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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

o que não é roubado, aparece

Maria Araújo, 10.02.17

Uma semana depois de dar falta do meu relógio, de ter revirado, sacudido, apalpado tudo o que tenho na mala que levo para o ginásio; depois de ter procurado nos cacifos; depois de ter perguntado várias vezes se alguém entregara um relógio x; depois de no domingo passado comprar  outro relógio; depois de todos estes dias, em casa,  fazer exactamente as mesmas coisas: tirar da mala a roupa para lavar, os ténis para arejar, o creme do corpo, a carteira e o telemóvel, eis que, há pouco, cheguei do ginásio, tiro tudo...e vejo o meu relógio.

" Incrível!. O meu relógio apareceu! Onde ele se meteu!"

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Vejam onde ele estava preso.

E voltei a lembrar-me das palavras da mãe de uma minha amiga: " o que não é roubado, aparece".

 

promessa cumprida

Maria Araújo, 29.12.16

Prometera a mim mesma que iria ver a Alice, hoje.

Fui comprar uma caixa de chocolates para lhe oferecer.

Quando a vi, estava acompanhada da Joana, a prima grávida.

A Alice sorriu quando me viu.  Reconheceu-me, mas não conseguia dizer o meu nome.

Dei-lhe um abraço.

Sentamo-nos no banco do jardim.

Conversámos muito, mas ela não acabava as palavras.

Trazia um blusão com uma gola de pelo que o grande amigo Fernando, a pessoa que mais a visita, lhe ofereceu.

À medida que eu falava das nossas amigas, dos jantares que fazíamos, as palavras dela saíam com alguma fluidez.

Perguntei se a amiga Cândida a visitara.

Sim, e de vez em quando vai buscá-la para almoçar.

Falei na Cândida, o nome não mais lhe saiu da boca.

Ria-se de tudo e de nada.

Às tantas, ao longe, vejo alguém que procurava alguém.

Ninguém se reconheceu.

Esse alguém volta a aparecer no meu campo visual. Aproxima-se.

Era outra amiga nossa.

Rimo-nos da situação.

Conversámos, rimos, recordamos.

O telemóvel desta amiga toca, é outra que vem ter connosco.

Mais um abraço.

Arrefecera, fomos ao bar. 

Às 17 h o bar fechou, era a hora de Alice regressar "à sua casa".

Foi a útima a entrar na sala. Despedimo-nos dela.

Veio à janela espreitar. Sorria.

Atiramos-lhe beijos.

Vai passar o ano com a família.

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o primeiro dia

Maria Araújo, 10.10.16

com a minha amiga Lia, a Luso-Brasileira que nasceu na Figueira da Foz , que foi para o Brasil com 2 anos, tendo vindo cá várias vezes, adoraeste país, tenciona ficar por cá.
Veio a Portugal regularizar a situação em relação a: banco, médico de família, procura de apartamento, enfim, tudo para o seu regresso definitivo em 2017, depois de casar o filho.

Na quarta-feira, dia que chegou a Braga, depois do almoço, levei-a ao Bom Jesus. Tinhamos feito esta visita há 3 anos, mas chovia imenso nesse dia, apenas visitámos o Santuário.

Temperatura agradável, era feriado, as pessoas passeavam pelo parque, a esplanada cheia, uma tarde quente de outono, estava-se bem.

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Seguimos para o Santuário do Sameiro.

Há muitos anos que não ia aos escadórios ver a cidade que se estende lá ao fundo à nossa frente. Iríamos, a seguir, ao interior do Santuário.

Bela paisagem de fim de tarde. A aragem fresca não nos tirava do local.

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  ( apaixonada por cachorros )

 

Quando voltamos para visitar o Santuário, estava fechado.

No meio do recinto tem uma capela com a imagem de Nossa Senhora do Sameiro. A Lia não conhecia a Senhora com este nome.

Hora de regressar a casa, quando descemos em direcção à estrada que liga o Sameiro ao Bom Jesus, tivemos de parar o carro para tirar a fotografia ao belíssimo pôr-do-sol desse final de tarde.

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Tinhamos combinado, depois do jantar, beber um copo com as nossas amigas, mas desistimos. No dia seguinte tinhamos de levantar cedo para a viagem pelo Douro, deixámos o encontro para sexta-feira.

 

estes quatro dias

Maria Araújo, 08.10.16

que esteve cá a minha amiga Lia, que vive em Campinas, foram muito intensos.

Dormi cerca de 5 horas, sempre agitadas e cansada.

Hoje, foi embora, tinha compromissos na sua terra natal, Figueira da Foz.

Eu também tive uma consulta de oftalmologia, levei-a à estação, segui para a Póvoa de Varzim.

