de serenatas, cantares e danças/bailes.

Por vezes, e quando as nortadas não nos pregavam partidas e a maré estava vaza, íamos pela praia até Ofir.Um extenso areal ligava estas duas localidades. As única rochas que se viam estavam no mar...

Risotas, jogo de bola, corrida, brincadeira, eram o nosso divertimento,enquanto fazíamo o percurso.

O regresso era feito pelo pinhal.

Belos tempos...

Lembro-me que nos anos 80 já se falava que o mar estava a subir o nível e mais 20/30 anos não teríamos praia.

Os filhos cresceram, formaram-se, fizeram as suas vidas e as famílias habituais deixaram de ir para Apúlia.

Os meus pais passaram a ir para o Algarve com os meus irmãos mais novos.

Eu fazia as minhas visitas à praia, até que comecei a fazer fins-de-semana em Ofir e/ou Esposende.

Nas manhãs de setembro, enquanto as aulas não começavam, levava os meus sobrinhos à praia.

Nessa altura, ainda havia uma extensão razoável de areal.

De há 12 anos a esta data, as rochas eram mais evidentes o areal menor. Em alguns lugares já nem espaço havia para as barracas.

Cada ano que passa é notório que estas praias estão mais pequenas.

E os anos voam,  o mar revolta-se e encarrega-se de nos tirar a praia que tanto gostamos.

Após a tempestade de janeiro, fui vero mar. Calmo, nesse dia, via-se os estragos que ele fez, o lixo que trouxera, o areal mais pequeno.

O tempo continua chuvoso, não voltei lá. Mas vejo as notícias.

Hoje, no FB, no mural de uma jovem que habitualmente pedala até à praia, vi esta foto, com este comentário: "RIP, OFIR".

Fiquei triste.

 

(minha foto de  janeiro)

 

 

 

 foto do FB (fevereiro)

 

Cantinho da Casa

Conheci

por Maria Araújo, em 15.07.13

a "ponta" de Ofir (restinga do rio Cávado).

De miúda que conheço as praias do norte e nunca tinha ido àquela península. Quando estava do outro lado, em Esposende, sempre tivera imensa curiosidade em ver o lado de lá.

Estacionei o carro em Ofir e atrevi-me,  estradita adiante,  muito bem conservada e protegida, matar a minha sede de ver o outro lado.

Não imaginava que por lá as  vivendas existiam.

Andei uns quantos metros, talvez 1 a 1,5km, não imagino, parei, tirei fotos, escutei os pássaros, enfim, um pedaço de caminho agradabilíssimo e feito "all alone" (nestas alturas faz-nos falta ter uma companhia que nos abrace e, cumplicemente,  escute os mesmos sons...).

Adoro estes momentos.

Fiquei extasiada com as dunas, os passadiços muito bem conservados, a beleza daquele pedaço de praia que poucos usufruem.

Passadiço afora, fui à parte mais alta, onde via um casal que observava qualquer coisa.

Aproximei-me também, e fiquei lá, nesse ponto alto a captar mais fotos, aquelas que jamais pensava que iria captar, mas agora, deste lado, em frente a Esposende.

Depois, dirigi-me à praia. Belíssima, extensa, única.

Poucas são as pessoas que a frequentam, mas com Ofir do meu lado esquerdo, os casais vinham de lá,  junto ao mar, que é calmo, delicioso.

Andei pelo mar, banhei-me, o sol estava semi encoberto, mas quentinho, aprazível.

Deixei-me desfrutar de tudo o que a minha vista alcançava.

Mais tarde, meti pela praia e para Ofir.

O sol espreitava por entre as nuvens cinzentas, aquecia a alma...E fui dormitando.

Por volta das 14:30h, a temperatura estava mais fresca, decidi regressar a casa, mas antes, fui tomar o café na esplanada do café do costume.

Vou voltar àquele pedaço de praia, com certeza, quando os outros estiverem lotados.

Uma manhã inesquecível.

As fotos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cantinho da Casa


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