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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

o que caminho

Maria Araújo, 18.09.17

De manhã fui ao ginásio de carro.

Tinha uma aula à tarde às 17h30, decidi ir a pé.

Levei a minha mochila de viagem com a roupa necessária.

Faço este percurso nas minha caminhadas, lembrei-me de ver qual seria o mais longo.

Presumi ser o da Rua 31 de Janeiro ( 2,5km), que raramente faço.

Engano meu.

Pela Avenida Roberth Smith ( 2,7km), a que faço sempre, o caminho é mais longo.

Então, fui pela rua 31 de Janeiro, levou-me cerca de  40 minutos ( entrei no Continente para levantar dinheiro, há a subida íngreme de uma rua que dá acesso ao ginásio, + 5 minutos).

O regresso, por Lamaçães, levou-me cerca de 35 minutos.

Lembrei-me de ver que distância costumo caminhar. Tinha a certeza que andaria pelos 6km ( ida e vinda).

E hoje o dia foi de queimar muitas calorias.

 

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a caminhada

Maria Araújo, 10.06.17

 

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Um grande número que pessoas compareceu para participar na caminhada organizada pelo Holmes Place e a Refood,  foram entregues t-shirts de cor branca, outras em preto ( tive uma que andava a cobiçar há algum tempo, que alguns professores usam mas que não eram vendidas aos sócios)

Quando fui buscar a minha diz a professora responsável: " Oh, minha querida! É magrinha, vou dar-lhe uma destas, tamanho S". Quando retirou da caixa um saco com uma t-shirt preta, abro-o e vejo que era uma das cobiçadas: "Que bom", comentei com a minha irmã que recebeu uma branca. Precisava de uma preta para as aulas de Antigravity, mas não tivera oportunidade de comprar. Vieram de imediato as colegas do grupo Antigravity que também queriam. Mas já tinham as brancas, não lhes deram nenhuma.

Comentara com alguém se o percurso seria pela via rápida em direcção aos escadórios do Bom- Jesus. Não, não era. O percurso seria pela colina de Lamaçães/ Nogueiró, com alguns caminhos de monte íngreme. Hora da partida, algumas indicações da professora responsável e a fotografia da praxe.

Metemos por esses caminhos desconhecidos, ora subíamos, ora descíamos, mas quase sempre em estrada de alcatrão. 

Muitas, muitas casas lindas, outras menos, está a colina habitada (lamentavelmente), algumas casas semi-construídas e abandonadas.

Uma dada altura, comentei com um senhor que não estava a perceber o percuso pois nunca mais chegávamos ao caminho que nos daria acesso aos escadórios.

"Não" - diz ele - " Não vamos subir os escadórios. Nós vamos ter directamente ao Bom-Jesus, vamos passar por trás do antigo Salão de Chá".

Uns quilómetros mais à frente lá estávamos nós. Foram 6 km de caminhada.

Fomos para a zona do lago para uma mini aula de Pilates.

Depois disto, cada um voltava à cidade por sua conta e risco.

Descemos de elevador. Dos escadórios ao ginásio, onde estava o carro, ainda foram mais un bons quilómetros.

Penso que o total seriam 9 km andados.

Gosto destes convívios em grupo, falamos com pessoas que não conhecemos e que nem nos cruzamos no ginásio.

Lançou-se o repto de se fazer um piquenique.

 

 

a primeira longa caminhada

Maria Araújo, 22.01.17

Não sou pessoa de estar horas no sofá a dormir, a ver TV,  ou até a ler.

Depois de caminhar  cerca de 30 km entre Braga (centro) e Trofa, pela N14, o meu corpo quer sofá e cadeira.

Combináramos repetir esta experiência, mas desta vez, viajaríamos de comboio.

Ora, no início deste mês, a amiga C lançou o repto de fazermos o percurso  a pé. Duas colegas suas fazem-no todos os anos, seria um desafio interessante fazermos também.

Quando a N ligou-me  a dizer as suas intenções, comentei que não, que estava fora de questão fazer Fátima a pé.Conheço o meu corpo, os meus limites, não contassem comigo para isso.

Depois de me convencer a fazer a primeira experiência, aceitei, mas fui determinada em dizer que dificilmente irei na peregrinação a Fátima.

O objectivo é fazermos, durante vários sábados, uma distância  de 30 a 50 km até completarmos os 245km que leva a caminhar entre Braga e Fátima e, na semana das comemorações, fazermos este percurso a pé.

