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Miró, visto pelas crianças

por Maria Araújo, em 12.10.16

(recebido por e-mail)

 

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Ao verem uma fila enorme para entrar na Casa de Serralves, dois miúdos decidem também ir ver o que se passava.

Mal entram, dão de caras com um quadro de Miró.

Após uns segundos em silêncio, diz um deles :  "Oh pá, vamos embora, ainda dizem que fomos nós".

 

 

 

Cantinho da Casa

já com saudades

por Maria Araújo, em 21.07.16

dos meus sobrinhos netos, que já estão em viagem, regressam hoje a casa, fui despedir-me deles, ontem, um abraço forte muito cheiroso do António.

O mais novo, malandro que está, atirou-me um beijo.

Enquanto a minha sobrinha fazia as malas, conversávamos. A TV estava ligada na SIC Noticias, quando, de repente, somos interrompidas pela voz do jornalista que anunciava a decapitação de uma criança, de onze anos, Síria. 

Olhámos o televisor, deparámos com a filmagem de um homem sírio que se ria e...

A minha sobrinha parou.

As lágrimas pelo rosto abaixo, saíram-lhe apenas perguntas :"Isto é assim? Como é possível matarem uma criança de onze anos? E passam esta imagem na televisão? Ninguém faz nada para impedir isto?"

Eu apenas comentei: " Eu já evito ver as notícias. Prefiro manter a ignorância. Mundo cruel, este!"

O pai, que estava no computador, diz: " E as imagens passam a toda a hora, isto não é jornalismo. É um incentivo à matança. Os terroristas querem ver isto".

Voltou ao que fazia, com uma dor tremenda, as lágrimas nos olhos...

A minha sobrinha tem dois filhos pequenos.

Com dor no coração, despedi-me dela (ela não gosta de despedidas), abracei-a e comentei: "Vai correr bem, dá notícias logo que chegares."

Se antes de ter  os filhos viajava com a maior das facilidades, sem medos, agora que os tem, cada viagem é uma preocupação. 

Dentro de cinco meses, no Natal, voltarão, se Deus quiser.

 

 

Cantinho da Casa

o meu sobrinho neto

por Maria Araújo, em 05.07.16

mais novo, nem sempre come bem.

Hoje, enquanto a mãe foi tratar  de assuntos importantes, os dois dormiam, eu lia a revista do Expresso, até que o mais novo dá sinal de acordar.

Fui ao quarto, pensei que ia chorar por não ver a mãe.

Perguntou por ela. Com a minha voz calma disse: " a mãe foi comprar leite para o Francisco".

Peguei nele, trouxe-o para a sala. Já tinha preparado um biberão de leite, porque a papa, nem sempre a come. Aliás, tem dias que come bem, tem outros que não come quase nada.

Não chorou, perguntava pela mãe, ia falando com ele, mostrava os ciclistas da volta à França, entretinha-o.

Não queria o leite.

Estivemos nisto cerca de quinze minutos, até que disse: "Francisco, toma tu o leite".

O miúdo (18 meses) agarra o biberão e leva-o à boca. Pareceu-me que trincava a tetina, até que vejo-o consolado a beber o leite. E tomou-o todo.

Fui à cozinha buscar bolachas. Quando não quer, ele diz "não".

Hoje, comeu 3 bolachas.

A mãe chegou, o malandro começou com as traquinices dele.

Acordámos o mais velho, foram para a piscina de uma amiga.

Aproveitei para dar um salto ao centro comercial, fui ao saldos.

Cada ano que passa é a mesma coisa. Gosto das coleções, acho tudo giro, mas entro nas lojas, nada tem a ver comigo. 

Tenho saudades dos tempos que comprava vestidos giros na MD, agora, praticamente, não os há. As túnicas invadiram as lojas, implico com tudo. Só vejo flores e rendas. Não gosto de nada.

Fico com a ideia que há roupa de mais nos saldos, não me parece que seja tudo deste ano.

Há misturas, certamente. Vejo muitos monos.

Desisti de procurar vestidos, entrei na Women's Secret, dei uma olhada aos biquinis. Os mais giros não eram forrados, até que, encontrei um modelo com com forro.

Fui aos provadores. Adorei ver-me com ele.

Vira um vestido de praia que gostei. Fui buscá-lo, vesti. Trouxe as duas peças.

