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há sempre uma pecita...

por Maria Araújo, em 21.03.18

Há dias  que me apetece almoçar fora de casa (são poucas as vezes, gosto de comer o que cozinho)  e quando isso acontece, penso no Ikea, pelo espaço, pelos pratos simples e variados, e aproveito para ver as novidades. Pensei no arranhador para a gata, era o pretexto para umas compras.

Para almoço, a menina sugeriu o lombo de bacalhau com broa, comentei que não aprecio o lombo, que prefiro a badana, comenta ela:" engraçado, a minha mãe também não come lombo, gosta da badana", optei pelo bacalhau espiritual.

Depois da nata e do café, calmamente, fui ao meu "passeio" pelos expositores. Prometera comprar o mínimo posssível,o aspirador avariara, a batedeira eléctrica há muito que pifou, batia as natas e/ou claras com o batedor, a obra na garagem, tinha de me controlar nas compras, mas não deixei de trazer umas toalhas, que não precisava mas gostei da cor, umas latas para os chás que não cabem na caixa grande e quero separá-los, vi uns tapetes coloridos e giros, peguei, pensei neles para o escritório " fica para mais tarde" , pensei; vi  umas tijelas, gostei da cor,  e como gosto de as ter de cores diferentes para usos diferentes, aproveitei o preço e comprei, e depois apaixonei-me pela cor da capa de almofada para o sofá; pareceu-me fofa uma almofada de dormir, não me lembrara que em tempos comprara uma igual, não me dei com ela, estou habituada à dureza da minha, estão as duas guardadas para os sobrinhos ou visitas que em determinadas ocasiões dormem cá, e foi já em casa que me lembrei que não comprara o arranhador para a Kat... e fora este que me levara lá.

Não posso ir a esta loja, há sempre uma pecita que me entusiasma a trazê-la para casa.

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Cantinho da Casa

os prazos de validade

por Maria Araújo, em 18.01.18

Sempre que vou às compras, tenho atenção aos prazos de validade, sobretudo dos lacticínios.

A manteiga é um dos produtos que menos gasto cá em casa, logo, quando a compro, faço as contas ao tempo que poderei gastá-la dentro do prazo, ou até uma ou duas semanas depois da validade, e porque gosto de a ter no frigorífico para alguma emergência à falta de margarina para algum bolo ou cozinhado.

O que acontece é que a maioria das vezes que ponho manteiga no pão, uso a Mimosa ou a Matinal, é quando faço torradas ou apetece-me aquecê-lo um pouco.

Quando os sobrinhos andavam no 1º ciclo, e mais tarde no secundário, nas escolas aqui da zona, almoçavam  comigo, por vezes comiam manteiga com pão e não pão com manteiga, ela gastava-se rapidamente.

Agora, são inúmeras as vezes que, quando me lembro de ver o prazo de validade, como foi o caso desta última embalagem, chega a passar um mês e, como é óbvio, vai para o lixo. 

Um produto que compro de longe a longe é a massa folhada, que adoro. Tenho o cuidado de ver o prazo, mais uma vez faço contas ao tempo que poderei cozinhá-la, compro normalmente duas embalagens.

Nas férias de Natal, a Sofia almoçou comigo,usei uma das embalagens. Sabia que deveria cozinhar a outra o mais breve possível, mas mesmo que passasse uns dias da validade, não havia nada a temer.

Hoje, pensei fazer  um prato  de massa folhada com bacalhau e espinafres ( adoro este legume) com molho bechamél ( que faço na hora).

Quando a tirei do frigorífico, reparei que o prazo de validade acabara há 9 dias. Não me preocupei, visto que há produtos que se aguentam por mais uma ou duas semanas, não estava empolada, nada a temer, pensei.

Abrindo a embalagem para estender a massa, esta rachou em várias partes. Não me recordo de alguma vez  ter acontecido isto, vim procurar na net. Mas não encontrei nada que me fizesse entender que o facto de ela rachar fosse sinal de estragada.

Continuei o meu cozinhado e quando decido pôr o recheio na massa, peguei nela, cheirei-a. Parecia-me boa. Virei-a, volto a cheirar e, dedididamente: " vai para o lixo!"

Amassei-a entre as minhas mãos e, infelizmente, deitei-a para o lixo, ao mesmo tempo que comentava para o meu decote: " Isto não pode ser, Maria. Tu não és mulher de desperdiçar nada. Tens de ter cuidado com o que compras. Em vez de comprar duas, compras uma. Se precisares de alguma coisa urgente, tens um supermercado à tua porta".

