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as tatuagens

por Maria Araújo, em 05.07.15

por que será que as mulheres fortes e/ou gordas, com o devido respeito, vestem roupa um palmo abaixo do púbis e a saia, à frente,  sobre uma das coxas, gordas qb, tem uma grande racha?!

porque atrás, dois palmos abaixo da saia, cada uma das coxas tem uma tatuagem que, no caso, eram dois laços (iguais aos da imagem)

foi o que vi hoje.

oh meu Deus!

 

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Cantinho da Casa

Mulher de bigode

por Maria Araújo, em 04.07.15

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hoje, na sala de espera do hospital privado, vi uma senhora nos seus 80tas, acompanhada de dois homens altos, fortes, bem nutridos, na casa dos 50tas, e que me pareceram ser filhos dela.

ela vestia à moda popular (a tradicional saia preta e blusa bege), rosto pesado, não tinha muitas rugas, o cabelo apanhado atrás fazia um puxo e tinha um bigode preto.

e os meus olhos sistematicamente olhavam aquele bigode.

nem sempre gosto de ver num homem, quanto mais numa mulher, mas achei piada porque me fez lembrar uma mulher madura, aqui do burgo, que tinha uma bigodaça que chamava, e muito, a atenção dos homens e mulheres.

e diz o povo , "mulher de bigode ninguém a f***."

 

 

Cantinho da Casa

Uma mulher

por Maria Araújo, em 18.06.15

Fui ao mercado comprar frutas e flores. Depois fui ao cemitério pôr flores nas campas dos meus familiares.

Costuma estar por perto uma mulher (parece-me que não pede nada a ninguém, as pessoas dão-lhe, porque querem, pequenas coisas de supermercado), que já falei dela aqui, procurei-a para lhe dar umas peças de roupa (todas elas de marca) em muito bom estado. Aliás, eu não as dava porque cada verão que chegava, pensava que as vestiria, mas o verão passava e elas ficavam no roupeiro.

Se por um lado lamentei ter de dar peças que eu gostava de mais, por outro detesto ter o guarda-roupa cheio e acabo por não vestir.

Há dois anos comprei uma camisa túnica, que nunca vesti. Penso sempre que a vou vestir nas meias estações, primavera e outono, mas o tempo é tão imprevisto que acaba por ficar no cabide. E continua (quem sabe se chegar aos 70tas vá desfrutar de passeios pelo nosso país e estas peças mais clássicas são as ideais para isso).

Ora procurei a mulher, sem dentes, magra, suponho eu, ex-drogada (nunca lhe perguntei nem quero saber) com aspeto limpo, é viúva e tem uma filha. Encontrei-a e dei-lhe o saco de roupa e um par de botins em pele, de salto alto, e disse-lhe que se não usasse as botas para dar ou vender. O que fizesse com as botas era com ela.

No regresso do cemitério, fui ao DeBorla comprar uma caixa para a areia da minha gata, e vi-a.

Aproximou-se de mim e diz ela "gosta da blusa?".

Eu não repara que ela trazia a minha blusa preferida, da MD. Foi das peças que me custou dar. Adorava a blusa, mas como estava um pouco apertada (pois! o corpo muda...) decidi-me deixar de ter amor pelas coisas e dar a quem precisa. A blusa estava amarrotada de estar arrumada no roupeiro, mas ficava-lhe muito bem. Ela é magra, ficava ligeiramente com o umbigo à mostra: "fica-me bem, não fica?"

Entrei no DeBorla, comprei o que precisava e quando saí, estava ela à sombra a falar com uma senhora. Perguntei-lhe: "posso tirar-lhe uma fotografia?"

Tirei uma foto de frente e diz ela: " a parte de trás é tão bonita. Tire-me uma fotografia" ao mesmo tempo que se virou de costas e eu "click".

"Gosto tanto da blusa! Deixe-me ver as fotografias", pediu.

Mostrei e diz ela "Estão bem. Obrigada."

Em setembro, mais uma volta às roupas de inverno. Tenho uns casacões de malha quentinhos para lhe dar.

 

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Cantinho da Casa

a mulher dos saltos altos

por Maria Araújo, em 20.05.15

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Precisava de café. Infelizmente, a Nespresso mudou-se no ano passado para  o Braga Parque. Embora não goste muito de fazer compras nos hipermercados e como tinha urgência em algumas compras para a dispensa, lembrei-me de ir ao Pingo Doce, lá no centro comercial, já que tinha de ir propositadamente à Nespresso.