Paguei e regressei a casa, cansada e cheia de sono.

Procurar nos saldos não é para mim,

Cuidar de crianças dá trabalho e responsabilidade. 

 

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Cantinho da Casa

Panamá Papers, uma história

por Maria Araújo, em 16.04.16

 

para contar às nossas crianças... e aos adultos menos entendidos.

(recebida por e-mail).

 

 

Digamos que Luisinho guardou as suas poupanças num porquinho mealheiro numa prateleira do seu armário.

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Mas a sua mãe continua a controlar quanto dinheiro põe e tira de lá e você não gosta disso.

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Por isso arranja um segundo porquinho mealheiro…

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… E leva-o para a casa do Joãozinho.

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A mãe do Joãozinho, ao contrário da sua, está sempre ocupada, por isso não perde tempo a controlar porquinhos mealheiros. Assim pode manter lá o seu em segredo, sem que ninguém o controle.

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Outro miúdo lá da rua soube disto achou uma boa ideia e seguiu o seu exemplo.

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E com ele todos os outros miúdos do bairro seguiram o imitaram. Todos arranjaram um segundo porquinho mealheiro que guardaram no armário do Joãozinho.

 

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Só que um dia a mãe do Joãozinho estava a fazer limpezas e descobriu todos os porquinhos mealheiros.

 

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E ficou tão zangada que chamou os pais de todos os meninos do bairro para lhes dizer que os filhos escondiam lá os seus porquinhos mealheiros.

 

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Pois bem, foi isto que aconteceu durante anos. Sendo que a sua mãe é as Finanças do país onde reside, o Joãozinho é o Panamá e você e os miúdos do seu bairro são alguns dos políticos e personalidades de referência do nosso mundo.

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A coisa fica ainda um pouco mais complexa. Há quem tenha levado o dinheiro para a casa do Joãozinho apenas porque queria maior privacidade, e também há quem tenha levado o porquinho mealheiro para a casa do Joãozinho porque o dinheiro que lá metia era roubado a meninas escuteiras que vendiam bolos, e não queriam que os seus pais lhes fizessem perguntas sobre onde conseguiam esse rendimento extra. Há ainda meninos que escondiam dinheiro no armário do Joãozinho porque esse dinheiro provinha dos bolsos das suas mães, logo não podia ficar em casa.

 

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Seja como for todos os meninos que puseram dinheiro na casa do Joãozinho têm um problema nem mãos, é que há uma regra unânime em todas as casas: não são permitidos mealheiros secretos e fora do controlo parental.

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Agora resta esperar que a mãe do Joãozinho investigue com maior detalhe todas as atividades que se passavam no armário do filho, de forma a que todos os meninos possam ter o castigo adequado.

 

FIM.

Cantinho da Casa

pelo autismo

por Maria Araújo, em 26.03.16

Fui ao Pingo Doce fazer compras. Na caixa, depois de a funcionária passar as compras, ela pega num pequeno papel e diz-me com uma voz quase de piedade, que me deixou desconcertada:

- A senhora não quer colaborar para uma corrida de crianças autistas? 

Mostra-me o papel (nem reparei que tinha o valor) e continua:

-É para as crianças autistas.

Pergunto:

- Qual é valor?

- É um valor simbólico de 2,50 € . O Pingo Doce oferece uma água e...

- É caro - comentei

- Eu sei que para esta altura de gastos, custa um pouco, mas as pessoas têm sido compreensivas e têm colaborado.  

Comentei para o meu decote: "2,50 €  e o Pingo Doce só oferece uma água?

Interrompi-a:

- Muito bem, eu colaboro, mas porque é para apoiar as crianças.

Quase estive para lhe dizer que o Pingo Doce tem muito dinheiro para apoiar a corrida, e 2,50  € era demais, porque afinal fazem publicidade e quem paga são os consumidores.

- Obrigada - responde-me, - É de facto uma grande ajuda - acrescentou.

Paguei, deu-me o papel, que guardei na carteira.

Há pouco, lembrei-me de o ver.

Afinal, o kit inclui uma água, uma maçã, e uma T-shirt. 

Mesmo que  o kit não fosse este, colaborava à mesma, porque pelas crianças o pouco é muito, mas que o Pingo Doce tem lucro nisto, tem.

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Cantinho da Casa

que nojo!

por Maria Araújo, em 15.01.16

quando a casa de banho está nestas condições.

