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e o meu destaque de hoje vai

por Maria Araújo, em 17.05.19

para o SAPO!

2019-05-17 (2).png

Sigam aquele indicador e vejam a beleza das cores, o movimento dos ícones, o brilho de toda a plataforma deste servidor dos nossos blogs.

Parabéns, SAPO!

Feliz Dia da Internet. 

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Ah! Estejam atentos a esta notícia.

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foram quatro os chicos-espertos

por Maria Araújo, em 16.05.19

e esta cena é para contar com pormenor.

Ontem, foi um dia não no que se refere a trânsito. 

Estamos na semana académica, o dia foi do desfile do Enterro da Gata e se o trânsito nesta zona onde vivo é complicado, pois conta com quatro escolas, imagine-se a confusão que esteve neste final de tarde. 

Portugal é o país dos chicos-espertos, e hoje tive o azar de apanhar quatro deles.

o primeiro: 

subia a rua 25 de Abril, vejo alguém aproximar-se, era um amigo do meu irmão mais novo, perguntou-me de quem era o bebé, caminhávamos à medida que conversávamos até que na curva que dá acesso à minha rua vemos um chico-esperto, que tinha idade para ter juízo, andaria nos 70, faz marcha atrás, sobe a rampa de uma garagem do prédio e estaciona o carro em cima do passeio, ao lado do portão dessa garagem.

Aproximamo-nos, o carrinho de bebé não passava, tinhamos de descer o passeio e seguir pelo meio da rua.

Meu protesto: " Então, isto é assim?! O senhor estaciona em cima do passeio, não vê que os peões não podem passar?"

Ao mesmo tempo que o chamo à atenção, o amigo do meu irmão de um lado, eu do outro, pegamos no carrinho, e diz este: " O passeio é seu? Como é? Temos de pegar no carrinho e descer o passeio, é?"

E responde chico-esperto ohlando o espaço entre o carro e o muro: " Ai, não consegue passar?"

"Claro que não! O senhor não vê que ninguém consegue passar? Temos aqui um bebé. Além de que é um passeio não pode estacionar aqui", respondi.

Resposta dele: "Desculpe".

Deixou o carro no passeio, e desapareceu.

Uns minutos depois a minha sobrinha chegou, pega no filho, comento o que se passou ( o carro continuava lá).

Pensando que seria de alguém de um escritório que há neste prédio, a minha sobrinha foi perguntar e pedir que tirasse o carro do passeio.

Mas não. Não era de ninguém dali.

E tirei um fotografia.

captura de ecrã (2).png

 

o segundo

a caminho do Hospital Braga Centro, a poucos metros daqui, deparámos com um carro em cima do passeio, não deixou espaço suficiente para o peão passar.

Perguntamos na clínica dentária se seria de algum utente,não era de ninguém, resolveu a minha sobrinha deixar um aviso.

Não tinhamos papel onde escrever, ela repara  num senhor que está dentro do carro (devidamente estacionado) foi ter com ele, perguntou se tinha papel e caneta.

Tinha.

E escreveu este aviso.

IMG_5288.jpg

E tirei mais uma fotografia.

IMG_20190515_174418.jpg

Copiei o texto no sentido de voltar a trás e pôr no pára-brisas do primeiro carro mas quando cheguei já não estava. 

Safou-se.

 

o terceiro

Saía eu do hospital privado, ia dar um passeio com o bebé enquanto a mãe ia à consulta, desço a rua, o trânsito era intenso, ninguém andava.

Do  estacionamento do hospital, em cima da passadeira, estava um carro azul, o condutor queria infrigir a regra de trânsito, seguir  pela rua com sentido proibido.

Aproximando-me do carro, e tive de me meter à frente porque a passadeira estava ocupada por ele e atrás tinha outro carro, comentei que não podia ir por aquela rua porque tem o sinal de sentido proibido, ao mesmo tempo que apontava para o sinal.

Ele olhou para mim, eu repito que não pode infringir o sinal, respondeu-me ele:
" Mas eu quero ir por ali porque se não estou fodido".

Ao mesmo tempo que o diz, eu sorrio.

E ele reconheceu-me.

Segui o meu caminho e uns poucos metros percorridos,  olhei para trás. Alguém lhe teria dado lugar, meteu-se na fila. Não infrigira a regra.

Imagino a cara dele quando percebeu que era eu, a utente que tinha estado com ele há cerca de dois meses no centro de saúde ecom  quem tinha recordado algumas passagens do passado, aqui na rua.