Não gosto de estacionar o carro nos parques dos centros comerciais. Prefiro-o no exterior e se não conseguir lugar, procuro numa das ruas perto. E fujo dos arrumadores. Se estacionar um pouco mais longe do centro, eles não andam por lá.

Mas hoje decidi deixá-lo no parque interior para ser mais fácil carregar as compras até ao carro. Ainda por cima não tinha moedas para pegar num carrinho do supermercado.

Fui comprar o café, dirigi-me ao hipermercado, peguei num cesto e fui ao balcão para dar uma vista de olhos ao folheto da semana. Foi então que reparei numa mulher baixa, nos quarentas, acompanhada do marido, um homem franzino, e um casal de filhos. Ela estava parada junto a uma máquina de tickets. Vestia um tailleur bege, justo, e calçava uns sapatos beges de salto muito alto e fino.

Percebi que estava aflita dos pés. Os saltos eram muito altos, mesmo. Comentei para os meus botões " que diabo esta gente vem às compras com estes saltos! Nem sei como aguentam".

Segui o meu caminho e esqueci a mulher. De repente, vejo-a passar. Mas achei estranho porque me pareceu mais baixa.

Olho para os pés. O look mudara. O calçado era então um par flip-flops, vermelhos. Atrás, o casal de filhos empurrava o carrinho e dentro deste, num saco de plástico da fruta, jaziam os sapatos beges de salto salto.

Sei que há alguns artigos de vestuário New Code no hipermercado, presumo que a familia teria ido à prateleira das flip-flops, a mulher teria visto ali o alívio para os seus pés, fora à caixa registadora, pagara-os, calçara-os e voltou a familia feliz e contente para as suas compras.  Ou então, ela, é uma mulher prevenida e já sabe o que a espera. Afinal, ali no hipermercado, ninguém repara...

 

 

 

Cantinho da Casa

Pessoas que me deixam

por Maria Araújo, em 30.04.15

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emocionada, que fazem cair as lágrimas, como  esta mulher de armas e bom coração, com um Projecto que ela mesma, sozinha, sonhou e pôs em prática, escreveu na sua página do FB: "Quem sabe se não me candidato?"

Sou altruísta mas ainda não tive coragem para isto.

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Por vezes, apetece-me ter a coragem de muitas jovens, sair daqui, ajudar e conhecer o muito sofrimento e miséria que há por esse mundo fora.

 

 

Cantinho da Casa

Há anos,

por Maria Araújo, em 06.04.15

 

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mais de meio século, uma menina, a terceira dos seis irmãos, que nasceu com uma fenda naso-labial,  que cresceu, foi para a escola, não gostava de bonecas, era uma maria-rapaz que adorava saltar à corda, fazer o pino nos baloiços da praia, jogar ao mata na escola, nas noites quentes de verão, jogava à bola com os irmãos e os amigos da rua (não jogava nada, mas o que importava era a brincadeira), que adorava dançar, conviver com as amigas da escola, que teve uma adolescência a cuidar do irmão mais novo como se fosse um filho seu, ficou mulher (baixinha, tímida, corajosa, lutadora, positiva), estudou, foi trabalhar, apaixonou-se. Quando estava a entrar nos 30tas, decidiu voltar a estudar, entrou para a universidade, voltou aos saudosos anos de estudante, e trabalhadora também....

Os anos passaram. Quando pensava que as tecnologias não eram para ela, eis que entra no mundo fantástico dos blogs e abre o seu cantinho.

Encantada com o talento de fantástica (o)s bloggers, recentemente prendeu-se à leitura dos textos de uma mulherfilhamãe  que, como se percebe pelo nome do blog, de uma forma simples e objectiva conta as suas experiências de mulher, filha e, há poucos meses, mãe.

E neste seu post, escreveu isto:

"E assim sendo, no final desta grande revisão de memórias e momentos passados, gostava de nomear uma mulher que já me demonstrou algumas vezes que também gosta de se lembrar da sua infância. Penso que irá gostar de responder a este desafio e voar para outros momentos da sua vida: Cantinho da Casa.

 

Como mulher, filha e tia, porque mãe não sou, é com especial carinho que  lhe ofereço os meus momentos da infância e adolescência:

 

1 - UM FILME DA SUA INFÂNCIA

A história, a música, a actriz, o filme que me encantou, fez chorar, fez sorrir.

 

 

2 - UMA SÉRIE DA SUA INFÂNCIA

Sem dúvida, os desenhos animados, como chamavamos na altura, mais loucos da TV.  Adorava o final do episódio em que Vilma fechava a porta Fred e ele batia "Vilma abre-me porta, Vilma".

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3 - UMA MÚSICA DA SUA INFÂNCIA

Esta música dos anos 60 era a loucura, e escutando-a agora, ui, que saudades!

