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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

A Essência de

Maria Araújo, 20.02.13

 um blog que eu costumo ler com muito carinho, transcrevo, na íntegra, este post.

 

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Para os mais sensíveis, desculpem o título, assim como a imagem, mas há coisas que me tiram do sério...

Este governo é uma grandessíssima palhaçada pegada! Cambada de conas moles! Agora querem obrigar as pessoas a pedir factura para poupar-lhes a vidinha. Era bom era. Agora sou lá fiscal ou o quê? Mas pagam-me porventura para esta função?! Se isto tem lá cabimento, hã? Até porque devia-se partir do principio que os estabelecimentos - sejam eles quais forem - tinham que simplesmente passar a dita factura, ponto. Não tinha cá que haver a conversa «quer factura?». Não há o se isto ou se aquilo. É algo que devia ser mecanizado, acabou-se! É que simplesmente vou manter a minha postura como sempre tive. Não sou cão de guarda de ninguém. Isso é ponto assente! E por aí, há fiscais ao serviço do governo?
 
" Vai ser mais ou menos assim:
- "Bom dia. Sou Inspector tributário."
 - "Bom dia. E o que eu tenho a ver com isso?"
- "É que eu queria fiscalizá-lo."
 - "Fiscalize, se não tem nada melhor para fazer."
- "Tomou café?"
- "Ah, muito obrigado pelo convite mas eu não estou autorizado a tomar café com estranhos."
- "Não, não é isso, pretendo saber se o senhor cumpriu as suas obrigações fiscais ao tomar café. Se exigiu factura."
- "Então não lhe respondo."
 - "Não me responde?"
 - ""Não." -
"Mas porquê?" -
"Porque não sou obrigado. Se me faz a pergunta a título particular não sou obrigado pela própria natureza das coisas. Se faz como inspector, no âmbito de uma acção de fiscalização, então invoco o direito ao silêncio, uma vez que não sou obrigado a incriminar-me."
 - "Mas eu exijo que o senhor me informe se bebeu café e que me mostre a factura."
- "Pode exigir à vontade, que eu recuso confessar  que não cumpri as minhas obrigações fiscais para que o senhor me autuar. Se quiser investigar, investigue à vontade, que é essa a sua função, mas não conte com a minha ajuda."
- "Então o senhor não sai daqui até me exibir a factura!"
- "Está enganado. Exibir não exibo porque não quero. Revistar-me à procura dela não vai fazer porque não tem mandado para isso e eu não deixo. Deter-me não pode porque eu não sou suspeito de crime nenhum. Por isso..."
- "Então vou perguntar ao empregado se o senhor tomou café e se pediu factura."
- "Faça favor, mas quando voltar já cá não estou. Passe bem e já agora aproveite para ir tomar no..."
- "O quê? O que é que o senhor disse?"
 - "Para o senhor ir tomar no... balcão um cafezinho, porque consta que são muito bons. Eu é que não confirmo nem desminto se já tomei." -
Manuel Soares

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