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cantinho da casa

cantinho da casa

Ter | 10.12.19

" Spending My Time

Há algum tempo que não estava com a Sofia , que tem ficado pelo Porto a estudar, fomos no Sábado tomar o  pequeno-almoço fora.

Conversávamos, e diz ela:

-Há quanto tempo não ouvia esta música!

De costas para o écran, virei-me e vi a vocalista dos Roxette, grupo que gosto muito.

Há minutos, li no Instagram que Marie Fredriksson morreu ontem, depois de uma luta de 17anos contra o cancro.

Uma mulher madura jovem (aos 61 anos, nos dias de hoje, ninguém é idoso) com uma voz linda, deixou-nos. 

Ficam as suas belas canções.

A canção que passava era "Spending My Time"

Uma das minhas preferidas:

"It Must Have Been Love"

 

 

Sex | 06.12.19

desafio de escrita dos pássaros # 13

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# Tema treze - cantinho da casa

Reescreve o final dum filme

Quando na passada sexta-feira me lembrei de espreitar o email e ver o tema treze, comentei para os meus botões:
Os Pássaros devem estar loucos! De que se foram lembrar: reescrever o final de um filme?! Se fosse contar uma cena erótica de um filme, até que marchava já o erotismo de Kim Basinger em " Nove Semanas e Meia" .
Como não sei como dar a volta a isto, vou escrevinhando e no fim logo se vê o que vai sair .
Um dos filmes que me lembrei de imediato foi o clássico de Roberto Benigni, " A vida é Bela".
Uma estória que acontece durante a II Guerra Mundial, na Itália fascista, conta o amor vivido por uma família até que pai e filho são deportados para um campo de concentração. O progenitor faz de tudo para que o filho seja feliz, não veja e sinta os horrores daquele lugar, a perseguição e sofrimento dos homens judeus, usando todos esses momentos como um jogo em que a criança tem de acreditar. E se aguentar até ao fim e conseguir os mil pontos do jogo, terá um prémio.
Na cena final, o pai diz ao filho que o jogo está a chegar ao fim, mostra-lhe uma caixa metálica onde ele deve esconder-se até que não haja ninguém ali.
Com os soldados atrás de si no caminho para a morte, passam junto à caixa onde a criança estava escondida, o progenitor sorri e pisca -lhe o olho para mostrar que o jogo estava a ser bem sucedido e sentia-se feliz.
Quando já não havia ninguém, a criança saiu da caixa metálica. Uns segundos depois, ouve o ruído de um motor, eis que chega um tanque de guerra do exército dos EUA que pára junto a si. O soldado pede-lhe para subir.
Ao colo do soldado, o tanque passa por uma multidão de judeus que seguiam em fila o caminho da liberdade, a criança vê a mãe. E chama-a.
Ela abraça-o feliz por o ver.
A criança diz-lhe que havia ganho o jogo e o tanque, que os levará para casa, é o prémio que o pai prometera se conseguisse os mil pontos.
O filme acaba com um monólogo do personagem criança, então adulto, em que relembra os sacríficios que o pai fez por si.


"Esta é a minha história, este é o sacrifício que meu pai fez, este foi o seu presente”.
Giosuè, "A vida é bela"

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Sex | 06.12.19

antes das 10:00

 A minha mente não descansa quando tenho compromisso a fazer logo de manhã cedo.

Acordo ainda no primeiro sono, dou voltas na cama para adormecer, volto a acordar por volta das 5:00h, e é então que o sono já não nada comigo.

À noite, quando quero descansar um pouco, ligo a televisão, pego no telemóvel e  ponho algumas leituras de blogs em dia. E é nestes pequenos momentos que ele vem.

Os olhos fecham-se, o telemóvel cai em cima das minhas coxas, não controlo o sono.

Levanto-me, escovo os dentes, planeio o que vou vestir no dia seguinte, quando tenho o compromisso, não há tempo a perder.

Deito-me.

Adormeço quase de imediato...ou não.

Então, hoje, acordei às 5:10h, vira para aqui, vira para acolá, passei duas horas nisto, levantei-me às 7:20h.

Às 8:15h estava no sítio, não cheguei mais cedo porque o trânsito não me deixou ( não tenho paciência para filas ).