E o que fiz com o recheio?

Cobri a travessa de pirex com molho béchamel, coloquei o refogado de espinafres e as lascas de bacalhau em cima desse molho, pus uma fatia de pão de mistua em cima do refogado, cobri-o com o restante molho, e foi ao forno.

Não gosto de encher o prato e detesto que me sirvam enchendo o prato de comida. Ponho no prato o suficiente, sirvo-me as vezes que me apetecer.

Comi tudo.

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Numa semana foram para o lixo, metade de uma embalagem de manteiga, os cogumelos acabados de comprar, ontem, e a massa folhada de hoje.

Não posso, nem devo, repetir isto.

Mas quando vem alguém a casa e quer manteiga e não tenho, sinto-me mal.

 

 

 

 

Cantinho da Casa

onde estava a minha cabeça?

por Maria Araújo, em 05.01.18

Acordei de madrugada com a forte carga de chuva que caía lá fora. Olhei o relógio que marcava 4h45. 

Pensei neles, nos meus familiares, no tempo que faria quando levantassem vôo, se não haveria o caos de ontem, nas longas horas de viagem.

Tente desligar-me destes pensamentos, mas o sono não queria voltar.

Não sei por quanto tempo a minha cabeça vagueava em preocupados pensamentos. E acordei por volta das 8h.

Voltei a adormercer, o relógio despertar-me-ia às 9h20 para ir ao ginásio.

Quando me levantei, verifiquei o telemóvel: " Não há SMS, está tudo a correr bem, estão, de certeza, a embarcar".

Fui para o ginásio descomprimir a minha coluna. Uma aula com muitos exercícios de cabeça para baixo, sub-me bem.

Saí do ginásio, fui fazer umas compras, dirigi-me, de seguida, para o Braga Parque para  levantar  uma encomenda de roupa para os meninos (que não chegou a tempo) "fica para o próximo outono-inverno", dizia a minha sobrinha.

Passei pela Tiger para comprar uma agenda.

Quando vou para pagar com o cartão multibanco, não estava na carteira.

Pagara todas as compras em dinheiro, esquecera-me de levantar, decidi pagar com o cartão.

Fiquei à toa. Tirei todos os cartões que tinha, tirei tudo da mala, a menina dizia que guardava a agenda e ia levantá-la quando quisesse. Eu não queria comprometer-me com ela. Pensei  em voz alta se pagara alguma compra, ontem, mas não me lembrava de o ter feito.

Só me lembrava do cartão do supermercado, se não teria tirado juntamente e deixara esquecido na caixa. O feed back que fiz dizia-me que, provavelmente, teria deixado na máquina multibanco, quando levantei dinheiro ontem.

Nada mais me vinha à ideia do que teria feito com ele.

Estava cheia de fome, os ponteiros caminhavam para as 14h, a minha cabeça magicava no cartão, teria de ir ao banco, ainda hoje, cancelá-lo e pedir um novo.

Quando vou para o parque, saí sabe-se lá onde, não encontrava o carro. Reparei que no lugar onde eu estava há um espaço de lavagem de carros, que desconhecia, não me lembrava de ter ter reparado nele quando fora pôr as primeiras compras no carro.

Procurei, procurei, até que me lembrei que entrara naquele andar mas não naquele espaço. 
Já estava a desesperar, a fome apertava, fui na direcção oposta, andei mais dois "quarteirões" e lá estava o meu velhinho carro.

Cheguei a casa, virei a mala do avesso, tirei todos os cartões de lojas e espalhei-os na mesa. Nada.

Fui preparar a refeição, tirei as compras do saco de plástico e, de repente, vejo algo vermelho. Era ela o  meu cartão, no fundo do saco.

O meu sorriso de alegria e de alívio de o  encontrar, por não ter de pedir dinheiro emprestado durante uns dias, não ter de ir ao banco cancelar e pedir outro.

E a minha cabeça perguntava-me como teria feito isto.

Se não paguei as compras com o cartão, como diabo foi aparecer no saco de plástico?

O mais certo foi ter feito o que faço muitas vezes: tiro o cartão do supermercado, dou à operadora de caixa para fazer a leitura na máquina e de seguida tiro o multibanco quando quero pagar com este. 

Ora hoje, apeteceu-me pagar em dinheiro, logo, o que presumo ter feito foi, por distracção, pondo as compras no saco, teria o cartão na mão e distraída ele foi com elas.

Raramente perco cartões ou dinheiro, sou muito cuidadosa, não gosto de os perder.

Fico atada, não sei o que e como fazer se não os tenho.