O senhor doutor por quem eu até tinha alguma consideração e porque o conheço desde a adolescência estalou, naquele momentou, o verniz.

 

o quarto

Fui dar um passeio pelo centro da cidade, quando regressei, exactamente no mesmo passeio onde estacionara o primeiro carro, entre a parede do prédio e a árvore, estava um carrinha estacionada, mas este chico-esperto, estacionou de modo a que os transeuntes passassem. E o carrinho de bebé passou, também.

Esperava a minha sobrinha, junto ao carro, queria ver quem era ele, ou ela, o dono(a) da viatura.

Quando tal, vejo um casal meia idade, aproximar-se da viatura. O chico-esperto entrou no carro, ela também.

Eu não disse nada. Mas no momento que entravam para o carro, fotografei-o.

Sem Título.png

O meu sobrinho, condutor e ciclista, sempre atento aos chicos-espertos desta cidade, vai fazer o obséquio de publicar aqui.

Há uns meses, estava prestes a começar a aula de Pilates, alguém falou sobre estacionamentos e a má educação dos cidadãos desta cidade.

A professora, natural de Lisboa, a viver cá há alguns anos, disse exactamente o mesmo que diz a minha sobrinha que viveu em Lisboa 9 anos: Em Lisboa não se vê disto a polícia anda atenta. Cá em Braga o pessoal não respeita ninguém.

Faço minhas as suas palavras, agora que estou mais atenta às infracções e condução: não há piscas nos carros, não dão prioridade a quem a tem, estacionam os carros em segunda fila, em frente às garagens, junto aos contentores do lixo e/ou reciclagem, é a lei da selva, por cá, e se alguém reclama manda o outro para o c@*@*&#.

 

 

 

 

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nos "enta"

por Maria Araújo, em 15.05.19

Ainda me lembro quando fiz 40 anos, estava a passear por Paris, uma semana de frio mas muito bem festejada.

A sobrinha, e minha afilhada, mais velha já vai nos 43.

Hoje, é ele, o F,  que faz 40 anos.

A partir de agora será sempre "enta".

Como o tempo passa!

Na foto, sentados, o aniversariante, a irmã mais nova ( mãe de dois filhos lindos).

De pé,  o M (37anos) vai ser pai lá para o fim do verão.

Adoro a minha família!

IMG_20190515_142035.png

 

 

 

 

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um belo dia de praia

por Maria Araújo, em 13.05.19

 

o mar é um lago.

Um livro, uns banhos para refrescar, a praia deserta, nem no verão temos dias tão bons à beira-mar.

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uma foto # 19

por Maria Araújo, em 12.05.19

O Jardim de Santa Bárbara precisa de novas flores para proporcionar belas fotografias aos turistas e aos  bracarenses. Apesar de secas e murchas este canteiro, deu, na minha opinião, uma bonita fotografia.

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# uma música

por Maria Araújo, em 11.05.19

intemporal, de um grande cantor francês ( falecido há  pouco tempo), e porque gosto de música francesa.

 

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2008, numa noite fria de sábado de Maio.

por Maria Araújo, em 10.05.19

Entre 2007 e 2008 foram inúmeras as viagens para Lisboa, a irmã mais velha enferma, eram as leituras dos destaques do Sapo no intervalo da hora do almoço, que noutras horas era impossível, e à noite deitar-me tarde para no dia seguinte levantar-me cedo para ir trabalhar, que me distraíram das preocupações desse ano complicado e que, de repente, nessa noite fria de sábado de Maio, decidi arriscar, e eu não sabia como tudo isto funcionava, abrir um blog na plataforma do Sapo.

Nome para ele não tinha, como começar não sabia.

Estava sozinha em casa. E nasceu o nome deste cantinho, com a certeza que não levaria este para a frente, não teria pernas para andar. 

Mas andou. E anda.

No seu percurso teve este blog momentos altos e baixos, e ainda recentemente, sobretudo à noite, naqueles dias que as preocupações surgem quando estou na cama para dormir um sono tranquilo e a mente teima em recordar-me coisas do passado, quando os momentos baixos me dizem, "apaga o blog, deixa de perder tempo com banalidades", e tomo a decisão de o fazer no dia seguinte,  chega a manhã, comento: " és doida, deixa-o ficar. quando fores velhinha, e se a memória não te faltar, vais ler com carinho e surpresa o que escreveste lá atrás".

