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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

famílias tradicionais

Maria Araújo, 11.07.14

(imagem da web)

 

 

Ontem, regressando do ginásio,  ouvia as notícias no carro. Uma que me chamou a atenção foi que Portugal teve a taxa de natalidade mais baixa da Europa, no ano de2013.

Com muitos jovens fora do país, muitos não tencionam voltar, com a falta de emprego e condições de vida para constituírem família, como pode a natalidade aumentar?


Tenho duas sobrinhas fora do país. A mais velha está no Rio de Janeiro, vem duas vezes por ano a Portugal (segunda-feira estará por cá a passar férias) tem um filho que faz dois anos no final deste mês; a outra, grávida de cinco meses, vive há oito anos na Irlanda.

 

Há cerca de uma hora, liguei à sobrinha do Brasil. Queria saber a que horas chega a Portugal e mais umas coisinhas sobre o meu sobrinho neto.

A sobrinha da Irlanda vem sempre a Portugal em junho. Nunca passa o Natal cá. O bebé dela nascerá em outubro.

 

Ora tendo eu onze sobrinhos, seis destes nos trintas, com idade para ser pais, os que vivem cá não querem ter filhos porque acham que não têm condições para isso.

 

Os que vivem fora do páis, não os temos nós aqui e isso deixa-nos com alguma tristeza por não podermos acompanhar o crescimento dos nossos sobrinhos netos.

Eu peço aos que vivem cá, embora estejam fora de Braga, que dêem o seu contributo para o aumento da natalidade, mas o pedido não pega.

 

Vendo o número de reformados que param no centro da cidade, os idosos que aumentam nos lares, as escolas que fecham por falta de crianças e a idade que avança a passos rápidos, dentro de alguns poucos anos, será este o país com mais idosos na Europa.

 

E  por falar  em natalidade, tenho pensado muito numa "cena" que presenciei aquando da minha última visita a Lisboa.

Passear em Lisboa e não visitar os Jerónimos e todos aqueles monumentos históricos de Belém, não é passear, pelo que nesse domingo à tarde, não havendo fila para entrar nos Jerónimos, desafiei  a minha amiga Lia a entrarmos.

 

Decorria uma cerimónia de ordenação de presbíteros, que a Lia fez questão de ver.

 

Mosteiro cheio, vi que, sentadas no chão, junto aos bancos, um grupo de crianças se entretinha a fazer desenhos. Três meninas com idades entre os 8 e os 5 anos, vestidas de igual, laços nos cabelos, um menino não teria mais de 4 anos, 2 meninas vestidos diferentes juntavam-se ao grupo.

 

Mais atrás, junto ao banco, um carrinho de bebé mostrava um menino que não teria mais de um ano. À minha frente, um homem jovem, nos 40tas, elegantemente vestido, alto, concentrava-se na cerimónia, observando de quando em vez o grupo de crianças.

 

A seu lado, sentada no banco, estava uma senhora  grávida de pelo menos 6 meses, que fazia o mesmo: deitava os olhos às crianças.

 

E eu perguntava-me "será que estas cinco crianças são filhos do casal?"

 

De repente, o menino do grupo levantou-se, dirigiu-se à senhora grávida e encosta-se a ela. Ela faz-lhe um miminho e o senhor separa-o da mãe e encosta-o a si.

 

Faltava o bebé que, no mesmo momento, solta um gemido de sono. O senhor volta-se e toca-lhe na perna para o tranquilizar.

Finalmente, uma senhora dos seus cinquenta anos, ora puxava, ora empurrava o carrinho do bebé e observava o meu quase espanto.

Não me pareceu ser familiar. Seria empregada?

 

Quando saímos do mosteiro, comento com a Lia: “Aquelas cinco crianças são filhos do casal.  Reparou como são jovens ainda? E a senhora deve estar nos seis, sete meses. Famílias com seis filhos já não se vêem. Mas percebe-se que é uma família de classe alta. Os filhos bem vestidos, o senhor também, é, com certeza, também, uma família com raízes muito religiosas.”

 

Apesar de a natalidade do nosso país ser a mais baixa da Europa, não deixei de mostrar uma grande admiração pelo casal: seis filhos em que o mais velho andaria pelos 7 ou 8 anos, e o mais novo está para nascer, fez-me lembrar as famílias tradicionais portuguesas, como os meus pais que, no mínimo , tinham seis filhos, com dezoito meses de “intervalo” entre cada um,  e algumas famílias chegavam aos 15 filhos. E eu conheço.

