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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

06.08.10

710 - Refresco

Maria Araújo

Hoje de manhã fui caminhar. Com as pessoas em férias e poucos professores no Fitness, algumas aulas não se realizam durante este mês.

Ainda pensei fazer cárdio, alternando com a hidroginástica, decidi começar na próxima semana

Saí um pouco tarde de casa, já com a temperatura alta, mas fui. Deixei o carro estacionado no parque do Fitness e segui em direcção da antiga Bracalândia. O meu objectivo era conhecer e desejar boas férias a esta menina.

Contrariamente ao habitual, não se via ninguém a caminhar. Sinal de férias.

Conheci a menina com quem partilho algumas palavras no messenger. Simpática, bonita, inteligente.

Fomos tomar café perto do parque desportivo da rodovia. De repente, a miúda vê dois campos de basquete. Tinha lido no jornal que iriam construí-los. Pediu-me para passarmos lá.  Novinhos em folha. Mais uma actividade para ela. O futebol já passou. Agora vem a euforia do basquetebol.

O Sol era intenso. Seguimos em direcção aos campos de futebol. Poucos grupos davam uns chutos na bola.

Aproximámo-nos do campo grande e vimos dois adolescentes que corriam de um lado para o outro a acompanhar o trajecto de uma torneira de alta pressão, que refescava o relvado sintético do campo. Apreciámos a "cena". O calor era muito. A miúda diz-me: "vamos refrescar-nos?".

Eu respondi: "Não sei se devemos, mas não me importava nada", ao que ela retrocou: "Eu vou!". Correu até meio do campo e diz-me: "Vem, está uma delícia!"

Decidida a entrar, reparo no vigilante. Entrei. Corri para o meio do campo e, de repente, a água vem na minha direcção e  refresca-me o corpo. Só tive tempo para receber dois jactos de água. A torneira pára!

Vejo o vigilante a reclamar com alguns jovens, que entretanto entraram.

Fiquei sem jeito, sem saber o que dizer. Quando me aproximei, percebi o que acontecera. Fizeram parar a torneira. E o senhor repreendia-os do seu acto, uma vez que, além da forte pressão da água, ao fazerem-no podiam cortar a mão.

Um do jovens dizia: "se cortasse a mão o problema era meu". O outros diziam " não fomos nós, foi ele".

Foi o mote para uma conversa entre a miúda, o senhor e eu. Tema: "os valores na sociedade".

Foi um prazer conhecer o senhor. E foi um pequeno prazer receber aquela água que, não fosse os jovens meter a mão onde não deviam, e o banho seria completo.

Anseio uma chuvinha que apague os incêndios, refresque a terra e a minha mente.

 

 

 

 

 (imagem retirada da net)

 

 

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