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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

Coisas do meu dia# o abrigo

Maria Araújo, 29.08.18

 

 

 Bebé no carrinho, fomos para a praia de manhã, levamos o termos com a sopa, o tupperware com a fruta.

Chegamos lá, montamos o abrigo para menino  no limite da área das barracas.

Estava vento.

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Um casal observava-nos a montá-lo.

Montada este, a minha irmã adormecia o menino,  quando ouço uma voz atrás de mim.

Pedia desculpa mas não podia ter "a tenda" naquele lugar, que não reparara que estávamos a montá-la, teria avisado a tempo.

Respondi que conheço as regras mas como estava no limite do espaço das barracas não haveria problema.

"Basta uns metros mais ao lado, olhe ali naquele bocado de espaço já pode"disse ele.

E o casal não tirava os olhos de nós.

Sozinha, tirei as espias, peguei no abrigo e levei-o para onde ele pediu.

Com uma das espias na mão prendo-o, as outras deixara junto à cadeira do bebé, a minha irmã andava de um lado para outro a adormecê-lo.

De repente, ouço uma voz masculina que me pergunta se quero ajuda.

Agradeci, disse que tinha as outras espias para pôr, então segurava a tenda, ia buscá-las.

Assim fiz. Agradeci, já não precisava de nada.

O bebé dormia no colo, deitámo-lo dentro, ficou tranquilo, protegido do vento e nós também.

A minha irmã perguntou-me de onde surgira o senhor que prestara ajuda, respondi que não vira, que fora muito simpático, e o casal que nos observava, e que podia ter perguntado se queríamos ajuda, nada fez.

Provavelmente, observavam se sabiamos montar o abrigo, ou comentavam qual de nós seria a mãe, já que não temos cara de quem tem um filho bebé.

Uma coisa é certa:  fosse eu a ver a cena,  teria feito o mesmo que o senhor, que surgiu não sei de onde,  e que veio em meu auxílio.

Continuo a afirmar que levar um bebé para a praia exige muita logística.

Faço pouquíssima praia, mas passa-se bem o tempo. Passeia-se pelo paredão, pelos passeios do pinhal, pela piscina ao final da tarde, ora dá-se a sopa, vem a hora da sesta,  depois a papa, mais uma sesta, está na hora de jantar, a mãe chega do trabalho, cabe-lhe a vez de cuidar dele  até dormir o soninho da noite.

Assim se passaram nove dias, no fim de semana acabam as nossas férias, tenho apenas 4h de praia.

Mas sabe bem cuidar dele, lindo, muito sorridente e bem disposto.

 

 

 

 

 

sozinha em casa

Maria Araújo, 27.08.18

isto é, na praia, com o bebé, que a esta hora dorme.

Saíram todos de manhã, estava um tempo fantástico para fazer praia mas era impossível sozinha levar toda a logística que um bebé precisa, fui para a piscina.

O meu irmão apareceu por  cá, deitei o bebé, preparei o almoço, tudo muito rápido porque o bebé dorme cerca de trinta minutos, muito pouco, mas a noite é seguida, acorda de manhã cedo para o biberão.

Esta criança tem as suas rotinas e eu sigo à risca.

Depois do almoço, o tempo arrefeceu,  hora da papa,  o meu irmão decidiu ir embora, estava a ameaçar chuva,  fui dar uma volta com o menino.

Mudei de roupa, convicta de que estava fresco, calcei umas meias ao bebé.

Fomos em direcção à praia,  eis que chegamos lá e " que maravilha de temperatura!", comentei comigo.

Apetecia-me ir para a praia, mas levar o carrinho com o bebé era impossível.

Vim para casa, era hora de mais uma sesta, mas ele não dormiu mais de dez minutos.

Fui buscá-lo ao quarto, sentei-o na cadeira  estamos os dois a desfrutar desta serena tarde que parecia ameaçar chuva mas deu-nos um sol encoberto e quente.

Há seis dias que estou na praia e ainda não tive mais de duas horas deitada na areia.

Um bebé ocupa-nos muitas horas e estando sozinha não faço nada.

Neste momento,  estamos os dois  a gozar a temperatura, ele tira as meias que calcei quando saímos para passear e eu escrevo este post.

Há muitos anos ( a Sofia tem 20, foi a última a cuidar dela, antes das  férias dos pais)  que não estava tantos dias com um bebé.

Como compreendendo as mães que muito dão aos filhos , sabe-se lá com que forças, sobretudo quando eles, os homens,  não colaboram!

 

E apetecia-me tirar uma soneca.

E o pessoal deve estar a chegar.

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