Onze anos depois, e com uns quantos inesperados destaques, escrevi as banalidades da que é a minha vida simples e sem artifícios, com alegrias e tristezas, e ainda muitas preocupações que me tiram o sono, mas que o meu lado positivo me dá força para continuar o caminho por cá.

Hoje o meu blog completa 11 anos.

Obrigado aos poucos, mas bons, bloggers que o lêm;  aos que apenas o visitam; a todos os que deixam os seus comentários  e que faço questão de responder;  aos que tive o prazer de conhecer pessoalmente, aos meus amigos dos encontros de bloggers

Gratidão é isto: ter-vos por cá.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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os comboios urbanos da CP

por Maria Araújo, em 08.05.19

 vim ao Porto de manhã cedo,  estou em viagem de regresso a Braga, descobri que há Wifi nestes comboios, que funcionam sem falhas e muito melhor que nos comboios Alfa ou Intercidades.

E é neste comboio que escrevo o post de hoje.

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fui visitar a Alice

por Maria Araújo, em 06.05.19

alzheimer.jpg

Desde Dezembro de 2017 que não visitava a Alice, a minha amiga que fez 58 anos no passado sábado. 

Como não ia passar o fim de semana  na praia, pensara visitá-la, de preferência no Domingo, contactei uma das nossas grandes amigas que confirmou que a Alice passaria o aniversário com a família.

Combinamos visitá-la no Domingo, passei em casa desta amiga, fomos à Casa de Saúde.

Pelo caminho soube que muito mudou nas visitas à Alice: antes de qualquer pessoa a visitar, liga para a Casa de Saúde, a recepcionista telefona para um membro da família que dá, ou não, (depende de quem é e se a conhece) consentimento à visita.

Ontem, assim foi.

Na recepção comunicamos a autorização da visita. Percorremos o longo corredor e, de repente, ouço a minha amiga dizer: " olha quem aqui está!". E vejo a Alice sentada, já à nossa espera.

Quando a vi, senti uma dor no coração, uma vontade enorme de chorar.

A Alice tinha o mesmo rosto, estava com bom aspecto, mas não nos reconheceu.

Reagiu à voz da minha amiga, que perguntou quem eu era, e não obtendo resposta, disse o meu nome, mas pouco ou nada saiu daquela boca.

A Alice emitia sons, ou repetia as palavras da minha amiga de forma incompleta, olhava-me mas não sorria, eu dava-lhe a mão que ela agarrava, mas largava-a de imediato.

Fomos ao café, tive de chegar o copo à boca; ela não o segura.

Seguimos para o jardim, a minha amiga falava com ela, eu também, às vezes ria-se, mas as poucas palavras eram sons, tal e qual um bebé que ainda não sabe falar.

Regressávamos ao interior do edífico, estava uma família  com três crianças sentadas num banco do jardim. Ela vê as crianças e vai na sua direcção. As palavras que diz sempre que vê crianças são: " ai, que lindas!".

Já no interior as crianças entram na cabine telefónica, ela vê-as, diz olá e que lindas, ao mesmo tempo que sai uma gargalhada com um prazer  imenso, deixou-nos feliz, também. 

Durante a hora que estivemos as três, as únicas palavras completas que saíram da sua boca foram para as crianças.

Na hora de sairmos, a minha amiga foi chamar uma funcionária que levaria a Alice para a sua " casa" ( mais um pormenor que mudou, sempre foram as visitas que a deixavam à porta da casa) ela não me ouve, foge de mim, segue as crianças que já estavam perto da saída, chegou às escadas e parou. Olhou-me. Eu disse que não era ali a sua casa, dei-lhe a mão tentando voltar para trás, já estava a funcionária junto de nós para a levar.

Quando a minha amiga lhe pediu um beijo e lhe disse que voltaríamos, ela deu.

Eu fiz o gesto para lhe dar um beijo, ela olhou-me, não ofereceu o rosto, e pedi à minha amiga que não insistisse para o dar.

As lágrimas caíam-me do rosto quando saímos. 

A noite passada dormi mal a pensar na Alice.

Voltaremos lá, brevemente.

Ela precisa de ver outras pessoas.

 

 

 

 

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uma foto # 18

por Maria Araújo, em 05.05.19

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Procurava umas fotografias, encontrei esta do Scott muito bem aconchegado ao colo da dona, a minha sobrinha mamã do V.

 

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