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cantinho da casa

cantinho da casa

Dom | 24.01.21

as pessoas não têm a noção do que são dois metros de distância

Contrariamente ao que pensara fazer, votar ao final da tarde, aproveitei o dia sereno, sem chuva, e fui a a casa de uma amiga buscar umas compras que lhe pedira ( a escola onde ela trabalha fica a dois passos do Lidl), e deixar um presente de aniversário em casa de uma amiga ( ela abriu a porta da rua e deixei o saco lá dentro, nem a vi). E já que estava fora de casa, passaria na minha zona de votação para ver como estava a fila.

Talvez fosse ridídulo, segui o meu instinto e, antes de sair de casa, coloquei não uma, mas duas máscaras. 

Tive muita sorte porque arranjei estacionamento, mal entrei na rua, e onde a fila acabava.

Uma das coisas que me faz espécie, é que as pessoas não têm a noção do que são dois metros de distância.

Era a última quando cheguei.

Aproximou-se um grupo de pessoas. Olhei para trás e percebi que nem um metro de distância havia entre elas.

Às tantas, vem um senhor à rua, diz que todas as pessoas da fila cujo nome começasse em Luís e até  Maria, inclusive, deviam sair da fila , entrar no portão e seguir  pela direita junto às grades do recinto.

Assim fiz. E quando passei o portão, a fila da esquerda era enorme...mas andava.

Na porta oposta à da fila grande, tinha cinco pessoas à minha frente, esperei cerca de cinco minutos para entrar.

Lá dentro havia uma fila grande,  perguntaram-me o nome, devia  seguir  pelo lado direito do corredor até à primeira porta, a da minha secção de voto. E não tinha ninguém. E quase seguia em frente quando de repente percebi que aquela porta era a que me fora indicada.

Ninguém lá dentro para votar.

Entrei, entreguei o CC, foi lido e confirmado o nome, e entregue o boletim de voto.

Peguei nele pela ponta, pousei-o na pequena mesa . Encontrara no porta-luvas do carro uma luva de plástico, tirei-a do bolso calcei-a, peguei na esferográfica, registei o voto, dobrei-o com a mão que tinha a luva, meti-o na urna,recebi o CC.

Olhei o telemóvel, era 13:00 em ponto quando saí da sala.

De repente, lembrei-me que o CC passara por outras mãos. Mal saí da sala, peguei num toalhete das mãos e envolvi o cartão nele (espero não o ter estragado). 

Não choveu, foi rápido, correu bem...e tive a sorte de não estar na fila grande.

Conclusão: há poucas Marias.

Passei pelo supermercado, fiz umas pequenas compras que estavam a fazer falta.

Dever cumprido.

 

 

Sab | 23.01.21

ontem, o bicho foi demais!

estou a gostar de acompanhar os directos de " Como É que o Bicho Mexe?,"estive, ontem, até ao final.

os intervenientes habituais ( Nuno Markl, Salvador Martinha,João Manzarra e outros) , entraram no directo,  Rita Blanco e  Nuno Melo, em Ofir ,em filmagens, estavam super divertidos, desanuviaram as tensões que nos  mexem com a nossa saúde e disposição; da Maro ( não conheço) fiquei a conhecer a cantora, gostei da sua voz melodiosa.

e  se na quinta-feira Bruno Nogueira conseguiu levar-nos até à Nova Zelândia, onde foi feito confinamento total estão agora sem covid, pela  portuguesa a viver neste país, mostrou-nos o ambiente relaxado dos neozelandeses a desfrutar das esplanadas, ontem, antes de desligar, conseguiu um directo com uma portuguesa, na Austrália, sem covid, e em plena praia levou-nos até ao mar; e dos  três portugueses, em passeio pela Guatemala,  estavam em viagem para a visita ao vulcão em erupção.

o final tem sido com Pipão a tocar belas e conhecidas melodias nas teclas do seu piano.

para a semana há mais.

 

 

 

Sex | 22.01.21

opinião

Hoje estive a servir de ama do meu sobrinho neto.

A mãe  veio buscá-lo para almoçar,  disse que ficaria em casa com ela mesmo em tele trabalho, cuidava dele, o que não é tarefa nada fácil, sabendo eu o que ela passou no primeiro confinamento, mesmo que com alguma ajuda minha.

 Da tarde,depois da sesta dele, fui para casa daminha sobrinha brincar com o menino, ele  solicita-a para tudo,quer atenção e a  mãe não consegue trabalhar.

Ora, durante a manhã, e para desanuviar do sempre e repetitivo Canal Panda, que ele muito gosta, ouvi um pouco da Opinião Pública na SIC Notícias.