No meu rol de amigas, só uma delas tem quatro filhos. Todas as outras têm um ou dois.

 

Incentivem-se os jovens, proporcionem-lhes  emprego, um salário digno e um subsídio de apoio à natalidade, e Portugal terá os seus rebentos.

O sexo não tem idade, ah, pois não!

Maria Araújo, 21.02.13

Erros do (sobre) o casamento

Maria Araújo, 24.02.09
Recebi um e-mail sobre os caminhos do divórcio, que resolvi postar aqui neste cantinho, e fazer alguns comentários daquilo que eu penso sobre este assunto.
os caminhos do divórcio
 O divórcio é fruto das falhas do casamento. De quem é a culpa? Normalmente, dos dois. Existem, no entanto, alguns erros a evitar quando se quer viver em pleno um relacionamento. São erros comuns e ideias erradas daquilo que é um casamento, que podem despoletar uma crise e até conduzir à ruptura.
Aqui fica um pequeno "guia anti-divórcio" que deverá ser tomado como testado e comprovado, se não tornar o casamento para toda a vida, pelo menos torna mais longo:
 

erro Nº 1) achar que uma relação oficializada é uma relação mais segura e que um casamento é para sempre.
-(geralmente as mulheres pensam que sim, que mesmo depois de viverem juntos por alguns anos, o facto de ficar registado no papel,  as obrigações são outras, o que vai mudar significativamente a relação a dois).
erro Nº 2) ser-se emocionalmente imaturo/a tentando alimentar o sonho romântico de que o outro nos irá proporcionar a estabilidade e paz que ainda não conseguimos alcançar dentro de nós mesmos.
-( pelo menos nós, mulheres criámos essa fantasia/ilusão. Se não for possível alcançar a estabilidade dentro de nós póprios, ou ficamos subjugadas e anulamo-nos, ou saímos da relação, magoadas).
 erro Nº 3) as pessoas dedicarem-se quase exclusivamente à "vida de casados" e abandonarem actividades do seu interesse e, muitas vezes, os próprios amigos e família.
-(verdade, mas se um dia "acorda" consegue encontrar novos caminhos. Mas pode cair em exageros).

erro Nº4) o oposto do item anterior: a pessoa dedicar-se quase exclusivamente a outras actividades (por exemplo o trabalho) negligenciando o outro membro do casal.
-( O membro do casal e os filhos. O trabalho compensa como realização pessoal, mas não traz a felicidade nem a independência que pensamos. A família, os filhos são a compensação).

erro Nº 5) o casal decidir ter um filho para tentar "salvar" a relação.
-(Nunca, jamais! É a destruição da relação. O homem vai procurar fora de casa o equilíbrio físico e emocional, e/ou como acontece no erro nº 2, anula-se).

erro Nº 6) uma convivência demasiado próxima com os pais de um ou de outro, permitindo que eles interfiram em assuntos que apenas dizem respeito aos dois.
-(Claro que sim. Cada casal deve ter o seu tempo, espaço, privacidade. Os pais, mesmo que sejam os melhores do mundo, acabam por estragar a convivência. Pais por perto, sim, mas a seu tempo).

erro Nº 7) achar que se consegue mudar o comportamento e defeitos do outro com o casamento.
-(Não. Mas há mulheres/homens que conseguem: um deles anula-se. Os defeitos vão-se conhecendo na convivência, antes do casamento. Aprende-se a gerir os comportamentos de cada um, pelo diálogo aberto).
 
Para finalizar, penso que a maioria das mulheres/homens,  com o passar dos anos, e por que pensam que se conhecem muito bem, carecem os momentos de diálogo sobre a sua sexualidade.
Ambos desempenham uma função puramente tradicional. Nenhum deles se atreve a ser arrojado. E tudo acaba na rotina. Quando ela quer... Quando ele quer(?).
O acto em si tem pouca envolvência, e  o prazer, o desejo, o desempenho, ficam guardados no intímo de cada um deles.
Isto é o que se lê, se desabafa, se escuta...
Todos devem procurar caminhar na mesma direcção.
 
casal de gaivotas ... por sergio boeira