Ora, a semana passada, tive o telefonema da N a confirmar que faríamos Braga/Trofa.

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Aceitei o desafio. Primeiro pela companhia, depois por que como caminhante de estrada ( que me faz uma confusão enorme, enquanto condutora), seria um teste, também, à minha resistência.

Antes de lançar-me na aventura, li  na net alguns testemunhos sobre caminhadas e caminhantes, o que vestir e calçar, como proceder durante o percurso.

Fui à Decathlon fazer umas compras.

A conselho da funcionária, que fez algumas recomendações sobre o que é mais conveniente usar, não encontrei palmilhas em silicone com o meu número de calçado, e os calcanhares "não", dissera-me ela. Comprei  dois pares de meias, barras de cereias, água, chocolates.

À noite, preparei tudo. Antes de dormir, massajei os pés com vaselina para não ganhar bolhas ( bendita  vaselina e meias).

Sábado às 7 h, estavamos no ponto de encontro. Uma das amigas, a P veio de Vieira do Minho. Era a primeira vez que se metia num desafio destes, também.

Coletes reflectores vestidos, saímos de Braga (centro) em direcção a Celeirós, estrada N14.

Cada uma das iniciadas, e ao seu ritmo, conversa com a, depois com b, por vezes ficávamos para trás, ou uma seguia atrás isolada. As duas veteranas levavam algum avanço, os carros passavam bem junto a nós ( foi aqui que percebi que de facto se anda depressa de mais). Quando um camião  se aproximava, eu parava o mais possível na parte de dentro da berma. Quanto perigo!

Fizemos algumas paragens. Caminhos alternativos junto à estrada, só encontramos um, em Santiago da Cruz, Famalicão. Os poucos passeios que existem, são estreitos, íamos em fila.

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Chegamos a Famalicão por volta das 12h, eu já não aguentava, doía-me a nádega direita, o joelho esquerdo dava sinal de dor. 

A C perguntou-me se queria ficar, apanhava o comboio para Braga. 

Ria-me, ao mesmo tempo que ela dizia que a Trofa não ficava a mais de 6 km.

Eu respondia que seria mais que isso, pelo menos 10km.

Cruzámo-nos com um senhor e perguntou: " O senhor pode dizer-nos se estamos muito longe de Fátima?"

O senhor deu uma gargalhada e respondeu: " Ui, eu nem lhe respondo!"

Mais à frente, perguntou a outro: " Pode dizer-me quantos quilómetros são daqui à Trofa?"

"Cerca de 6 / 7 km", respondeu.

"Acho que não, devem ser mais", comentei com a C.

Cada vez que subia e descia um passeio, a minha perna: "ai!", queixava-me eu.

Eu  que dizia que nem a Famalicão chegava!

Esperávamos almoçar. A N, que fez os caminhos de Santiago, dizia: " Quero sentar-me numa esplanada, quero comer alguma coisa e beber um fino".

As veteranas não nos ouviam, seguiam muito à frente. 

A ideia que tivéramos era de almoçar, recuperarmos as forças e continuar.

Estava a ser duro demais. Tínhamos mais  quilómetros para andar, o  joelho esquerdo queixava-se.

Já na zona industrial de Ribeirão, comentamos que devíamos ter parado para almoçar, recuperar da primeira etapa e depois continuarmos. As outras não diziam nada. À medida que caminhávamos, muitos condutores e ciclistas cruzavam-se, buzinavam e/ou diziam adeus.

As duas caminhavam com muita facilidade, não perdoavam. A C e a P seguiam atrás. Eu, a N e a P2 ficámos para trás.

Passamos a zona industrial de Ribeirão, o fim estava  perto, mas cada passo que dávamos parecia que nunca mais chegávamos à meta.

Pouco antes do início da ponte que liga Ribeirão à Trofa, sentamo-nos num muro, por breves minutos. Nenhuma das outras quatro estavam à nossa vista.

De repente, vejo a N abrir a mochila e tirar de dentro uma joelheira de compressão. E diz-me: " Dói-te o joelho, deixa-me pôr esta joelheira. Alivia a dor que tens na perna." 

Na verdade o joelho estava muito inchado, mal conseguia caminhar.
"Não, obrigada. Como vou eu vestir a joelheira?".

Sem que eu contasse, ajoelhou-se, vestiu-me a joelheira por cima das calças. Ajustou-a.

Uma grande fila de automóveis em direcção à Trofa atravessava a ponte, ouvimos alguém buzinar.