 

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Cantinho da Casa

1° dia de Inverno

por Maria Araújo, em 21.12.17

que chega hoje, resolvi fazer as compras de legumes e frutas em Apúlia.

Feitas estas, vim dar uma volta pela praia. Estou neste momento na esplanada frente ao mar a usufruir de um sol quente, maravilhoso, enquanto não chega a baguete de frango com tomate e ovo, o panachê.

Várias famílias,  casais jovens, um deles estrangeiro, mochilas no chão,tomam a vitamina D que o sol nos oferece, gratuitamente.

Na praia, estava um homem em calções, fazia ginástica, outro no relvado junto a um café fazia os seus exercícios de iôga.

Passando pelo pequeno edifício do Socorros A Náufragos, porta aberta, entrei e pedir autorização para fotografar o interior.

Ninguém por ali. E tirei umas quantas fotos.

Tirei o meu agasalho, estou a deliciar-me com a refeição simples e o panachê.

Está quente, tirei a camisola, a t-shirt que visto é suficiente.

Chega hoje o Inverno, mas aqui na praia está uma temperatura de Primavera.

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FELIZ NATAL.

 

 

Cantinho da Casa

a preparar o Natal

por Maria Araújo, em 20.12.17

De manhã no ginásio, à tarde em casa a arrumar e preparar o Natal.

Amanhã é dia de ir ao mercado municipal comprar a hortaliça, os olhos de couve (que detesto) as batatas, o jerimu,  a fruta para a salada.

Entretanto, os lombos de bacalhau, que é muito bom, já estão de molho. Amanhã, vão as badanas ( as partes que mais gosto), vou encomendar o bolinhol e o bolo-rei ( que adoro).

Uma noite descansada.

 

Cantinho da Casa

um momento de saudade

por Maria Araújo, em 12.11.17

A Sofia veio de fim de semana, convidei-a para almoçar cá em casa. A mãe tinha um almoço com os colegas do tempo de escola. 

Nunca lhe digo o que é o almoço, mas no tempo que  almoçava comigo, perguntava " o que vamos comer?!"

Desta vez não perguntou, mas quando viu o arroz de lulas que fiz, que estava muito bom, saiu o comentário: " Hum, que bom!". 

No final do almoço, queria que fossemos ao Braga Parque. Não gosto de ir ao centro comercial ao fim-de-semana, mas estando ela no Porto e raramente vai ao centro da cidade, fiz-lhe a vontade. Queria ver umas peças de roupa.

Aliciei-a a irmos a pé, mas cansada que anda de estudar e dos testes que teve na faculdade, fomos de carro.

Na loja, escolheu camisas e uma malha polar. Paguei tudo!

Não fomos a  mais nenuhma loja, saímos do centro, estacionei o carro junto à minha garagem. Queria pagar-me o lanche.

Gulosa qb, adora a Spirito, sempre com fila para, sobretudo ao sábado.

Escolheu um cupcake e uma bebida de chocolate.

Há muitos anos que eu não tomava um chocolate quente, apeteceu-me, pedi o copo pequeno.

Soube-me muito bem o quentinho da bebida, mas enjou-me um pouco.

"Quanta caloria, Sofia!", comentei.

E era vê-la deliciar-se, calmamente, como sempre foi a comer, o doce.

Fez-me recordar em criança o tempo que demorava a comer de tão bem que lhe sabia. E fazia um som, humm, humm, humm, qque eu achava piada e deixou de o fazer a partir do momento que entrou para a escola.

Saudades desse tempo. E já tem 19 anos.

 

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Cantinho da Casa

fiz as primeiras compras de Natal

por Maria Araújo, em 09.11.17

Um dia sem descanso, de manhã fui às compras ao mercado municipal, depois do almoço fui ao cemitério ver como estavam as flores do passado Dia dos Fiéis Defuntos.

Encontrei uma amiga que ia ao funeral da sogra do meu primo. Ontem, cruzei-me com ele, dei-lhe um beijinho e ele não me disse nada.

À saída do cemitério, com a minha amiga à minha espera no café para conversarmos um pouco, encontrei-o, dei-lhe os pêsames e pedi-lhe desculpa por não ter participado no funeral, e diz ele: "ontem, quis dizer-te, mas saíste tão apressada da padaria que desisti".

