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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

Termos de Pesquisa (ontem: 26/01/2020)

Maria Araújo, 27.01.20
  1. lenda de s. longuinho - 1

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( foto de 2016)

 

Nos termos de pesquisa, a história que fui buscar à Wikipédia e  relembrar a lenda de São Longuinhos do Bom Jesus de Braga:

"De acordo com uma antiga lenda local, um lavrador muito rico, de nome Longuinhos vivia nos arredores da cidade, perto do Bom Jesus. Solteiro e recatado, era estimado por todos na comunidade. As raparigas solteiras não lhe eram indiferentes, uma vez que entreviam nele um excelente partido, embora nenhuma o impressionasse particularmente.

Certo dia, Longuinhos apaixonou-se por uma rapariga chamada Rosinha, e entendeu que era o momento de partilhar a sua fortuna. Para esse fim, informou-se quem era o pai dela, e procurou-o. Identificou-se e comunicou-lhe as suas intenções, pedindo a mão dela em casamento. O pai dela, entretanto, mostrou-se um negociador difícil, e apenas cedeu quando Longuinhos lhe prometeu uma pensão.

Pedro, era esse o nome do pai de Rosinha, chamou-a e comunicou-lhe que Longuinhos pedira a mão dela em casamento e que ele, como pai, a dera. A rapariga ficou lívida, pois amava outro rapaz, de nome Artur, e diante do altar do Bom Jesus, havia lhe prometido casamento. O velho pai, com medo de perder o negócio que fizera, armou tal espalhafato que, a filha, apavorada, acabou por dizer-lhe que casava com Longuinhos. Saiu a tremer de ao pé do pai e recolheu-se ao seu quarto, onde, chorosa, começou a orar, apelando a São João. Eis que, de súbito, ouve uma voz dentro de si que lhe dizia que tivesse calma, que tudo se arranjaria.

A voz era a de São João, que dali foi ter com Longuinhos, que também se encontrava em meditação. Dirigindo-se ao lavrador, São João argumentou que, se Longuinhos era tão seu amigo, não seria capaz de estragar a felicidade dos dois jovens que tanto se amavam. Reparou ainda a Longuinhos a desastrosa maneira de falar com o pai de Rosinha, tentando-o com dinheiro.

Longuinhos então caiu em si e compreendeu que, se a rapariga amava outro, e era correspondida, ele não tinha o direito de destruir a felicidade de ambos. Assim o disse ao santo, que ficou muito contente, e acrescentou:

"- Se me consentes, São João, eu próprio serei o padrinho desse casamento! Sei que precisam de um bom começo de vida e eu me encarregarei disso. Quanto ao meu amor, cá o entreterei até que se desvaneça!"

O santo correu então a avisar a rapariga, para que preparasse a boda com Artur, pois arranjara-lhe um bom padrinho. O velho Pedro foi quem ficou a perder, mas lá se consolou como pôde."

é de Braga?

Maria Araújo, 27.01.20

Sexta-feira, fui fazer um exame.

Estava na sala de espera, ouço o meu nome, olho a funcionária que me diz para seguir pelo corredor x, ao fundo está uma porta aberta, é lá que o técnico me espera para o exame.

Chego junto da porta aberta, uma senhora sentada numa cadeira, em frente ao computador, que me diz para entrar e deixar os meu pertences na cadeira ao lado da mesa,  e deitar-me na cama junto à parede.

Quando me dirigia para a cama, diz ela :

- É de Braga? Não fecha porta?

Não confirmei a pergunta, mas comentei que pensei fechá-la , não sabia  sesa a queria como estava.

E voltei atrás e fechei-a.

Depois de fazer o exame, agradeci, peguei nas minhas coisas e despedi-me. Quando estava do lado de fora da sala, com a mão no puxador,  digo-lhe:

- Agora, vou fechar a porta.

Riu-se.

Ora acontece que muitas vezes a pessoa que está do lado de dentro fecha a porta ou então manda entrar e pede que a feche.

Achei pouco simpática a reacção da senhora.

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A história da porta aberta, aqui.

 

sobre o respeito

Maria Araújo, 24.01.20

tinha um post agendado há algum tempo, decidi publicá-lo hoje, a propósito da rubrica a Liberdade de..., sobre um caso que aconteceu no início do mês de Novembro de 2019, aqui no prédio:

 

 

 

“não faças aos outros o que não gostarias que fizessem a ti”

O conceito que tenho de liberdade começa , primeiro e acima de tudo, no respeito por mim própria.
Tento não impor a minha opinião sabendo que a do outro pode ser diferente da minha, e de modo a não causar danos evito situações de desrespeito quando percebo que os outros pensam que estão a ser lesados e reagem de forma negativa, promovendo a discussão que não leva ninguém a lado nenhum.

