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cantinho da casa

cantinho da casa

Qui | 19.12.19

foi o caos em todo o lado

e aqui na cidade, fecharam alguns tuneis, estive presa no trânsito quando fui buscar o meu sobrinho neto ao colégio.

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Os sobrinhos netos chegaram bem, a turbulência foi muita, estão em casa,  decidimos ir dar-lhes um beijinho de boas-vindas. 

O acesso à zona do hospital público estava completamente entupido, as ambulâncias passavam por entre os carros e,  contrariamente ao normal, o trânsito ia na direcção da UM, conseguimos chegar mas com muiito tempo de espera.

Quando regressava a casa, percebi porque o trânsito era intenso, e continuava:  o túnel que dá acesso ao Braga Parque, também estava interdito, fui obrigada a seguir pela via que vai dar à estação de comboios, que estava mais calma, andei mais mas cheguei rápido a casa..

E porque nos dias de chuva intensa, quando vou ao Braga Parque, receio estacionar no parque, porque imagino uma inundação, se fosse lá hoje, ficaria assim:

 

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fotos daqui

 

 

 

Qui | 19.12.19

eles embarcam hoje

cá no norte as rajadas de vento e a chuva fizeram-me ficar a tarde em casa, porque quis( nem fui buscar o meu sobrinho neto ao Colégio, foi a mãe), o tempo está terrível.

Fico ansiosa, já sei que a noite vai ser curta, os " meus"  meninos embarcam dentro de uma hora.

Se eu estou assim, imagino eles.

Espero que o tempo serene, a chegada seja tranquila. 

Os meus sobrinhos e seus filhotes não falham um Natal.

Logo, vou abraçá-los.

 

Seg | 16.12.19

o respeito

em Agosto passado, li este post sobre vários artigos sobre refugiados,  fiquei impressionada do que li das mulheres e crianças do povo rohingya, documentado com fotografias de  K. M. Asad. De entre as muitas fotografias deste autor, sobressai a de uma mãe com o filho ao colo,e que foi  capa da revista  National Geographic, desde então, comecei a seguir este fotógrafo no Instagram.

Hoje, chamou-me a atenção uma fotografia em que se vê uma mulher a construir uma  tenda para si e o filho,  não porque seja diferente de muitas outras que publica , mas porque fala de  respeito pelas mães.

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Infelizmente, muitas são as mães que, após  separação do  cônjuge, sozinhas, lutam pelos filhos, pela educação e crescimento destes, procurando dar-lhes qualidade de vida,  são desrespeitadas pelos próprios companheiros e /ou maridos, sofrendo afrontas como se fossem  as culpadas da má sorte que a vida lhes deu.

No nosso Mundo em Movimento, há mulheres que não foram feitas para o amor, foram feitas para amar...os seus filhos.

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Sab | 14.12.19

o tamarilho

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em 2016 escrevi um post sobre o tamarilho  e : " Imagino a careta que fiz. Atirei-o de imediato para a banca. Horrível ! Amargo, algo picante, detestei."

Desde então, nunca mais comprei.

A semana passada, vi-os no mercado municipal, os vendedores arrumavam os cestos, era hora de fechar, lembrara-me que tinha um comentário recente desse post,  resolvi trazer o último saco de um quilo que restava.

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Queria experimentar como seriam bem maduros.

Pois, bem; lavei, cortei, e com uma colher,como faço com o maracujá, que adoro, meti à boca e, uhg! Amargo!

Ainda assim, comi o segundo.

Não! Não gosto!

Estão no frigorífico, vou fazer deles  este doce.

 

Sex | 13.12.19

conto de Natal

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A imsilva pia,pia,pia, mas está com o frenesim do Desafio de Escrita dos Pássaros, e decidiu lançar no seu blog um Desafio de Natal. 

Pensei participar mas escrever contos que geralmente são para as crianças, e saber escrever para elas, não é para todos.

"  quero ler histórias de Natal escritas por vocês" 

E se a Isabel quer ler histórias de Natal, vou fazer o meu melhor e oferecer-lhe um presente, mesmo antes  de o Natal chegar.

Está prometido.

 

Sex | 13.12.19

desafio de escrita dos pássaros # 14

 

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# Tema catorze - cantinho da casa

Não nasci para isto


Marta vinha de uma família grande, que lhe ensinara a respeitar o outro, a lutar pelo que queria sem passar por cima de quem quer que fosse, a não depender de cunhas para alcançar o que desejava.
E desejava muito, como qualquer jovem que sonhava: ter uma casa, marido, filhos, viajar.
Valorizava cada etapa da vida, todas as escolhas que fizera. Cada queda ou conquista suas eram uma aprendizagem para o que viria a seguir.
Tinha um bom emprego, uma casa pequena, mas confortável, para si e o cão Doggy, um espaço para receber os poucos amigos que tinha.
Tivera duas relações, em cada uma delas pensara que seria para toda a vida. Não sentia que a capacidade de amar esmorcera, mas foram relações que lhe trouxeram mais tristezas que alegria e paz.
O primeiro fizera-lhe promessas de amor, enchia-a de presentes, de mimos, fazendo-a acreditar que seria a mulher perfeita para si, goradas ficaram as suas expectativas quando a palavra casamento lhe saiu da boca. Friamente ele dissera que nunca lhe falara em casar, não lhe prometera nada, nunca fora esse o seu objectivo. E desculpara-se se algum mal lhe causara, não queria que sofresse por ele. Desaparecera tão rápido quanto aparecera na sua vida.
Ainda de coração ferido, conhecera um homem que , com o tempo, lhe pareceu ser um bom amigo com quem desabafar os seus medos, as inseguranças e fragilidades da frustrante relação que tivera.
Uma relação de amizade que os aproximava dia após dia. Ligava-lhe todos os dias, começara a chamá-la de "minha querida". Ele preocupava-se com ela. E o seu coração deixara de sangrar, novas vibrações faziam-na sentir mais alegre, mais bonita. Abriram-se as portas para um novo amor.
E tudo quanto tinha de melhor de si era para ele. Amava-o muito. Este era o seu homem, o seu verdadeiro amor, aquele que a fazia sentir-se segura e confiante.
Mas um dia o azar bateu-lhe à porta. E o mundo desabou a seus pés.
Ele candidatara-se a seguir carreira nos Médicos Sem Fronteiras, um desejo há muito planeado, ia numa missão para bem longe dali, não sabia o tempo que ficaria por lá. Talvez um ano, dois, mais...
Despediram-se.
"Amo-te muito", diz-lhe abraçando-a.
" Não nasci para isto. Não nasci para o amor, Pedro".
O tempo fez-lhe ver que para ser uma pessoa realizada não precisava de viver na ilusão de que só um homem era capaz de a fazer feliz.