Meia hora no café a pôr a conversa em dia: dos nossos sobrinhos, dos meus  sobrinhos netos, do trabalho, das caminhadas que o grupo de Fátima tem feito... Pedi-lhe que falasse com elas e pensassemos voltar a Fátima no próximo ano. Despedimo-nos, segui para o Braga Parque. Precisava de comprar um presente para uma amiga aniversariante na próxima semana, entrei na Zara Home, comprei umas peças em promoção para prendas de Natal. Fui pôr os muitos sacos no carro, voltei ao centro comercial.

Terça-feira passara pela feira semanal para comprar malhas polares para andar em casa, mas não vi nada que me agradasse, fui à Primark. Comprei a roupa que queria, toalhas de mãos para as visitas de casa, velas perfumadas. Eram 20h30, não comera nada durante a tarde, pensei jantar  alguma coisa por lá, mas dispenso fast-food, desisti.

Fui na direcção do Continente, meti gasolina no carro, entrei no hipermercado, passei na secção de roupa de senhora para ver as malhas que esta senhora adora e que já me fez comprar um casaco quentinho nos saldos de Janeiro passado. Andara pela secção em princípios de Outubro à procura delas, mas ainda não tinham chegado, nunca mais passei no hipermercado, ficaria para quando lá fosse e hoje encontrei-as com um promoção, daquelas que não costumo alinhar " leve duas por x", mas estas não podia perder. Não havia camisolas de meia gola, as de gola alta não uso, trouxe dois casacos de malha.

Passei no pão, comprei mais umas coisas, estava cheia de fome, cheguei a casa comi um prato de sopa, quatro fatias de pão com queijo e fruta.

São 23:40h, vou sentar-me um pouco no sofá que amanhã é dia de "work out" no HP.

 

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Cantinho da Casa

coisas do meu dia

por Maria Araújo, em 28.09.17

gosto de caminhar, não faço conta aos quilómetros, deixo-me ir descontraidamente, páro, tiro fotografias, altero os caminhos.

quando caminho porque planeio fazer compras ou por que tenho planos para o dia, a coisa funciona de outra forma.

hoje de manhã, decidi ir ao mercado municipal comprar fruta e como não queria ir de carro, porque não precisava de grandes compras, calcei os ténis e fui a pé.

entretanto, fui ter com a vendedora de legumes, que tinha sido operada há algum tempo e no seu lugar esteve a filha, queria saber se estava a recuperar bem e aproveitar para reclamar os marmelos e maçãs que tinha comprado há quinze dias, que dos 4 kg de ambos os frutos, não se aproveitou quase nada porque estavam podres.

os marmelos tinham bom aspecto, as maçãs não eram as mais bonitas, mas como eu queria para misturar com os marmelos para fazer marmelada e geleia, não comprei das melhores. e as vendedoras têm à mostra um peça de fruta cortada para mostrar ao cliente que a fruta é sã, acreditei no que vi, escolhi as melhores e trouxe para casa.

as maçãs não estranhei, mas os marmelos foi uma decepção, porque eram sãos por fora e ao abri-los com a faca, estavm podres. consegui apenas três tijelas de marmelada e um pequeno frasco de geleia.

quando manisfestei o meu descontentamento com as compras que fizera há 15 dias, e lhe disse que, na minha opinião, a fruta que a filha vendera naquele dia fora toda apanhado do chão porque estava podre, ela ficou tão envergonhada que me disse para escolher os marmelos e as maçãs que quisesse e para compensar fazia-me tudo mais barato.

comentei que não dissera aquilo para me compensar, mas porque não deve vender o que sabe que está estragado, e a continuar, perdia clientes em vez de conquistá-los.

ela insistia que escolhesse o que quisesse, disse que não, agradeci, apenas era um reparo que lhe fazia.

ela pega em sacos, vai aos cestos, escolhe a fruta, cerca de 4 kgs, e diz-me que aquilo é para mim e que faz-me um preço mais barato.

comprei mais umas pequenas coisas. 

mas quando dei por mim o peso era demais. são cerca de 15 minutos a pé do mercado a casa, pedi que guardasse os sacos, mais o das compras que tinha feito noutra bancada, porque ia buscar o carro.

era impossível andar a pé com todo aquele peso.

antes do almoço, liguei ao electricista, que estivera cá em casa há uma semana, para enviar a factura e pedir que viesse ver duas tomadas da cozinha que não tinha corrente.

respondeu-me que ia ver como estava o serviço com o funcionário, que me ligaria depois do almoço.

comentei que às 14h tinha o meu tratamento de fisioterapia, esperava então a sua confirmação para marcarmos uma hora.

