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cantinho da casa

cantinho da casa

quando os títulos das notícias entram no pc

Estava a fazer horas para ir buscar o meu sobrinho neto ao colégio, depois de comprar um pinheiro para decoração do móvel da televisão, pinheiro este que vai ser plantado num vaso grande e mais tarde num lugar onde possa crescer livremente, passava em frente à igreja da minha freguesia, lembrei-me de entrar e ver se tinha presépio ( gosto muito de ver os presépios das igrejas).

Estava a sair um funeral.

Quando entrei, estavam uma jovem mulher e um homem que arrumavam as colunas e o tapete da cerimónia fúnebre.

Depois de tudo feito, efoi rápido, perguntei à jovem mulher se podia tirar uma foto ao presépio.

Respondeu-me que não sabia, estava ali a fazer um trabalho, não pertencia à igreja, mas certamente que podia.Que o presépio estava bonito, que nem todas as igrejas, este ano,fizeram.

Tirei duas fotografias. E agradeci.

A meu lado para a saída da porta, comentei algo sobre a COVID19 e os óbitos que andam entre os 70 e 90.

Diz-me a jovem mulher " Sim, há muitos óbitos de COVID19. Mas garanto que há muitos mais de cancro e de morte natural em idosos que vivem sozinhos ou em lares, e que não procuram o médico. Por outro lado , o Serviço Nacional de Saúde está cheio de trabalho, não é possivel chegar a todos."

Se todos cumprissemos  com o distanciamento e usássemos máscara obrigatoriamente em todo o lado, os números não seriam os que lemos todos os dias, e muitos doentes não COVID teriam a assistência que lhes é devida.

Este post é a propósito disto:

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o "admirável" mundo nosso

em imagens...

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Macau- os tufões  Hato e Pakhar

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 Texas -  Houston,  furacão Harvey

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Síria, Somália,  Nigéria, Iémen, Sudão - sem água potável

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México - pagar a dívida

 

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Japão - Lançamento de míssil - a mensagem

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Coreia do Norte - a ameaça

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EUA -  Todas as opções em cima da mesa

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Colômbia  - Grafite celebra visita do Papa à Colômbia

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e por cá...

 

GOT

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quero acreditar

nesta "brisa promissora",  para  bem da humanidade e das gerações futuras.

 

"...os direitos humanos, o ambiente, o racismo, a igualdade de género, a justiça, a privacidade, a violência doméstica, entre outros temas que verdadeiramente tocam as pessoas, começam a ter mais importância do que a “estirpe” dos que lideram do alto das suas torres de marfim."

Só pedimos que não sejas "bégueiro". Se não sabes o que é, é melhor não saberes.

uma expressão realista usada pelos bacarense, e que só nós entendemos, referida no Público 3 e a propósito de Braga ser considerada a cidade mais feliz de Portugal e a terceira da Europa, neste  artigo  que, com humor, faz a caracterização do "pobo" desta cidade. Destaco outras, sui generis:

 

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" Em Braga, não sejas romano"

 

"em Braga, estamos perto de tudo. Do trabalho, do ginásio, do campo de futebol, da sala de espectáculos, do café ou do centro comercial.";

"Mas, quando a nossa pequenina cidade não pode satisfazer as nossas necessidades culturais e recreativas, estamos perto do Porto. Ou de Guimarães: neste ponto, devo alertar que nenhum bracarense admitirá (nem sob tortura) que Guimarães é fixe. Os bracarenses dizem sempre que vão a Guimarães de passagem, mas a verdade é que vão lá. E gostam." 

" Um bracarense que queira dar uma volta em Lisboa demora três horitas a chegar lá. Ou seja, pouco mais do que um gajo de Almada demora a chegar a Lisboa, em hora de ponta."

 

"Há outro tipo de proximidade que importa: entre as pessoas.

(...) Às vezes, gera-se uma corrente com tantas ramificações que pode acontecer ligarem-te para saberem se conheces alguém que ajude a resolver… o teu problema. "

 

"O desenrascanço é outra das nossas características. Para nós, as regras não são limitações: são quebra-cabeças para resolver. Se a série do MacGyver fosse filmada em Braga, ninguém se lembrava do MacGyver, porque todas as personagens eram principais."

 

A Universidade do Minho é um pólo de inovação tecnológica

"Se não aprender, passa a ser um "neca". E os "necas" são ostracizados na nossa cidade."

 

"As nossas festas fazem as do Berlusconi parecerem uma tarde de catequese. Por falar em catequese: somos muito tolerantes. Temos uma igreja em cada esquina, temos a Semana Santa, mas fomos capazes de produzir os Mão Morta e o Adolfo Luxúria Canibal, que é o mais próximo de anti-Cristo que este país tem."

 

"Mais: comemos tripas e rojões, papas de sarrabulho, arroz de pato, cabrito e arroz “pica no chão” (é arroz com sangue de frango). Mas temos restaurantes vegetarianos. E não atiramos pedras a quem não come carne. Só gozamos com essas pessoas. Mas pouco. A nossa gastronomia não tem o mediatismo do pastel de Belém ou da francesinha do Porto, mas é a melhor do país. OK, concedo: os transmontanos estão ao nosso nível. Mas eles têm o trabalho de comprar os animais, engordá-los e matá-los. Nós só enfardamos.

 

"... Mas, em Braga, para seres assaltado, quase tens que pedir aos assaltantes. Isto, porque os nossos assaltantes são pessoas trabalhadoras, com outros negócios a gerir (todos eles ligados ao crime), pelo que é quase preciso agendar um assalto.

"... Em Braga, até os criminosos são empreendedores. Connosco, podes aprender imenso."

