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uma foto # 19

por Maria Araújo, em 12.05.19

O Jardim de Santa Bárbara precisa de novas flores para proporcionar belas fotografias aos turistas e aos  bracarenses. Apesar de secas e murchas este canteiro, deu, na minha opinião, uma bonita fotografia.

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# uma música

por Maria Araújo, em 11.05.19

intemporal, de um grande cantor francês ( falecido há  pouco tempo), e porque gosto de música francesa.

 

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2008, numa noite fria de sábado de Maio.

por Maria Araújo, em 10.05.19

Entre 2007 e 2008 foram inúmeras as viagens para Lisboa, a irmã mais velha enferma, eram as leituras dos destaques do Sapo no intervalo da hora do almoço, que noutras horas era impossível, e à noite deitar-me tarde para no dia seguinte levantar-me cedo para ir trabalhar, que me distraíram das preocupações desse ano complicado e que, de repente, nessa noite fria de sábado de Maio, decidi arriscar, e eu não sabia como tudo isto funcionava, abrir um blog na plataforma do Sapo.

Nome para ele não tinha, como começar não sabia.

Estava sozinha em casa. E nasceu o nome deste cantinho, com a certeza que não levaria este para a frente, não teria pernas para andar. 

Mas andou. E anda.

No seu percurso teve este blog momentos altos e baixos, e ainda recentemente, sobretudo à noite, naqueles dias que as preocupações surgem quando estou na cama para dormir um sono tranquilo e a mente teima em recordar-me coisas do passado, quando os momentos baixos me dizem, "apaga o blog, deixa de perder tempo com banalidades", e tomo a decisão de o fazer no dia seguinte,  chega a manhã, comento: " és doida, deixa-o ficar. quando fores velhinha, e se a memória não te faltar, vais ler com carinho e surpresa o que escreveste lá atrás".

Onze anos depois, e com uns quantos inesperados destaques, escrevi as banalidades da que é a minha vida simples e sem artifícios, com alegrias e tristezas, e ainda muitas preocupações que me tiram o sono, mas que o meu lado positivo me dá força para continuar o caminho por cá.

Hoje o meu blog completa 11 anos.

Obrigado aos poucos, mas bons, bloggers que o lêm;  aos que apenas o visitam; a todos os que deixam os seus comentários  e que faço questão de responder;  aos que tive o prazer de conhecer pessoalmente, aos meus amigos dos encontros de bloggers

Gratidão é isto: ter-vos por cá.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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os comboios urbanos da CP

por Maria Araújo, em 08.05.19

 vim ao Porto de manhã cedo,  estou em viagem de regresso a Braga, descobri que há Wifi nestes comboios, que funcionam sem falhas e muito melhor que nos comboios Alfa ou Intercidades.

E é neste comboio que escrevo o post de hoje.

IMG_20190508_153355.jpg

 

 

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fui visitar a Alice

por Maria Araújo, em 06.05.19

alzheimer.jpg

Desde Dezembro de 2017 que não visitava a Alice, a minha amiga que fez 58 anos no passado sábado. 

Como não ia passar o fim de semana  na praia, pensara visitá-la, de preferência no Domingo, contactei uma das nossas grandes amigas que confirmou que a Alice passaria o aniversário com a família.

Combinamos visitá-la no Domingo, passei em casa desta amiga, fomos à Casa de Saúde.

Pelo caminho soube que muito mudou nas visitas à Alice: antes de qualquer pessoa a visitar, liga para a Casa de Saúde, a recepcionista telefona para um membro da família que dá, ou não, (depende de quem é e se a conhece) consentimento à visita.

Ontem, assim foi.

Na recepção comunicamos a autorização da visita. Percorremos o longo corredor e, de repente, ouço a minha amiga dizer: " olha quem aqui está!". E vejo a Alice sentada, já à nossa espera.

Quando a vi, senti uma dor no coração, uma vontade enorme de chorar.

A Alice tinha o mesmo rosto, estava com bom aspecto, mas não nos reconheceu.

Reagiu à voz da minha amiga, que perguntou quem eu era, e não obtendo resposta, disse o meu nome, mas pouco ou nada saiu daquela boca.

A Alice emitia sons, ou repetia as palavras da minha amiga de forma incompleta, olhava-me mas não sorria, eu dava-lhe a mão que ela agarrava, mas largava-a de imediato.

Fomos ao café, tive de chegar o copo à boca; ela não o segura.

Seguimos para o jardim, a minha amiga falava com ela, eu também, às vezes ria-se, mas as poucas palavras eram sons, tal e qual um bebé que ainda não sabe falar.

Regressávamos ao interior do edífico, estava uma família  com três crianças sentadas num banco do jardim. Ela vê as crianças e vai na sua direcção. As palavras que diz sempre que vê crianças são: " ai, que lindas!".

Já no interior as crianças entram na cabine telefónica, ela vê-as, diz olá e que lindas, ao mesmo tempo que sai uma gargalhada com um prazer  imenso, deixou-nos feliz, também. 