às 14h15 não tinha recebido chamada alguma, liguei para a clínica a informar que não ia, mas a técnica de saúde disse que até às 18h podia aparecer e fazia o tratamento.

ora às 15h30 convicta que hoje já não tinha o electricista, meti pés ao caminho e fui à fisioterapia.

são cerca de 20 minutos a pé ( depende do calçado que levo ). sentei-me à espera que viesse alguém à recepção, que vê quem está para tratamento e tira a ficha,  e com a minha paciência, porque sabia que tinha de esperar, não era aquela a minha hora, dez minutos depois, toca o telemóvel, atendo, ouço a voz do electricista que me diz que em meia hora estaria cá em casa.

levanto-me, saio da clínica, volto para casa. as técnicas de saúde nem deram pela minha presença.

o electricista chegou, fez a reparação, saiu. 

vi as horas. eram 16h50, ainda estava a tempo de fazer o tratamento. mas tinha de andar mais 20 minutos e depois o regresso.

está uma tarde quente, já tinha transpirado qb, desisti e deixei-me ficar em casa.

quando faço muitos quilómetros porque quero e preparo-me para isso, não dou por nada e sabe-me bem.

andar de um lado para o outro, na cidade, porque os planos alteraram-se, fico sem vontade.

e hoje tinha feito planos para ir a pé visitar a minha amiga Alice.

 

Cantinho da Casa

fica o multibanco

por Maria Araújo, em 08.09.17

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Fui ao banco para cancelar o cartão (com descontos em compras) que tenho há dois anos e meio. As despesas eram maiores que os benefícios, não se justificava mantê-lo.

Por motivos que não interessa contar, passei no balcão perto de casa, expliquei o que me levava a não poder falar com o meu gestor de conta.

Quem me atendeu disse que resolvia o assunto mas teria de encaminhá-lo para ele que, entretanto, iria ligar-me. E perguntou-me se queria mesmo cancelar o cartão.

Preenchidos os impressos,  mas antes de os assinar, a pessoa liga ao gestor de conta a explicar o que se passa.

Do outro lado da linha, ele teria manifestado o seu desagrado ( e eu já o avisara que ia cancelar o cartão), pois, do lado de cá, ela perguntava-me se não queria voltar atrás; se não me arrependeria; que ele ficava zangado comigo; se era mesmo isto que queria; o cartão é bom; tenho descontos ...

A resposta que passei foi quando era interesse do banco, ligavam a  fazer-me propostas disto e daquilo. Estava na hora de eu decidir o que queria dele. E não queria o cartão.

Quando tal ela comenta com ele que será melhor aceitar o cancelamento não fosse eu levar a conta também.

Eu sorria e acenava com a cabeça que sim.

E desligou.

Só entre nós ( tenho uma amizade especial com esta pessoa),  entrei em  alguns detalhes. Quando os miúdos andavam por aqui, fazia uso do cartão, pagavas as despesas mensais, usufruía dos descontos e da anuidade. 

Este ano, vieram com o seguro mensal associado à conta, os descontos que tinha não compensavam manter um cartão que ficava dispendioso.

E foi desta que me desfiz de mais um encargo que só beneficiava o banco.

Fica o multibanco.

 

 

 

 

 

Cantinho da Casa

as nossas rotinas

por Maria Araújo, em 22.06.17

 

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Fui ao mercado fazer as compras, estacionei o carro no parque.

De repente, fez-se me luz que não tinha o porta-moedas onde guardara o cartão multibanco e os trocos, porque ontem, que não tinha carro, não tinha documentos, fora para o ginásio de autocarro, levara o mínimo possível numa pochete, .

Quando cheguei a casa, tirei tudo da pochete.

No parque remexo a carteira, para ter a certeza que o tinha comigo. Mas não, não tinha.

Fiz um feedback aos meus gestos habituais, e foi então que me lembrei que deixara o porta-moedas na cómoda, no meu quarto. Nunca deixo aqui nada, costumo guardar numa das carteiras ou na antiga mesa que tenho no hall, onde deixo sempre a chave do carro.

" E agora? Não tenho o cartão multibanco, não tenho porta- moedas, como vou fazer as compras e pagar o parque?!"

De repente, lembrei-me que, para usufruir de gasolina mais barata à terceira terça-feira do mês, ( acabei por não meter gasolina porque estava sem carro) e que uso para algumas compras extra, metera na carteira este cartão,  poderia levantar dinheiro.

E assim foi.

Se não tivesse este cartão, o carro ficaria no parque, enquanto eu vinha a pé, a casa, buscar o porta-moedas com o cartão multibanco e os trocos que davam para fazer as compras todas no mercado.

Um gesto fora da rotina, descontrola a mente.

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