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a noite em Portugal é cheia de luz

por Maria Araújo, em 02.08.14

 

"O instantâneo foi tirado por um astronauta da Estação Espacial Internacional (EEI) no dia 26 de Julho e é o destaque deste sábado do site da NASA.

A fotografia mostra a Portugal à noite, num jogo de contrastes, onde se destacam as luzes das cidades e localidades de norte a sul do país."  

 

Lindíssima a nossa Península.

 

daqui...

 

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Poupança?

por Maria Araújo, em 03.04.12

O que se passa nesta cidade que, desde que a hora mudou, as luzes das ruas (penso que é geral) só acendem depois das 20:30h?

Acabei de me aproximar da janela e a rua está às escuras.

Tem sido isto todos os dias.

Há vida a esta hora, senhores da EDP/Câmara de Braga.

 

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Earth

por Maria Araújo, em 27.03.10

Fazendo uma breve visita a alguns blos por onde não passo há já bastante tempo, e por falta de tempo, encontrei esta imagem em humm...I see

 

 

No ano passado aderi a este acontecimento. Hoje,vinha do cinema e ouvi na rádio. Pensei no jogo de futebol Benfica-Braga, logo dificilmente

Lisboa e outras cidade poderiam aderir por uma hora a este importante "turn off the lights".

Fi-lo aqui em casa por 45 minutos.

Desliguei a TV, pois fui verificar se o jogo Benfica-Braga iria ser transmitido em directo. Não.

Jantei à luz das velas.

Cerca das 21 horas só liguei o rádio para sintonizar uma qualquer estação onde passasse o relato.

E eis que o Benfica marca o golo. Mais valia nem ter ligado o diabo do aparelho.

Desliguei-o e liguei o pc, porque precisava de adiantar os  documentos para a minha reunião de DT.

Depois da 22 horas, liguei a máquina de lavar roupa, a TV e sintonizei a RTPN. O Braga perdeu por 1 -0.

Paciência. O Domingos Paciência vai pensar seriamente nos próximos jogos, per si difíceis mas vai tentar segurar o segundo lugar e ter o seu momento de glória  na Liga dos Campeões. I hope so.

 

E, mesmo não cumprindo os 60 minutos de Earth Hour  continuo com as velas acesas, um candeeiro de mesa ligado para o computador e a TV sintonizada num canal de música. Máximo de poupança, como é habitual aqui neste cantinho...em defesa dos animais, da água, das plantas, do Homem.

 

 

 

 

 

 

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Como foi...

por Maria Araújo, em 02.07.09

 