E por que detesto casas de banho públicas, hoje, no ginásio, quando vou fazer o meu xixi, uma das portas estava entreaberta, empurro, devagar, porque já aconteceu várias vezes estar ocupada, eis que, mais uma vez, estava sentada na sanita, uma senhora, que, quando me vê, empurra a porta e o habitual "está ocupada" para eu não entrar..

Pedi desculpa e comentei para os meus botões " porque diabo não fecham a porta? ou se não querem fechar estendam o braço a prendê-la, como faço quando percebo que pode ser "perigosa" e ficar presa. Que nojo! sentada na sanita!" 

Não consigo sentar-me na sanita e se por acaso o tampo fica com pingos, antes e/ou depois de a usar, limpo-o, gesto que a maioria das mulheres não faz. E há as crianças que se sentam nas mesma sanitas que as mulheres usam. Na porta ao lado, estava sentada na sanita uma miúda que não teria mais de 4 anos.

Quando uma criança vai à casa de banho, se a auxiliar não vai com ela, cubro o tampo com papel higiénico, pego nela e sento-a. Espero, ajudo-a a sair da sanita, pego no papel e ponho no balde do lixo. 

E por que faço isto? Porque me mete nojo e receio as infeções.

A sanita devia ser como a da imagem...

17 Seemingly Harmless Bathroom Habits That Are Actually Disgusting

imagem BuzzFeed

 

adenda ao post, aqui.

Cantinho da Casa

Make-A- Wish e Holmes Place

por Maria Araújo, em 13.12.15

 

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A Teresinha, o Francisco e o Tiago já viram os seus desejos realizados pela Make-A.Wish e querem, agora, passar o testemunho a outras crianças. Juntos são os super-heróis Make-A-Wish, os protagonistas da campanha de Natal da associação que tem estrelas à venda em troca de donativos.

Sob o mote “Alegria, Força e Esperança. Para Fazer a Magia do Natal”, a campanha, que contou com o trabalho da By, UM e GCI, está presente em televisão, imprensa, online e rádio. Já a aquisição das estrelas Make-A-Wish pode ser realizada através da loja online da associação ou na sua página de Facebook. As estrelas também podem ser encontradas em áreas de serviço Eurest, nos centros comerciais Multi Portugal, centros comerciais Dolce Vita e nos clubes Holmes Place.

A aquisição de uma estrela Make-A-Wish Portugal representa um donativo mínimo de um euro que reverte na totalidade para a realização de desejos de crianças com doenças que colocam em risco as suas vidas.

 

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Quem entra no Holmes Place, vê uma árvore de Natal com as estrelas Make-A-Wish. 

No início do mês, achei estranho a árvore ter poucas estrelas, vi que têm o nome da organização e o NIB, mas também não me dei ao trabalho de perguntar o que deveria fazer para contribuir, embora o desejasse.

No balcão da receção e nos placards de corredor de acesso aos estúdios, tinha a programação de aulas de lançamento das novas coreografias, para ontem, dia 12.

Entretanto, esta semana, as paredes e vidros dos estúdios estão decorados com grandes estrelas, de várias cores, com uma palavra escrita : magia, alegria, sonho, esperança... e foi-nos dito, numa das aulas, que quem participasse nas novas coreografias, se pudesse, tivesse e quisesse,  traria vestido uma peça de cor de acordo com a modalidade , conforme indicação nos placards.

De manhã, convicta de que tinha a aula de Pilates, que fora substituída pela aula de Active8, a funcionária da receção insistiu que fosse a esta, que era muito boa, não é de grande esforço, e acabei por aceitar. Não estava inscrita, havia senhas, fui e gostei (mais uma modalidade a pensar praticar).

De tarde, fui ao lançamento de Bodybalance, vesti uma t-shirt  verde. Das cinco professores(as) que estavam lá para, à vez, apresentarem a nova coreografia, a primeira explicou o porquê da decoração da sala com as estrelas Make-A-Wish.

E foi então que, à saída do ginásio, procurei as moedas de 1 euro que tinha no porta-moedas e deixei-as lá na caixa mealheiro que estava em cima do balcão.

Escolhi uma estrela, escrevi uma frase, e coloquei-a na árvore que, felizmente, já estava bastante cheia.