Opiniões diversas sobre o fecho das escolas, até que uma dada altura ouvi um senhor que disse ter um bebé.Manifestava algum desagrado pela atitude do governo pois tem de cuidar do bebé, e tele trabalha, especificando o que já tinha feito de trabalho,  até ligar para lá ...mas tinha a esposa, também, em tele trabalho.

Até aqui tudo bem, mas não gostei de o ouvir dizer que o governo não ajuda nada a quem está em tele trabalho e com os filhos em casa.

Eu pensei em tanta gente que ficou desempregada, com filhos, sem dinheiro para comer e pagar as contas do mês,e o estado tem de subsidiar quem está a trabalhar?

Todos sabemos que se uma família tiver filhos e se um deles estiver em tele trabalho, o outro fica com as crianças até aos doze anos, e recebe dois terços do salário base pagos pela entidade empregadora e pela Segurança Social.

Já agora,o estado tem de sustentar tudo e todos?

Acho que nos habituamos demais aos subsídios.

 

Qui | 21.01.21

desafio de leitura - o livro secreto

 

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Já passaram cinco  anos que recebi o primeiro livro do desafio do Livro Secreto que a  MJ organizou.

Constava em escolher um livro nosso que andaria a circular, mês a mês, pela casa das pessoas que quisessem participar no desafio, até chegar ao seu dono.

Penso que na altura seríamos treze pessoa.

Acabado o primeiro, passamos para o segundo desafio, em 2017, desta vez com o dobro de participações,  prolongou-se por cerca de dois anos.

O tempo foi passando, saíram algumas pessoas, outras ficaram, como eu (enquanto tiver vontade e pude, continuarei neste desafio que tem trazido boas leituras).

Entretanto, a MJ saiu do grupo, ficou a Magda como CEO, novas participações, nova circulação, entramos na 3ª temporada, em 2019.
E o tempo passava, acabava uma temporada, começava-se outra, a pandemeia obrigou-nos a interrompar a circulação dos livros por alguns meses, retomamos no verão, acabou em Novembro passado. 
Foi-nos perguntado se continuávamos, estava a ser difícil a Magda continuar como CEO, entretanto, com a ajuda de um dos participantes, demos continuidade à viagem dos nossos livros.

Somos onze participantes, entramos no quarto desafio, começou este mês, recebi o primeiro livro desta temporada.
Caso para reflectir que os anos passam, e esta vontade de continuar é o estímulo para conhecer novas histórias, e perceber que o tempo que dedicamos ao livro só nos traz momentos de relaxe e de boas estórias para ler.

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Qua | 20.01.21

O lenço - Desafio dos lápis de cor - #1 azul marinho

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desafio "vamos pintar com palavras?"

 

O lenço de seda

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azul marinho # 1

" Porque não?!" - questionava-se
Veneza, a cidade dos amantes, e ela, ali, sozinha " que aventura!", pensava.
Seria mais interessante ter uma companhia para partilhar aqueles lindos lugares cheios de romance e de história.
Devia ter pensado nisso, mas a sensação de, pela primeira vez, viajar sozinha para fora do país, era um desafio a si própria.
Não sabia falar italiano, nem inglês, mas alguma coisa havia de desenrascar; " Os trurista que visitam o nosso país também conseguem chegar onde querem e não falam português", pensou.
Quem sabe encontaria uma portuguesa a passear pelas ruas? Há tantas mulheres que viajam sozinhas!"
Porque não?!" , matutava.
Decidiu seguir um roteiro que encontrara na internet. Quatro dias para ver a Basílica de San Marco, os mosaicos da Catedral, subir a Torre do Sino Campanille e desfrutar da vista da cidade.Muito havia para visitar e o último dia seria para vaguear pelas ruas de Veneza.
Alugara um quarto num hotel três estrelas, ficou satisfeita com o a decoração, com o quarto, que, não sendo xpto,era acolhedor.
Deitou-se cedo, tentou dormir mas, mais uma vez, o filme da sua vida passava-lhe à frente dos seus olhos fechados , até que adormeceu.
O pequeno-almoço era servido entre as 08:00h e as 10:00h.
Olhou o despertador: " 8:20h. Bom dia Veneza!".
Saiu da cama , tomou um duche.
Levara o essencial para vestir nesses quatro dias. Um vôo low cost não permite que a bagagem seja de mais. Escolhera umas peças clássicas em tons de azul marinho e branco que nunca a deixaram ficar mal.
Vestiu as calças azul marinho, uma camisa branca, um casaco de malha também azul marinho. Completou o look com um lenço de seda e azul marinho e branco, que o ex-marido lhe ofereçera quando fez quarenta anos. Calçou os sapatos camel Oxford que comprara nos saldos, bastante confortáveis para os longos percursos a pé que se preparava para fazer.
Olhou o espelho, gostou de se ver, sentia-se uma mulher com classe. Pegou no trench coat bege para a agasalhar nas manhãs e nos fins de tarde daquela primavera.
Foi complicado entender a italiana que a encaminhou para uma das mesas ainda vagas e lhe explicava o que tinha de fazer para se servir.
E pelo gestos percebeu que tinha de lhe dar o número do quarto e que podia servir-se de tudo o que quisesse comer. O pequeno-almoço buffet, que tanto gosta!
Serviu-se do que queria para não se levantar muitas vezes. Apreciava este pequeno-almoço que estava a saber pela vida. Discretamente ia observando os casais, que conversavam baixinho, e o movimento vaivém dos hóspedes, também estrangeiros como ela.
De repente, os seus olhos fixaram um homem que entrou na sala.
De costas para si, este homem, alto, cabelo grisalho, elegantemente vestido, falava em italiano com a sorridente funcionária que apontava a única mesa vaga, e ao lado da sua.
O homem virou-se. Sofia sentiu um baque no coração. O seu rosto corou.
E as suas mãos tremeram.

