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cantinho da casa

cantinho da casa

Sex | 19.02.21

ffffff!

quando o sobrinho neto vem cá para casa, a primeira coisa que faz, quando entra, é procurar a gata.

normalmente está no sofá da sala, mas há vezes que vai para o cesto, na marquise, outras no quentinho do edredom da minha cama.

a minha gata pressente quando ele vem para cá, vê-me preparar os brinquedos que tenho. quando ele entra, foge da sala para o cesto.

a gata detesta pessoas cá em casa, ocupam o seu território, quando vê alguém bufa.

o miúdo tinha algum receio dela, mas com o tempo ele foi-se aproximando dela. e ela  foge.

ele aprendeu a fazer o gesto e o som dos gatos quando bufam. e se antes era a gata que bufava, de há algum tempo para cá, é o contrário. vai à procura dela, vê-a e levantando as duas mãos faz  "ffff!" .

e dá-me uma vontade de rir vê-lo  fazer o gesto ao mesmo tempo do som.

a manhã de hoje foi andar atrás da gata. uma dada altura, ela arriscou,saltou do cesto e aproximou-se dele .

e ele quase lhe fez festas, mas eu  evitei. é que a minha gata é desconfiada e para se defender levanta logo a pata para arranhar( faz isto comigo).

mas ele, que gosta de desafios, continuou a aproximar-se dela, até que uma dada altura, ela estava na varanda, o miúdo espreita pela porta, vinha ela para lhe lançar as garras.

eu agi de imediato.

Sem Título.jpg

tudo isto para dizer que adoro, mas adoro mesmo, vê-lo provocar a gata  fazendo  "ffff!" e levantando as mãozinhas.

até que consegui uma fotografia.

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Qui | 18.02.21

confinamento e as crianças

continuo a bater na mesma tecla de que as crianças são as que mais saem prejudicadas deste confinamento.

O meu sobrinho neto é uma criança de rotinas. Desde bebé.

No colégio, tem actividades de música e ginástica, almoça pelas 11h30, 12h00,  depois tem a sesta.

À tarde terá outras acividades lúdicas, a partir das 16h00  brinca  com os colegas e as auxiliares.

Costumo ir buscá-lo pelas 17h00, damos um passeio pelo centro da cidade, ou trago-o para minha casa, brincamos os dois,  a mãe vem ter connosco depois do teletrabalho ( desde Março de 2020  que assim é).

Se no primeiro confinamento foi complicado gerir o tempo do teletrabalho com a criança, e eu  tive de gerir o meu para dar apoio à mãe, cuidando menino, este confinamente tem sido mais difícil para nós.

Umas vezes,  vou para casa dela, brinco com o miúdo, ora no quarto dele, ora na sala onde a mãe trabalha. E lá estou eu a ouvir a  conversa com os colegas de equipa, as reuniões,  e a criança  ouve a mãe a falar e tenta chamar a atenção para si.Ou pega nos carrinhos e vai brincar com eles na mesa onde a mãe trabalha.

E vou eu buscá-lo, ou chamo-o, para brincarmos, jogarmos à bola ( que ele adora),mas nem sempre está para me aturar.

E ontem foi um dia complicado. O tempo estava de chuva, não deu para sair com ele, andar no triciclo, desviá-lo da atenção que requer da mãe.

Então, fez de tudo o que uma criança faz quando está farta de estar em casa, de brincar com os brinquedos. E ele é criança para estar bastante tempo com os carrinhos, sem incomodar ninguém.

Depois, tem a televisão, que ajuda a entreter, mas cansa, também.

E tem as almofadas do sofá, que as atira para o chão, deita-se em cima delas,  ou então sobe para o sofá  e faz as  piruetas inimagináveis para uma criança de três anos, desafiando-se  e a quem está por perto.Ele é um menino de desafios. Gosta de fazer o mais difícil. Gosta mais disso de que fazer certas actividades, como desenhos.

Mas é uma criança tranquila, e meiga, e tem as suas horas de dormir.

Ontem, fartou-se de fazer corridas no corredor da casa, com o carrinho de brinquedos do Ikea. Primeiro com os brinquedos que lá estavam, depois sem nada. E ria-se, e dava o sinal de partida, emtrei na brincadeira dizendo: um,dois, treês. E advertindo-o para correr com calma.

Quando acaba o teletrabalho, a mãe dedica o tempo que tem até à hora do banho dele, e de jantar, para brincar ou fazer actividades com cartolina, ou desenhos,  ou jogos.

Com aquela brincadeira da criança, que estava excitada de tanto correr, a mãe comentou comigo que à noite com certeza que ia cair na cama de sono com tanta brincadeira.

Por volta das 22h00, a mãe ligou-me , desesperada, porque o miúdo, que vai dormir por volta das 20h30, não adormecia. E que, de cada vez que ia ao quarto, e tentava adormecê-lo ( e ele é uma criança que se deita e adormece logo), e pensando que estava a dormir, ia para a sala porque queria trabalhar um pouco, ele acordava e choramingava, ou aparecia na sala a choramingar.

E isto aconteceu várias vezes, e no preciso momento que ela falava comigo.