Com dois inesperados  exames que o médico achou necessário fazer e quando a técnica me disse que não eram comparticipados, tinha de os pagar na totalidade, o meu coração quase parou.  Foram 130 euros que me deixaram quase "tesa".

E pensei no gasto que havia feito no dia anterior de um par de sapatos  cujo preço  era de 80 euros, mas no outlet custou 40.

Com o sono que tinha de tarde, tirei uma soneca de 30 minutos.

Fui ao ginásio compensar as faltas destes dias, estou mais para lá que para cá.

Para animar , e porque estava a dar uma olhada às fotos destes dias com a minha amiga, quando regressavamos, diz ela: " que sol lindo!".

São, certamente, as últimas fotografias do pôr-do-sol de praia, Vila do Conde, neste caso,  deste ano. Parei o carro...

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é tão verdade!

Maria Araújo, 11.03.16

 

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E amanhã tenho um jantar em casa da minha amiga M, uma brasileira que viveu cerca de 10 anos em Portigal, em 2001 regressou ao Brasil, casou, teve duas filhas.

Catorze anos depois, decide regressar a Portugal. 

Engenheira de profissão, antes de ir para o seu país natal, deixou no ar a hipótese de voltar ao nosso país e ver garantido o seu lugar. Sortuda.  

Desde setembro de 2015 por cá, quer apresentar as filhas e o marido às amigas que durantes anos conviveram com ela.

É um doce, a minha amiga M.

Sendo um jantar familiar, em casa dela,  não preciso de me preocupar com a roupa, o sapato, a festa.

 

 

 

foi um dia

Maria Araújo, 22.10.15

de surpresas.

Uma amiga cá da cidade, que vive para a família e o trabalho, e com quem me encontrava muitas vezes para tomarmos café, de repente, deixou de dar sinal de vida.

Foram muitas as vezes que passei de carro à porta de casa dela mas estava na escola, com certeza, nem valia a pena tocar a campainha.

Ligava para casa, ninguém atendia, ligava para o telemóvel, o número não estava atribuído. 

Em 2014, no dia de aniversário, 1 de outrubro, liguei.  Não consegui falar com ela.

Este ano, liguei várias vezes. Nada!

Hoje, 15:13h, entram duas sms. Vejo o telemóvel e "Alex!!!!!", exclamei.

Ela ligara pelas 14h, mas o meu telemóvel estava a carregar a bateria... E respondi-lhe de imediato.

Obtive resposta no final do dia. Estava a sair da escola, tinha um compromisso, mas "amanhã ou no fim-de-semana, telefono-te", dizia.

E agora que tenho o novo número dela, não me escapa!

 

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Há amizades

Maria Araújo, 22.10.15

que conquistam(os) e ficam para sempre no nosso coração.

Há cerca de 20 anos, conheci a Márcia. Amiga de amigas minhas, engenheira de profissão, uma mulher que conquistava as pessoas, tinha amiga (o)s cá em Braga, no Porto, em Guimarães..

Vivia sozinha, tinha um apartamento a dois passos do centro da cidade,  moderno, muito prático. De vez em quando fazíamos jantares, convivíamos, falavamos das nossas vidas. Eramos um grupo divertido.

Penso que viveu cá cerca de 10 anos. 

Entretanto, um dia, em Santiago de Compostela, conheceu aquele que viria a ser o seu marido, brasileiro, também, ambos da mesma cidade (uma história engraçada, a deles).

Em 1999, os pais vieram cá passar o Natal. Um ano depois, o pai adoeceu, ela decidiu regressar ao Brasil. O namorado por lá, queriam casar, foi uma decisão ponderada.

Contactávamos por e-mail, telefonávamos. Entretanto, mudei de número de telefone e de mail, o tempo foi passando, sabia dela por uma das nossas amigas a quem, de quando em vez, ligava.

Nasceu a primeira filha, agora com 11 anos.

Soube que vivera entre África e o Brasil, perguntava por ela, mas as notícias eram parcas.

Em setembro, encontrei uma das amigas do grupo, que não via há algum tempo, perguntei pela Márcia... E foi então que soube que ela estava com intenção de voltar para Braga.

Fiquei estupefacta.  E o marido e a filha (duas, pois, entretanto, nascera outra menina, agora com 5 anos)? Como assim? O que os levou a virem para Portugal ?.

Hoje, fui ao centro da cidade, estava alguma confusão com os adeptos do Marselha que provocaram alguns distúrbios com bombas e a polícia em peso a controlar a situação, decidi deixar para amanhã o que queria fazer, vinha a descer a avenida e ouço alguém chamar-me.

Olho para o lado de onde vinha a voz e vejo-a. 
"Márcia! Nem acredito!"

E um longo abraço trocamos. E voltamos a abraçar-nos.

