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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

uma semana inteira

Maria Araújo, 29.08.19

que se repete nas semanas que aí vêm.

Começou este mês a época de futebol, procuro nos canais algo que me convide a sentar-me no sofá e ver um programa que agrade, o que encontro?!

Nos dias anteriores ao "clássico", nos canais  do costume : SIC Notícias,  RPT1, RTP3, TVI24, CMTV, Sport TV, Porto Canal, o destaque  do discurso dos comentadores que berram todos ao mesmo tempo, era para o Benfica: comentava-se o jogo, os jogadores, a táctica, os jogos ganhos na época passada, a era Bruno Lage...

Mas no sábado passado o Benfica perdeu o jogo com o FCP, e como se as grandes equipas não pudessem perder,  ou neste caso os egos benfiquistas sofreram uma decepção, a discussão prolongou-se em todos os canais durante pelo menos quatro dias.

Ontem, passava nos ditos  canais, lá estava o destaque dos programas focados no Benfica, aquisição, venda, sei lá,  de  jogadores, até que num deles os comentários eram sobre o SCP.

Hoje, tivemos  play off dos jogos da Liga Europa, o Sporting Clube de  Braga e o Vitória de Guimarães estão na fase de grupos, lembrei-me de ver o que se passava... e de novo Benfica é o protagonista.

Amanhã vem mais, e já estou a ver o discurso para o jogo de domingo: o Braga recebe o Benfica, está visto que depois de um jogo como o de hoje dificilmente a equipa bracarense conseguirá pontos, vai haver acesa discussão já amanhã e nos mesmo canais.

Não há paciência. 

Escapa o Culta e Adulta, RTP2.

 

a trovoada de domingo

Maria Araújo, 27.08.19

Que me lembre, a trovoada mais fantástica que vi(vi), era eu adolescente, foi  também em Agosto, na praia de Apúlia.

Na casa  que os meus pais alugaram, havia um grande quintal,não fomos à praia,  estava o grupo de amigos que todos os anos se juntava nesta praia, nessa tarde, o céu demasiado escuro ameaçava trovoada, mas nunca imagináramos que seria um espectáculo de luz e som que jamais me esqueceria.  Veio em carga e de vários pontos da praia.

Mas quando começou a ser mais intensa, fugi para dentro de casa. 
O meu irmão mais velho tinha fascínio por trovoada e um medo terrível do vento. Ele e outros amigos ficaram no quintal a ver.

Desde então, não me recordo de ver um espectáculo de luz tão bonito, e temeroso, até ao domingo passado.

Começaram, ao final da tarde,  as faíscas que se formavam no céu desta cidade. Saí de casa para cuidar dos gatos da minha irmã, seguramente pareceu-me que não ia ser nada de transcendente.

Quando regressei a casa, pouco depois das 20:30, piorou. Acompanhada de uma carga de água, intensificaram-se os relâmpagos.

Tive receio de os fotografar. Acho que perdi uma boa oportunidade de ter umas belas fotografias. Eram lindíssimos.

Hoje, recebendo as notícias do Diário do Minho no meu telemóvel, tive acesso às fototografias, acho que estão fantásticas, e congratulo quem as tirou.

Deixo aqui o link do jornal, onde podem ver todas as fotografias, e os nomes dos seus autores.

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Foto de m relâmpago e um arco-íris

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Dia Mundial do Cão

Maria Araújo, 26.08.19

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Ouvira de manhã, na rádio, que hoje é o Dia Mundial do Cão.

Eu não tenho cão, nunca quis ter, porque em criança fui mordida pelo rafeiro do meu avô materno, fiquei sempre com medo destes animais de estimação, amados por uns, desprezados por muitos, são eles os mais fieis amigos que podemos ter.

A minha irmã mais velha adoptara uma cadelinha  de rua que, entretanto, teve três filhotes, ficou com a cadelita, o cãozito foi levado para a aldeia, foram as duas as companheiras desta família que foi ficando mais pequena, à medida que foram saindo de casa.

A minha irmã e o meu cunhado cuidavam destas duas cadelinhas, mãe e filha, era um amor louco.

E quando eu ia lá a casa, a google saltava para o meu colo, queria mimos.

A kim, mais rebelde, não me dava muita importância, queria o colo da minha irmã e/ou das minhas sobrinhas, quando estas vinham a casa.

Se a família ia de férias, costumavam eles estar à espreita do lado de dentro da varanda e, mal me viam, ladravam, desciam as escadas, já sabiam que eu ia cuidar delas.

A google faleceu há dois anos, ficou a kim, agora mais velha, mais calma, vê e ouve mal. De quando em vez, era costume levá-la à praia para correr, fugir de nós, para depois voltar, feliz, com a liberdade que lhe dávamos.

Depois veio o scott.

Este foi encontrado nas ruas da capital, abandonado e maltratado, uma amiga da minha sobrinha acolheu-o, mas sem grandes condições para ficar com ele, a minha sobrinha aceitou-o com muito carinho.

Sempre que vinham, de carro, passar o fim de semana a Braga, traziam o scott. E sempre que pudéssemos dávamos um salto à praia para que ele corresse e este, sim, tem uma vida, um sofreguidão pela rua, se passa perto de um campo de ténis descobre as bolas perdidas, trá-las na boca, é uma alegria, chega-se perto dos donos, ou de mim ( porque eu adoro o scott) deixa cair a bola para que a apanhemos e lancemos para longe e ir apanhá-la.

O meu sobrinho neto gosta da kim, mas adora o scott pela sua energia, as brincadeiras que têm juntos.

E há o buzz, o cão do meu irmão mais novo. Não convivo com ele, são poucas as vezes que o vejo, mas é um cão lindo.

Quando decidiram adoptar este cão, ainda bebé, a minha cunhada disse que não queria animais em casa. Mas os filhos tanto insistiram que decidiram ficar com ele. É uma alegria.

Há dias, chegaram de férias, comentei: " que saudades dos seus donos", ao que respondeu a dona: " não sei quem tinha mais se ele ou nós".

Eu não tenho um cão, mas reconheço que estes são os grandes amigos da minha família, muito dedicados aos seus donos, e vice-versa.

Não concebo que se trate mal os animais, e tendo eu uma gata, e sei o quanto ela se preocupa comigo e me dá paz, reconheço que o cão dá muito mais de si pelo seu dono.

 

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