Durante a hora que estivemos as três, as únicas palavras completas que saíram da sua boca foram para as crianças.

Na hora de sairmos, a minha amiga foi chamar uma funcionária que levaria a Alice para a sua " casa" ( mais um pormenor que mudou, sempre foram as visitas que a deixavam à porta da casa) ela não me ouve, foge de mim, segue as crianças que já estavam perto da saída, chegou às escadas e parou. Olhou-me. Eu disse que não era ali a sua casa, dei-lhe a mão tentando voltar para trás, já estava a funcionária junto de nós para a levar.

Quando a minha amiga lhe pediu um beijo e lhe disse que voltaríamos, ela deu.

Eu fiz o gesto para lhe dar um beijo, ela olhou-me, não ofereceu o rosto, e pedi à minha amiga que não insistisse para o dar.

As lágrimas caíam-me do rosto quando saímos. 

A noite passada dormi mal a pensar na Alice.

Voltaremos lá, brevemente.

Ela precisa de ver outras pessoas.

 

 

 

 

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uma foto # 18

por Maria Araújo, em 05.05.19

1557092291639.jpg

Procurava umas fotografias, encontrei esta do Scott muito bem aconchegado ao colo da dona, a minha sobrinha mamã do V.

 

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"és a nossa mãe"

por Maria Araújo, em 05.05.19

Fomos jantar. 

Duas tias, um tio, e duas sobrinhas.

Esperavam elas por mim, à porta, e  dizem:

_ Amanhã é dia da Mãe, temos um presente para ti.

— Mas eu não sou vossa mãe, sou tia.

— Não temos a nossa mãe, tu és uma  mãe para nós, fazes tudo por nós e pelo V ( meu sobrinho neto).

— Eu faço por todos, sou vossa tia, não sou vossa mãe.

—És, e temos um presente para ti. 

Já no jantar, decidimos brindar, diz a minha irmã mais nova:

— Vamos brindar "à nossa mãe"( eu).

Insisti que sou tia/irmã, não sou mãe.

E o presente do dia da Mãe foi um saco da Zara que gostei demais.

Obrigada, sobrinhas.

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Para  todas vós, Mães, e tias "Mães", que o vosso Dia seja de gratidão por serdes mães ( e pais, muitas de vós) e com muitos carinhos dos filhos que tendes.

IMG_20190505_093322.jpg

E a canção do Dia da Mãe só podia ser esta

 

 

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# uma música

por Maria Araújo, em 04.05.19

e para sempre uma grande cantora.

Esta ouço-a bem alto.

 

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do meu dia

por Maria Araújo, em 03.05.19

Mãe e filha sentadas achavam graça ao miúdo que se ria para elas, dava meia volta para mais um passeio no corredor.

Esta criança porta-se muito bem. Por vezes, uma birra porque fica impaciente, mas não é de gritos.

De repente,  aquela mãe pergunta-me a idade do meu filho.

Respondo que não era a mãe, que não tenho idade para ter um bebé.

Comentou que há mulheres que são mães numa idade tardia, e que eu passava por mãe dele.

No meu íntimo gostei e sorri,  mas as marcas no meu rosto mostram que era impossível ser a mãe deste bebé.

O cabelo do meu sobrinho neto estava muito comprido, sem corte. 

A mãe saía mais tarde do trabalho, perguntei se podia levar o miúdo à minha cabeleireira. 

Peguei no telemóvel, pedi desculpa por ligar neste dia de fim de semana, o trabalho é intenso, mas se fosse possível cortar-lhe o cabelo  ( a primeira vez na minha cabeleireira) que marcasse uma hora, a melhor para ela(s), que ia buscá-lo  ao colégio a meio da tarde. 

E a resposta foi que fosse  directa do colégio para lá, atendia-me por volta das 17:45h.

Antes da hora, lá estávamos nós.

Esperamos cerca de dez minutos, o bebé foi atendido.

Portou-se tão bem!

A P tem um menino.

Foi a S que cortou o cabelo. Ela é mãe de uma menina. Tem muito jeito para as crianças. 

Elas ficaram babadas com o meu sobrinho neto.

Ganharam um cliente.

Foi a primeira vez que o levei a cortar o cabelo.

 

 

 

 

 

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apontamentos

por Maria Araújo, em 03.05.19

É inadmissível que se tenha uma consulta para uma hora x,  vai-se com antecedência, entra-se na sala de espera a horas, os minutos passam, passam, pergunta-se o porquê da demora, visto ser a primeira do dia, a resposta é que a médica costuma chamar à hora certa...

Quarenta minutos depois, sai do consultório um delegado de informação médica.

A consulta era de pediatria.

E a questão é que já aconteceu isto várias vezes, inclusive em Lisboa.

Considero uma falta de ética para com os pais, que faltam ao trabalho, e para a criança, que desespera de sono e fome, porque as suas rotinas não estão a ser cumpridas.

 

 

 

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