 

 

4-  UMA BRINCADEIRA DA SUA INFÂNCIA

Andar e fazer pino nos baloiços, na praia. Ainda hoje, se vejo um baloiço...

 

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 5 - UM AMIGO DA SUA INFÂNCIA 

A filha de uma funcionária da escola primária que deixou de falar comigo, sem nunca saber porquê, quando mudamos de escola.

Mas tive e tenho bons amigos e amigas.

 

6- UM MOMENTO DA SUA INFÂNCIA

Teria 7 anos, tinha trabalho de casa para fazer, no caso, matemática. Sabia a tabuada, nunca falhei nas contas, mas um dia a minha mãe, que verificava os meus trabalhos, precisava de sair para fazer compras. Acho que naquele dia não atinava com uma conta de multiplicar com vários números e sabia que ela não saíria de casa enquanto não a fizesse.  Mais nervosa ficava quando me perguntava quantos eram axb e eu não respondia. A coisa piorou, porque a minha mãe perdeu a paciência, deu-me uma chapada forte. Eu chorava e a minha mãe insistia na tabuada e eu não respondia, de zangada por levar o tabefe.O tempo foi demais, ela acabou por não sair de casa e eu tive de parar de chorar e fazer a conta.  Nunca esqueci esta cena, mas nunca mais falhei na tabuada. Hoje, ainda faço muitas contas de cabeça.

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7- UM SONHO DA SUA INFÂNCIA

Ser enfermeira, ter filhos

Não fui enfermeira, não consigo ver agulhas e pontas de facas, garfos, tesouras, viradas para mim.

Não tive filhos e não me arrependi de não os ter, adoro crianças, tenho muita paciência para elas, dediquei muito da minha vida aos meus dois irmãos mais novos e aos sobrinhos: "a quem Deus não deu filhos deu o diabo sobrinhos". Gostaria de ter os meus sobrinhos netos perto de mim, faria tudo para lhes dar mimo, mas  nasceram fora de Portugal.

 

Todos temos muito para contar sobre a nossa infância, sabe bem recordar coisas que ficam esquecidas, fico grata  mulherfilhamãe pelo convite a este pequeno regresso às memórias da infância e da adolescência, também.

 

 

Cantinho da Casa

Cause I'm every woman

por Maria Araújo, em 08.03.15

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Auto-estima, esposa, filhos, educação, trabalho, beleza, depilação, celulite, tpm, saltos altos...e sobretudo GUERREIRA.

 

 

 

 

 

 

Cantinho da Casa

A importância de um beijo

por Maria Araújo, em 15.02.15

 

 

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Um médico, já reformado - com mais de 70 anos - separou-se da esposa e encontrou uma nova cara metade: uma bela e jovem "gata" de 25 anos!
Um dia, já esta nova "relação" durava há alguns meses, encontraram um casal de médicos, ex-colegas dele, da faculdade, e resolveram ir jantar juntos para confraternisar e relembrar "velhos tempos".
O médico amigo estava tão impressionado com a jovem companheira do antigo colega que, quando as duas mulheres foram juntas ao "WC", não se conteve e perguntou-lhe como é que ele tinha conseguido a proeza de conquistar uma mulher daquelas e como é que se estava a aguentar com a diferença de idades.

Com a maior calma do mundo o "nosso homem" respondeu:
- Para manter um bom relacionamento com uma mulher muito mais nova, o importante é "onde você a beija"!
O outro, intrigadíssimo, perguntou:
 - E onde é que tu a beijas ? ? ?
Sem perder nem a calma nem a compostura, o "nosso homem" respondeu:

 - Eu beijo-a em Paris, em Nova Yorque, em Londres, em Roma, em Veneza, no Mónaco, em Istambul, em Tóquio, no Rio de Janeiro ...
...teve de interromper, porque as duas mulheres estavam a voltar para a mesa !

 

 

 

 

 

 

Cantinho da Casa

A cantora das pernas mais bonitas

por Maria Araújo, em 26.11.14

de sempre, faz hoje 75 anos.

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Um mulherão nas pernas e na voz, que eu gostava muito de ouvir.

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 Parabéns, Tina Turner.

 

 

Cantinho da Casa

Oscar de la Renta

por Maria Araújo, em 22.10.14

Aqui, e com muito estilo, em homenagem a este grande estilista,dez coisas que toda a mulher deveria ter.

E a pergunta que ela coloca é: quantas já conquistamos?

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1, 2, 3, 6, 8, 9, 10

 

RIP

 

 

Cantinho da Casa


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