A seu lado uma criança, a filha mais nova. Loirinha, cabelo comprido, e muito impaciente para ir brincar para o parquinho (que saudades ouvir o meu sobrinho neto carioca pedir-me para o levar ao parquinho).

Vinham do jardim de infância, que por coincidência ( e dizem que não há coincidências) é o da escola EB 1º ciclo em frente à minha casa. 

Um relatório pormenorizado da sua vinda para cá.

A ideia era viverem numa cidade perto de Lisboa, o marido viaja muito pela Europa e África, mas arranjar emprego por lá era mais complicado. Em Braga seria possível voltar ao que ela muito gostara de fazer. E com os contactos certos, ficara aberta a hipótese de recuperar o seu lugar.

Depressa tratou de tudo.

Há cerca de três semanas que está cá ( as filhas e o marido vieram mais tarde), uma amiga ofereceu-lhe estadia, contactou imobiliárias, alugou um apartamento a cinco minutos do centro.

Conhece as pessoas certas, conseguiu escolas para as filhas, foi rever os colegas de trabalho, não tem parado de pôr tudo em ordem para começar a trabalhar, já dentro de 15 dias.

Disposta a comprar móveis novos, os amigos providenciaram camas para as filhas e para o casal, têm mobiliário à disposição para a casa.

Convidou-me para conhecer o marido e a filha mais velha, que parece ter-se adaptado muito bem à escola. Ficou combinado quando tudo estivesse em ordem lá por casa, ia conhecer a família.

Trocámos os números de telemóvel, mostrei a minha disponibilidade para ir buscar a menina ao jardim de infância, quando, por algum motivo, tiver de sair mais tarde do trabalho.

E em quase 2h que estivemos juntas, falamos de nós, das amizades, do quanto este regresso a faz feliz, sobretudo perceber que nenhum amigo a esqueceu... " Foi como se tivesse ido de férias por algum tempo e tudo regressasse ao normal", comentou.

E passaram 14 anos!

Ah!  E eu ganhei mais duas sobrinhas. Ela diz à filha que sou a tia L, ahahahahahah!

tens uma amiga

Maria Araújo, 13.10.15

 

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Essa amiga pediu-te várias vezes dinheiro emprestado, mas sempre o pagou.

Volta a pedir, desta vez uma razoável quantia, que te faz falta, que seria devolvido no final do mês.

Passaram um, dois, três meses e não o recebeste.  

Ela não te procura, não te liga, evita encontrar-se contigo, não te dá uma palavra de satisfação sobre o atraso ou de não poder pagar de momento.

Tu precisas do dinheiro. Foi retirado do teu vencimento, esperavas que ela te devolvesse na data prometida.

Já a contactaste, enviaste o teu NIB...Mas ela não te dá sinal de vida.

Que fazes?

1- telefonas a pedir que pague o que deve

2- deixas o tempo passar porque não te sentes à vontade para lho pedir

3- envias um sms a dar-lhe um prazo

4- esqueces o dinheiro e nunca mais lhe falas

5- é tua amiga, algum dia ela vai pagar

6- a amizade é para sempre, mas nunca mais lhe emprestas dinheiro.

 

 

 

"dress code"

Maria Araújo, 25.09.15

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Só se faz 50 anos uma vez na vida- Uma idade que deve ser comemorada.

Eu também comemorei com um jantar no melhor restaurante da cidade, com alguns elementos da família.

Hoje, tenho o aniversário de uma amiga (vizinha que foi há anos, também) que faz 50 anos. Decidiu juntar as amigas da rua, as amigas e colegas do trabalho, as mil uma "amigas" que conhece para completar o número 50. Não sei se convidou homens, mas penso que não.

No grupo da rua há viúvas, solteiras, divorciadas e mal casadas, como dizia uma cusca cá da rua que, provavelmente, vai à festa.

A aniversariante é muito descontraída, adora festas e conviver.

Soube por uma das minhas amigas que para esta festa havia um dress code. Deduzi que seria preto, cor que elas muito gostam.

Mas o dress code consta de, jeans, camisa branca e chapéu.

" Chapéu???! Oh, não! Eu gosto muito de chapéus na cabeça dos outros. Na minha, incomoda-me, e fica-me muito mal. Não tenho rosto para chapéu!" , comentei com a minha amiga.
Mas tenho um de praia.

Como não tenho intenção de gastar um cêntimo na compra de um, e há-os giros, que os vi, fui ao carro buscar o meu (que lindo ele estava; amassado, ahahahaha!), meti-lhe uma toalha para o enformar, tirei-lhe a aba bege exterior para ficar mais pequeno e composto para a ocasião.

O chapéu vai ficar no carro. Um pouco do contra, só o usarei se todas as mulheres usarem os seus... É dos acessórios que gosto muito de ver mas que não me favorece nada!

 

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