E ela desabafava que já estava farta de confinamento, que isto é muito mau para as crianças, que só tem um e é complicado, quanto mais quem tem dois ou mais filhos, está em teletrabalho, e ainda tem de os ajudar nas aulas online.

E eu muito calada. Não sabia o que dizer, sinceramente. E ela sabe que estou do seu lado. 

A minha sobrinha é grata pelo que lhe faço, eu sei. Mas  há horas que são dela, outras que são minhas, e eu também fico cansada disto tudo.

Se todos pensassemos que temos de ser uns para os outros e se cumprissemos, o mínimo, as regras de higiene , a distância de segurança durante esta pandemia, certamente, não estaríamos tanto tempo confinados.

Quero ter esperança de que dentro de um mês estejamos a desconfinar, mesmo que faseado, e que  os primeiros a saírem  deste "buraco" sejam as crianças.

A ML, deixou-me a pensar por muito tempo com o comentário que escreveu neste  post :  "Não percebe e está a perder um ano da sua infância".

 

 

 

 

 

 

 

Qua | 17.02.21

A máscara - Desafio dos lápis de cor - azul cobalto # 5

desafio "vamos pintar com palavras?"

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imagem pinterestdaqui 

a gôndola

 

O fascínio de imaginar um rosto por trás de uma máscara levou Filipe a entrar na loja,ao mesmo tempo que pensava ser um disparate, não tinha interesse em comprar, nem tão pouco a quem oferecer".
Mas a conversa da simpática jovem, que parece conhecer os gostos de quem lá entra, levou-o a comprar uma.
Saiu da loja e, de repente, muda de planos. Deixaria para a tarde a visita ao Museu Peggy Guggenheim, e já que estava no caminho da Libreria Acqua Alta di Venezia, passaria a manhã por lá, iria ver a Ponte Rialto, faria depois o passeio de gôndola pelo Grande Canal até Dorsoduro.
E se na loja de máscaras ficou encantado com o que viu, quando entrou na Libraria, que só conhecia pela internet, pensou que ficaria lá o dia todo. E o difícil foi por onde começar. Livros e mais livros amontoados nas estantes até ao baixo tecto, nos barcos, carrinhos de mãos, no exterior, tudo numa confusão que despertava ainda mais o interesse em tocá-los e senti-los.
Livros sobre Veneza, livros de música, de arte, de decoração, aos quadradinhos, livros usados, enciclopédias, livros com mais de duzentos anos. E o contraste da decoração algo bizarra de máscaras, bonecas de porcelana, ímans, postais.
Estava ali para comprar o presente de aniversário para o seu amigo Luca, faria uma rápida visita aos três espaços mais conhecidos da Libraria: a porta que dava para o canal, o cantinho da leitura e a escada de livros no exterior. O presente ficaria para o fim. 
Nesta curiosidade incessante de ver tudo, o seu coração dá um pulo: na estante de onde pegara num livro, um gato preto apareceu à sua frente, de repente.
Esquecera que o senhor Luigi é apaixonado por gatos, tem-nos na sua companhia, aparecem de surpresa. Sabendo que são muito meigos e gostam de carinhos, fez-lhe umas festas.

Seguiu para o espaço que dava para o canal e, subitamente, parou.
Sentada na poltrona, uma mulher observava a gôndola azul cobalto que estava parada junto à porta.
Sentindo a presença de alguém, ela olhou para trás.
Filipe sorriu.

 

Todas as quartas feiras e durante 12 semanas publicaremos um texto novo inspirado nas cores dos lápis da caixa que dá nome ao desafio no blogue da Fátima

Acompanha-nos nos blogues de cada uma, ou através da tag "Desafio Caixa de lápis de Cor". Ou então, junta-te a nós ;)

Neste desafio participam,  A 3ª Face, a Ana D , a  Ana de Deus  a Ana Mestre,  a bii yue, Célia, a Charneca Em Flor, a Concha, a Cristina Aveiro, a  Fátima Bento ,a Gorduchita, a Imsilva, o  João Afonso MachadoJosé da Xã, a Luísa De Sousa, a Maria, a Miss Lollipop, a Peixe Frito  .

 

 

Ter | 16.02.21

Livros?! Quero!

Anda por aqui um zum zum de que o blogue "Porque eu posso", da Fátima,  fez sete anos, e em vez de ser ela a receber os presentes, somos nós que vamos ser presenteadas (os)  com um dos sete livros aqui publicados. Para isso, e se quisermos participar, só temos de ler este post .

E por este post que publico,fico automaticamente inscrita.

Vá! Participem.

E boa sorte.

 

 

 

 

 

Seg | 15.02.21

o parque infantil

Saí, de manhã,  com o sobrinho neto, demos uma volta pelo quarteirão, pedalava ele no triciclo.

Sempre que passa no parque infantil junto a casa, ele quer entrar. Dizemos que está fechado, que não há meninos a brincar. 

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Ontem, no exacto momento que a polícia passava, de carro, junto ao parque do McDonald's, na Avenida Central, o menino choramingava porque lhe dissemos que não podia ir brincar. E apontamos as fitas que o circundam..

Uma criança de três anos não entende isto.