Há cerca de dois meses, no logradouro que dá acesso às garagens deste prédio, um carro desconhecido estava estacionado junto ao prédio, de tal forma que impedia que os carros dos donos das garagens passassem.
Estranhei.
Uns dias depois, encontrei a vizinha do terceiro andar ( uma família que não re(age) porque não quer problemas com ninguém, como eu não quero, prefere ficar quieta e deixa que tudo aconteça, mesmo que em seu prejuízo) perguntei se o carro era de algum familiar seu, respondeu-me que não, que era de um familiar do inquilino do r/c.
O carro ficava, e fica, estacionado junto ao prédio, cedo pela manhã, até ao final da tarde.
Este andar não tem garagem, desde sempre foi-nos dito que o inquilino não tem direito a estacionar o carro no logradouro, a não ser que os donos das garagens permitam.
No quarto dia, esperei que o dono (a) do carro viesse tirá-lo . Via-a aproximar-se, abriu o portão. E perguntei se o carro lhe pertencia.
Respondeu-me que sim.
Perguntei por que razão estaciona o carro num lugar privado, já que é uma pessoa desconhecida no prédio e na zona.
Não foi mal educada, mas respondeu-me de forma arrogante com" a minha irmã autorizou-me a estacionar, fale com ela".
Fi-la entender que a irmã não tem  liberdade de mandar estacionar o carro sem falar com os inquilinos, que era uma falta de respeito para com estes, sobretudo porque ninguém pedira autorização para um desconhecido estacionar o carro .
Continuou a insistir que a imã a autorizara, que me entendesse com ela.
Perguntei-lhe o que faria se ela estivesse no nosso lugar se visse um carro de um desconhecido ocupar o espaço de acesso à sua garagem.
Fiquei sem resposta.
No pára-brisas do carro estava um papel escrito pelo vizinho do terceiro andar a alertar que, nesse dia, não conseguira passar com o seu carro, fora obrigado a deixá-lo na garagem, pedia que estacionasse o carro de forma a permitir a passagem das pessoas do prédio.
Nesse mesmo dia, à noite, depois da minha viagem à Maia, sem ter jantado, a inquilina  do r/c, a madame do baton vermelho ( já escrevi alguns post a seu respeito ), acompanhada do marido, tocou à minha campainha para "discutir" o caso do carro estacionado.(Noto que ela não foi "discutir" com o vizinho do andar de cima sobre aviso no pára-brisas do carro, veio discutir comigo porque a suposta irmã lhe ligou a fazer queixa de mim por tê-la advertido que o carro não podia estar estacionado num lugar que é dos donos das garagens).
Trazia o contrato do senhorio, metia-o à frente dos meus olhos para eu o ler, insistia que tem direito ao lugar no logradouro, que ligara à advogada, que lhe confirmara que o lugar é também seu, que ali estaciona o carro quem ela quiser, seja irmã, amiga, ou qualquer outra pessoa.
Fi-la perceber que vivo nesta rua desde criança, nunca "discuti" com um vizinho, sempre houvera harmonia e entendimento entre todos, ter uma discussão por causa de um carro era ridículo.
Fez algumas insinuações ( como se eu fosse fazer alguma coisa ao carro), e reafirmou a sua posição de que o carro ficaria ali :"é só durante a semana, ao fim de semana não ".
Quando referi que era uma falta de respeito não ter subido as escadas para pedir autorização aos três inquilinos que têm garagem, o marido, finalmente, falou , dizendo que de facto fora falha deles, que deviam ter dado uma satisfação.
Ela insistia no seu direito ao espaço e que o carro ia continuar ali estacionado, que há espaço para todos.
E foi então que desisti.

Disse-lhe que fizesse o que quisesse, há mais inquilinos no prédio, que só eu dou a cara ( há cerca de dez anos acontecera o mesmo autorizando que uma colega de trabalho estacionasse o carro), que não me metia mais no assunto, os outros inquilinos que se pronunciassem.
Antes de descer as escadas acentuou " o carro fica ali e fica muito bem, ai se alguma coisa lhe faz".
E assim o carro, que é um carrão, estacionado 9h por dia, e porque a passagem é estreita, obriga-nos a várias manobras.
O meu carro é pequeno passa com alguma dificuldade, mas os carros dos inquilinos são largos e compridos. Lamentavelmente, eles não têm coragem para fazer alguma coisa.

Entretanto, falei os donos ( herdeiros) do apartamento cave, vamos tentar uma reunião com o senhorio do r/c, saber se deu permissão a que o carro fique estacionado o dia todo, junto ao prédio, e resolver a questão da poluição que há anos ela provoca perto da minha garagem, e porque os falecidos donos desse apartamento nunca tiveram coragem de falar porque não queriam problemas com a madame( um assunto para contar, um dia destes).
Tudo isto porque em dezembro passado nas ruas do centro da cidade, e a minha também, activaram os parcómetros que estiveram parados por algum tempo. A inquilina achou que devia solucionar o problema da suposta irmã.
Entretanto, vim a saber que a pessoa não é irmã, será amiga do casal.
A ser verdade ou não, impôs o que pensa ser seu de direito.

Se me respeito a mim própria, não posso violar a liberdade dos outros mas também não devo permitir que violem a minha.