Todas as quartas feiras e durante 12 semanas publicaremos um texto novo inspirado nas cores dos lápis da caixa que dá nome ao desafio no blogue da Fátima

. Acompanha-nos nos blogues de cada uma, ou através da tag "Desafio Caixa de lápis de Cor". Ou então, junta-te a nós ;)

 

Qua | 20.01.21

do confinamento

quando tivemos de confinar, em Março do ano passado ( depressa passa o tempo) , não me apeteceu fazer da minha casa o ginásio,estive um mês para me decidir que, depois de tomar o pequeno almoço, era o momento de vestir  as leggins, o top, pegar no "colchão" e na toalha, procurar vídeos no computador, ou telemóvel, e "vamos lá, Maria, mexer o corpinho".

Esta pandemia está a custar a entranhar, embora estivesse à vista de que iria acontecer após o Natal, estou sem vontade de mexer o corpo. Em contra partida, tenho lido mais.

Nestes  dias de confinamento,  saí ontem para ir à padaria, ao mini mercado e à peixaria (abasteci a arca frigorífica de peixe),  preciso de ir ao talho, mas não há pressa, sexta-feira irei, tenho que comer para muitos dias.

Mas tenho dormido menos, fico com o corpo dorido de dar voltas na cama, acordo de repente,  ainda é noite, penso na merda do coronavírus, faço promessas a mim mesma " começo hoje a minha ginástica", sento-me em frente ao computador a ler o que quero, a saltar o que não me agrada, evito a televisão, estou decidida a não ver notícias, procuro ler na internet.

À noite, tenho acompanhado os encontro no Instagram do Bruno Nogueira  " Como É que o Bicho Mexe", tem sido muito interessante ouvir os intervenientes, ontem com a intervenção deste médico, que eu admiro.

A minha gata acordou-me de madrugada, mia, não me deixaou em paz,  levantei-me seis vezes para ver o que tinha ou queria,  não consegui sossegá-la.

Por volta das nove horas, consegui dormir meia hora. Quando me levantei, começaram os mios, dei-lhe comida húmida, sossegou um pouco.

Acho que com o barulho da chuva fica perturbada.

A meio da manhã, entrou no meu quarto, meteu-se debaixo do edredão, deixei-a ficar.

Decidi participar no desafio da cor, da blogger Fátima,  tinha feito um texto,ontem, pensando que o tinha guardado, à noite,depois do jantar, fui procurá-lo na pasta que abri para este fim, e não apareceu. Acho cliquei em não guardar, agora tenho de fazer outro e não estou nada inspirada.

Também não sei o que se passa, se é o meu pc, se é do Sapo, não consigo gravar em rascunho o que escrevo.

À cautela, guardo no word.

Ter | 19.01.21

o bicho mexe, e bem

Apesar de algum calão menos bonito,  e que não gosto,  ouvi, ontem, o que o Bruno Nogueira tinha para dizer.

Preocupação, muita.

Palavras que chegam a todos,  conselhos que dá aos adolescentes, são,  em "Como É que o Bicho Mexe", assertivas.

Fez um pedido. Se algum médico do SNS  quisesse participar destes encontros, seria bem-vindo.

Entrou Nuno Markl, a sua intervenção foi  curta. O seu tempo de antena  foi a "reparar" as tomadas da sua sala.

Depois, entrou Salvador Martinha.

Vi cinco minutos e, saí.

Hoje, nova intervenção, desta vez, e a por que sugeriu mudar a hora, que foi aceite pela maioria dos seguidores, passa para as 22 horas.