 

"Em Braga, há mais formas de insultar uma pessoa do que aberturas de xadrez. Até porque nós não jogamos muito xadrez. Como as peças estão todas à vista, é difícil fazer batota. Por essa razão, e por podermos jogar em tascas, preferimos a sueca."

 

"Não chamamos "bimbo" a ninguém. Aliás, nós insultamos quem diz "bimbo". Dizem que, um dia, um general romano disse, sobre os povos do noroeste peninsular, que nem se governam, nem se deixam governar. Somos uma espécie de aldeia do Ásterix. Sendo assim, em Braga, não sejas romano: sê como quiseres, porque nós sabemos receber quem nos visita.

 

"Só pedimos que não sejas "bégueiro". Se não sabes o que é, é melhor não saberes."

 

E porque o Minho é rico em expressões populares, e a propósito do vocábulo "bégueiro" , título deste post, deixo-vos alguns dos genuínos vocábulos cá da terra e seus significados.

 

  • basculho (mulher pouco digna)
  • cabaneira (alcoviteira)
  • serigaita (rapariga fraquinha)
  • sonsa (pessoa falsa)
  • trambolho (mal jeitosa)
  • azeiteiro (armante)
  • borra-botas (zé-ninguém)
  • broeiro (rude)
  • lingrinhas (fraquinho)
  • trengo (palerma)
  • anda conós (connosco)
  • aqui há atrasado (há uns tempos atrás)
  • esperai-de (esperem)
  • pra bem era (isso é que era bom)
  • antromilho (entre o milho)
  • balado (declive)
  • benda (mercearia)
  • retunda (rotunda)
  • stander (stand)
  • bacia, labadeira (alguidar de plástico)
  • migalheiro, peteiro(mealheiro)
  • camurcina (casaco)
  • carcela (braguilha)
  • chuço (guarda-chuva)
  • setiã (soutien)
  • ajantes (jantes)
  • cambra dar (câmara de ar)
  • caminhete (camioneta)
  • raiders (rails)
  • relote (roulotte)
  • trambolho (mal jeitosa)

 

 

 continua...

 

 

Liga Portuguesa Contra o Cancro

 

 

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Um ano depois da primeira consulta na Liga Portuguesa Contra o Cancro, a minha amiga tinha hoje exames a fazer no Porto. Trabalha fora de Braga, seguia de tarde para a consulta.

No fim de semana manifestei interesse em ir com ela, como fiz no ano passado. Não queria, não era preciso, e tal.

Mas fui sem lhe dizer nada.

Apanhei o comboio da 12:35h, saí em Campanhã, fui comer alguma coisa, apanhei o Metro até ao Hospital São João e segui a pé até à Liga. E cheguei primeiro.

Vi-a estacionar e quando se aproximava da entrada, surjo à sua frente de braços abertos: "aqui estou eu! não podia deixar de vir!"

Enquanto esperavamos pela vez, fomos ver a mesa que se encontra no meio da sala de espera onde tem artigos expostos para venda.

Infelizmente, ambas tivemos familiares com cancro, sabemos que estes exames ficam caríssimos ao estado, não pagamos um cêntimo, toda a ajuda para a Liga é bem-vinda.

Porta-moedas e sacos das compras eram os artigos que podíamos escolher. O dinheiro era deixado numa caixa junto aos artigos.

Escolhemos os sacos das compras, o dela roxo o meu vermelho que, depois de dobrados, ficavam em forma de morango.

Ela foi para a consulta, eu fiquei na sala de espera a ler o livro que levei para a viagem de comboio, da autoria desta menina.

Felizmente as notícias foram as mesmas do ano passado: está tudo bem.

Imaginemos que as notícias não eram boas, quem estaria por perto para lhe dar apoio?

À saída, encostada a uma coluna, tem uma grande caixa em acrílico onde podemos deixar uma contribuição para a instituição. 10 euros foi o que cada uma de nós deixou. Se tivesse mais, mais deixaria.

Já no carro, diz-me ela: "imagina como será quando a pessoa recebe a notícia que tem de ser operada."

Correu bem, é o que importa.

E regressamos a Braga.

Dentro de um ano, volta.  

A partir do momento que se entra na Liga Portuguesa Contra o Cancro, nunca mais nos largam...Ainda bem!

verão quente

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o tempo é de praia, não faço a mínima ideia se tem estado vento ou não, já não ponho os meus pés de cinderela na areia há um mês, o calor por cá é qb, a vontade de sair de casa é pouca.

todos os dia estou com a minha sobrinha e os filhotes, excecionalmente hoje, que vim para casa cedo, estive a ver o final do jogo de futebol de praia Portugal-Argentina, deixei a TV ligada, mas os programas da tarde não me dizem nada e adormeci no sofá. que bom sono!

depois, ganhei vontade de pegar no ferro, estive quase 3 horas a passar a roupa, que já está no seu lugar.

em todos os canais de notícias e à hora de jantar o tema dominante: Grécia. 

outros temas já entraram na nossa rotina: corrupção, fraude fiscal, branqueamento de capitais, burla qualificadda, evasão fiscal...todos os dias sai uma notícia fresca.

e andamos nós "os pobres" a ouvir isto.

 

Notícias que orgulham

 

O Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia , que tem chamado muito investigadores e nota-se sobretudo pelo número de Espanhois que andam por cá.

O crescente número de empresas, as parcerias com a UM, o espaço que seria o Dolce Vita, uma construção a mais cá na cidade, que, finalmente, vai ser aproveitada, com a vinda do Ikea (ai que bom) e outras .

Precisamos, agora, de dar mais vida ao centro, melhorar o exterior das constuções em algumas ruas da cidade, contribuir para que o comércio tradicional melhore, acabando com pagamento de estacionamento nas ruas centrais da cidade,  já que parques de estacionamento não faltam por cá.

Um vídeo aqui.