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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

30.04.12

Os direitos que se perderam

Maria Araújo

A  decisão de Paris, de decretar o 1º de Maio como o Dia Internacional do Trabalhador teve repercussões no nosso país.

José Mattoso na sua História de Portugal, vol. 5, diz que houve um reforço da luta do movimento operário português em finais do séc. XIX sendo "em torno da associação e da greve que gravita o próprio movimento operário".

Entre 1852 e 1910 realizaram-se 559 greves no nosso país. A subida dos salários, a diminuição do horário de trabalho e a melhoria das condições de laboração eram as principais exigências dos operários.

Ainda segundo o mesmo autor, o movimento operário alcançava grande força quando os sindicatos se juntavam com as associações recreativas, as de socorros mútuos e os centros políticos.

Tal ficou demonstrado no 1º de Maio de 1900 que juntou em Lisboa cerca de 40 mil pessoas, numa altura em que "as classes médias ainda viam as organizações de trabalhadores com alguma simpatia".

Durante a I República não se deixou de festejar o Dia do Trabalhador.

Durante o Estado Novo as manifestações no Dia do Trabalho (e não do Trabalhador) eram organizadas e controladas pelo Estado.

Em Portugal só a partir de Maio de 1974 é que se voltou a comemorar livremente o 1º de Maio e este dia passou a ser feriado.

O 1º de Maio celebrado em Portugal depois do 25 de Abril (1 de Maio de 1974) foi a maior manifestação alguma vez organizada no país. Só na cidade de Lisboa juntaram-se mais de meio milhão de pessoas, conforme se pode atestar pelas imagens.        

 

 

  

 

Caros amigos


No dia 1 de maio as grandes superfícies (e as pequenas) estarão abertas ao público, não deixando os seus trabalhadores usufruir de um feriado  a que têm direito. Temos assistido, passivamente, a uma escalada de perda de valores e de direitos que, em muitos casos, custou grande esforço e luta a homens e mulheres do passado.

Nós, cidadãos comuns, podemos demonstrar o nosso repúdio através do direito de escolha:

 

ESCOLHEMOS NÃO FAZER COMPRAS NESSE DIA!

 

Mas não basta isto. Os trabalhadores deveriam, com os direitos que têm, recusar-se ao trabalho neste dia que é seu.

 

 

 

 

 

 

 

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