Fiz o que tinha a fazer, pensei ir ao cemitério(e ainda vou) mas precisava de tomar outro pequeno-almoço.

Vim ao Braga Parque, só os cafés estavam abertos.

Mas já se ouvia o burburinho habitual de centro comercial.

Estou sentada em frente à Massimo Dutti.

Às 10:00h a porta abriu.

As pessoas que se encontravam por aqui  entraram logo na loja.

Porra! Haverá promoções?

E aqui continuo sentada a descansar um pouco antes de voltar à minha rotina de sexta-feira.

Ah!

Hoje é mais um dia de publicação do 13° tema do Desafio de Escrita dos Pássaros.

O tempo passa depressa e já só faltam quatro temas.

Piu, piu, piu ( isto deve ser cansaço mesmo)

 

 

 

 

 

Qui | 05.12.19

não há paciência!

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Estamos vários utentes na sala de espera do hospital, para exames, uma mulher fala muito alto ao telemóvel com o alta voz ligado.

Ouve-se a pessoa do outro lado que  até um f°&@ -se ouvimos.

Porque o  vestido fica bem com os sapatos, porque isto e aquilo, sempre a repetir as mesma coisas, até que diz:

"Olha estou aqui no hospital à espera de entrar para fazer o exame. Estão muitas pessoas à espera.

Olha perdi uma nota de cinco euros. Não sei onde caiu. Já viste, perder uma nota? Uma vez perdi dinheiro, andamos eu (...) por toda a cidade à procura do dinheiro."

Uma jovem que estava a meu lado, viu-me estender a cabeça para ver quem era a pessoinha que falava tão alto.

E sorriu.

Apeteceu-me chamar a mulher a atenção que devia falar mais baixo, estava num hospital, onde devemos falar num tom de voz baixo.

Mas poderia receber uma resposta mal educada, fiquei na minha a escrever este post. 

Incomodava-me, e penso que a quem estava ali. 

Volta à carga com os cinco euros:

" Já viste, perder cinco euros?! Eu paguei os exames, tinha o dinheiro. Estava embrulhado com umas notas de dez,   deve ter caído quando o guardei no porta-moedas. Olha, pelo menos que fosse um pobre a encontrar o dinheiro"

E repetia " que fosse um pobre a encontrar o dinheiro".

Fui chamada para fazer o exame, não ouvi mais nada.

 

 

Qui | 05.12.19

chamadas "sem nome"

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Ontem, fui buscar o sobrinho neto ao colégio, e como o tempo é de sol, levei o carro de bebé. Também queria levá-lo a ver a iluminação de Natal.

Seguia tranquilamente o meu caminho, uma senhora pôs-se ao meu lado, acompanhando o meu passo, comentou comigo:

- Chamadas sem nome, que nervos!

Olhei para ela, não disse nada. Não era comigo, estaria a resmungar alto e para si própria.

E continuou:

- Chamadas sem nome, apetece deitar o telemóvel para o chão. Havia de ser proibido fazer chamadas sem nome.

Sorri sem nada dizer. Acho que esperava um comentário meu, que não aconteceu.

- Porque fazem chamadas sem nome? Devia ser proibido. 

Estuguei o passo, não era nada comigo, atravessei a rua, não fiz qualquer comentário.

Ficou para trás.

Ouvi-a resmungar.

 

Qua | 04.12.19

final da aula de Yoga

Uma aula com música pouco  zen,  como eu gosto, chega a hora do relaxamento a professora diz que este momento é nosso, pediu-nos que escutássemos os pássaros, o que eles nos dizem.

Uma melodia de sons diferentes, e cativante, levou-me para o início do Desafio dos Pássaros da plataforma do Sapo.

Um som agudo e prolongado parecia conversar com os outros pássaros que, quase em uníssono, participavam da "conversa".

Uns segundos depois, com  mais tempo de antena, voltava o primeiro pássaro.

Com o mesmo ritmo, um pouco mais baixo, respondiam os outros.

E imaginei a Magda a dar-nos instruções sobre o desafio, e nós, numa algazarra alegre, mas responsável, decidirmos ir em frente.

E sorri.

Procurei um vídeo, e de muitos que ouvi, apaixonei-me por este.

 

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