48 horas após cirurgia, e por que a minha vista está a melhorar, decidi contar esta pequena “maratona” oftálmica.
Fui para o ambulatório por volta das 19: 10 horas. A cirurgia estava marcada para as 20 horas.
Levaram-me para um vestiário onde vesti umas calças e uma blusa de papel azul, por cima da lingerie. Os sapatos acompanhavam-me na maratona.
Sentaram-me no terceiro de quatro cadeirões que ficavam de frente para a porta. Sozinha, imaginei-me a ser “despachada” daquela cirurgia e vir para minha casa ainda antes das 22horas.
De repente, a enfermeira auxiliar, diz-me:“Hoje são só senhoras”.
Perguntei quantas estavam para  ser operadas. Respondeu-me “quatro”.
Não me ocorreu que seria a terceira.
Entretanto, chega a segunda senhora. Octogenária, muito simpática e cheia de vida.
Sentaram-na no primeiro cadeirão.
Por volta das 19:20 vem a enfermeira de serviço. Alta, magra, jovem, simpática também, com a chiclete na boca.
Abre gavetas, tira agulhas, liga o pc,sintoniza música pop, portuguesa, de tudo um pouco, abre e fecha armários...
Dirigiu-se à octogenária e avisa-a que tem de responder a umas perguntas (que a senhora não sabia de todo responder), e informa-a dos passos a tomar para a cirurgia.
A seguir entra uma jovem adolescente que se senta no quarto cadeirão.
Quando a enfermeira se aproxima de mim, faz-me o mesmo inquérito e recomendações que fizera à octogenária, (alergias, doenças, nº de intervenções que fui submetida, medicação), e prepara-me para o bloco.
Gotas nos olhos, estes sempre fechados, cateter na mão esquerda com soro, e pronto para alguma medicação, caso fosse necessário durante a cirurgia.
Quando se dirigiu à jovem, já  passava das 20:30 horas.
Perguntei se era eu a primeira, ao que respondeu que seria a terceira.
O lugar onde as paciente estavam sentadas indicava a prioridade na cirurgia.
Fiquei preocupada. Tinha avisado os meus familiares que deveriam procurar-me por voltas das 21:30.
Pedi autorização para ir à sala onde tinha os meus objectos pessoais, para que pudesse ligar-lhes e avisá-los que não saíria da clínica à hora combinada.
Entretanto, chega a quarta senhora que se senta na segunda cadeira.
Espreito o relógio. Se eu era a terceira, o médico não tinha chegado e se a primeira doente estaria 40 minutos no bloco, então eu seria operada por volta das 23horas.
21.10 chamam a primeira senhora.
Olhos fechados para que as gotas fossem anestesiando a vista. Também não queria ver as horas, pois sendo a terceira a entrar para o bloco, seria uma eternidade e preferia manter-me sossegada e calma a abrir o olho e decepcionar-me com o tempo que nunca mais passava.
De repente, o telefone toca e escuto a enfermeira dizer: «então vai a terceira? O senhor doutor quer as cataratas?».
Fiquei de olho aberto. “Seria a minha vez? Mas eu não tenho cataratas. Ainda sou nova para isso”, pensei.
Dirige-se a mim ajuda-me a levantar e passo a sentar-me na cadeira de rodas que me levaria até à entrada do corredor que dá acesso ao bloco. Aí, passo para outra cadeira de rodas e entro no bloco.
Moderno, bem equipado, muito diferente daquele que eu havia entrado há sete anos atrás.
Deitam-me na cama, tapam-me a vista direita com uma compressa colante. O médico aproxima-se de mim, pergunta-me se estou bem disposta e explica-me o que vai fazer.
Corta com uma tesoura o espaço correspondente ao olho direito e aí começa a maratona.
Uma luz branca e forte  onde distinguia três quadradinhos pequenos azul forte. De vez em quando sentia jactos de um liquído para limpar a vista. Outras vezes via algo andar à volta da minha vista. Um gel transparente e uma agulha??? que se mexiam, mas não doía nada.
O médico dizia: «Olhe para baixo. Muito bem… Agora olhe para luz.  Muito bem…Está a colaborar muito bem… A lente está quase no centro.
Volte a olhar para baixo. Agora para a luz… Bom, muito bom. Que bem que a…colabora comigo. Está quase a acabar. Depois vamos voltar a verificar se ficou bem centrada. Vamos para a vista esquerda»
Descolam a compressa colante do lado direito e põe uma nova para a esquerda.
Volta-se ao mesmo ponto. O mesmo diálogo, a mesma motivação.
Talvez porque no olho direito a sensação fosse inesperada e mentalizando-me do tempo que seria eterno, senti que a vista esquerda foi mais rápida e custou-me menos suportar toda aquela azáfama oftálmica.
Voltam à vista direita. Mais um jorro.Eu só queria sair dali. Mas estava calma, muito calma. Afinal estava ali porque queria.
Acaba a intervenção. O médico congratula-me mais uma vez pela minha colaboração, que facilitou muito o seu trabalho.
Quando volto para o ambulatório não estava nenhuma das senhoras que vira antes. Olhei o relógio:22:50h.
Deram-me um chá e umas bolachas. Eu estava em jejum desde as 13 horas.
O médico veio ter comigo. Fez-me todas as recomendações pós operatórias.
Vesti-me. Chamaram os meus familiares. Eu ri-me e perguntei « Gostam dos meus óculos novos? São modernos não são?»
E vim para casa dormir com aqueles óculos de soldador, que deveriam ser retirados na manhã seguinte.
Voltei à clínica para a consulta,ontem.
O médico ficou estupefacto.
Eu estava bem disposta, via bem.
Disse-me que podia fazer a vida normal excepto, durante uma semana, baixar a cabeça.
E para minha felicidade, bem-estar e qualidade de vida, não uso óculos nunca mais.
 
Congratulo o jovem médico que me operou, pela motivação e força que dá ao paciente.
 
Obrigado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Hoje

por Maria Araújo, em 05.11.08

Hoje foi um dia em que fiz de tudo um pouco.

Fui fazer uns exames de rotina à Póvoa de Varzim. Uma das consultas estava marcada para as 15h30, logo tinha um intervalo de espera de 2h30m.

Como o tempo estava radioso, apesar de fresco, e como sempre faço quando o Sol sorri bem alto no horizonte, fui gozar o tempo até uma esplanada de um café que fica mesmo em cima da areia,  junto ao mar.

Era a único cliente que petiscava uma tosta mista acompanhada de um panachê, enquanto  deitava os olhos para o jornal, actualizando as notícas, que nem sempre posso acompanhar.

Mais uns clientes que vêm tomar o café àquele simpático espaço, também com a rádio sintonizado para a RFM...Boa música àquela hora!

Depois de folhear o jornal, permaneci sentada a olhar o mar.
Pensava no mundo, no novo Presidente dos EUA; na confiança que a maioria da população mundial deposita nele; na natureza; na vida que passa a correr; nos amores e desamores; na manifestação dos estudantes contra o novo regime de faltas, que eu também sou contra;...na bela paisagem que estava a minha frente que, de repente, me fez esquecer tudo o que invadia o meu pensamento.

O Sol que timidamente descia no horizonte, reflectia no mar, também tímido e sereno, uma luz brilhante e intensa de onde milhares de estrelas cintilantes brotavam como que a dizerem "Não é só no céu que nós existimos. Estamos aqui na Terra para dar vida à vida e alegrar os vossos  corações".

Senti-me bem e com mais energia para continuar a minha vida e o meu trabalho.

Ainda fui à escola no final do dia e à ginástica às 20h30.

Um ligeiro cansaço me impedia de vir até aqui escrever este post, mas vim.

Não queria esquecer este momento de hoje e dizer o quanto aquela luz  me transportou para o meu mundo interior, como só ela e a natureza  conseguem.

 As fotos estão no telemóvel. Quando souber enviá-las para o pc, vou postá-las neste blog.

 

 

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