Esta semana, cada dia que for ao ginásio, deixarei uma moeda, e mais um estrela de magia vou colocar na árvore "dos sonhos de uma criança".

 

Cantinho da Casa

a outra carta

por Maria Araújo, em 04.11.15

 

um vídeo espanhol publicado em 2014 mas que pode ser lembrado todos os anos, sobretudo agora que já se vêem as lojas repletas de decorações e brinquedos de Natal.

vídeo daqui.

 

 

 

 

 

 

 

Cantinho da Casa

um pequeno grande gesto

por Maria Araújo, em 25.07.15

quando Johnny Depp, vestido de Capitão Jack Sparrow, visita crianças com cancro, num hospital em Brisbane, Austrália.

 

 

Cantinho da Casa

"Liberdade é uma coisa, permissividade é outra"

por Maria Araújo, em 13.07.15

Quando os filhos pequenos querem controlar os pais, sobretudo quando há uma irmã(o) bebé, fazem de tudo e sabem como chamar a atenção dos seus (pro)genitores.
Tenho verificado este comportamento no meu sobrinho neto em relação aos cuidados que a mãe tem de dar ao bebé, quase sempre na hora do almoço e quando o vai deitar, em que arranja maneira de chamar a sua atenção, falando alto, batendo com o garfo na mesa...

Por mais que a mãe o repreenda e diga que o vai castigar, só quando vê o desespero dela, cala-se. Depois, pede desculpa. Ele sabe quando e como pedir a atenção da mãe.

Um exemplo disto, está no excelente post que a blogger equilibrosa intitulou de "A Geração de Reizinhos".

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"Como quiser, sua alteza!" - foi só o que me faltou dizer pro meu filho no fim de semana passado. Eu não sei explicar exatamente como chegamos neste ponto, mas o fato é que, num estalar de dedos, saquei quem estava no comando. E não era eu. E não era a primeira vez. Desde que meu príncipe, digo, meu filho, nasceu, estou em alerta para fazer minha autoridade e a necessidade evidente de diálogo entre pais e filhos andarem lado a lado. Tudo precisa estar em equilíbrio, isso é fácil entender. Mas não é mole: a qualquer escorregada - e quem não escorrega? -, as proporçōes se desarranjam, e fica difícil saber qual cenário é mais comprometedor.

No sábado, deixamos de fazer uma visita matinal aos avós porque ele queria brincar em casa. Depois, de tarde, deixei de ir numa festa junina encontrar quem eu queria e comer uma canjica quentinha porque ele estava mais interessado em rever "Toy Story". No domingo, antes dos dedos estalarem e eu enxergar o que se passava, já íamos repensando o plano de fazer um lanche fora de casa porque ele não queria. Vossa majestade, 3 anos, não estava com fome.

Existe uma lista de explicaçōes para o fato de nós, bem intencionados pais de agora, estarmos cedendo em grande medida aos caprichos dos nossos filhos. Muito tempo fora de casa - e pouco tempo com eles - talvez seja o principal. Tentamos compensar, como se uma coisa fosse substituir outra. Aqui em casa, porém, acho que pesa muito a chegada do irmão, e o impulso quase orgânico que sentimos de fazer o mais velho se sentir prestigiado, considerando o prestígio natural que um recém-nascido tem. De qualquer forma, pode chamar de culpa. É ela que nos faz expandir os limites do diálogo e deixar o "eu não quero" virar "eu não vou".

O que me preocupa não é a perda da autoridade pela autoridade - não sou mandona, acredito imensamente na construção de uma relação familiar saudável em torno do diálogo, e fico aflita só de ver determinadas relações construídas em torno do autoritarismo vazio. A questão, aqui, é que, considerando a necessidade de proteção e de comando que uma criança tem, vejo claramente: não estamos ajudando em nada quando deixamos que escolham tudo, desde a pasta de dente que vão usar até o lanche da família. Existem escolhas de criança e escolhas de adulto. Me dá imenso prazer vê-los fazer suas escolhas, e isso acontece todos os dias, desde as primeiras semanas de vida. Mas não é razão pra eu deixar de tomar as decisōes que competem a mim. 

Liberdade é uma coisa, permissividade é outra. E é um desafio enorme, no tumulto do dia a dia, diferir as duas. Mas permissividade faz mal, deixa uma conta cara para a família - e a sociedade - pagar e pode até transformar a liberdade em caos.

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