Uma senhora perguntou: " precisam de ajuda?"

Rimo-nos, agradecemos e respondemos que estava tudo bem. Comentou a N : " É isto que eu gosto. A simpatia das pessoas quererem prestar ajuda".

Atravessámos a ponte, encontrámos a placa em granito que nos indica que ali começa o Minho.

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E nós tínhamos acabado de sair do Minho.

Continuámos o caminho, ligámos às nossas companheiras. Estavam mais à frente à nossa espera.

Tinha acabado a nossa primeira experiência. Eram 14:30h.

O que para as veteranas leva 4:30h a percorrer os 35km, levou-nos 7:20h. 

Queríamos almoçar. As veteranas comentaram que tinhamos de encontrar a estação de caminhos de ferro e seguir viagem para Braga, que o comboio era às 15:15h.

Comentei que seria melhor almoçarmos, queríamos beber um fino, tinhamos tempo de chegar a Braga.

A C, que as conhece melhor, falou com elas. Decidiram esperar por nós.

Fomos comer uma sopa e uma sande de carne assada,  bebemos fino. 

E que bem que nos soube aquela refeição ligeira. 

O comboio seguinte era uma hora depois, tínhamos tempo.

À chegada a Braga, o companheiro da C estava à nossa espera.

Tinhamos combinado ir de táxi, uma de nós ia buscar o carro e levaria as outras. Éramos sete.

Quando me  chamaram para entrar no carro, perguntei como era com as duas, as veteranas. A C respondeu-me que a filha da x ia buscá-las. Mesmo assim, chamei-as e disse-lhes adeus.

Não foi simpático da parte delas não se despedirem de nós. Não gostei.

Entendo que demorou-lhes o dobro do tempo a fazer os 35km, mas elas sabiam que o resto do grupo nunca tinha

feito uma caminhada tão extensa.

Antes de regressarmos a casa, fomos ao café beber um panachê, rir um pouco da nossa aventura.

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Quando me dirigia ao carro mal conseguia andar. O meu corpo estava dorido. 

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Cheguei a casa, tomei um banho,comi algo leve e fui para o sofá. Dexei-me ficar. Na cama deixei-me dormir estendida, não conseguia virar-me. Mas dormi bem.
Hoje ainda não estou a cem por cento.

As sms que recebi das três amigas, dizem que adoraram, que foi difícil, que com calma vão pensar na próxima etapa Uma das sms diz:

"Como estão as meninas?
Dói tudo? Pés, pernas, barriga e cabeça?

Sinal que estamos  prontas para a próxima."

A próxima, segundo as veteranas, vai ser Trofa - Santo Ovídio, Vila Nova de Gaia.

Respondi:

" (...) Podes estar pronta para a próxima. Eu desisiti. Não dá, não aguento(...)."

(Mas vai ser um caso a pensar. O convívio entre nós, é bom demais).

 

e hoje, como está a praia?

Maria Araújo, 18.07.16

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(Leça da Palmeira, 13:10h)

 

antes de sair de casa, devia ter espreitado a beachcam, não gastava gasolina, quando decidi de manhã cedo, ir para a praia.

a 2 km já se via o céu cinzento. " que decepção!", pensei.

fui tomar um café, estava vento oeste, fresco,  mais parecia de sul, a pedir chuva, mas mesmo assim, fui caminhar pela beira-mar na esperança de que esse cinzento desse lugar ao sol, que de vez em quando sorria.

tirei as fotografias dos lugares onde passei belos momentos da minha adolescência  e até cerca dos 30 anos, quando deixamos de ir para aquela praia.

muito destruída pelo mar, pelos ventos e pelo maior destruidor do ambiente, o homem, pois claro, são mais as rochas que o areal de praia de outrora.

mesmo assim, é uma praia que as pessoas do norte escolhem pelo iodo e aquele sabor a maresia que não há na maioria das praias.

passei pela padaria onde vendem um pão doce maravilhoso (saudades desse tempo) mas já tinha acabado.

voltei ao carro, que havia deixado a cerca de 1,5km do centro, pensando que entretanto o sol seria capaz de afastar aquele nublado.

mas não.

meti-me no carro para regressar a casa e o sol brilhava naquela distância de cerca de 2km que separa o interior da beira-mar.

a meia dúzia de quilómetros de Braga, o calor era demais.

bom, não posso fiar-me na meteo.

para a próxima, não me posso esquecer de ligar o pc e ver o estado do tempo à beira-mar.

 

as minhas fotografias

 

 

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