Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

cantinho da casa

cantinho da casa

Dom | 13.05.12

Caminhada sem cartão

Sobre o meu post anterior, hoje perdi a oportunidade de acumular pontos/descontos(???) de um cartão que nem sei se ainda o tenho. Tive, mas com tanto cartão na carteira, alguns guardei-os, já nem sei onde, e fiquei com aqueles que habitualmente uso (ou que eu penso que uso).

Tive uma telefonema de uma amiga para irmos caminhar (a minha intenção era esta, mesmo que fosse sozinha). Passámos nos campos da rodovia, o céu ameaçava chuva, e no lugar destinado aos transeuntes, as crianças chutavam à bola, o que, de quando em vez, acertava nas pessoas que conversavam, ou nos ginastas ( e há cada cromo, oh Deus!) que faziam os exercícios nos aparelhos, agora em moda e espalhados pelos espaços verdes em qualquer zona habitacional.

Como havia jogo, nem sequer soube quem eram as equipas, a confusão era grande.

Encontrámos uma prima da minha amiga, conversámos um pouco, quando as pingas de chuva atreveram-se a cair, suavemente, mas por segundos. Despedimo-nos da prima, e seguimos o nosso destino, até que se ouviu um apito.

Os insultos proferidos por um jogador que era empurrado por um coelga da equipa, para fora do campo, em direção ao balneário, eram bem audíveis.

Desesperado, insultava o jovem árbitro, que teria marcado qualquer falta. Dois polícias (não imaginava que estes jogos também fossem policiados), estavam junto à linha lateral do campo. O jovem expulso virava-se para trás e: " filhos da p**@ ",  até que se ouviu um barulho ensurdecedor: o puto dava pontapés ao portão dos balneários (conheço bem aquele lugar, aquando da Sofia fazer parte de uma equipa de futebol, e ter os treinos nestes campos).

Os dois agentes da polícia mantinham-se impávidos dentro do campo. Jogo parado.

A minha amiga, professora de educação física, explicou-me que o colega de equipa que levou o colega expulso do campo, não devia ter ido com este para o balneário, pois o jogo devia continuar. O jovem continuava aos pontapés ao portão e os insultos faziam-se ouvir.

Comentei com a minha amiga: "Odeio este tipo de comportamento. Com tantas pessoas e crianças, aqui por perto, atitudes destas levam à violência e vingança sobre quem não tem nada a ver com isto.

A minha amiga acrescentou: "Ao que os árbitros estão sujeitos. A maioria deles são jovens formados, que gostam de arbitrar: advogados, médicos (e focou o nome de um médico aqui da minha rua que já arbitrou jogos de futebol, o que fez-me olhar para ela com espanto; "o quê? verdade?", perguntara eu, surpresa).

O jogo recomeçou, ainda sem o jogador que empurrara o colega da expulsão.

Seguimos o nosso caminho, eu indignada com a violência do jovem.

A meio do nosso trajeto, falou-se nas sapatilhas adequadas a caminhadas (agora há tudo), que ela calçava. Compradas na Sport Zone, a um preço muito bom: 14,99. Como ela queria ir ao Continente (pelos vistos vai haver um sorteio de um automóvel, queria colocar na tômbola os cupões).

Fui à loja e comprei um par para mim. Na verdade, ainda faço umas boas caminhadas, mas não usava calçado adequado, embora o que tenho resolvia o assunto. As sapatilhas que uso quando vou ao ginásio, são somente para este fim. Nunca andei com elas na rua.

No ato de pagamento, pergunta-me a minha amiga: "Tens cartão cliente?".

Olhei para ela e respondi: "Tenho. Mas não o trago comigo. Na verdade, compro muitas peças aqui, não me pedem nem perguntam se tenho cartão. Nem me lembro de o mostrar". E passa-me o dela para a mão. O cartão dá euros quando atinge um certo valor.

Não sei se tenho o meu, porque a minha carteira não tem espaço para tantos cartões e, como fico farta deles, guardo-os numa gaveta e ou desfaço-me deles.

Há minutos, ao verificar a minha carteira, descobri o cartão Benetton, onde tem o carimbo de uma compra que fiz há algum tempo.

Na 6ª feira a loja reabriu aos clientes, agora numa rua no centro da cidade.

Fui espreitar. As funcionárias desta loja não são daquelas que andam "em cima" dos cliente a perguntar se querem ajuda.

Comprei um vestido e, na hora de pagar, lembrei-me de falar no cartão. E tinha-o na carteira (pensando que o tinha em casa).

A funcionária da caixa respondeu-me: "o cartão já não é válido e só dava para determinadas peças".

Fiquei lixada. Mas não vai ficar por aqui.

Amanhã, vou ligar para a loja e saber se o cartão tem ou não tem validade.

Lá está, se tenho os cartões na carteira, já não têm préstimo. Se não os tenho, fico a ver navios, porque perco a oportunidade dos descontos.

Continuo, apesar da "chuva" de mensagens e e-mails, a preferir que fiquem com os dados do cliente, lá na loja, e façam os descontos quando se tem direito a eles.

 

 

 

 

 

 

1 comentário

Comentar post